Pontos de vista sobre a Política e sobre o papel de cada um em face de seu exercício. Particularmente, este espaço buscará abordar a percepção do autor sobre o papel dos militares e de segmentos liberais ante as ameaças de totalitarismo socialista em curso no Brasil.

quarta-feira, 27 de agosto de 2014

O debate dos presidenciáveis e o grande engodo a que se submeterá, voluntariamente, boa parte dos brasileiros

Para aqueles que passarão parte do dia, ou do restante da semana, discutindo sobre as respostas deste ou daquele candidato e, particularmente, sobre aquele com melhor desempenho no primeiro debate havido na Band no dia de ontem, 26 de agosto, vai um pequeno alerta: Seria o cúmulo da ingenuidade imaginar a mínima honestidade na maioria das perguntas e respostas e, o mais grave, que cada um viesse a confessar, claramente, suas verdadeiras intenções para o Brasil.

As razões das afirmações feitas no parágrafo anterior são evidentes para aqueles que procuram conhecer o mínimo sobre o quadro político e, principalmente, ideológico, em formação no Brasil a partir do Governo de FHC. Significa dizer, fica óbvio para quem acredita que o país vive no rumo de um regime autoritário de orientação marxista - onde serão "relativizadas" as liberdades e garantias individuais, a propriedade privada e a economia de mercado - os objetivos de Dilma e Marina, aparentemente opostas em suas propostas.

Assim, excetuados os candidatos cuja perspectiva de vitória é tão pequena que não justificaria sequer sua inclusão no universo das preocupações dos brasileiros, ficaria de fora do grande projeto sendo firmemente colocado em prática pelo foro de São Paulo, criado por Lula e Fidel Castro, apenas Aécio Neves.

Aécio, é verdade, tem fortes raízes na concepção política de FHC e não poderia ser percebido como um verdadeiro liberal e, muito menos como conservador. Deveria fazer algum esforço para se desvencilhar da figura política de Fernando Henrique, responsável pelo câncer da reeleição para a presidência - que favorece a inúmeros dos graves problemas existentes no Brasil. Padece de um posicionamento claro contra o sonho coletivista da esquerda. Nesse sentido poderia se manifestar em defesa da livre iniciativa; em favor da autonomia para o Banco Central; da defesa da propriedade privada; contra as invasões de terras e a crise de autoridade estabelecida em face da inversão de valores que pretende igualar proprietários a criminosos invasores; favorável ao fim do estatuto do desarmamento e contrário à tese praticada pelos coletivistas de que pessoas honestas e cumpridoras das leis devam ter restringidos seus direitos em oposição ao conceito de que aqueles que cometam crimes devam ser rigorosa e exemplarmente responsabilizados; contra a divisão da sociedade em cotas e o estabelecimento de uma ditadura imposta por conceitos relacionados à sexualidade - sem esquecer um claro posicionamento contrário quanto às mentiras encerradas pela falsa comissão da verdade instituída por Dilma.

Certamente, a adoção de um posicionamento claro sobre os pontos acima talvez seja esperar demais de Aécio! Mas reside justamente nesse ponto o grande engodo para o qual a sociedade deve ser alertada! Não se encontra o Brasil em um momento democrático ou dotado de estruturas isentas e voltadas à busca de objetivos de Estado. O quadro é o de aparelhamento de suas mais importantes estruturas, inclusive dos Poderes Legislativo e Judiciário e, ainda, de boa parte da imprensa. O risco é de que tal processo de aparelhamento seja completado e, brevemente, já não se possa, sequer, defender abertamente as liberdades ou direitos ou sequer sonhar com a Justiça. Ante tal perspectiva, mostra-se uma tolice comparar propostas midiáticas apresentadas pelos candidatos. Importante é conhecer o engajamento de cada um com o projeto do foro de São Paulo ou com o estabelecimento de um governo autoritário bolivariano ou marxista - seja sob as rédeas do PT ou de Marina Silva (honestamente, é difícil acreditar que não sejam, na verdade, apresentações diferentes da mesma coisa). Sob tal ótica, votar em Aécio passa a ser a única alternativa, na esperança de que - ainda que esperadas grandes dificuldades representadas pela reação dos setores radicais instalados nas vísceras de todas as estruturas públicas e autarquias e dos paramilitares do PT (MST, black blocs e outros grupos) - possa o Brasil ser libertado do cancro petista-marxista.


