Pontos de vista sobre a Política e sobre o papel de cada um em face de seu exercício. Particularmente, este espaço buscará abordar a percepção do autor sobre o papel dos militares e de segmentos liberais ante as ameaças de totalitarismo socialista em curso no Brasil.

quinta-feira, 30 de outubro de 2014

O que esperar com a reeleição do PT

O que esperar com a reeleição do PT

Para início de conversa, algumas máscaras cairão. Dilma irá tentar acelerar as propostas que tenham por objeto o enfraquecimento do congresso ou, como já visto anteriormente, partirá para um novo processo de cooptação (compra???) de parlamentares para a consecução de seus propósitos.
Aqueles que votaram em Dilma e que assim procederam por mera ingenuidade ou ignorância - e não por interesses pessoais ou adesão incondicional ao projeto bolivariano, antidemocrático e criminoso - perceberão, muito brevemente, o tamanho de seu erro. Afinal, ou o PT descobrirá um milagre capaz de promover o crescimento econômico, apesar de sua visão coletivista, contrária à meritocracia, à livre iniciativa, ao capital e à propriedade privada, ou fatalmente provocará a falência da economia, a fuga do capital, o fechamento de empresas e dos postos de trabalho.
É sabido que marxistas sabem trabalhar bem em um cenário como o acima descrito. Como ocorrido em Cuba, na Venezuela e em curso na Argentina - para ficar só nas vizinhanças - após a derrocada da economia, basta criar cartões, carimbos ou outros mecanismos de racionamento, seguir esbulhando as riquezas  acumuladas pelos "ricos" e pela "classe média" (burguesia inútil e parasita!) até seu total esgotamento. Depois, é viver do pouco que o povo consiga produzir com nenhum investimento - mesmo que tais produtos não possam ser definidos como de natureza legal! Obviamente, a casta de membros do mais alto escalão do partido terá vida somente comparável à dos antigos senhores feudais - com poder de vida e morte e direito a exibição particular da OSPA no aniversário de esposas, filhos e netos (na antiga URSS, eram exibições do Bolshoi!). Naturalmente, o hábito bastante difundido na alta cúpula do grupo aboletado no poder, relacionada aos charutos cubanos e bons vinhos, será mantida! Caso surjam alguns núcleos de insatisfação, basta dar-lhes um foco para descarga de suas frustrações... Hitler usou os Judeus e todos os grandes aliados externos do Brasil do PT tem os seus bodes expiatórios, quer sejam cristãos, homossexuais, pensadores... Aqui, como já estão plantadas diversas sementes de antagonismos sociais, bastará, ao governo autoritário, apontar aos cães a caça do momento!
A saúde ficará tão boa quanto em Cuba, sendo consolo para alguns que o Sírio Libanês não logrará sobreviver à avalanche destruidora  e, assim, todos acabarão sendo tratados em hospitais públicos - embora sempre vá existir alguns menos públicos que os demais e reservados à nobreza!
Nas palavras de um dos políticos brasileiros que há mais tempo alerta sobre as novas ameaças comunistas,  o país será nivelado - mas por baixo. Afinal, se não é possível que cada brasileiro tenha a mesma habilidade no futebol que um Neymar, basta amputar uma das perna do astro que haverá a correção da injusta distribuição de dons por Deus. É simples assim a visão coletivista - embora o exemplo seja um pouco forçado para facilitar a percepção pelos tolos.
Professores terão seu trabalho, finalmente, finalmente reconhecido. A certeza disso vem da experiência colhida de outros países onde o regime bolivariano já está mais adiantado.  Em Cuba, recebem pouco menos que os médicos e muito menos que os policiais e militares - estes últimos com salários nababescos que lhes permite, inclusive, comprar supérfluos como papel higiênico, creme dental e, pasmem, até um ou outro pedaço de carne.  Bancários serão libertados dos banqueiros, já que somente haverá os bancos estatais - cuja atuação será bem mais restrita. Na Venezuela, as coisas caminham a passos rápidos nessa direção! Petistas que não venham a ascender na hierarquia do partido, como o resto da sociedade, terão que se contentar com a inexistência de qualquer mecanismo de mobilidade social, ou seja, como haverá muito pouco espaço para o mérito (não confundir com bajulação!)  e para a iniciativa privada, quem vier a nascer pobre, terá a tranquilidade pessoal de saber que viverá e morrerá nessa condição - exceto ante a conquista de um lugar na "nomenklatura" petista... Aí, o céu seria o limite!
Para que tudo o acima descrito aconteça, não é preciso fazer nada... Ou, seja, basta seguir não fazendo nada, como até agora. Empresários, políticos, celebridades e cidadãos comuns - que tenham, até aqui, o costume de flertar ou manter relações com os associados do foro de São Paulo - sempre acreditando que a tomada de poder pelos comunistas é, tão somente, delírio de alguns loucos reacionários, podem seguir sua aventura. Aqueles que votaram no PT , no PSOL ou nos partidos comunistas - por definição original e conceitual avessos à democracia - apenas para demonstrar inconformismo com a corrupção e tantos  outros problemas dos políticos estilo "macunaíma" que aqui brotam como praga, devem seguir seguros ao vender suas almas ao mais poderoso demônio em troca da proteção de suas casas contra simples ratos.
Entretanto, caso partidos como o PMDB, o PP, o DEM e  outros  de orientação não marxista - ou não controlados por "comunistas caviar" decidirem não respaldar as investidas do PT; caso o Congresso, no exercício de seu mais elevado mister, proteja a democracia de si mesma e promova medidas contra o aparelhamento do Judiciário, do Executivo e acabe com a reeleição para cargos do Executivo, aí sim, o Brasil terá alguma chance de escapar de tragédia tão óbvia!

terça-feira, 28 de outubro de 2014

Divulgados os resultados das eleições presidenciais, diversas preocupações e dúvidas povoam as cabeças de um grande número de brasileiros.

A primeira delas, diz respeito ao aparente sucesso do esforço governista de divisão da nação mediante artifícios historicamente conhecidos, já experimentados em outros países onde foram implantados sistemas autoritários comunistas. Nesse caso, a preocupação reside, especialmente, na falta de percepção da sociedade quanto às mentiras e truques - criminosos alguns - utilizados para atingir tal objetivo. A cegueira verificada permite antever grave ameaça à democracia e um avanço acentuado do Estado contra as liberdades e garantias individuais em nome de medidas populistas e voltadas, tão somente, à concentração do poder nas mãos do PT.

Tão grande o processo de alienação vivido pelos brasileiros, que não foram levantadas quaisquer dúvidas pelo Congresso, pelo Judiciário, Ministério Público, ou mesmo pela mídia, quanto à hipótese de fraude no processo de apuração das urnas eletrônicas - ante as idas e vindas das pesquisas, a estreita margem da vantagem experimentada pelo candidato vencedor e considerada a imensa diversidade de cenários onde o processo eleitoral ocorreu.

Preocupa o fato de que, ante tantas dificuldades pelas quais passam os brasileiros, imediatamente após a divulgação oficial do resultado das urnas, tenham sido as primeiras palavras da presidente reeleita referentes à realização de plebiscito destinado à implantação de sua obstinada proposta de reforma política - de forma completamente apartada do projeto de reforma já existente no parlamento e claramente focada na perpetuação do poder.

Traz tristeza a constatação de que os modelos elogiados pelos socialistas que pretendem "mudar" o Brasil somente tenham logrado, onde implantados, a fuga do capital, a escassez de produtos, o radicalismo ideológico - em resumo, o atraso.

