Pontos de vista sobre a Política e sobre o papel de cada um em face de seu exercício. Particularmente, este espaço buscará abordar a percepção do autor sobre o papel dos militares e de segmentos liberais ante as ameaças de totalitarismo socialista em curso no Brasil.

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

Augusto Nunes e sua análise sempre correta...

Blogs e Colunistas

Coluna do Augusto Nunes  
17/02/2014 às 19:22 
 

O adiamento da reunião do Mercosul na Venezuela avisa que Dilma Rousseff começou a pagar a conta da política externa da canalhice

dilma-mercosul

O engajamento na aliança golpista que tentou manter na presidência do Paraguai o reprodutor de batina Fernando Lugo, o apoio militante  ao governo em decomposição de Nicolás Maduro, os donativos bilionários (e secretos) do BNDES à ditadura cubana, a importação de escravos de jaleco que rende à ilha-presídio mais de 23 milhões de dólares por mês e tantas outras iniquidades enterraram a esperança de que Dilma Rousseff ao menos retocasse a política externa da canalhice inaugurada em janeiro de 2003. O repulsivo comportamento do Planalto no caso do senador boliviano Roger Molina informa que a afilhada fez mais que preservar a herança maldita. Conseguiu torná-la mais repulsiva, provou a descoberta do plano forjado para entregar ao algoz Evo Morales o homem enclausurado na embaixada brasileira em La Paz.
Até dezembro de 2002, o Brasil liderou a América do Sul sem bravatas nem bazófias. Hugo Chávez, por exemplo, tratou de comportar-se desde o dia da posse em 1998: não provocou nenhum país nem embarcou em delírios beligerantes. Ao fim de complicadas negociações conduzidas pessoalmente por Fernando Henrique Cardoso, o acordo entre o Equador e o Peru encerrou um dos mais antigos conflitos de fronteira do subcontinente. O Paraguai abrandou a choradeira pela revisão do Tratado de Itaipu. A Bolívia entendeu que o preço do gás vendido ao vizinho tinha de levar em conta que o comprador havia bancado sozinho a construção do gasoduto bilionário. Até a Argentina pareceu criar juízo, e o Brasil não foi desafiado por ninguém.
As coisas começaram a mudar em janeiro de 2003, com o parto da política externa da canalhice. Fruto do cruzamento de stalinistas farofeiros que controlam o PT com terceiromundistas de galinheiro que infestam o Itamaraty, nasceu com 200 anos de idade. O aleijão teria morrido de velhice na primeira semana se não fossem os cuidados que lhe dispensaram o padrinho que imagina que o Oriente Próximo tem esse nome por ficar logo ali e a dupla de babás formada por Celso Amorim e Marco Aurélio Garcia. Não teria chegado aos 211 anos sem a permanência de Garcia, sempre disfarçado de Assessor Especial para Assuntos Internacionais, no cargo de chanceler.
Nos oito anos de Lula, o Brasil fez concessões vergonhosas ao Paraguai e ao Equador, suportou com passividade bovina as bofetadas desferidas pela Argentina e pela Bolívia, hostilizou a Colômbia democrática enquanto afagava os narcoterroristas das FARC, curvou-se à vontade e aos caprichos da Venezuela chavista, deixou de ser sinuelo para virar mais um no rebanho. Simultaneamente, fantasiou-se de “potência emergente” para intrometer-se nos assuntos internos de outras nações. Reduzido a braço internacional da seita lulopetista, o Itamaraty decidiu aposentar valores morais e princípios éticos irrevogáveis. E não perdeu nenhuma chance de escolher o lado errado.
Entre os Estados Unidos e qualquer obscenidade que se opusesse ao imperialismo ianque, preferiu invariavelmente a segunda opção. Subordinado aos napoleões de hospício que proliferam nos grotões sul-americanos, Lula rebaixou a embaixada em Honduras a Pensão do Companheiro Manuel Zelaya. Para prestar vassalagem a Fidel Castro, comparou os que discordam dos donos da ilha-presídio aos bandidos encarcerados em São Paulo e aprovou a deportação dos pugilistas Erislandy Lara e Guillermo Rigondeaux.
Entre a civilização e a barbárie, o fundador do Brasil Maravilha afrontou o país que presta ao bajular, com derramamentos de galã mexicano, o faraó de opereta Hosni Mubarak, o psicopata líbio Muammar Kadafi, o genocida africano Omar al-Bashir ou o iraniano atômico Mahmoud Ahmadinejad. Coerentemente, o último ato de um  presidente que se achava capaz de resolver os conflitos do Oriente Médio com meia dúzia de conversas de botequim foi promover a asilado político o assassino italiano Cesare Battisti.
As punições aplicadas à médica cubana Ramona Rodriguez, agora proibida de exercer a profissão, e a demora na concessão do status de refugiado a Roger Molina atestam que, com o mandato de Dilma perto do fim, continua em vigor a política externa da canalhice. Pior para a presidente: a conta acumulada nos últimos 11 anos começou a chegar. Como a decisão sobre o caso do senador boliviano, também a reunião do Mercosul acaba de ser adiada pela terceira vez em dois meses. Motivo: o encontro tem de ocorrer na Venezuela, e a ideia de passar algumas horas na terra conflagrada apavora os parceiros que premiaram Hugo Chávez com a carteirinha de sócio do clube. A turma prefere esperar que Caracas pareça mais acolhedora.
Convém esperar sentada.
http://veja.abril.com.br/blog/augusto-nunes/

A Árvore Boa

Rômulo Bini Pereira* - O Estado de S. Paulo

"Quando cortam uma árvore boa e não arrancam suas raízes, brotos teimosos vão nascer sempre no que sobrou do tronco a dizerem que ela pode ressurgir e ficar mais alta, porque a sua seiva não se extinguiu e nem se extinguirá!"

 
Carmelo Regis
A Revolução Democrática de 31 de Março completa 50 anos este ano e já se observa elevado número de reportagens e artigos sobre esse fato histórico. Nesse diapasão, nas esferas federal, estaduais e até municipais avultam as diversas Comissões da Verdade criadas no País, a levantarem fatos que vão repercutir na opinião pública com uma visão num só sentido. Seu escopo maior é denegrir o fato histórico, cujo combustível veio do coração nacionalista do povo brasileiro no limiar do outono de 1964. Ao passo que os crimes cometidos pelas esquerdas radicais são nefanda e irresponsavelmente acobertados por essas comissões.
A atual "presidenta" da República, que participou ativamente da luta armada, em recente visita à paradisíaca Ilha de Cuba demonstrou ao mundo sua prestimosa submissão ao líder comunista Fidel Castro. Esse seu ato mostra que, se a revolução não fosse vitoriosa, estaríamos sob a vigência de uma "democracia sanguinária", semelhante à que ainda escraviza e aterroriza o povo cubano.
Após 30 anos da Nova República e de cinco governos civis, notam-se análises negativas quanto ao presente e ao futuro do Brasil. Os três Poderes da República, base de todo regime democrático, vivem hoje momentos sensíveis e preocupantes - corrupção e mordomias em todos os seus níveis.
O Legislativo é a instituição mais desacreditada, segundo pesquisas confiáveis. Legisla quase sempre em favor dos direitos, mas nem sempre se lembra dos deveres. O interesse nacional é secundário e, em consequência, temas de capital importância para o Brasil são postergados, só pelo simples fato de que podem trazer reflexos indesejados nas urnas.
O Judiciário passou a ser a esperança dos brasileiros por ter-se sobressaído sobremaneira no processo conhecido como mensalão, conduzido pela Suprema Corte. Esta, em seus debates, demonstrou, entretanto, que há áreas de atritos de cunho ideológico e partidário entre seus membros. Não fossem a morosidade no julgar e os longos trâmites nos processos jurídicos, seu conceito seria mais positivo.
O Executivo passa por sérias dificuldades, pois a "presidenta" demonstra ser incapaz de governar com seriedade, equilíbrio e competência. Diante de qualquer obstáculo, convoca especialistas em propaganda e marqueteiros para que façam diminuir ou mascarar os pontos negativos que poderão surgir, pois só o que ela e seu partido querem é conseguir a reeleição. Em relação à política externa, o anseio do governo é fazer o Brasil ter uma cadeira permanente no Conselho de Segurança da ONU. e isso está afastado. Nosso país está sendo ridicularizado em todo o mundo por tantos escândalos. País assim não pode postular distinção de tamanha expressão mundial.
Nos dias atuais o País vive momentos conturbados, que se vêm agravando desde os surpreendentes movimentos populares de junho de 2013. A Copa do Mundo traz efetivas preocupações ao povo brasileiro.
Manifestações ininterruptas conduzidas por vândalos transformaram algumas cidades, principalmente as capitais, em verdadeiras praças de guerra. Os "rolezinhos", já bastante disseminados, trazem em seu bojo indícios de luta de classes. A criminalidade já é endêmica entre nós e isso faz com que não mais sejamos vistos como um povo pacífico e cordato. Nossos índices de crimes anuais já atingem a cifra de 50 mil mortos/ano, próximos aos de países onde há guerra civil.
As autoridades constituídas pouco fazem para reverter essa situação. Propalam promessas vãs, são incompetentes, demonstram desinteresse e má-fé. Seu aparato policial está sempre pressionado, pois suas ações são consideradas agressivas. As soluções não surgem e o País vive uma situação de descalabro político e moral, com manifestos sinais de incipiente desobediência civil. É essa a democracia que desejamos?
Finalmente, um enorme paradoxo. As Forças Armadas continuam sendo a instituição de maior credibilidade no País, e isso é se deve não apenas à eficiência, à noção de responsabilidade, ao trato da coisa pública, mas, sobretudo, aos valores morais que são cultivados em todos os seus escalões. A honestidade, a probidade, a disciplina e o empenho no cumprimento da missão são algumas virtudes que norteiam as Forças Armadas e que deveriam também ser exercidas pelos diversos mandatários dos governos de nosso país. O que, infelizmente, não ocorre.
Na área militar nota-se ainda repulsa aos atos das citadas comissões. Ela é flagrante, crescente e de silenciosa revolta. Pensam que os integrantes das Forças Armadas - quietos, calados e parecendo subservientes - assistem passivamente aos acontecimentos atuais com sua consciência adormecida. Não é bem isso que está acontecendo!
As esquerdas sempre alardeiam que os "militares de hoje" não são como "os de 1964". Sem dúvida! Aqueles, mais preparados cultural e profissionalmente e mais informados que estes, mantêm, contudo, bem viva a mesma chama que seus predecessores possuíam e lhes legaram: o amor à liberdade, aos princípios democráticos, à instituição e ao Brasil. Também não aceitarão e, se necessário, confrontarão regimes que ideólogos gramscistas queiram impor à sociedade brasileira, preconizados pelo Foro de São Paulo, órgão orientador do partido que nos governa e de alguns países da América do Sul que se dizem democratas.
Mesmo sendo vilipendiada, devemos saudar a Revolução Democrática. É voz geral entre os esquerdistas que 64 jamais será esquecido. Ótimo, nós, civis e militares que a apoiamos, também não a esqueceremos. A Revolução de 1964 será sempre uma "árvore boa"!
*Rômulo Bini Pereira é general de Exército e foi chefe do Estado Maior de Defesa.