O posicionamento imparcial do Ministério Público

Jornais dão conta de que o Procurador Geral Rodrigo Janot, que foi favorável à prisão domiciliar para José Genoíno, cuja saúde, segundo laudos da UnB, seria perfeitamente compatível com o cumprimento da pena na papuda, emitiu parecer contrário ao mesmo benefício para Roberto Jefferson - que padece de câncer e já teria perdido mais da metade do estômago, do intestino e necessita  alimentação e cuidados bastante específicos. Vale lembrar ainda que Roberto Jefferson, em que pese não ser nenhum santo, foi o responsável pelas denúncias que levaram ao conhecimento público do maior caso de corrupção política jamais visto na história deste país - episódio sempre minimizado ou negado pelo PT e sua tropa de choque! O entendimento que fica é aquele já esperado, com tristeza, pela sociedade esclarecida: Não existe jurisdição isenta em território dominado pela ideologia marxista! Ou a afirmação final é verdadeira ou Ministério Público e Judiciário, nos mais elevados níveis, são tolos e manobráveis... Em quais das teses seria mais fácil acreditar?

quinta-feira, 14 de agosto de 2014

Nova série: Como As Coisas Funcionam no Brasil?

Todo crime, segundo o próprio conceito, possui gravidade, que deverá decorrer, principalmente, do bem protegido pela norma infringida e da vontade a mover seu agente. Assim, é importante restar claro que, a despeito de outras considerações técnicas que interferem na questão da gravidade de determinadas condutas e na culpabilidade dos responsáveis, pertencer a este ou aquele partido político ou linha de pensamento (atenção, só pensamento!... Não vale justificar atos terroristas mediante tal entendimento!) não possui qualquer relação com a gravidade do delito ou com os esforços no sentido de sua completa apuração.

Pois é, "como as coisas funcionam no Brasil" pretende provocar o questionamento sobre a existência efetiva de alguma forma de aparelhamento do Estado, seja mediante seus instrumentos diretos, como os Poderes Judiciário e Legislativo; o Ministério Público; a Advocacia da União; as instituições policiais e, não sem menor importância, mediante recursos teoricamente livres e autônomos, como a mídia e o jornalismo.

Seu objeto é provocar reflexões sobre a verdade ou a mentira de tal aparelhamento e, ante a conclusão por sua presença, até que limites seria utilizado para tornar menos graves crimes praticados por "companheiros" e mais graves aqueles praticados por adversários ideológicos e políticos. Vale observar que, diante da eventual existência de uma estrutura de patrulhamento ideológico, o cidadão comum, não incluído no grupos dos companheiros ou entre seus adversários, no mínimo, sofre com a falta de prioridade, morosidade e ineficiência com que estruturas, que deveriam ser imparciais e céleres, tratam aquilo que lhes é indiferente. 

Para investigar a presença de aparelhamento, bastaria observar a série de denúncias, todas muito graves, envolvendo "companheiros" e seus adversários. Escolhida uma, dentre tantas, o primeiro passo sugerido seria investigar, com certo cuidado, a origem das denúncias ou sobre como o fato se tornou de conhecimento público (ou das autoridades!). Mediante tal análise seriam identificadas a participação de instrumentos na linha de subordinação do governo, seja nos casos relacionados a "companheiros", seja naqueles envolvendo adversários. Do mesmo modo, seria interessante observar a presença de eventuais denúncias intestinas (expressão ótima nesse caso!) ou de acidentes de percurso, impossíveis de serem abafados, que tenham forçado iniciativas no sentido da apuração dos fatos.

Outra análise recomendada diz respeito à atuação da imprensa e da mídia em geral. Haveria algum tipo de tentativa de nivelamento da gravidade de crimes de menor envergadura praticado por adversários àqueles de maior gravidade praticado por "companheiros"? Ou isso seria puro mito? E no caso de crimes praticados por "companheiros", existiria também tal esforço de nivelamento mediante comparação a práticas mais graves? E quanto à cobrança pela apuração de condutas relacionadas a "companheiros" e adversários? Ela se dá de igual modo? As "compreensíveis e naturais" divergências quanto à verdade gritante dos fatos ou sobre as justificativas apresentadas por agentes e amigos surgem e são igualmente acolhidas por figuras do governo e parte da imprensa tanto no caso de "companheiros" quanto de adversários?