Assusta a percepção da candidata vencedora de que o resultado obtido - se é que não foi resultado de fraude, já que este é o único país onde não é possível uma recontagem - seria fundamentado no acerto das políticas de governo levadas à cabo. Tornou-se perfeitamente normal que criminosos condenados viessem a considerar suas penas como retaliação política e que escândalos de proporções nunca antes imaginadas na história deste país fossem minimizados, abafados, ignorados... ou mesmo premiados!

Impressiona que as pessoas acreditem em taxas de crescimento manipuladas, quando é sabido que os programas sociais (assistencialistas), segundo os números divulgados pela candidata em campanha, atingem a 50 milhões de brasileiros... Ora, se a taxa de desemprego situa-se em torno de 5%, qual o motivo para tamanha abrangência?  Ademais, como ignorar que tais instrumentos, já identificados pelo próprio ex-presidente Lula como "eleitoreiros" e voltados à "compra" de votos, apenas em face de sua gestão pelo PT, tenham perdido tal finalidade - em particular quando foram incrementados e apartados de qualquer compromisso com a sustentabilidade dos programas?

Resta, agora, apenas aguardar o óbvio para, então, tentar fazer alguma coisa! Absurdo? Não... Vontade da sociedade!


sexta-feira, 26 de setembro de 2014

Quero asilo político... Ajudem por favor!


É possível pedir asilo político a algum país sério em caso de mais uma vitória do PT? Os argumentos vão desde a incompatibilidade de consciência com o comunismo e regimes autoritários até aquele relacionado ao temor decorrente da instalação, no governo, de política de pistolagem política muito pior que a gestapo... Quem sabe a Itália, que viu este país conceder asilo a Cezare Batisti, não queira conceder tal medida - nem que seja para afrontar o governo antidemocrático e desalinhado com a boa política internacional que temos aqui? 
Vejo apenas um problema... Imaginaram o precedente? Ficariam aqui somente os petistas e, em pouco tempo, ninguém sobreviveria em face da fome, da peste e do crime... Aí, quando o cenário fosse semelhante aos mais sombrio dos filmes de ficção, seria hora do retorno e de tentar reconstruir o Brasil! Como "bônus" ficaria o prazer de saborear, lá de fora, o início do último governo do PT, em um país sem empresários ou pessoas dispostas a trabalhar seriamente... Já imaginaram? Ninguém para bancar a farra e nenhum inocente para pagar o pato! Nesse momento, todas as medidas autoritárias e de perpetuação do poder teriam que ser voltadas, unicamente, contra os próprios "companheiros" e, com o fechamento de todas as fábricas e empresas de alguma envergadura, os ratos no poder não teriam queijo, charutos e vinho - a menos que a família Castro, em pagamento pela ajuda sempre direcionada pelos integrantes do foro de São Paulo à Cuba, pretenda inverter o caminho dos recursos e subsidiar a esbórnia tupiniquim!
É óbvio que sempre existirá o risco de que a nomenklatura petista venda o Brasil à democrática, livre, socialmente justa e humana república da China. Confirgurar-se-ia, nessa triste hipótese, a primeira dinastia de comunistas do mundo, destinada a durar milhares de anos, tendo como imperador um filho depravado e doente de uma casal de megalomaníacos que sempre afirmaram não saber de nada!

quarta-feira, 27 de agosto de 2014

O debate dos presidenciáveis e o grande engodo a que se submeterá, voluntariamente, boa parte dos brasileiros

Para aqueles que passarão parte do dia, ou do restante da semana, discutindo sobre as respostas deste ou daquele candidato e, particularmente, sobre aquele com melhor desempenho no primeiro debate havido na Band no dia de ontem, 26 de agosto, vai um pequeno alerta: Seria o cúmulo da ingenuidade imaginar a mínima honestidade na maioria das perguntas e respostas e, o mais grave, que cada um viesse a confessar, claramente, suas verdadeiras intenções para o Brasil.

As razões das afirmações feitas no parágrafo anterior são evidentes para aqueles que procuram conhecer o mínimo sobre o quadro político e, principalmente, ideológico, em formação no Brasil a partir do Governo de FHC. Significa dizer, fica óbvio para quem acredita que o país vive no rumo de um regime autoritário de orientação marxista - onde serão "relativizadas" as liberdades e garantias individuais, a propriedade privada e a economia de mercado - os objetivos de Dilma e Marina, aparentemente opostas em suas propostas.

Assim, excetuados os candidatos cuja perspectiva de vitória é tão pequena que não justificaria sequer sua inclusão no universo das preocupações dos brasileiros, ficaria de fora do grande projeto sendo firmemente colocado em prática pelo foro de São Paulo, criado por Lula e Fidel Castro, apenas Aécio Neves.

Aécio, é verdade, tem fortes raízes na concepção política de FHC e não poderia ser percebido como um verdadeiro liberal e, muito menos como conservador. Deveria fazer algum esforço para se desvencilhar da figura política de Fernando Henrique, responsável pelo câncer da reeleição para a presidência - que favorece a inúmeros dos graves problemas existentes no Brasil. Padece de um posicionamento claro contra o sonho coletivista da esquerda. Nesse sentido poderia se manifestar em defesa da livre iniciativa; em favor da autonomia para o Banco Central; da defesa da propriedade privada; contra as invasões de terras e a crise de autoridade estabelecida em face da inversão de valores que pretende igualar proprietários a criminosos invasores; favorável ao fim do estatuto do desarmamento e contrário à tese praticada pelos coletivistas de que pessoas honestas e cumpridoras das leis devam ter restringidos seus direitos em oposição ao conceito de que aqueles que cometam crimes devam ser rigorosa e exemplarmente responsabilizados; contra a divisão da sociedade em cotas e o estabelecimento de uma ditadura imposta por conceitos relacionados à sexualidade - sem esquecer um claro posicionamento contrário quanto às mentiras encerradas pela falsa comissão da verdade instituída por Dilma.

Certamente, a adoção de um posicionamento claro sobre os pontos acima talvez seja esperar demais de Aécio! Mas reside justamente nesse ponto o grande engodo para o qual a sociedade deve ser alertada! Não se encontra o Brasil em um momento democrático ou dotado de estruturas isentas e voltadas à busca de objetivos de Estado. O quadro é o de aparelhamento de suas mais importantes estruturas, inclusive dos Poderes Legislativo e Judiciário e, ainda, de boa parte da imprensa. O risco é de que tal processo de aparelhamento seja completado e, brevemente, já não se possa, sequer, defender abertamente as liberdades ou direitos ou sequer sonhar com a Justiça. Ante tal perspectiva, mostra-se uma tolice comparar propostas midiáticas apresentadas pelos candidatos. Importante é conhecer o engajamento de cada um com o projeto do foro de São Paulo ou com o estabelecimento de um governo autoritário bolivariano ou marxista - seja sob as rédeas do PT ou de Marina Silva (honestamente, é difícil acreditar que não sejam, na verdade, apresentações diferentes da mesma coisa). Sob tal ótica, votar em Aécio passa a ser a única alternativa, na esperança de que - ainda que esperadas grandes dificuldades representadas pela reação dos setores radicais instalados nas vísceras de todas as estruturas públicas e autarquias e dos paramilitares do PT (MST, black blocs e outros grupos) - possa o Brasil ser libertado do cancro petista-marxista.