Rumo ao suicídio...

Diariamente, numa velocidade que assusta aos mais atentos, linhas editoriais se alternam - expondo grandes batalhas travadas no âmbito de grupos de comunicação de respeitável envergadura.

O episódio envolvendo ativistas "black blocs" que causaram a morte do cinegrafista Santiago parece haver sido o estopim para que fossem retiradas máscaras e ficasse evidente quem manda na mídia e qual a cartilha da verdade do momento.

De fato, não existe a menor possibilidade de que os financiadores e aliciadores de manifestantes radicais, bem como seus propósitos político-ideológicos, sejam identificados de modo idôneo, isento, independente. Tanto o aparato policial, quanto jornalístico, capazes de elucidar o fato e expor todas as ligações - algumas já confessadas de público pelos próprios protagonistas - entre políticos, ativistas, militares partidários, vândalos parece ter sua liberdade de ação restringida por parâmetros de interesse político, econômico ou midiático. Em resumo, a opinião publicada, que oscilou um pouco durante os primeiros dias de apuração do episódio, já retornou aos trilhos de favorecimento da esquerda e do discurso usual, ou seja, a culpa será atribuída à truculência e despreparo da polícia, a uma sociedade desigual, aos políticos corruptos, à justa revolta da população...

Em que pese a absurda compatibilidade do momento atual brasileiro com os ensinamentos contidos em "Os cadernos do cárcere", obra que reúne o pensamento do comunista italiano Antônio Gramsci escrito em 29 cadernos manuscritos durante sua prisão no final dos anos 20 e início da década de 30, a maioria dos intelectuais e artistas insistem de "vender" a ideia de que o que ocorreu no Brasil em 64 e ocorre hoje não têm qualquer ligação com um processo ardilosamente planejado de implantação de uma ditadura marxista no país.

O foro de São Paulo, fundado por Lula e Fidel Castro, bem como o pensamento bolivariano de Hugo Chávez são perigosamente ignorados por alguns jornalistas que esqueceram o que seja a investigação da notícia e o papel de alerta da imprensa ou, noutro sentido, têm seu significado minimizado ou acobertado por outra parcela de jornalistas - estes comprometidos com o projeto socialista.

Esquecem-se muitos artistas, jornalistas, intelectuais, políticos - em especial - que os articuladores do discurso de que a contra-revolução (burguesa e não militar!) de 1964 teve como objeto estabelecer uma ditadura militar no Brasil e extirpar a democracia quando, na verdade, pretendiam os guerrilheiros, terroristas e outros ativistas, já desde o final dos anos 50, transformar o Brasil em uma ditadura comunista aos moldes de Havana. Para comprovar isto, para quem não viveu aquele momento, basta pesquisar as origens ideológicas e dos recursos financeiros e militares do apoio aos "ativistas", que muito antes de 64 fizeram cursos de guerrilha, sabotagem e de preparação político-ideológica em Cuba, na China, na Rússia e em diversos países da antiga URSS.

O ponto mais interessante a ser analisado diz respeito ao fato de que o ódio pelos militares foi cuidadosamente disseminado em parcela da sociedade brasileira como se tivesse, esse segmento, interrompido uma jornada do Brasil rumo à democracia e ao desenvolvimento - e não rumo ao autoritarismo e à miséria! Aliás, estudo mais aprofundado da contra-revolução evidenciaria, aos mais céticos (obviamente não comprometidos com processo gramscista de tomada de poder ora em curso) que o movimento de 64 não teve origem nos militares, mas na sociedade. No Rio, para citar o exemplo mais evidente em virtude de ser, à época, a capital do país, Carlos Lacerda foi um dos grandes e primeiros articuladores da reação contra a iminente tomada do poder pelos comunistas. Quem pesquisar no "google", irá encontrar, inclusive, o áudio do famoso discurso de Lacerda que, do palácio de governo e cercado de voluntários (civis!) armados, mediante a rádio e uma rede de alto-falantes, conclamava a população a reagir aos comunistas... Isto às vésperas de 31 de março!

Aqueles que, diuturnamente, agridem os militares e os acusam de autoritários e de inúmeros defeitos ignoram a realidade de que, à exceção das obras dos presidentes desse período, nada mais se fez no Brasil em termos de infraestrutura. Merecem ser contabilizadas as pontes, rodovias, usinas hidrelétricas, aeroportos... Sem falar na expansão da Petrobrás, da Eletrobrás e tantos outros expoentes de desenvolvimento hoje arrasados pela tempestade petista. De fato, usando um recurso de retórica de autoria de Jair Bolsonaro, poder-se-ia afirmar que os culpados pelos recentes "apagões" de energia são os militares pois! Afinal, o PT nunca construiu qualquer usina e, sendo assim, todas aquelas que estão aí, a começar de Itaipu, são coisa dos militares. Aliás, nesse ponto, merece citação o absurdo posicionamento das relações exteriores do Brasil na questão envolvendo o tratamento dedicado aos infundados argumentos do Paraguai sobre a questão de Itaipu e a benevolência do PT ao abrir mão de direitos, interesses e recursos tão caros ao país tão somente em face do projeto de poder socialista nas Américas. Tamanha incompetência somente encontra paradigma na questão do gás com a Bolívia... E sempre o Brasil a fazer o papel de otário!

Se é que há conforto nisso, resta observar que, em todos os países onde o sonho comunista matou mais uma centena de milhões, jamais sobrou imprensa ou qualquer mídia independente e, mesmo os aliados de percurso, segundo os ensinamentos de Lenin, Stalin e, mais tarde, de Gramsci, sempre são eliminados quando atingida a tomada do poder.

Os avisos estão aí... Infelizmente, há um imenso número de tolos que acreditam que tudo seja uma conspiração da direita ou, então, o maior mérito do demônico constitui-se em fazer crer que ele não exista!

Golpe à brasileira


Marco Antônio Villa - O Estado de S. Paulo

19 de fevereiro de 2014,  2h 09
Às vésperas dos 50 anos do golpe militar torna-se necessário um resgate da História para entendermos o presente. Em 1964 o Brasil era um país politicamente repartido. Dividido e paralisado. Crise econômica, greves, ameaça de golpe militar, marasmo administrativo. O clima de radicalização era agravado por velhos adversários da democracia. A direita brasileira tinha uma relação de incompatibilidade com as urnas. Não conseguia conviver com uma democracia de massas num momento de profundas transformações. Temerosa do novo, buscava um antigo recurso: arrastar as Forças Armadas para o centro da luta política, dentro da velha tradição inaugurada pela República, que já havia nascido com um golpe de Estado.