E quanto às divergências e discussões no âmbito do judiciário? Existe equidade na aplicação da justiça (e obviamente das penas!) a integrantes do grupo de "companheiros" e do grupo de seus adversários?

Finalmente, findos alguns dos espetáculos teatrais que envolveram apurações de fatos notadamente comprovados e danosos à sociedade, vale reparar em favor de qual grupo ocorreram (e seguem ocorrendo) articulados e solidários processos de "apagamento" da memória coletiva quanto aos episódios ocorridos e seus agentes. Vale pesquisar na histórica recente sobre "companheiros" e adversários que, depois de execrados pela opinião pública por práticas ilícitas comprovadas, voltaram a ocupar cargos, funções, postos de importância ou, no mínimo, passaram a conveniente exílio midiático.

Depois de feitas as análises sugeridas, creio que a maioria concluirá que tudo não passa de mera coincidência e que não existe qualquer aparelhamento. Finalmente, restará evidente que os poderes constituídos, a imprensa e os ricos aliados do governo jamais se permitiriam conspirar contra a democracia ou o interesse público. Viram? Assim as coisas funcionam no Brasil! (ou não!)

terça-feira, 12 de agosto de 2014

Fazer algo agora ou deixar-se comer pelo monstro...

Realmente preocupante a atitude da sociedade brasileira em face das eleições de outubro. A despeito da clara sinalização de que o PT planeja consolidar sua condição de partido hegemônico e de intensificar o forte processo de aparelhamento do Estado - que já atingiu, como é da percepção geral, até mesmo o STF, parece que a sociedade segue acreditando em Papai Noel.
Não se trata de especulação, trata-se da simples observação de fatos concretos. Acaso há que julgue sem importância ou pouco eloquentes os discursos de Lula e Dilma durante eventos do foro de São Paulo, nas comemorações do aniversário da revolução cubana ou durante as comemorações que marcaram os dez anos do PT no poder? Não há que interpretar ou ler nas entrelinhas - os recados são claros... O plano é seguir fazendo hoje, mediante outras ferramentas, aquilo que não foi possível no passado e transformar a América Latina em um grande bloco de esquerda... socialista! Será preciso desenhar?
Para os românticos e ingênuos, é bom refletir sobre o fato de que socialistas, ou progressistas, adoram o discurso da distribuição da renda, da igualdade social, do resgate da cidadania. Somente evitam dizer, clara e positivamente, como pagar a conta, ou seja, como produzir a riqueza capaz de promover o desenvolvimento necessário a tais conquistas. Observem que o discurso ocorre, invariavelmente, no sentido inverso ao do estímulo à livre iniciativa, à propriedade privada, ao capital e, segue pregando um Estado gestor e capaz de produzir riquezas. Alguem conhece experiências bem sucedidas nesse sentido? Citar a China somente evidenciaria total desprezo pela democracia, pelos direiros, garantias e liberdades individuais! E olhe que até mesmo a OAB tem respaldado um governo que diz, abertamente, que Cuba é um modelo de democracia!

Ora, não há que ficar assustado com as ações dos comunistas, que, hodiernamente, se autodenominam socialistas, defensores dos direitos humanos e, pasmem, até mesmo democratas... Merece mesmo preocupação, como é afirmado no início do texto, a ingenuidade daqueles que defendem valores liberais e a democracia; que acreditam na importância do mérito, do trabalho e do esforço individual na construção de riquezas; que abominam a exploração da miséria, da ignorância e da preguiça. Surpreende que subindo os degraus do patíbulo, sigam ignorando quem serão os verdugos a ceifar-lhes as cabeças e perdendo preciosa energia e poder discutindo se o candidato da oposição tem estes ou aqueles defeitos... Acordem, não se trata de escolher entre Tomás de Aquino ou Agostinho... A escolha que se apresenta é entre o demônio e qualquer um que lhe possa fazer frente por algum tempo... Pelo menos até que todos se apercebam do monstro gestado nesta terra onde tudo foi dado ao homem, mas parece haver faltado homens de caráter e senso moral para habitá-la. A atitude da sociedade diante da desgraça que se aproxima faz crer que, de fato, este é o país de Macunaíma, o herói sem caráter profeticamente imaginado por Mário de Andrade.