O posicionamento imparcial do Ministério Público

Jornais dão conta de que o Procurador Geral Rodrigo Janot, que foi favorável à prisão domiciliar para José Genoíno, cuja saúde, segundo laudos da UnB, seria perfeitamente compatível com o cumprimento da pena na papuda, emitiu parecer contrário ao mesmo benefício para Roberto Jefferson - que padece de câncer e já teria perdido mais da metade do estômago, do intestino e necessita  alimentação e cuidados bastante específicos. Vale lembrar ainda que Roberto Jefferson, em que pese não ser nenhum santo, foi o responsável pelas denúncias que levaram ao conhecimento público do maior caso de corrupção política jamais visto na história deste país - episódio sempre minimizado ou negado pelo PT e sua tropa de choque! O entendimento que fica é aquele já esperado, com tristeza, pela sociedade esclarecida: Não existe jurisdição isenta em território dominado pela ideologia marxista! Ou a afirmação final é verdadeira ou Ministério Público e Judiciário, nos mais elevados níveis, são tolos e manobráveis... Em quais das teses seria mais fácil acreditar?

quinta-feira, 14 de agosto de 2014

Nova série: Como As Coisas Funcionam no Brasil?

Todo crime, segundo o próprio conceito, possui gravidade, que deverá decorrer, principalmente, do bem protegido pela norma infringida e da vontade a mover seu agente. Assim, é importante restar claro que, a despeito de outras considerações técnicas que interferem na questão da gravidade de determinadas condutas e na culpabilidade dos responsáveis, pertencer a este ou aquele partido político ou linha de pensamento (atenção, só pensamento!... Não vale justificar atos terroristas mediante tal entendimento!) não possui qualquer relação com a gravidade do delito ou com os esforços no sentido de sua completa apuração.

Pois é, "como as coisas funcionam no Brasil" pretende provocar o questionamento sobre a existência efetiva de alguma forma de aparelhamento do Estado, seja mediante seus instrumentos diretos, como os Poderes Judiciário e Legislativo; o Ministério Público; a Advocacia da União; as instituições policiais e, não sem menor importância, mediante recursos teoricamente livres e autônomos, como a mídia e o jornalismo.

Seu objeto é provocar reflexões sobre a verdade ou a mentira de tal aparelhamento e, ante a conclusão por sua presença, até que limites seria utilizado para tornar menos graves crimes praticados por "companheiros" e mais graves aqueles praticados por adversários ideológicos e políticos. Vale observar que, diante da eventual existência de uma estrutura de patrulhamento ideológico, o cidadão comum, não incluído no grupos dos companheiros ou entre seus adversários, no mínimo, sofre com a falta de prioridade, morosidade e ineficiência com que estruturas, que deveriam ser imparciais e céleres, tratam aquilo que lhes é indiferente. 

Para investigar a presença de aparelhamento, bastaria observar a série de denúncias, todas muito graves, envolvendo "companheiros" e seus adversários. Escolhida uma, dentre tantas, o primeiro passo sugerido seria investigar, com certo cuidado, a origem das denúncias ou sobre como o fato se tornou de conhecimento público (ou das autoridades!). Mediante tal análise seriam identificadas a participação de instrumentos na linha de subordinação do governo, seja nos casos relacionados a "companheiros", seja naqueles envolvendo adversários. Do mesmo modo, seria interessante observar a presença de eventuais denúncias intestinas (expressão ótima nesse caso!) ou de acidentes de percurso, impossíveis de serem abafados, que tenham forçado iniciativas no sentido da apuração dos fatos.

Outra análise recomendada diz respeito à atuação da imprensa e da mídia em geral. Haveria algum tipo de tentativa de nivelamento da gravidade de crimes de menor envergadura praticado por adversários àqueles de maior gravidade praticado por "companheiros"? Ou isso seria puro mito? E no caso de crimes praticados por "companheiros", existiria também tal esforço de nivelamento mediante comparação a práticas mais graves? E quanto à cobrança pela apuração de condutas relacionadas a "companheiros" e adversários? Ela se dá de igual modo? As "compreensíveis e naturais" divergências quanto à verdade gritante dos fatos ou sobre as justificativas apresentadas por agentes e amigos surgem e são igualmente acolhidas por figuras do governo e parte da imprensa tanto no caso de "companheiros" quanto de adversários?

E quanto às divergências e discussões no âmbito do judiciário? Existe equidade na aplicação da justiça (e obviamente das penas!) a integrantes do grupo de "companheiros" e do grupo de seus adversários?

Finalmente, findos alguns dos espetáculos teatrais que envolveram apurações de fatos notadamente comprovados e danosos à sociedade, vale reparar em favor de qual grupo ocorreram (e seguem ocorrendo) articulados e solidários processos de "apagamento" da memória coletiva quanto aos episódios ocorridos e seus agentes. Vale pesquisar na histórica recente sobre "companheiros" e adversários que, depois de execrados pela opinião pública por práticas ilícitas comprovadas, voltaram a ocupar cargos, funções, postos de importância ou, no mínimo, passaram a conveniente exílio midiático.

Depois de feitas as análises sugeridas, creio que a maioria concluirá que tudo não passa de mera coincidência e que não existe qualquer aparelhamento. Finalmente, restará evidente que os poderes constituídos, a imprensa e os ricos aliados do governo jamais se permitiriam conspirar contra a democracia ou o interesse público. Viram? Assim as coisas funcionam no Brasil! (ou não!)

terça-feira, 12 de agosto de 2014

Fazer algo agora ou deixar-se comer pelo monstro...

Realmente preocupante a atitude da sociedade brasileira em face das eleições de outubro. A despeito da clara sinalização de que o PT planeja consolidar sua condição de partido hegemônico e de intensificar o forte processo de aparelhamento do Estado - que já atingiu, como é da percepção geral, até mesmo o STF, parece que a sociedade segue acreditando em Papai Noel.
Não se trata de especulação, trata-se da simples observação de fatos concretos. Acaso há que julgue sem importância ou pouco eloquentes os discursos de Lula e Dilma durante eventos do foro de São Paulo, nas comemorações do aniversário da revolução cubana ou durante as comemorações que marcaram os dez anos do PT no poder? Não há que interpretar ou ler nas entrelinhas - os recados são claros... O plano é seguir fazendo hoje, mediante outras ferramentas, aquilo que não foi possível no passado e transformar a América Latina em um grande bloco de esquerda... socialista! Será preciso desenhar?
Para os românticos e ingênuos, é bom refletir sobre o fato de que socialistas, ou progressistas, adoram o discurso da distribuição da renda, da igualdade social, do resgate da cidadania. Somente evitam dizer, clara e positivamente, como pagar a conta, ou seja, como produzir a riqueza capaz de promover o desenvolvimento necessário a tais conquistas. Observem que o discurso ocorre, invariavelmente, no sentido inverso ao do estímulo à livre iniciativa, à propriedade privada, ao capital e, segue pregando um Estado gestor e capaz de produzir riquezas. Alguem conhece experiências bem sucedidas nesse sentido? Citar a China somente evidenciaria total desprezo pela democracia, pelos direiros, garantias e liberdades individuais! E olhe que até mesmo a OAB tem respaldado um governo que diz, abertamente, que Cuba é um modelo de democracia!

Ora, não há que ficar assustado com as ações dos comunistas, que, hodiernamente, se autodenominam socialistas, defensores dos direitos humanos e, pasmem, até mesmo democratas... Merece mesmo preocupação, como é afirmado no início do texto, a ingenuidade daqueles que defendem valores liberais e a democracia; que acreditam na importância do mérito, do trabalho e do esforço individual na construção de riquezas; que abominam a exploração da miséria, da ignorância e da preguiça. Surpreende que subindo os degraus do patíbulo, sigam ignorando quem serão os verdugos a ceifar-lhes as cabeças e perdendo preciosa energia e poder discutindo se o candidato da oposição tem estes ou aqueles defeitos... Acordem, não se trata de escolher entre Tomás de Aquino ou Agostinho... A escolha que se apresenta é entre o demônio e qualquer um que lhe possa fazer frente por algum tempo... Pelo menos até que todos se apercebam do monstro gestado nesta terra onde tudo foi dado ao homem, mas parece haver faltado homens de caráter e senso moral para habitá-la. A atitude da sociedade diante da desgraça que se aproxima faz crer que, de fato, este é o país de Macunaíma, o herói sem caráter profeticamente imaginado por Mário de Andrade.

sexta-feira, 25 de julho de 2014

Diferenças entre Brasil e EUA sob a ótica da Segurança Pública

Leia o excelente artigo abaixo e, ao final, um pequeno comentário...