A esquerda comunista não ficava atrás. Sempre estivera nas vizinhanças dos quartéis, como em 1935, quando tentou depor Getúlio Vargas por meio de uma quartelada. Depois de 1945, buscou incessantemente o apoio dos militares, alcunhando alguns de "generais e almirantes do povo". Ser "do povo" era comungar com a política do Partido Comunista Brasileiro (PCB) e estar pronto para atender ao chamado do partido numa eventual aventura golpista. As células clandestinas do PCB nas Forças Armadas eram apresentadas como uma demonstração de força política.
À esquerda do PCB havia os adeptos da guerrilha. O Partido Comunista do Brasil (PCdoB) era um deles. Queria iniciar a luta armada e enviou, em março de 1964, o primeiro grupo de guerrilheiros para treinar na Academia Militar de Pequim. As Ligas Camponesas, que desejavam a reforma agrária "na lei ou na marra", organizaram campos de treinamento no País em 1962 - com militantes presos foram encontrados documentos que vinculavam a guerrilha a Cuba. Já os adeptos de Leonel Brizola julgavam que tinham ampla base militar entre soldados, marinheiros, cabos e sargentos.
Assim, numa conjuntura radicalizada, esperava-se do presidente um ponto de equilíbrio político. Ledo engano. João Goulart articulava sua permanência na Presidência e necessitava emendar a Constituição. Sinalizava que tinha apoio nos quartéis para, se necessário, impor pela força a reeleição (que era proibida). Organizou um "dispositivo militar" que "cortaria a cabeça" da direita. Insistia em que não podia governar com um Congresso Nacional conservador, apesar de o seu partido, o PTB, ter a maior bancada na Câmara dos Deputados após o retorno do presidencialismo e não ter encaminhado à Casa os projetos de lei para tornar viáveis as reformas de base.
Veio 1964. E de novo foram construídas interpretações para uso político, mas distantes da História. A associação do regime militar brasileiro com as ditaduras do Cone Sul (Argentina, Uruguai, Chile e Paraguai) foi a principal delas. Nada mais falso. O autoritarismo aqui faz parte de uma tradição antidemocrática solidamente enraizada e que nasceu com o Positivismo, no final do Império. O desprezo pela democracia rondou o nosso país durante cem anos de República. Tanto os setores conservadores como os chamados progressistas transformaram a democracia num obstáculo à solução dos graves problemas nacionais, especialmente nos momentos de crise política. Como se a ampla discussão dos problemas fosse um entrave à ação.
O regime militar brasileiro não foi uma ditadura de 21 anos. Não é possível chamar de ditadura o período 1964-1968 - até o Ato Institucional n.º 5 (AI-5) -, com toda a movimentação político-cultural que havia no País. Muito menos os anos 1979-1985, com a aprovação da Lei de Anistia e as eleições diretas para os governos estaduais em 1982. Que ditadura no mundo foi assim?
Nos últimos anos se consolidou a versão de que os militantes da luta armada combateram a ditadura em defesa da liberdade. E que os militares teriam voltado para os quartéis graças às suas heroicas ações. Num país sem memória, é muito fácil reescrever a História.
A luta armada não passou de ações isoladas de assaltos a bancos, sequestros, ataques a instalações militares e só. Apoio popular? Nenhum. Argumenta-se que não havia outro meio de resistir à ditadura a não ser pela força. Mais um grave equívoco: muitos desses grupos existiam antes de 1964 e outros foram criados pouco depois, quando ainda havia espaço democrático. Ou seja, a opção pela luta armada, o desprezo pela luta política e pela participação no sistema político, e a simpatia pelo foquismo guevarista antecederam o AI-5, quando, de fato, houve o fechamento do regime. O terrorismo desses pequenos grupos deu munição (sem trocadilho) para o terrorismo de Estado e acabou sendo usado pela extrema direita como pretexto para justificar o injustificável: a barbárie repressiva.
A luta pela democracia foi travada politicamente pelos movimentos populares, pela defesa da anistia, no movimento estudantil e nos sindicatos. Teve em setores da Igreja Católica importantes aliados, assim como entre os intelectuais, que protestavam contra a censura. E o MDB, este nada fez? E os seus militantes e parlamentares que foram perseguidos? E os cassados?
Os militantes da luta armada construíram um discurso eficaz. Quem os questiona é tachado de adepto da ditadura. Assim, ficam protegidos de qualquer crítica e evitam o que tanto temem: o debate, a divergência, a pluralidade, enfim, a democracia. Mais: transformam a discussão política em questão pessoal, como se a discordância fosse uma espécie de desqualificação dos sofrimentos da prisão. Não há relação entre uma coisa e outra: criticar a luta armada não legitima o terrorismo de Estado. Temos de refutar as versões falaciosas. Romper o círculo de ferro construído, ainda em 1964, pelos adversários da democracia, tanto à esquerda como à direita. Não podemos ser reféns, historicamente falando, daqueles que transformaram o antagonista em inimigo; o espaço da política, em espaço de guerra.
*Marco Antonio Villa é historiador, autor do livro 'Ditadura à Brasileira' (Ed. Leya).
http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,golpe-a-brasileira,1131917,0.htm

 

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

Blogs e Colunistas
15/02/2014  às 5:43

IRRESPONSÁVEIS 2 – A OAB-RJ perdeu a moral para representar a defesa do Estado de Direito no Rio. Nota vergonhosa sobre o ataque a cinegrafista desmoraliza os advogados do Rio. Ou reagem ou passarão a ser serviçais do PSOL

