Acredito que o processo de desagregação de nossa sociedade, mediante a transformação de cada ser humano em um indivíduo egoista e irresponsável pelos próprios atos, não venha ocorrendo de forma aleatória, por fenômenos isolados ou integrantes de mero processo cultural (degenerativo). Vislumbro grandes interesses atrás das cortinas e grandes covardes - alimentados por complexos, ódio e sede de vingança na inequívoca condução de um plano cuidadosa e criminosamente planejado contra a sociedade brasileira. Estou seguro, ainda, de que significativa parcela do sucesso de tal empreendimento deva ser creditada ao papel desempenhado por tolos que entendem ser possível o aperfeiçoamento da sociedade mediante a cessão resignada de espaço aos radicais que se escondem por detrás das muralhas de discursos "politicamente corretos".
Caso o contingente de ovelhas representado pela maioria esmagadora das pessoas que desejam a ordem, o respeito às leis, o prevalecimento das virtudes sobre os vícios e da honestidade sobre a corrupção não aprenda a se defender e continue a escolher, como representantes, aqueles que estimulam o crime e o desrespeito, a despeito dos discursos democráticos e humanistas e, ainda, sigam não questionando cada escândalo, cada ameaça à lei e à liberdade - não haverá saída para o Brasil e, num piscar de olhos, seremos uma completa ditadura.
Afinal, a maior fraqueza da democracia consiste no respeito à vontade da maioria, na liberdade de escolha, no respeito à diversidade. Tais princípios éticos e morais, fazem com que alimente e fortaleça seus próprios verdugos - na esperança de que, algum dia, o curso da História tome rumo distinto dos últimos e conhecidos milênios.
A Alemanha que ensejou a criação do nacional-socialismo era culta e dotada de princípios. Ocorre que, como os "incubus" daqui, Hitler enganou a todos facilmente. E ainda existem alguns que acreditam que a prática rotineira de delitos financeiros e a manipulação da Justiça, da Política, dos órgãos e estruturas do Estado e da máquina pública sejam instrumentos necessários e justos para a construção de um país melhor, ou seja, de que os fins, nesse caso, justificam os meios.
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Há 5 anos