Publicado na revista digital Mercado Comum
Edição 248 – Julho de 2014
Por Carlo Barbieri
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A análise da segurança dos residentes e cidadãos americanos tem que ser vista, primeiramente sob o prisma de sua origem religiosa e cultural. Os imigrantes vieram para os Estados Unidos com o objetivo de viverem e, também, em busca de justiça e liberdade enriquecimento. Desde o início, houve uma separação clara entre certo e errado, bandido e mocinho, tão clara nos filmes que assistíamos desde a época de nossa infância. Deus sempre esteve na vida e na base da cultura do país.
Como decorrência, as leis foram sendo feitas para dar sustentação a esta cultura. O bandido tinha que ser enforcado para benefício da sociedade. Hoje esta regra ainda impera, na maioria dos estados americanos.
Na Flórida, por exemplo, o que tirou a vida ou cometeu crime bárbaro, é condenado à morte, independentemente da idade, bastando para isso que estivesse consciente quando da prática do crime. Mais ainda: a defesa da propriedade é absoluta. Se alguém cruzar as divisas da casa, o proprietário tem direito de atirar no invasor e a polícia só tem que retirar o cadáver. Não deve nem abrir inquérito de sorte a estimular a que o cidadão se defenda.
Como neste país os homens de bem têm direito a estar armados e, não apenas os bandidos, como em outros países, os meliantes temem praticar invasões às propriedades particulares. Porém, não apenas a lei defende a comunidade. A estrutura de defesa do cidadão é favorável. As polícias armadas são municipais, além daquelas pertencentes ao condado. Esses mecanismos permitem que a população saiba de quem cobrar sua segurança.
Mais do que isto, o xerife (equivalente ao delegado brasileiro) é eleito por voto popular. Se não der segurança a população não conseguirá ser reeleito. Da mesma forma o juiz e o promotor públicos são eleitos. Se forem “clementes” com os bandidos, também não serão reeleitos. Desta forma tem-se um controle direto da população com sua segurança
As prisões são privatizadas. Ou seja, menores custos, maior segurança,, pois se houver uma fuga as penas pecuniárias são altíssimas. Como o preso é responsável por sua manutenção, pois não seria justo que a sociedade arcasse com o seu bem-estar, todos precisam trabalhar. Geralmente, a maioria das bolas de esporte e das placas dos automóveis é feita por presidiários.
 Há casos pitorescos com o de Tent City, em Maricopa. O xerife Joe Arpaio faz com que os prisioneiros usem as tradicionais roupas listradas. Como lá o calor é grande e caso os prisioneiros queiram ficar só de  cueca, eles têm uma opção: usar cueca na cor de rosa. A bem da verdade até as algemas são desta cor.
Para entretenimento os presos têm televisão, mas só podem assistir desenhos animados e matérias sobre culinária.
Para diminuírem a pena, não há regime progressivo e, sim, trabalho duro. Fora das prisões devem trabalhar na abertura de estradas e fazerem serviços voltados para a comunidade. Vão para lá, homens e mulheres…todos acorrentados.
A prisão é feita em barracas (construídas pelos próprios detentos) e com isto seu custo fica pouco mais de US$ 150,000, bem aquém do custo normal de U$ 8 milhões para a quantidade de prisioneiros que tem. Não há ar-condicionado, pois entende o xerife que, se os soldados americanos que estão lutando pela liberdade do país não os têm, porque os marginais o teriam? Para atemorizar os marginais, o xerife colocou um aviso luminoso a 15 metros de altitude com o anúncio “há vagas”!!!
“Cerca de 93% dos crimes de mortes são elucidados em menos de 6 meses.”
Este rigor não apenas acontece na prisão, mas nas condenações. Os EUA, com 5% da população do mundo, têm quase 25% dos prisioneiros de todo o globo. São dois milhões e trezentos mil presos no país, ou seja, cerca de 751 presidiários para cada 100,000 habitantes. Cerca de 93% dos crimes de morte são elucidados em menos de 6 meses. Os crimes são crimes desde que previstos em lei, podendo ser considerados como tais vários delitos, desde roubando um sabonete ou estuprando uma criança. Aqui os deputados não têm coragem de atribuir a culpa do furto à mídia que o levou o criminoso a desejar um produto que não podia comprar.
Como em todos os países, há nos Estados Unidos uma oscilação de crime e castigo. Quando Juliane criou a tolerância zero em Nova York, ele foi eleito e reeleito. No entanto, agora que a cidade está segura e em franco progresso, uma nova proposta ganhou espaço. Atitude considerada absolutamente normal. Como disse Machiavel, o homem está mais para o inferno do que para o céu. Se não cuidarmos, nossa vida pode se tornar um verdadeiro inferno em decorrências das excessivas concessões sociais.


Pois bem, ao pequeno comentário...

Muitas são as "autoridades" em Segurança Pública no Brasil que insistem em relacionar violência e criminalidade com o número de armas existentes... Simplesmente ridículo e sem qualquer base científica não viciada! Ocorre que, com fundamento em tais discursos, os seguidores das doutrinas do foro de São Paulo restringiram, drasticamente, a concessão de portes de arma no país. Para que se tenha uma ideia, no ano de 2011 não foram fornecidos mais que uma dezena de portes no Estado do Rio de Janeiro (e tais números podem ser menores - já que, por não interessar ao governo, não foram encontradas fontes oficiais sobre o tema).

Pois bem, diversos países, mais adiantados que o Brasil e com índices de violência e homicídios muito menores, possuem relação entre número de armas de fogo por habitante consideravelmente maior. Em alguns casos, a proporção chega a ser mais de dez vezes maior. Há países em que o porte de arma vem caminhando no sentido da quase total liberação,  desde que para cidadãos com histórico compatível com tal responsabilidade. Exatamente o oposto daqui!.

A razão da falta de segurança, da criminalidade, dos homicídios e da violência no Brasil é função, em primeiro lugar, da taxa de elucidação de homicídios que, nos EUA, situa-se em 93% - e  aqui abaixo de 8% (e essa taxa pode estar sendo manipulada, uma vez que alguns especialistas afirmam que tal percentual representa mais que o dobro da realidade!).

Mas afinal, o que interessa mais a um governo que pretende desorganizar e desestruturar a sociedade para criar uma revolução ou uma guerra civil e assumir poderes ditatoriais? Ordem ou violência e caos?

E a coisa é tão grave que o próprio Exército, submetido à vontade do Poder Executivo, acaba de cancelar a concessão de todos os Certificados de Registros de Colecionadores e Atiradores em todo o país... Ou seja, nem o interesse histórico e o tiro esportivo parecem ficar de fora do projeto de poder da esquerda... Esta referência merece ser feita uma vez que não há qualquer estatística sobre a prática de crimes envolvendo colecionadores ou atiradores esportivos - e caso seja elaborada tal pesquisa, os resultados apontarão para o aspecto ideológico da medida determinada ao Exército.

Enquanto isso, estupradores, assassinos e autores de diversos crimes bárbaros, menores de dezoito anos, são defendidos ardorosamente pelo governo e sua estrutura.

quinta-feira, 24 de julho de 2014

Atenção, o texto é de Fernando Gabeira!