VOU MANTER ESTE TEXTO NO ALTO DA PÁGINA. HÁ ATUALIZAÇÕES ABAIXO DELE
Já chamei mais de uma vez, e chamo de novo, a OAB-RJ de “babá de black bloc”. É vergonhoso, tendente ao asqueroso, como vocês verão, o comprometimento ideológico da Ordem dos Advogados do Brasil-RJ com os baderneiros. Há muito entrou no terreno da indignidade. Os advogados do Rio deveriam se envergonhar.
Lembro que a Ordem dos Advogados do Brasil não é uma mera associação de caráter sindical, à qual as pessoas se filiam se quiserem. Trata-se de uma entidade paraoficial — que conquistou, inclusive, o discutível “direito” de dar ao advogado a competência para trabalhar ou não na área. Se o indivíduo for reprovado no exame da Ordem, nada feito. Sempre defendi essa prerrogativa porque me parecia, até anteontem, que era a garantia de uma maior qualidade dos profissionais, o que é bom para os brasileiros.
Estou em processo de revisão do meu ponto de vista. Se a OAB decide se comportar como um grupelho ideológico, que ignora garantias fundamentais da Constituição e atropela com desassombro uma penca de leis do Código Penal, então OAB para quê? Aliás, se um brasileiro não precisa nem mesmo ser formado em direito para ser ministro do STF — e não precisa: basta ter 35 anos e notório saber jurídico —, então por que precisa ter o “passaporte” da Ordem? Ainda não é o meu ponto de vista definitivo. Estou em processo. Mas os descalabros da OAB-RJ estão servindo de um forte argumento contra esse superpoder da entidade. Afinal, se a ordem é um ente que subordina os profissionais ainda que estes não quisessem, cabe-lhe obrigatoriamente ser politicamente neutra. 
Chegou-me só hoje, um pouco tarde, mas ainda a tempo, uma nota oficial emitida por um senhor chamado Marcelo Chalreo. Ele é presidente da Comissão de Direitos Humanos da OAB-RJ. Ele se refere ao ataque que sofreu o cinegrafista Santiago Andrade no Rio, no dia 6, que resultou na sua morte. Leiam o texto em vermelho. Os destaques ficam por minha conta porque eu os comentarei em seguida. O texto é indecente já a partir do título. É longo, mas vale a pena. Leiam conforme o original. Volto em seguida.
*
Ação e Reação
Redijo essa por conta do incidente que causou graves e sérias lesões em um cinegrafista de um grupo de mídia na cidade do Rio de Janeiro na última quinta-feira. A Comissão de Direitos Humanos e Assistência Judiciária da OAB RJ esteve presente no Hospital Souza Aguiar na noite da ocorrência para não só emprestar toda solidariedade à família, mas também para melhor se inteirar do ocorrido e compartilhar com dirigentes do Sindicato dos Jornalistas e amigos do atingido sua expectativa de que tudo corresse da melhor forma possível, buscando, outrossim, junto à administração do Hospital, todas as informações possíveis que pudessem dar um quadro real da situação existente. Na ocasião, declaramos à imprensa que seria precipitado e leviano naquele momento, como já faziam alguns órgãos de mídias, imputar a este ou aquele a responsabilidade pelo artefato que atingira o mencionado profissional de imprensa. Constatamos no ato um fato que já vinha sendo posto : o repórter não portava durante seu trabalho qualquer identificação claramente visível de ser profissional de imprensa nem usava qualquer equipamento de proteção individual, como capacete, máscara antigases etc, apetrechos essenciais em coberturas que podem implicar em risco à integridade física, como praxe em certos segmentos da mídia. O uso desses equipamentos de identificação e proteção, reclamados há meses pelo Sindicato dos Jornalistas ao empresariado da mídia, porém não fornecidos aos profissionais de imprensa, poderiam ter evitado ou minorado, a contundência sofrida.
Isso posto, resta pontuar que têm sido recorrentes desde o ano passado ferimentos, lesões, danos físicos de maior ou menor gravidade em decorrência dos protestos que têm tomado as ruas brasileiras, em sua maior medida, como mais de uma vez apurado, mas sem a devida responsabilização dos seus causadores, originários de atos e ações da polícia. Mais uma razão, repete-se, para que os profissionais destacados para essas coberturas portem os necessários equipamentos de proteção individual como meio e modo de resguardarem sua incolumidade física.
Nesse contexto, as reações dos manifestantes às ações policiais, que na maioria das vezes usaram e usam força desmedida, desproporcional e até incontrolável, têm sido um fato. O uso de táticas e métodos contraofensivos é mecanismo mais que antigo na seara do protesto social em face da truculência policial, bastando retroagir aos acontecimentos de Paris em 68, aos protestos estudantis do Rio em 67 e 68 ante a ditadura civil-militar, às greves do ABC no fim dos anos 70, às ações militantes da Alemanha no início dos anos 80, à greve da CSN em 88, às manifestações contra o aumento das passagens de ônibus no Rio no fim dos anos 80, às passeatas de Buenos Aires no início dos anos 90 e mais recentemente aos protestos sociais na Espanha, em Portugal, no Chile, na Turquia, na Colômbia, no Egito e no Brasil.
Frente a uma polícia despreparada, na verdade na ausência de uma política de segurança pública cidadã e que não veja e não tenha o manifestante como um inimigo a ser batido ( a propósito, ver reportagem de “ O Globo “ do dia 02/09 : “ Sem Preparo . Em pesquisa, 64% dos policiais assumem não ter treinamento adequado para agir em manifestações “ ) impera a força a qualquer custo e preço, o que, segundo os próprios policiais ouvidos ( em todo o Brasil ) decorre da “… (a) atuação da tropa é determinada pelos governos estaduais “, não é impensável, muito menos improvável ( e os exemplos mais uma vez vêm do nosso próprio e não distante passado e de outros países ), que os manifestantes se preparem para o pior e portem o que consideram necessariamente defensivo em face da brutalidade policial iminente. No mesmo diapasão, a reforçar ações contraofensivas de maior alcance, insere-se o perfil de uma força de segurança militarizada dos pés à cabeça, das mais violentas e que mais mata no Mundo. Não bastasse, houve e há um conjunto de medidas administrativas e legais draconianas, muitas vezes inconstitucionais e ilegais, adotadas por nossos governantes municipais, estaduais e federal a mais gasolina jogar na fogueira da insensatez pura e simplesmente repressiva, como se não houvesse um estado geral de insatisfação com um conjunto de práticas e políticas governamentais que fizeram e fazem eclodir os protestos em inúmeros pontos do Brasil, o que obviamente não se restringe aos grandes centros e às grandes cidades.
Nessa linha, ação e reação se combinam e se enlaçam em um contexto sócio-político-econômico explosivo ( e isso só não ver quem não quer ), onde o diálogo cessa ou é escasso, com valoração da força bruta do Estado para tentar inibir e conter o que é crescente : uma insatisfação popular cada vez menos latente e mais explícita na qual a juventude precariada é aríete claro à qual se somam outros estamentos sociais de oposição a um modelo excludente e permissivo de tudo que não que seja sua própria negação.
Para finalizar, não podemos deixar de apontar que até momento a grande massa dos que deram entrada nos hospitais públicos e privados brasileiros após os confrontos em nossas ruas, estradas, vilas, favelas, universidades foram os atingidos por ações e artefatos disparados pelas forças policiais, alguns dos quais com lesões irreversíveis, sem que se tenha notícia de quaisquer atos governamentais ( administrativos ou judiciais ) que de fato tenham buscado apurar e responsabilizar os praticantes desses “ excessos “, o que, por óbvio, só faz reforçar o sentido e a necessidade de uma autodefesa por parte do mais fraco, gerando, em consequência do aviltamento da cidadania violada em seu direito de manifestação e protesto, cenas como as vistas no Rio na quinta passada e muito provavelmente se voltarão a repetir em razão da falta de uma cultura efetivamente democrática, distributiva, partícipe, cidadã e de transparência no trato da coisa pública.
A violência, como parteira da história, se apresenta ( na verdade sempre esteve presente ) indelevelmente aos nossos olhos de hoje.
Retomo
Retomo. Começo pelo fim do texto,  que, muito provavelmente, põe a ignorância a serviço da imoralidade. Esta frase — “a violência é a parteira da história” — não é de Marx, como já vi em muitos panfletos de extrema esquerda e vejo agora. Marx escreveu outra coisa: “A violência é a parteira de toda a velha sociedade prenhe de uma nova”. Comentando a passagem, Hannah Arendt sintetiza, então, que, PARA MARX, “a violência é parteira da história”. Não se trata de um endosso. Ela lembra que, para o marxismo — e assim deve parecer para o representante da OAB —, o estado é o instrumento de dominação de uma classe. Ora, essa consideração serve para quê? Para legitimar a violência revolucionária. Mas o sr…, como é mesmo o nome dele?, ah, é Marcelo Chalreo, achou a frase do balacobaco. Atenção! O presidente da Comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil-RJ acha que a violência é inevitável e redentora. Lixo moral. É incrível a frequência com que encontrei o nome deste senhor associado a pessoas e eventos do PSOL.
Não censura
Notem que, em momento nenhum, o rapaz censura a violência dos atos nem aqueles que agrediram mortalmente Santiago Andrade. Como ele mesmo confessa, foi ao hospital para prestar solidariedade, mas também para saber o que tinha acontecido para municiar de informações o Sindicato dos Jornalistas do Rio, que é comandado pelo PSOL.
Comento agora destaque a destaque, de cima para baixo.O título da nota é “Ação e reação”. O representante da OAB afirma que os manifestantes apenas reagiram à polícia. É mentira! Está documentado. A polícia é que reagiu ao quebra-quebra.
“Sérias lesões”? Santiago está morto. E já se sabia, desde a primeira hora, que não havia esperança para ele. Pedaços de seu cérebro ficaram na calçada.
O tal Chalreo tem tanto nojo da imprensa que nem dá o nome da emissora a que Santiago pertencia: TV Bandeirantes, Band, escolham. Vira apenas um “grupo de mídia”.
O tal acusa a precipitação da mídia em culpar manifestantes. Mentira! Dez horas depois dos eventos, a principal emissora do país, a Globo, ainda culpava a polícia, embora já estivesse claro que se tratava de artefato que a polícia não emprega. A afirmação é escandalosamente mentirosa.
Repetindo a ladainha vagabunda do Sindicato dos Jornalistas do Rio, dominado pelo PSOL, notem que ele prefere culpar a empresa e o próprio profissional pela tragédia: afinal, ele estaria trabalhando sem capacete. Chalreo acha que se deve cobrir uma manifestação como quem vai para a guerra. Que nojo do texto desse cara! Pior: jornalistas não se identificam nos protestos para não ser linchados. É mais seguro vestir um colete de imprensa na Síria do que numa manifestação comandada por black blocs.
O advogado, vejam lá, justifica o fato de manifestantes irem literalmente armados para as manifestações. Segundo ele, trata-se apenas de uma ação preventiva e defensiva. Isso o faz chamar de incidente o ataque ao cinegrafista. Uma ova! Um dos rapazes que acenderam o morteiro deixa claro que o alvo eram os policiais.
Há um maior número de feridos entre manifestantes porque há mais pessoas nos protestos do que policiais. É matemático. Se, no entanto, formos fazer uma conta proporcional, a conclusão óbvia é que os truculentos mascarados atacam com muito mais ferocidade, com uma diferença básica que não deveria escapar ao advogado: as forças de segurança detêm o monopólio do uso legítimo da força. Ou ele não reconhece esse princípio?
No fim de seu texto, antes de se atrapalhar com Marx e Hannah Arendt, resta evidente que ele defende a ação dos black blocs como tática do que chama autodefesa. É mesmo? De quem contra quem? Pensando o que pensa, este senhor enxerga uma luta da sociedade contra o estado, como se a polícia representasse uma ordem autoritária, aquela vislumbrada por Marx, em que o aparelho estatal está a serviço de uma classe.
Para que seu delírio fizesse sentido, forçoso seria que os mascarados fossem legítimos representantes da classe operária. São? Não! Em São Paulo, o povo de verdade pegou um black bloc em ação. O cretino só não morreu linchado porque foi salvo por seguranças.
Encerro
Reajam, senhores advogados do Rio. Com esse tipo de representação, o risco menor é perder a hombridade.
 
Post publicado originalmente às 20h44 desta sexta
Por Reinaldo Azevedo

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

Lá vai mais um artigo do Rodrigo Constantino apontando o canto do hino "Internacional Socialista" na comissão da verdade (?)

http://veja.abril.com.br/blog/rodrigo-constantino/comunismo-2/comissao-da-internacional-socialista/



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Rodrigo Constantino

Análises de um liberal sem medo da polêmica

12/02/2014
às 13:06

Comissão da Internacional Socialista

 
É tudo muito asqueroso. Preparem a caixa de Engov, e em casos mais sensíveis, recomendo uma injeção de Plasil preparada e acessível. Vejam o coral cantando a “Internacional Socialista” em evento oficial da Comissão da Verdade no Rio, com a presença da ministra Maria do Rosário. Eis o link do vídeo.
Trata-se do hino oficial dos comunistas, que chegou a ser adotado pela antiga União Soviética. A URSS, para quem não lembra, tem em seu currículo mais de 20 milhões de mortos inocentes. Lênin, Stalin, Pol-Pot e Mao Tse-Tung fazem Hitler parecer um mero aprendiz de carniceiro.
Alguém poderia imaginar nazistas cantando com o punho direito estendido em evento oficial de governo, na presença de ministro? Seria um ultraje inaceitável, naturalmente. O nacional-socialismo merece a lata do lixo da história, e todos sabem disso.
Curiosamente, muitos ainda usam a foice e o martelo como símbolo oficial até de partido, cantam hinos comunistas, cerram os punhos em homenagem aos maiores assassinos que a Humanidade já teve. E fica tudo por isso mesmo!
Comissão da Verdade? Sei… Comissão da Mentira, isso sim! Tentativa de reescrever a história, de resgatar do limbo o fracassado comunismo, isso sim! Até quando vamos tolerar esta pouca vergonha?
“Ah, mas o comunismo morreu e a Guerra Fria acabou, não seja tão paranoico…”. Mesmo?

