Para ocupar os cargos eletivos do Executivo o candidato pode ser semianalfabeto e, até mesmo, alcoólatra ou adicto a outras drogas. No Brasil, aliás, isso não tem sido raro.
Os mesmos parâmetros, ou a mesma falta de parâmetros, vale para ter assento nos Legislativos federal, estaduais e municipais.
Em face de tamanha democracia, é natural que os políticos, quando no exercício de seus mandatos, muitas vezes, interpretem equivocadamente os anseios da sociedade, tentem ultrapassar os limites de suas atribuições e, mesmo, defendam interesses totalmente antidemocráticos. Alguns desses interesses são oriundos de segmentos comunistas que, travestidos de denominações ditas "socialistas" buscam, na verdade, a implantação de regimes autoritários, sempre com a melhor das intenções e buscando eliminar a pobreza - embora seu verdadeiro objeto seja, na verdade, a eliminação de toda riqueza, individual ou coletiva.
Assim, a cada momento, surgem proposições legislativas inconstitucionais, algumas ofensivas não só ao arcabouço jurídico ou à Constituição - mas à inteligência, ao bom senso, à cultura nacional e aos valores socialmente aceitos.
Quem seria capaz, nesses casos, de manter o país nos trilhos? Somente o Judiciário e o Ministério Público, pelos critérios técnicos de ingresso e ascensão aos cargos de maior responsabilidade e suas atribuições de defesa da Carta Magna e leis em geral - mediante o banimento das medidas ofensivas a tais limites.
Entretanto, em face de mecanismos cuidadosamente construídos, a jurisdição foi sendo, pouco a pouco, corrompida, cooptada em favor, principalmente, do Executivo - e isso vale para a União e para os Estados. Os instrumentos para tornar isso possível são conhecidos e, naturalmente, somente possíveis em face das antigas e conhecidas vaidade e ambição humanas - nem sempre claramente percebidas, inclusive, por aqueles que, mediante as citadas fraquezas, tão humanas, são manipulados.
Seria possível, ainda, uma revolução de pensamento que impeça o fim da democracia no Brasil, vitimada por seus próprios instrumentos? Há países em que os símbolos comunistas foram banidos, criminalizados! No Brasil, a nova internacional comunista, aqui denominada "foro de São Paulo", que congrega os comunistas das Américas, assim como as FARC e movimentos como MST e Via Campesina, deve ter sua existência e objetivos amplamente divulgados. Afinal, os brasileiros que escolhem candidatos do PT devem ter pleno conhecimento de que, segundo palavras de Lula e Dilma proferidas em discursos no foro, seu projeto visa a transformação do Brasil segundo o modelo cubano e bolivariano - fazendo "agora aquilo que não se conseguiu no passado"?.
Talvez uma campanha maciça de divulgação dos inflamados discursos de Lula e Dilma no foro de São Paulo e nas comemorações de aniversário da revolução cubana seja um bom começo para assustar os cidadãos confortavelmente sentados em suas poltronas.