O material jornalístico produzido pelo Estadão é protegido por lei. Para compartilhar este conteúdo, utilize o link:http://opiniao.estadao.com.br/noticias/geral,o-farmaceutico-do-ar-imp-,1152251O material jornalístico produzido pelo Estadão é protegido por lei. Para compartilhar este conteúdo, utilize o link:http://opiniao.estadao.com.br/noticias/geral,o-farmaceutico-do-ar-imp-,1152251
O texto abaixo foi publicado em "O Estado de S. Paulo / Opinião" e me foi enviado por um amigo - que teve o cuidado de assinalar alguns pontos especialmente interessantes da matéria. Assim, sem qualquer outro comentário (aliás, comentários seriam desnecessários!), levo ao conhecimento dos amigos, mantendo as marcações do remetente original.


Leia no original:

http://opiniao.estadao.com.br/noticias/geral,o-farmaceutico-do-ar-imp-,1152251

FERNANDO GABEIRA - O Estado de S.Paulo / Opinião

As coisas andam esquisitas. Ou sempre estiveram, não sei. Dia agradável de trabalho na Serra da Canastra, revisitei a nascente do São Francisco e vi uma loba-guará se movendo com liberdade em seu território. De noite sonhei com o PT. Logo com o PT.
Sentei-me na cama para entender como os pesadelos do Planalto invadiam meus sonhos na montanha. Lembrei-me de que no início da noite vira a história de André Vargas e do doleiro Alberto Youssef na TV, os farmacêuticos do ar que vendiam remédios dos outros ao Ministério da Saúde. Pensei: esse Vargas é vice, no ano que vem seria presidente da Câmara dos Deputados. Como foi possível a escalada de um quadro tão medíocre? A resposta é a obediência, o atributo mais valorizado pelos dirigentes, antítese de inquietação e criatividade, sempre punidas com o isolamento.
Vargas fazia tudo o que o partido queria: pedia controle da imprensa e fazia até o que o partido aprova, mas não ousa fazer, como o gesto de erguer o punho na visita do ministro Joaquim Barbosa, do STF, ao Congresso. Em nossa era, esse deputado rechonchudo, que poderia passar por um burguês tropical, simboliza o resultado catastrófico da política autoritária de obediência, imposta de cima.
Num falso laboratório, com o nome fantasia de Labogen (gen é para dar um ar moderno), Vargas e Youssef tramavam ganhar dinheiro vendendo remédios ao ministério. O deputado, que ocupava o mais alto cargo do PT na Câmara, trabalhava para desviar dinheiro da saúde! É um tipo de corrupção que merece tratamento especial, pois suga recursos e equipamentos destinados a salvar as pessoas. A corrupção na saúde ajuda a matá-las.
A catástrofe dessa política autoritária se revela também na escolha de Dilma Rousseff para suceder a Lula. Sob o argumento de que os quadros políticos poderiam abrir uma luta fratricida, escolheu-se uma técnica com capacidade de entender claramente que Lula e o PT fariam sua eleição. A suposição de que o debate entre candidatos de um mesmo partido seria ameaçador para o governo é uma tese autoritária. Nos EUA, vários candidatos de um mesmo partido disputam as primárias. E daí?
Lula sabia que um quadro político nascido do choque de idéias seria um sucessor com potencial maior que Dilma para ganhar luz própria. E a visão autoritária de Lula - sair plantando postes nas eleições, em vez de aceitar que novas pessoas iluminassem o caminho - contribuiu para a ruína do próprio PT.
Tive um pesadelo com o PT porque jamais poderia imaginar que chegasse a isso. Os petistas, aliás, carnavalizaram uma tradição de esquerda. Figuras como André Vargas erguem os punhos com a maior facilidade, como se estivessem partindo para a Guerra Civil Espanhola na Disneylândia. E os erguem nos lugares e circunstâncias mais inadequados, como num momento institucional. Um vice-presidente não pode comportar-se na Mesa como um militante partidário. O correto é que tivesse sido destituído do cargo depois daquele punho erguido. Mas o PT e seus aliados não deixariam o processo correr. Ele são fortes, organizados, bloqueiam tudo. Será que essa força toda dará conta do que vem por aí?
Estamos em ano eleitoral e Dilma, nesse cai-cai. É compreensível que as esperanças se voltem para Lula como salvador de um projeto em ruínas. Mas como salvar o que ele mesmo arruinou? O esgotamento do projeto do PT é também o de Lula, em que pese sua força eleitoral. Ele terá de conduzir o barco num ano de tempestades.
Para começar, essa da Petrobrás, Pasadena e outras saidinhas. O vínculo entre Youssef, Vargas e a Petrobrás também está sendo investigado pela Polícia Federal. Mas a relação do doleiro com o governo não deveria passar em branco. Num dos documentos surgidos na imprensa, fala-se que Youssef estava numa delegação oficial brasileira discutindo negócios em Cuba. Por que um doleiro numa delegação oficial? Por que Cuba?
Muitas novidades estão aparecendo. Mas essa do André Vargas, homem influente no partido, um farmacêutico do ar que neste momento deve estar erguendo os punhos no espelho, ensaiando para ser preso, interrompeu meu sono em São Roque de Minas com uma clara mensagem: o PT é um pesadelo.
Tenho amigos que ainda votam no PT porque acham ser preciso impedir a vitória da direita. Não vejo assim o espectro eleitoral. Há candidatos do centro e da esquerda. Que importância tem a demarcação rígida de terrenos, se estamos diante de fatos morais inaceitáveis, como a corrupção na Saúde, o abalo profundo na Petrobrás, a devastação da nossa vida política?
Cai, cai, balão, não vou te segurar. Estivemos juntos quando os petistas eram barbudos e tinham uma bolsa de couro a tiracolo. Mudou o estilo. Agora têm bochechas e um doleiro a tiracolo. Naquela época já pressentia que não ia dar certo. Mas não imaginava essa terra arrasada, um descaminho tão triste.
É um consolo estar nas nascentes do São Francisco, ver as águas descendo para a Cachoeira Casca Danta: o lindo movimento das águas rolando para sentir a mudança permanente. Sei que essa é uma idéia antiga, de muitos séculos. Mas para mim sempre foi verdadeira. É o que importa.
Uma das grandes ilusões da ditadura militar foi interromper a democracia supondo que adiante as pessoas votariam com maturidade. A virtude do processo democrático é precisamente estimular as pessoas a que aprendam por si próprias e evoluam.
As águas de 2014 apenas começaram a rolar. Tanto se falava na Copa do Mundo como o grande teste e surge a crise da Petrobrás. Poucos se deram conta de que, com os sete mortos nas obras dos estádios brasileiros, batemos um recorde de acidentes em todas as Copas. De certa forma, são vítimas da megalomania, do ufanismo, de todas essas bobagens de gente enrolada na Bandeira Nacional comprando refinarias no Texas, deixando uma fortuna nas mãos de um barão belga que nem acreditou direito naquela generosidade. Ergam os punhos cerrados para o barão e ele responderá com uma merecida banana. Gestualmente, é um bom fim de história.
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quarta-feira, 23 de julho de 2014

A resposta do SINDIPETRO-RJ ao jornal "O Globo" ou melhor seria... Quando o sapateiro passa a projetar e construir aviões!

A seguinte mensagem foi recebida, mediante e-mail (mala direta), como resposta do Sindipetro-RJ em face de matéria publicada no jornal "O Globo" desta terça feira, 22 de julho de 2014, onde o jornalista fez referência ao referido sindicato no apoio à manifestações radicais. Leia, atentamente, a resposta do Sindipetro-RJ. Ao final, deixo minha percepção sobre o assunto.