Rodrigo Constantino

terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

O assunto exigiu e lá vai um segundo artigo de Rodrigo Constantino

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Rodrigo Constantino

Análises de um liberal sem medo da polêmica

10/02/2014
às 23:29  / Lei e ordem, Liberdade de Imprensa

A suposta isenção pode ser apenas covardia ou viés disfarçado

Momento do assassinato do cinegrafista Santiago Andrade por black blocs
Já falei da turma do “nem-nem” aqui, aqueles que nem são de direita, nem de esquerda, ou que não tomam um partido, nem o outro. São adeptos do “outroladismo”, pois em nome de uma suposta isenção, jamais podem criticar algo com mais convicção. Minto: podem sim, e fazem com freqüência. O lado que está com a razão.
O “isentismo” dos “moderados” quase sempre é covardia (na melhor das hipóteses) ou viés disfarçado (na pior delas). A postura da jornalista Míriam Leitão, que foi da esquerda jurássica a vida inteira e depois evoluiu um pouco, ilustra bem isso. Para poder criticar os xiitas petralhas em uma coluna recente, que adoram a espinafrar, teve que criticar com igual veemência Reinaldo Azevedo e minha pessoa.
Agora ela ataca novamente com seu “centrismo” absurdo, ao comentar a morte do colega cinegrafista. Primeiro, devemos perguntar o que ela entende por manifestação nessa passagem:
Lutamos para que as pessoas pudessem se manifestar, mas manifestação com agressão pode causar a morte de inocentes ou de trabalhadores. A manifestação é uma ferramente democrática, tem que acontecer, faz parte do processo democrático manifestar o desagrado, mas não atacando os profissionais de imprensa.
Estariam os mascarados black blocs se manifestando? Até este lamentável e trágico caso de morte, o que a turma de preto encapuzada fazia era “manifestação”? Quebrar carro de polícia é “manifestação democrática”? Reparem, ainda, na parte em negrito. Só não pode atacar profissionais de imprensa? Atacar policiais pode? Tudo bem?
Nem precisamos perguntar se a reação da mídia seria a mesma tivesse sido um policial militar o alvo do rojão dos criminosos, não é mesmo? Essa frase da jornalista Míriam Leitão deixa bem claro qual seria a resposta. Mas tem mais:
Segundo a Abraji, 102 jornalistas foram vítimas de agressão dos dois lados nessas manifestações – tanto da polícia quanto dos manifestantes. Foram olhados como se fossem alvo. Alguns manifestantes e policiais interpretam equivocadamente a nossa função na sociedade. 
Reparem que mesmo diante de um assassinato por parte dos black blocs a jornalista se recusa a escrever um texto condenando simplesmente tais vândalos assassinos. Ela precisa incluir na lista de ataques os policiais, em pé de igualdade. Tanto “manifestantes” como policiais precisam parar com a violência…
Míriam, quem joga coquetel Molotov é policial? Quem depreda patrimônio público é policial? Quem vai se “manifestar” de máscara é policial? Quem quebra vitrine de loja e banco é policial? Por acaso você chama isso tudo de “manifestação”? E a polícia não deve reagir, com força inclusive, para coibir tais crimes e restabelecer a ordem?
Sabemos de algumas coisas: se o rojão tivesse pego em um policial, a mesma imprensa que está de luto hoje estaria indiferente; se não houvesse imagens comprovando a autoria dos criminosos mascarados, boa parte da imprensa ainda estaria levantando suspeitas da própria PM como responsável; mesmo com tudo isso esclarecido, parte da imprensa é incapaz de simplesmente condenar com firmeza a ação de arruaceiros criminosos que fingem ser “ativistas” ou “manifestantes”.
É tudo muito lamentável. Falta mais coragem. Falta mais clareza moral. Esse tipo de “jornalismo”, ao se pretender moderado e isento, acaba apenas condenando o lado certo e enaltecendo o lado errado.
PS: Aproveito para perguntar se este senhor na foto abaixo pretende vir a público se retratar, pedir desculpas por ter defendido abertamente os vândalos mascarados com as mãos sujas de sangue inocente…

PS2: E este outro aqui, jornalista como dona Míriam, pretende se retratar também, ou vai manter que é favor do “quebra-quebra”, que isso não vandalismo coisa alguma? Boechat, não custa lembrar, é revoltado com tudo do estado, mas paradoxalmente elogia o ditador Fidel Castro…

Rodrigo Constantino segue desmascarando a farsa dos esquerdistas no Brasil

http://veja.abril.com.br/blog/rodrigo-constantino/page/2/

Coluna

Rodrigo Constantino

Análises de um liberal sem medo da polêmica


10/02/2014
às 10:09 /  Lei e ordem

Black blocs, PSOL, raposas e sininhos: alguém ainda acredita em “manifestação” espontânea?



Um “manifestante” black bloc
Muitas perguntas ficam no ar. Por exemplo: qual o real grau de envolvimento do deputado do PSOL Marcelo Freixo nesse vandalismo todo orquestrado pelos black blocs? O deputado nega qualquer envolvimento, claro. Mas as suspeitas existem, seu nome foi mencionado pelo advogado do rapaz acusado de ter ajudado a jogar o rojão que ameaça tirar a vida do cinegrafista da Band, Santiago Andrade.
Eliza Sanzi, cuja “profissão” é ser manifestante, ofereceu ajuda (de que tipo?) às pessoas ligadas a Marcelo Freixo. Sininho, como é conhecida, já esteve presa por baderna em frente à Câmara dos Vereadores, em outubro. Talvez essa gente sofra da Síndrome de Peter Pan, e nunca tenha amadurecido. Se acham os eternos rebeldes sem causa, que ainda precisam confrontar todo tipo de autoridade para se provar na vida.
De onde vem o dinheiro que sustenta tanto vagabundo mascarado? Qual o envolvimento do próprio PSOL nisso tudo? Freixo, que virou herói em filme de ficção e é idolatrado pela esquerda caviar, precisa se explicar. A mãe de Fábio Raposo, o tatuador preso por entregar o rojão ao comparsa, disse acreditar que o filho tenha algum tipo de ligação com Freixo sim.
Alguém ficaria realmente surpreso se ficasse comprovado o envolvimento do partido? Um partido, não custa lembrar, que já deu todo apoio até para terrorista assassino, como o italiano Cesare Battisti. E que tem, entre seus fundadores, outro terrorista italiano, o socialista Achille Lollo. Alguém acha mesmo que o PSOL é digno de alguma confiança?
O PSOL é apenas o PT de ontem. Mesmo ainda minúsculo, já tem sua cota de escândalo de corrupção, como aquele envolvendo a deputada Janira Rocha no Rio. Imaginem com mais poder! Quem ainda acredita no PSOL como um partido puro? É preciso ser muito ingênuo mesmo. Até podemos desculpar quem um dia acreditou no PT. Mas quem ainda acredita no PT hoje, ou em seu filhote PSOL, não tem desculpa: é idiota útil mesmo.
Raposo, Sininho, Freixo, black blocs: alguém ainda acredita em “manifestação” espontânea? Alguém realmente acha que não há interesse político nisso tudo? A esses, aviso que Papai Noel não vai levar presente no Natal deste ano, por mau comportamento ou por abusar do direito de ser néscio.
Por fim, fica um puxão de orelha na própria imprensa, que ajudou a alimentar o monstro que agora quer devorá-la. Ajudou a enaltecer os vagabundos mascarados, a criar a falsa imagem de que o gigante havia acordado, de que a polícia era o problema na questão da violência.
A esquerda caviar, então, nem se fala! Quantos “intelectuais” e artistas defenderam os black blocs? Alguns até se fantasiaram para ajudar a vender a ideia de que eram revolucionários em nome da justiça e liberdade. Não é verdade, Caetano Veloso?
O resultado está aí: um cinegrafista entre a vida e a morte. Pergunto: se fosse um policial, a reação seria a mesma? Se fosse um transeunte, um cidadão comum passando por ali, a reação seria a mesma? São muitas perguntas…
PS: E por favor, vamos parar de chamar criminoso de “ativista”, caramba?!
Rodrigo Constantino

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

Quer saber a verdade sobre a copa? Leia o artigo abaixo publicado na revista FRANCE FOOTBALL

A renomada revista FRANCE FOOTBALL traz sempre belíssimas capas, ilustradas com fotos de lances sensacionais, gols, voleios, troféus, torcidas celebrando com suas bandeiras, etc... mas esta semana veio com uma "EDIÇÃO DE LUTO". A capa, toda negra, onde se lê "Peur sur le Mondial", algo como: "O mundial do medo", sendo que a letra "O" da palavra "mondial" está a bandeira do Brasil, e onde deveria estar escrito "Ordem e Progresso", foi colocada uma tarja negra. No subtítulo diz: Atingido por uma crise econômica e social, o Brasil está longe de ser aquele paraíso imaginado pela FIFA para organizar uma Copa do Mundo. A menos de 5 meses do mundial, o Brasil virou uma terrível fonte de angústia. A revista FF é a mais respeitada publicação de futebol no mundo. O prêmio "Ballon d'Or" (Bola de Ouro) foi criado por ela, e a FIFA teve que pagar para ter o direito de promover tal prêmio. Também foi dela a série de reportagens que culminaram na suspensão do campeonato Italiano de 2005/06, assim como as denúncias de corrupção que resultaram na queda de João Havelange. A revista pode ser acessada no site:www.francefootball.com, mas lá apenas se vê a capa, a reportagem, de 12 páginas, não está liberada no
Brasil.
Aqui vai ela, na integra.
ALGUNS FATOS SOBRE A COPA: POLÍTICA: - Apesar do lema brasileiro:
"Ordem e Progresso", o que menos se vê na preparação deste mundial, é
Ordem ou Progresso. - A FIFA não pediu o Brasil para sediar a Copa,
foi o Brasil que procurou a FIFA e fez a proposta. - A corrupção no
Brasil é endêmica, do povo ao governo. - A burocracia é cultural, tudo precisa ser carimbado, gerando milhões para os Cartórios. - Tudo se desenvolve a base de propinas.
- Todo o alto escalão do governo Lula está preso por corrupção, mas os artistas e grande parte da população acham que eles são honestos, e fazem campanhas para recolher dinheiro para eles.
- Hoje, tudo que acontece de errado no Brasil, a culpa é da
FIFA, antes era dos EUA, já foi de Portugal, o brasileiro não tem
culpa de nada.
- O Brasileiro dá mais importância ao futebol do que à
política.
- O Brasileiro elege jogadores de futebol para cargos
públicos.
- Romário (ex-Barcelona) é hoje deputado. Aproveita o
descontentamento com a Copa para se auto-promover, mas nunca
apresentou um projeto de lei sobre saúde ou educação. Sua meta é dar ingresso da Copa para pobre(como se essa fosse a prioridade para um pobre brasileiro)
- O Deputado mais votado do Brasil é um palhaço analfabeto e banguela, que faz uma dança ridícula, com roupas igualmente ridículas, e seu bordão é: "pior que está não fica". Será?
- Em uma das músicas deste palhaço analfabeto ele diz: "Ele é ladrão mas é meu amigo!", Isso traduz bem o espírito do Brasileiro. ( http://letras.mus.br/tiririca/176533/ )
- Brasileiros se identificam com analfabetos.
- A carga tributária do Brasil é altíssima maior que a da França, e os serviços públicos são péssimos comparáveis aos do Congo.
- Mas o Brasileiro médio pensa que ele mora na Suíça. Quem está lá, na verdade, é a FIFA. - Há um dito popular que diz que "Deus é brasileiro".
- A FIFA, como imagem institucional, busca não associar-se a ditaduras. Tanto que excluiu a África do Sul na época do Aparthaid e, ao contrário do COI, recusou a candidatura da China, apesar das ótimas condições que o país oferecia. Mas o Brasil, sede da Copa, vive um caso de amor com ditaduras.
- O Brasil pleiteava uma cadeira no Conselho de Segurança da ONU, para sentar-se ao lado França, mas devido ao seu alinhamento com ditaduras, a França já se manifestou contrariamente.
- A Presidente Brasileira parece estar alienada da realidade e diz que será o melhor mundial de todos os tempos, isso, melhor que o do Japão, dos EUA, da França, da Alemanha.
http://www.youtube.com/watch?v=urmR5fXMJu8
- Só ela pensa assim, na FIFA se fala em maior erro estratégico da história da Instituição.
CONFRONTOS: - Ano passado os brasileiros saíram as ruas para
manifestar, pela primeira vez se viu um movimento assim num país
acostumado a inércia, mas o Governo disse que eles eram baderneiros e reprimiu o movimento com violência. 2 mortos, mais de 2000 feridos, mais de 2000 prisões. Ninguém responsabilizado...
- Há um movimento chamado "Black Blocs" que ameaça revidar a violência do Governo.
- Há um # hastag que já foi repetido mais de 500.000.000 de vezes em redes sociais e ameaça #naovaitercopa
- Os próprios brasileiros pedem para os estrangeiros não irem para o Brasil. Há milhares de vídeos feitos por brasileiros neste sentido :
http://www.youtube.com/watch?v=0A-mFVEE7Ng
- O governo brasileiro acaba de gastar 400milhões de Euros com compras de armas para a polícia e disse estar disposto a colocar o exército na rua para proteger a Copa contra os.... Brasileiros (???) Isso mesmo, o governo está ameaçando seu próprio povo.
- Há um movimento de alguns jogadores de futebol, liderado pelo ídolo do Lyon (França) Juninho Pernambucano, chamado "Bom Senso", pedindo conscientização dos jogadores.
- Analisando os países sedes desde 1970, o número de mortes em estádios, nos 16 anos prévios a cada edição da Copa: México: (1970): 06 mortes; Alemanha (1974): 00 mortes; Argentina (1978): 04 mortes; Espanha (1982): 00 mortes; México (1986): 12 mortes; Itália (1990): 00 mortes; EUA (1994): 00 mortes; França (1998): 00 mortes; Japão (2002): 00 mortes; Coreia do Sul (2002): 00 mortes; Alemanha: (2006): 00 mortes; Africa do Sul: (2010): 17 mortes; Brasil: (2014): 234 mortes; -
http://www.youtube.com/watch?v=8bn17OLPyOYOBRAS: -
O Brasil foi o país que teve mais tempo na história de todos os mundiais para prepará-lo: 7 anos, mas o Brasil é o mais atrasado.
- O Francês Jérome Valcke, secretário geral da FIFA criticou o Brasil pelos atrasos. O governo brasileiro disse que não conversaria mais com Jérome Valcke.
- A França teve apenas 3 anos, e finalizou as obras 1 ano e 2 meses antes.
- A África do Sul teve 5 anos, e terminou com 5 meses de antecedência.
- Há pouco mais de 3 meses da Copa, o Brasil ainda tem que fazer 15% do previsto.
- O custo do "Stade de France" foi de 280 milhões de
Euros(o mais caro da França), uma vergonha se comparado ao
"Olimpiastadium" sede da final da Copa da Alemanha em 2006, que
consumiu menos de 140 milhões de Euros.
- Mas perto do Brasil isso não é nada. Cada estádio custa em média mais de 1/2 bilhão de Euros.
- E o dinheiro sai do bolso do Brasileiro. Tudo é financiado com recursos públicos. Na França tudo foi financiado com recursos privados.
- Mas o custo não é alto porque os trabalhadores recebem muito. Os trabalhadores recebem salários de fome.
- As empreiteiras é que ganham muito e há muita corrupção para os políticos.
- Não há segurança para os trabalhadores, acidentes e mortes são comuns. Na França o número de mortes nas construções foi 0(zero) - Mesmo com os milhões a mais, os Estádios são ruins.
- Em 2007 o Brasil construiu um estádio para o Panamericano do Rio e homenageou quem???? Um diretor da FIFA, um brasileiro, corrupto para variar: João Havelange! No Brasil corruptos recebem homenagens.
- O estádio era tão ruim que não durou nem 6 anos.
Isso mesmo, 6 anos....
- Hoje o estádio está interditado e não recebe mais jogos. Detalhe: custou mais de 150 milhões de Euros(mais do que o Estádio do Olympic de Marseille), e hoje serve de ninho para pombos.
- Na França, os Estádios são multi-uso, servem para competições
olímpicas, jogos de Rugby, e são centro de lazer, com lojas e
restaurantes e estacionamento nos outros dias da semana. No Brasil são usados só para jogos.
- Em Brasília estão construindo um Estádio para 68.000 pessoas, sendo que o time local está na quarta divisão do campeonato brasileiro e tem média de público de 600 pagantes. Tudo com
financiamento público.
- Em São Paulo há 2 estádios, Morumbi e Pacaembú, ao invés de reformá-los, construíram um 3o. estádio, Itaquerão, 23km do centro da cidade e sem metrô até lá.
- O ex-presidente Lula, torcedor do Corinthians, empenhou-se pessoalmente para que construíssem este estádio em vez de reformar um dos outros 2 já existentes.
- Exceto seus correligionários, ninguém acredita que Lula foi movido por amor ao "Timão" .
- Lula é amigo íntimo de Marcelo Bahia, Diretor da Odebrecht, vencedora da licitação. Um reforma custaria menos de 100 milhões de Euros, um novo estádio tinha previsão de custo inicial de 300 milhões de Euros (mas já passou de 500 milhões) um dos mais caros da história da humanidade. Lula e Marcelo são constantemente vistos em caríssimos restaurantes de Paris, tomando bons vinhos franceses. Lula, claro, se declara socialista. - Este estádio é igualmente ruim, alagamento, péssima infraestrutura, e antes mesmo de inaugurar já caiu, matando funcionários. vide:
http://oglobo.globo.com/esportes/video-mostra-momento-do-acidente-no-itaquerao-10911765TRANSPORTES:
- A atual presidente Dilma Rousseff garantiu que faria um trem-bala, nos moldes do TGV Francês, que ligaria 4 cidades-sede:
SP-RJ-BH-Brasilia. A promessa está gravada em redes sociais.
(http://www.estadao.com.br/noticias/esportes,governo-garante-trem-bala-pronto-ate-a-copa-de-2014,381839,0.htm)
- Em 2009 foram aprovados 13 bilhões de Euros no PAC, uma soma gigantesca de dinheiro, suficiente para construir um TGV de Paris a Cabul no Afeganistão. Nunca se viu um orçamento tão alto.
- Mas o dinheiro desapareceu e nem um único centímetro do TGV brasileiro foi construído. - Nenhum brasileiro cobra da Dilma a responsabilidade sobre a promessa do trem bala. - Nenhuma das cidades-sede tem metrô até o Aeroporto. - O taxis são caríssimos e os taxistas fazem trajetos mais longos com os estrangeiros que não conhecem a cidade. - Aprenda português pois os Taxistas não falam nem espanhol, francês não existe.