Esta mensagem é um informe da APN - Agencia Petroleira de Noticias
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Questão de soberania. Democratizando a comunicação www.apn.org.br

Terça, 22 Julho 2014

*Resposta do Sindipetro-RJ à matéria caluniosa "A conexão sindical" do Jornal O Globo*

Na edição desta terça-feira, 22 de julho, o Jornal O Globo publicou uma matéria com manchete "A conexão sindical" que levanta suspeita sobre o apoio financeiro de sindicatos a manifestações. O Sindipetro-RJ denuncia a matéria como um texto extremamente calunioso e manipulatório. Veja a resposta do coordenador da Secretaria Geral do Sindipetro-RJ, Emanuel Cancella, sobre a falácia publicada.

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*Resposta do Sindipetro-RJ à matéria caluniosa "A conexão sindical" do jornal O Globo desta terça,*

Antes de qualquer coisa, fazemos questão de esclarecer que o Sindipetro-RJ sempre fez parte das principais lutas em defesa da soberania popular e do povo brasileiro. Consideramos fundamental a mobilização cidadã em defesa dos seus direitos e defendemos as manifestações e protestos legítimos do povo por um país mais justo. Repudiamos todo tipo de censura, repressão e criminalização dos movimentos sociais. A história do Sindipetro-RJ é escrita pela participação protagonistas em inúmeras lutas: contra a ditadura militar, pelas Diretas Já, pela ampliação de direitos dos trabalhadores e contra a privatização do petróleo. Esses são motivos de grande orgulho para os petroleiros do Rio de Janeiro.

Nesse sentido, repudiamos as distorções trazidas na matéria "A conexão sindical" do Jornal O Globo desta terça-feira, 22 de julho, que busca criminalizar movimentos sociais e manchar o nome e a história de luta da nossa entidade. O Sindipetro-RJ é uma entidade que sempre trabalhou respeitando a constituição e as leis brasileiras. Por isso, fazemos questão de esclarecer que fornecemos, a pedido dos manifestantes, quentinhas, água e também transporte para o protesto contra o leilão de Libra e outras manifestações, como os atos contra a privatização do Maracanã, em defesa da Aldeia Maracanã, contra a demolição da Escola Municipal Friedenreich, do Célio de Barros e do Parque Aquático Julio Delamare. Consideramos legítimo o apoio a livre expressão dos movimentos sociais na luta por direitos sociais e por uma vida melhor. Nada disso é proibido pelas leis brasileiras.

Sempre solidário ao povo excluído, o Sindipetro-RJ forneceu donativos e agasalhos para os flagelados da tragédia do Morro do Bumba, da região serrana e na última enchente. Também doou R$5.000,00 (cinco mil reais) ao SEPE para atender às famílias de professores que ficaram sem o salário para seu sustento ao receberem contra-cheques zerados da Prefeitura do RJ, simplesmente por terem participado de greve justa por melhores condições de trabalho.

O Sindipetro-RJ reafirma seu compromisso com a democracia e com a defesa intransigente dos trabalhadores. Vamos continuar na luta pelo fim dos leilões e pela Petrobrás 100% Estatal e Pública.

Diferente do que fala a matéria, também vale destacar que a violência no ato contra o leilão de Libra partiu da força policial. Temos toda a manifestação gravada e nos colocamos a disposição para comprovar essa grande inverdade da matéria.

O Sindipetro-RJ está estudando, junto ao seu departamento jurídico, uma ação contra O Globo que deu um péssimo exemplo de jornalismo ao publicar matéria baseada em inverdades e sem ouvir a versão dos fatos do alvo de seu ataque, neste caso, nós do Sindipetro-RJ.

Emanuel Cancella
Secretário Geral do Sindipetro-RJ
Federação Nacional dos Petroleiros


Comentário:


E eu que pensava que um sindicato tivesse por escopo os interesses da categoria e que, somente nesse sentido - salvo nobilíssimas exceções - seriam apoiados por seus afiliados seus esforços e, principalmente, despesas. De fato, o Secretário Geral do Sindipetro-RJ está certo quanto à inexistência de proibição legal para as doações feitas. Resta saber se, de fato, os funcionários representados pelo sindicato concordam com as teses defendidas pela gestão do órgão. Caso a mesma "chapa" e as mesmas bandeiras sejam reeleitos, é sinal que sim e que a democracia corre, de fato, sério risco no Brasil. Afinal, em que pese o discurso do secretário do Sindipetro, se há algo completamente fora do ideário da maioria dos movimentos citados, seriam as regras democráticas. Em recente artigo, o Jurista Ives Gandra lembra sobre como a Itália de Mussolini, a Alemanha de Hitler, a Cuba de Fidel, a Venezuela de Chávez e diversos outros tristes exemplos experimentaram o quanto um povo pode ser manipulado por poderes executivos fortes - capazes de colocar sob suas rédeas o legislativo e o judiciário e transformá-los em meros instrumentos de legalização de sistemas autoritários.

sexta-feira, 18 de julho de 2014

Toda notícia, claramente ou bem lá no fundo, atende a determinados interesses - alguns inconfessáveis!

O "Congresso em Foco" tem realizado um grande esforço no sentido de destacar o custo diário do Congresso, em especial o total do valor a ser despendido durante o "recesso branco" daquela casa até as eleições.

Ora, em que pesem as mazelas de nosso congresso e o despreparo, a má-fé e outros defeitos graves que lhes possam ser atribuídos, a desmoralização do Parlamento somente atende aos interesses de quem pretende seu fechamento ou sua anulação - com a criação e o estímulo a mecanismos de "democracia direta" aos moldes bolivarianos ou chavistas.

É óbvio que o bom jornalismo pode - e deve - apontar falhas e problemas! Entretanto. sob pena de tornar-se mais uma ferramenta de manipulação da opinião pública em favor de quem jamais pretendeu a democracia ou não reconhece sua importância, seu trabalho deve ser imparcial e sua visão deve enxergar todas as cores.

No sentido desse entendimento, enviei a seguinte mensagem ao "Congresso em Foco":

Muito útil para a consciência política nacional fazer campanha informando o gasto de quase 230 milhões com o Congresso em recesso. Melhor e mais direto seria defender logo o fechamento do parlamento - já que a desmoralização pretendida com a campanha referida pode não surtir efeito tão rápido e impedir a instalação da tão sonhada (pelos democráticos comunistas) democracia direta objeto do esforço incansável do PT.
Triste é constatar que o senso aguçado do jornalismo político nacional ignora o alinhamento do governo e dos políticos "bem avaliados" de congresso em foco com ditaduras e terroristas.
Não sou hipócrita e, como muitos brasileiros, tenho consciência das mazelas do congresso brasileiro. Nesse sentido, gostaria de ver um jornalismo político responsável cobrando nossos representantes - mas fazendo igual papel em relação aos demais poderes e, com especial firmeza, contra aqueles que, abertamente, têm como meta a destruição da democracia.