Inglês nem pensar??? - Para os taxistas não há cursos de inglês
financiados pelo governo, mas para as prostitutas sim. Parece piada, mas é verdade: ( vide:
http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2013/01/1211528-prostitutas-de-bh-tem-aulas-gratis-de-ingles-para-se-preparar-para-a-copa.shtml )
-É assim que o Brasil está se preparando para receber os turistas, ensinando inglês para as prostitutas. Pergunte se há um programa assim para policiais???
- Metrôs não funcionam bem, não cobre nem 10% das cidades ou simplesmente não existem. - Os ônibus são precários, com muitos atrasos.
- O sistema de ônibus é complicadíssimo e ineficiente.
- Diariamente os ônibus são atacados por gangues que lhes ateiam fogo sob ordem de criminosos ou simplesmente para protestar.
- Às vezes não dá tempo do passageiro sair correndo e morre carbonizado.
- Ninguém é preso, mas as autoridades dizem: "estamos investigando..."
- O aeroporto da Megalópolis São Paulo tem uma capacidade de receber vôos inferior ao Aeroporto da pequena cidade de Orly, no interior da França.
- Os preços de passagens de aviões dispararam. Por um trajeto de 400km chegam a cobrar 1.000Euros durante a copa. - Como o Brasil não tem infraestrutura, não aproveitará a alta demanda, devendo permitir que empresas aéreas estrangeiras atuem durante a Copa, o lucro virá para a Europa ou os EUA.
- Aluguel de carros é caríssimo, e, como disse um ex-presidente brasileiro, Fernando Collor, também afastado por corrupção, os carros brasileiros são carroças, sem os principais itens de segurança.
- Muito cuidado ao dirigir, o trânsito é uma selvageria.
Sinalização, quando existe, é exclusivamente em português.
- Ônibus lotados a toda velocidade, dividem faixas com carroças, mendigos que puxam carros de ferro-velho, motoqueiros cruzando faixas sem sinalizar, pessoas xingando, engarrafamentos de horas. Em São Paulo chega a passar de 300km de engarrafamento, dentro da cidade, o maior da humanidade.
- Faixa de pedestre não serve para nada, não espere que os carros parem. Atropelam, matam e fogem.
- Não tente andar de bicicleta, será atropelado ou roubado.
- As estradas estão caindo aos pedaços, sem sinalização e o número de mortes em acidentes de trânsito em 2008 foi de 57.166, na França, 399, ou seja, quase 15.000% a mais de mortes, e levando em conta que no Brasil não há acidentes por neve ou gelo na pista. - Apesar do Brasil ser autossuficiente em petróleo e estar do lado de países da OPEP, como Venezuela e Equador, a gasolina uma das mais caras do mundo, e de péssima qualidade, misturada com etanol e solvente de borracha, não há fiscalização nos postos.
- Mas o Brasileiro defende o monopólio do petróleo. É o único país do mundo onde os consumidores acham que o monopólio é bom para o consumidor, e não para o monopolista.
- Não existe transporte fluvial, apesar de ser o país com mais rios no mundo. O Brasil deveria investir em barcos, todo ano as cidades alagam.
Videhttp://www.youtube.com/watch?v=aNHnPUcZOFA
- As autoridades dizem que foram pegas de surpresa!
- Não há transporte por trens. SAÚDE: - Reze para não ter problemas de saúde enquanto estiver alí.
- Vacina contra febre amarela é recomendada.
- Use repelentes, no Brasil ainda há pessoas morrendo com dengue, malária ou doença de chagas, já
erradicadas na França no século XVIII.
- Faça um seguro de saúde privado antes de ir ao Brasil.
- Médicos privados cobram mais de 100 Eurs por consultas de 20minutos.
- Os hospitais públicos são péssimos. vide http://www.youtube.com/watch?v=cE9znkKV--k comparáveis
a zonas de guerra.
- Nos últimos 10 anos o número de leitos em
hospitais públicos caiu 15%.
videhttp://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/geral/em-11-anos-taxa-de-leitos-hospitalares-caiu-15-no-brasil-o-bravateiro-no-entanto-dava-licoes-a-obama-vinda-de-cubanos-serve-para-demonizar-medicos-brasileiros-e-e-projeto-ideologico-dos-paises-do/
- O Brasil precisa importar médicos de Cuba, já que não tem
competência para formar médicos no próprio país. Acredite: Há um
programa governamental para isso.
- O Brasil gasta apenas 4% do seu PIB com saúde, e 12% com pagamentos de funcionários públicos. Nos últimos anos o gasto com funcionários cresceu, e com saúde encolheu.
- A França gasta 12% com saúde e 4% com funcionalismo.
- Resultado: Brasil é 72. entre 100 países pesquisados pela OMS, a França 7.
- O craque Zinédine Zidane já era mal visto no Brasil, por ser responsável direto por 2 derrotas humilhantes da "canarinha" em mundiais. Ao saber que o Brasil sediaria a Copa, Zidane afirmou que o Brasil tinha outras prioridades, como a saúde, não os Estádios.
- Ronaldinho Fenômeno rebateu a frase dizendo que "não se faz copa com hospitais". vide
http://www.youtube.com/watch?v=uRRoXJQf8f0 - A frase de Ronaldinho Fenômeno virou hit no Twitter e record e visualizações no youtube.
- O Pelé pediu para os Brasileiros esquecerem os problemas e curtirem a Copa. HOSPEDAGEM: - Paris é a cidade mais visitada do mundo, com quase 20 milhões de turistas / ano. São Paulo é menos visitada que a pequena Benidorm na Espanha, ou que a cinza Varsóvia, na Polônia ou a poluída Chenzen na China. - São Paulo perde para Buenos Aires, Cuzco e outras cidades Sulamericanas. - Nem no Brasil é a mais visitada. Ninguém faz turismo em São Paulo. - Amarga o posto 68 na lista das mais visitadas do mundo. - No entanto, um hotel em São Paulo custa em média 40% mais do que se hospedar em um equivalente hotel em Paris. - Na época da
Copa, um hotel de baixa qualidade em São Paulo chega a pedir 800Eurs por noite. - Os brasileiros não tem hábito de intercambiar casas, alugar sofás ou hospedar pessoas por sites em internet. - Leve adaptador de tomada. O Brasil adotou um sistema que só existe no Brasil, e muda a cada 4 ou 5 anos, gerando milhões para algumas empresas. TELECOMUNICAÇÕES: - Minuto de celular mais caro do mundo. videhttp://www1.folha.uol.com.br/mercado/2013/10/1352956-minuto-do-celular-no-brasil-e-o-mais-caro-do-mundo.shtml
- O sinal é péssimo, um dos piores do mundo. - 4G não existe na
maioria das cidades. - A internet é horrível e caríssima. Para o
Brasil chegar aos níveis do Iraque deveria dobrar o investimento em
banda larga. vide
http://veja.abril.com.br/noticia/vida-digital/conexao-de-internet-no-brasil-e-mais-lenta-que-no-iraque-e-cazaquistaoSEGURANÇA:
- Se você não gostou do que leu até agora, o pior está aqui. - No
Brasil há mais assassinatos que na Palestina, no Afeganistão, Síria e
no Iraque JUNTOS. - No Brasil há mais assassinatos que em toda a
AMÉRICA DO NORTE + EUROPA + JAPÃO + OCEANIA. - A guerra do Vietnã matou 50.000 pessoas em 7 anos. No Brasil se mata a mesma quantidade em um ano. - Ano passado foram 50.177 segundo o governo, segundo a ONGs superam 63.000 mortes. - Todo brasileiro conhece alguém que foi assassinado. - 1% dos casos resultam em prisão. - Este 1% não chega a cumprir 1/6 da pena, e é beneficiado por vantagens que se dão aos
criminosos. - As prisões parecem masmorras e não recuperam. -
Rebeliões com dezenas de mortos, pessoas decapitadas, esquartejadas são frequentes. - Recomenda-se levar uma pequenas quantidade de dinheiro para caso de assaltos. É comum assassinarem as pessoas que nada tem para o assalto.
- Não leve o cartão consigo, você pode ser vítima de uma espécie de sequestro que só tem no Brasil: "Sequestro Relâmpago".
- Não use relógios, máquinas fotográficas, celulares, pulseiras, brincos, colares, anéis, bolsas caras, bonés caros, óculos caros, tênis caro, etc... vista-se da forma mais simples possível.
- Se for assaltado, não reaja.
- Não ande pelas ruas após as 22hs.
- Caixas eletrônicos não funcionam após as 22h30, devido aos assaltos. Os políticos, no lugar de aumentar a segurança, tiveram a brilhante idéia
de proibir o cidadão de bem de tirar dinheiro do caixa. - Os bancos
fecham as 16hs. - Só faça câmbio em bancos ou casas autorizadas.
Existe uma grande quantidade de moeda falsa e estrangeiros são alvo fácil. - Policiais são monoglotas. Aprenda frases como: "Eu fui
assaltado"; "preciso de ajuda", "estou ferido", "sou francês, leve-me
ao consulado por favor" - Há falsas blitz para assaltar
pessoas.CONCLUSÃO: - O que falta no Brasil é educação. Os números são assustadores, mesmo quando comparados com seus vizinhos sulamericanos.
- O Brasil tem uma porcentagem de universitários menor que o Paraguai;
- Apenas 3% dos Brasileiros são bilingues.
- A Argentina tem 5 prêmios
Nobel, a Colombia 3, o Chile 3, a Venezuela 1, a Colombia 4, o
Brasil??? Zero!
- Entre as 300 melhores Universidades do mundo, não tem nenhuma Universidade Brasileira.
- O país tem 9% de analfabetos;
- No Brasil há 33.000.000 de analfabetos funcionais.
- Ano passado surgiram 300.000 novos analfabetos.
- No ranking da ONU de 2012 o Brasil, que já estava mal colocado, caiu mais 3 posições, e hoje é o número 88 no mundo. (A França é 5.)
- O Brasil fica atrás de Belize, Ilhas Fiji, Tchad, Azerbaijão, Ilhas Maurícios, Uzbequistão, Mongólia, Paraguai, Trinidad e Tobago, Belarus, Tijiquistão, Botswana, São Tomé
e Príncipe, Namíbia, Santa Lúcia, Moldavia.... até atrás da Palestina em guerra, o Brasil conseguiu ficar.
- UMA VERGONHA INTERNACIONAL mas o brasileiro está muito feliz de ser pentacampeão de futebol. Nos corredores da FIFA já se admite que foi o maior erro da história da Instituição eleger o Brasil como sede. O que se fala é que os dirigentes deveriam ter ouvido o grande Estadista Francês Charles de Gaulle, quando disse: "O Brasil não é um país sério".

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quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

Quem amarrou o ladrão no poste?


Amarrar um ladrão a um poste não reflete uma sociedade sadia. Entretanto, há muito que alguns segmentos se esforçam por criar doenças sociais que atendam a interesses sombrios de ruptura social e política.
 
Minimizar a responsabilidade do criminoso por seus atos, tratá-lo como vítima da sociedade ou tentar impedir que sejam discutidos temas importantes mediante o patrulhamento difuso imposto pela ditadura do "politicamente correto", não ajuda na melhoria do quadro.
 
Jair Bolsonaro, por exemplo, há anos, tenta aprovar proposta que reduz a maioridade penal. Certamente não é a solução, mas trata-se de importante ferramenta no combate à impunidade - ou alguém desconhece que, atualmente, menores são aliciados para servirem de "bucha" impune para a execução de crimes?

A cura, de verdade, somente virá quando a sociedade perceber o engodo daqueles que pregam a possibilidade de que é possível viver sem trabalho e esforço e que estimulam a falta de compromisso do indivíduo com o próprio sucesso ou fracasso.

Não menos importante, à cura, é conseguir enxergar o oportunismo de muitos defensores de minorias e causas em moda, que vivem de modo incoerente com o próprio discurso. São artistas elitistas e cheios de fricotes que dão entrevistas em defesa do combate à pobreza e do preconceito; são "celebridades" racistas que entendem que o racismo somente pode ser assim definido quando dirigido a seu grupo particular; são pacifistas e defensores do desarmamento que vivem sob a proteção de seguranças armados - em clara afirmação de que somente o cidadão comum deve submeter sua segurança ao Estado.

terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

Mais um artigo imperdível de Rodrigo Constantino publicado em "O Globo"

O Globo

A intolerância dos tolerantes

Rodrigo Constantino

O título deste artigo vem de um livro do teólogo canadense D.A. Carson, e pode parecer paradoxal à primeira vista. Afinal, como pode haver tolerantes intolerantes? Após uma reflexão, porém, a ideia fica mais clara. Há um grupo cada vez maior de pessoas que, em nome da tolerância, demonstra incrível intolerância com aqueles de quem divergem. Carson argumenta que a “nova” tolerância representa uma forma peculiar de intolerância. Antes, tolerar era aceitar a existência de pontos de vista diferentes, conviver com eles, ainda que os combatendo.
Talvez o melhor exemplo dessa tradição seja a frase atribuída a Voltaire, que teria dito para Rousseau: “Não concordo com uma só palavra do que dizeis, mas defenderei até a morte o vosso direito de dizê-lo.” Vale notar que Voltaire considerava Rousseau um “poço de vileza”. Isso é importante, pois o ato de tolerar era nobre justamente porque o filósofo rejeitava claramente o pensamento e até a pessoa a quem estendia sua tolerância. Tolerar era aceitar as diferenças, não abraçá-las como nobres em si.
Hoje, significa aceitar os diferentes pontos de vista como se fossem igualmente válidos, uma mudança que parece sutil, mas tem grandes consequências práticas. Agora, o “tolerante” precisa tomar qualquer opinião como verdadeira. Em vez de aceitar a liberdade de expressão de opiniões contrárias, ele deve acatar todas essas opiniões.
Essa mudança de paradigma dentro do próprio Ocidente vem pavimentando a estrada da possível destruição de seus principais valores, assim como a cultura ocidental como a conhecemos. Não precisamos apenas tolerar as ideias islâmicas, por exemplo, com o direito até mesmo de combatê-las; devemos abraçá-las como igualmente válidas, ou “apenas diferentes” das próprias ideias que fundaram a cultura de liberdade ocidental.
Thomas Sowell diz que há poucos mais dogmáticos do que aqueles que falam em diversidade o tempo todo. Com ironia, manda perguntar, da próxima vez que escutar um “progressista” enaltecendo a importância da diversidade, quantos conservadores existem no departamento de sociologia de sua faculdade.
Na verdade, os movimentos sociais de “minorias” costumam demonstrar bastante intolerância com certos grupos, como o de liberais e conservadores, principalmente os religiosos. A tolerância dos “tolerantes” é bem seletiva e limitada, na prática. Podem demonizar as elites, o homem branco ocidental, os ricos, os católicos, os “neoliberais”, e ainda conseguem posar de defensores da diversidade e da tolerância depois. Incoerente, não?
Algumas feministas destilam verdadeiro ódio aos homens e às mulheres que se recusam a aderir ao discurso de vitimização do “sexo oprimido”. Veganos não toleram aqueles que pensam que animais podem e devem servir de alimento ao homem. Racialistas chamam de traidores, com baba de ódio escorrendo pelo canto da boca, aqueles negros que se recusam a aplaudir a segregação da humanidade com base na “raça”. Membros do movimento gay demandam mais tolerância, ao mesmo tempo em que repudiam com veemência aqueles que simplesmente não gostam ou não querem perto de si homossexuais. Onde está a verdadeira intolerância? Todos são obrigados a achar “lindo” o amor entre dois homens? Se fosse para usar o conceito tradicional de tolerância, esses que não gostam ou sentem aversão (e não fobia) a gays teriam, sem dúvida, que aceitá-los e manter o devido respeito como seres humanos que são. Mas é só. Tolerar não deve ser sinônimo de gostar, aprovar, aplaudir ou mesmo conviver. Discriminar é separar, selecionar, e todos devem ser livres para escolher com quem querem compartilhar seus momentos.
Quem se coloca contra todo tipo de discriminação ou preconceito é, no fundo, hipócrita. Bastaria uma reflexão rápida e honesta para constatar que ele também discrimina e tem sua cota de preconceitos. Talvez, contra liberais que escrevem neste jornal. Talvez, contra um pastor evangélico. Talvez, contra um capitalista burguês que gosta de Miami.
Enquanto as escolhas forem voluntárias e a segregação for pacífica, a tolerância está sendo praticada. Eu, que abomino o socialismo, pois sacrificou a vida de milhões de inocentes (inclusive os gays) no altar da utopia, tolero socialistas. Mas pretendo continuar combatendo esta ideologia nefasta no campo das ideias, e selecionando minhas próprias amizades, que englobam gays, por exemplo, mas não petistas.
Intolerância? Não. Apenas minha liberdade de escolha. Esta que tantos “tolerantes” detestam, pois gostariam de impor sua visão de mundo estreita e uniforme.
 
URL: http://glo.bo/1gI55s1
Notícia publicada em 4/02/14 - 0h00Atualizada em 3/02/14 - 21h01Impressa em 04/02/14 - 11h39

Enquanto os lúcidos ficam cada vez mais assustados, o trator da esquerda continua atropelando a lógica e a democracia

Pena que a entrevista de Romeu Tuma Jr., ao invés de ter ocorrido no programa "Roda Viva" (TV Cultura), de pequena audiência, não pudesse ter lugar em um canal aberto de grande audiência, como, por exemplo, a Band ou o SBT - antecedida por grande divulgação sobre o evento. Certamente teria o condão de parar o Brasil por hora e meia!
 
Enquanto isso, divulga-se que a operadora oficial de turismo da FIFA começa a cancelar reservas em hotéis tendo em vista interesse menor que o esperado pela Copa... Parece que os grandes e equivocados investimentos em mais um circo para o povo ficarão, mesmo, só como testemunho do desrespeito deste governo para com as verdadeiras necessidades e anseios da população, que segue à mingua de hospitais, saneamento, transporte, educação e outras ações prioritárias de governo. Será que algum dia será conhecido, de forma detalhada e discriminada, o volume dos parcos recursos nacionais gastos com algo tão desnecessário?
 
Parecendo, aos ingênuos, não possuir qualquer relação com os assuntos anteriores, fica cada vez mais evidente o verdadeiro objetivo do programa "mais Médicos" da presidente Dilma, qual seja ajudar no financiamento da falida ditadura da família Castro em Cuba! Obviamente, sem falar em outras formas diretas de investimento, aliás secretos como somente poderia acontecer neste paraíso onde os esquerdistas sonham democracia semelhante.
 
Mas se alguém pensa que tudo é segredo e escapa impunemente ao aparato investigativo do Estado petista, não é bem assim! Afinal, mais um suposto escândalo está sendo investigado pelo Ministério Público e Polícia Federal, coincidentemente em São Paulo. Uma vez mais a envolvida é a empresa francesa Alstom - e desta feita relacionado à contratos com a já extinta Empresa Paulista de Transmissão de Energia. Curioso como tantos escândalos de domínio público e que despertam a curiosidade de todos são solenemente ignorados pelos mesmos órgãos que, nas questões potencialmente ligadas a partidos de oposição do governo, são tão diligentes. Não que o PSDB não deva ser investigado... Deve sim, mas deve ser investigado TAMBÉM! Que brasileiro não gostaria de alguma explicação convincente sobre o virtuosismo econômico de lulinha e os fundamentos legais para que tivesse, o fenômeno II, em algum momento, passaporte diplomático? E sobre o Rosegate ou o caso Celso Daniel? Outros são curiosos sobre a forma de entrada de Zelaya em Honduras e seu surgimento na embaixada brasileira daquele país ou sobre os empréstimos e investimentos do Brasil na África e em Cuba! Não são poucos os episódios nebulosos da história recente brasileira. Não que se possa afirmar, de antemão, sobre a presença de crime em cada um desses momentos - mas, inegavelmente, é muito curiosa a total falta de publicidade referente a qualquer investigação sobre os referidos temas, ainda que tenham havido.
 
E ainda há quem manifeste espanto quando Tuma Jr fala em Estado policial!!!