quinta-feira, 10 de julho de 2014

O EXÉRCITO DE SEMPRE


PENSAMENTO DO CLUBE MILITAR
O EXÉRCITO DE SEMPRE

Em entrevista à jornalista Miriam Leitão, publicada em 28 de junho no jornal O Globo, o Ministro da Defesa, Celso Amorim, volta a apresentar uma de suas teses preferidas para enfraquecer e dividir o Exército: separar os militares de hoje dos militares de ontem, os jovens dos velhos, os trogloditas dos jovens que são prejudicados pelos erros do passado e que devem, é claro, renegá-los para seguirem livres no novo Exército.
Tratando-se, entrevistado e jornalista, de conhecidos propagandistas das ideias socialistas, não surpreende que perguntas e respostas concordem, num joguinho visivelmente combinado, procurando vender, mais uma vez, a velha tese comunista de que um novo mundo é possível, desde que sob o domínio das teses esquerdistas.
Partem, também, da mentira de que o Brasil deseja adotar o ideal socialista, cujo modelo de maior sucesso atual (até quando?) é o lulopetismo corrupto e mentiroso. Este pressuposto não é nem mesmo discutido, é premissa básica do discurso.
Na novilíngua gramscista, esquerdista significa progressista, democrata. Direitistas, liberais, esses são retrógrados, ultrapassados e lutam para impedir o progresso do país, que só será possível sob o domínio do partido único de seus sonhos, com a imprensa e os demais poderes da República dominados e totalmente controlados. Será que ninguém olha para o mundo e vê que países progrediram, enriqueceram e praticam a verdadeira justiça social? Algum deles é comunista?
Para atingir esse controle total pelo partido, é necessário vencer as “trincheiras da burguesia”: o Judiciário, o Congresso, o Executivo (governo), os Partidos Políticos burgueses, as Forças Armadas, o Aparelho Policial, a Igreja Católica e o Sistema Econômico Capitalista. Em próximo artigo, trataremos do assunto com mais detalhe, estudando como Gramsci ensina a derrubar essas “trincheiras” e como suas lições estão sendo aplicadas no Brasil.
O Ministro Amorim comenta, como avanços conseguidos, o fato de o Exército não mais comemorar oficialmente o 31 de março e a introdução do Ministro da Defesa na cadeia de comando das Forças Armadas. Poucos países assim procedem. No modelo norte-americano, que é aproximadamente seguido pelo nosso MD, a função política do Secretário de Defesa não se confunde com a cadeia de comando militar operacional, executado pela Junta de Chefes de Estado-Maior. Aqui, propositadamente, misturamos tudo, com a desculpa de controle do poder militar pelo poder político. Quanto mais confusa for a cadeia de comando, com a introdução desnecessária de leigos no topo da mesma, mais difícil será conseguir qualquer tipo de decisão que interesse ao bom preparo e emprego das forças.
O interessante é que essa necessidade existe apenas no que se refere à função Defesa Nacional. Apenas neste caso os profissionais da área, que estudaram, praticaram e dedicaram sua vida ao assunto, estão impedidos de chefiar o Ministério correspondente. É como se os médicos não pudessem ser Ministros da Saúde; os professores, da Educação; engenheiros, dos Transportes; advogados, da Justiça. Ninguém duvida de que o profissional experiente do ramo é o mais qualificado para comandar as políticas de governo da área. Tal não se aplica à Defesa Nacional, no Brasil. Um leigo, que nunca se preocupou ou ao menos pensou no assunto, de repente é nomeado Ministro da Defesa e começa a legislar sobre o que não conhece e, muitas vezes, despreza; para completar, passa a fazer parte do topo da cadeia de comando. Duvido que dê certo, principalmente em caso de operações de combate, onde o convite ao desastre é evidente.
O Ministro e a repórter concluem que o que as Forças Armadas têm feito de mais importante tem sido a segurança da Copa, as operações tipo polícia na Maré e no Alemão, o socorro aos flagelados em secas e enchentes, coisas que sempre foram feitas, não são novidades.
É o mesmo Exército de sempre. O povo sabe disso. As pesquisas de opinião de antes, durante e depois do Movimento de 1964 sempre colocaram o Exército no alto das instituições mais respeitadas e admiradas pelos brasileiros.
A novidade é a promoção de distúrbios e manifestações por órgãos e partidos do governo, em estados governados por opositores.
A novidade é a banalização do emprego das Forças Armadas em operações de GLO – garantia da lei e da ordem – sem que o governo estadual tenha esgotado seus meios de manutenção da ordem pública, como é seu dever.
E o perigo resultante dessa banalização é o risco sempre presente de que um incidente fatal venha a ocorrer, para confirmar o despreparo, a brutalidade e a falta de confiabilidade das forças federais para esse trabalho. Ou para qualquer outro.
No entanto, o governo federal não hesita em empregar prematuramente o instrumento mais potente e violento de que dispõe, seu braço armado, a última razão dos reis – ultima ratio regis – para obter resultados que são obrigação dos estados. Se você empregar lutadores de MMA para controlar a disciplina no recreio das escolas, corre o risco de colher resultados indesejados. E os culpados não serão os atletas.
Volta-se, ainda, ao velho choro do pedido de desculpas por parte dos militares. O Estado, patrão dos militares, já pediu desculpas, distribuiu perdões, pagou e paga indenizações que já ultrapassam quatro bilhões de reais aos “perseguidos políticos” e o Exército ainda deve desculpas? Não as devem os terroristas e guerrilheiros assassinos, que tentaram implantar um regime ditatorial comunista no país, pela força, e espalharam mortos e feridos pelo país, em nome de seus ideais? Os mortos e feridos comunistas têm maior valor moral ou de mercado do que os que defendiam a democracia? Quem ainda acredita que os guerrilheiros das décadas de 60 e 70 lutavam pela democracia? Pela democracia cubana?
Finalmente, a cereja do bolo: é um absurdo que escolas militares não adotem livros de História aprovados oficialmente pelo MEC. O absurdo, amigos, é que o MEC indique livros que revisam a história sob o enfoque comunista, reescrevendo nosso passado e fazendo uma lavagem cerebral em nossos estudantes, do fundamental ao superior. E ninguém acha isso errado, apenas o oposto o é.
Neste ponto, diria Gramsci, já atingimos o “senso comum modificado”. Em breve veremos o que é isso.
Gen Clovis Purper Bandeira – Assessor especial do presidente do Clube Militar



terça-feira, 8 de julho de 2014

Brasil 1 X Alemanha 7

Há poucos dias, em determinado canal de Televisão, um comentarista convidado, cuja notoriedade decorre de sua condição de ex-jogador, ante vitória do Brasil em uma das partidas da copa, manifestou sua contaminação ideológica ao citar aquele êxito esportivo momentâneo como algo que o povo brasileiro seria merecedor após haver passado por tanto sofrimento por anos de "ditadura militar"???!!! Passados alguns dias da pérola anterior, outro atleta manifestou, em face de derrota em partida da mesma copa, de forma sincera e ingênua, que sonhava em propiciar alguma alegria a "este povo tão sofredor"... Os comentários refletem a triste e comum confusão, presente no inconsciente de boa parte dos brasileiros, sobre o que seja, de fato, o sucesso e, o mais grave, a mistura sobre esporte e política, entre valores duradouros e episódios transitórios, efêmeros. Infelizmente, o problema decorre do fato de que prevalece aqui a percepção do sucesso como consequência da sorte, da identificação de um jeito novo de fazer algo, de mera criatividade divorciada do trabalho, da presença de fatores que diminuam a gravidade dos obstáculos... Como se a roda do destino fosse a única variável a conduzir os destinos. A seleção da Alemanha, ao derrotar a do Brasil por sete a um pode ensinar algo muito mais valioso ao povo brasileiro... Lição mais honesta que o discurso do comentarista ou mais útil que o sonho do jogador! Quem esteja realmente atento aos fatos, em especial ao histórico de preparação da seleção alemã e a atitude de seriedade com que o assunto futebol – e qualquer outro - é encarado naquele país. Ocorre que o sucesso de qualquer empreendimento – em que pese a inexorável presença de fatores cujo significado, finalidade e controle escapam aos seres humanos, os quais devem ser aceitos com serenidade, sem regozijo excessivo ou atitudes de revolta – decorre, basicamente, de esforço, perseverança e preparo responsável. Não há fundamento na alegação de que qualquer pessoa esteja preparada ou seja capaz de conduzir qualquer empreitada ou discutir qualquer assunto. Isto é coisa para irresponsáveis, para loucos – e desgraçado será, mais cedo ou mais tarde, o destino daqueles que acreditam em tais aventureiros. Quem sonha melhorar a vida de seu semelhante, de sua sociedade, deve trabalhar, seriamente e com honesto propósito, no sentido de melhorar a própria vida. O crescimento de uma sociedade se dá pelo crescimento de seus integrantes e, nessa trajetória, é mentira que aqueles melhor sucedidos atinjam tal resultado mediante a exploração dos demais. Na verdade, quem cresce sempre leva outros consigo – basta pesquisar a história de empresas e países. E para evitar abusos, desrespeito e injustiças, existe o Poder Judiciário. E atenção, durante a pesquisa, cuidado com a análise superficial de fatos! Como exemplo de equívoco grave, repetidamente cometido, pode ser citado o exemplo da Suécia como regime socialista que provê saúde, educação, emprego e dignidade a todos e que seu exemplo poderia dar certo em muitos outros países. Os erros de tal discurso são muitos. O principal deles consiste na omissão sobre como atingiu a Suécia seu sucesso econômico – motor de tantos avanços. Lá, como em qualquer outro lugar do planeta, a pujança da economia se baseia no empreendedorismo, em inúmeras empresas mundialmente conhecidas que nasceram de capitalistas suecos – e não de conselhos ou “soviets”. Na sequência, devem ser citados a importância dada à educação e, até mesmo, a densidade populacional. Se ao final de refletir sobre estas palavras, o sucesso no futebol ainda estiver situado como prioridade, basta seguir os ensinamentos colhidos na pesquisa... Nem que seja, apenas, no que se refere ao estudo de caso da seleção alemã!

quinta-feira, 3 de julho de 2014

Lula explica, com clareza e fundamento precisos, os motivos da desclassificação da Inglaterra na Copa!

Comentário que acrescentaria: Antes de tomar o molusco por um imbecil completo, lembre-se de que o preparado povo brasileiro votou nele por duas vezes e, na sequência, em um poste completamente desconhecido indicado pelo mesmo - sem considerar a possibilidade (assustadora) de que o mesmo poste seja, também, eleito uma segunda vez... Assim, não ria do discurso populista e ridículo do maior artista nunca antes visto na história deste país - ria de você mesmo, que já foi (e segue sendo) governado e representado por tamanho fenômeno que mistura ignorância, despreparo, falta de caráter e oportunismo! Mas há um consolo, como havia naquela velha piada referente ao filho que perguntava ao pai sobre o que seria "compensação"... Tal consolo reside no fato de que o referido câncer da história recente brasileira, verdadeira "excrescência" política, recebeu títulos e homenagens em várias instituições nacionais e internacionais tidas como extremamente sérias. Afinal, se o fenômeno "Hitler" surgiu em uma sociedade intelectualmente privilegiada e das mais adiantadas cientificamente de seu tempo, não há como não aceitar que o Brasil de Macunaíma não produza, também, uma aberração sagrada para idolatrar... Assista no link: https://www.youtube.com/watch?v=PiibR-98gnQ

sexta-feira, 27 de junho de 2014

Para ver, ouvir, sonhar e recordar!

General Heleno fala sobre a questão indígena na Amazônia




http://esta-acontecendo.blogspot.com.br/2014/06/a-politica-indigenista-e-caotica-afirma.html?utm_source=feedburner&utm_medium=email&utm_campaign=Feed:+OQueEstAcontecendoNaAmricaLatina+(O+que+est%C3%A1+acontecendo+na+Am%C3%A9rica+Latina?)

segunda-feira, 23 de junho de 2014

A política indigenista é caótica, afirma o General Heleno



No dia 29 de maio último, em evento promovido pelo Instituto Plinio Corrêa de Oliveira, mais de 350 pessoas acorreram ao Club Homs, na capital paulista, para assistir à conferência do General Augusto Heleno Fragoso sobre a questão indígena na Amazônia.

A sessão foi aberta pelo Dr. Caio Xavier da Silveira, diretor do Instituto. Ele afirmou que o conferencista conhecia como ninguém o problema do índio, pois enquanto a celeuma em torno da demarcação da Reserva Raposa/Serra do Sol atingia seu clímax, o Gen. Heleno se encontrava lá em posição privilegiada.

E lembrou a propósito este verso de Gonçalves Dias: “E à noite, nas tabas, se alguém duvidava do que ele contava, dizia prudente: Meninos, eu vi”. Ele viu, ele lá estava. Viu com os seus olhos lúcidos e patriotas.

O General esclareceu que ampliaria o tema da Raposa/Serra do Sol ao falar sobre outros desafios. Para ele, conjugada com outros problemas, a questão indígena é seríssima e capaz de fazer perder o sono.

Diante de muitas indagações, ele começou por dizer que não é candidato a nada, nem filiado a qualquer partido político. Utilizando-se de slides com desenhos e gráficos, fez um apanhado didático do cenário internacional.

Após a falsa euforia do Brasil como terceira potência em 20 anos, caímos na real ao nos contentarmos com a sétima ou oitava economia do mundo. Para ele, isso não é pouco. O país é tão rico, que qualquer corrupção de uma pequena prefeitura já desvia 20 milhões de reais…

Para o palestrante, os insucessos nas guerras do Afeganistão e do Iraque, além da crise econômica de 2008, fizeram com que os EUA conhecessem um declínio. O que faz acreditar na sua recuperação é a sua superior tecnologia.

Eles não abrem mão de pesquisas e de inovações tecnológicas, além de atraírem as grandes cabeças mundiais.

Pari passu às crises europeia e americana adveio a ascensão da China. Pelo que consta, é o país que mais cresce no mundo, ao utilizar-se daquela fórmula do violino: segura com a esquerda e toca com a direita.

Com regime de exceção, trabalho escravo, espionagem industrial e reengenharia de tudo, a China não encontra óbice. Na verdade, ninguém sabe o que se passa lá dentro.

Com crescimento de cerca de 10% ao ano, agora um pouco menos, o PIB chinês já preocupa ao se encostar no PIB americano. Isto é preocupante, pois a China é uma caixa preta. Mas ela depende de matéria prima nossa e de países da África.

A relação China-EUA passou a ser tratada como algo muito importante. O cenário de crise das economias desenvolvidas ao lado do crescimento da China faz com que a relação bilateral passe a ter uma influência muito grande daqui para frente.

Mesmo assim, os EUA não vão perder a sua supremacia em médio ou curto prazo.

O Brasil se insere no contexto dos BRICS, organização que reúne Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul. Procuramos uma posição de relevância junto a esse grupo de países com muita capacidade de influência.

Só que nessa relação bilateral Brasil-China, as estratégias ainda não foram definidas.

Somos vendedores de commodities para a China, mas elas se esgotam. Em troca, recebemos empréstimos, investimentos diretos e grande déficit comercial que ao longo do tempo pode nos empobrecer.

Olhando para a América do Sul, diz-se não haver a menor possibilidade de uma guerra. Mas podem acontecer episódios que provoquem tensões e daí podem sair conflitos. Se não estiver envolvido, o Brasil atuará fatalmente como poder moderador.

O ambiente geopolítico sul-americano sofre a ameaça do grupo bolivariano. Embora o Brasil tenha como um de seus postulados a democracia e o estado de direito, vai lá beijar a mão dos Castro, dos maiores tiranos da História.

Aprova todas as barbaridades feitas nos círculos bolivarianos e ainda vem falar em democracia. Fica difícil de acreditar. Fala-se de democracia e empresta dinheiro para construir porto em Cuba.

A Comissão da Verdade é uma excrescência. Em nenhum documento das organizações de luta armada eles falaram em lutar pela democracia real.

Na verdade, a democracia deles é o regime cubano. Eles queriam transformar o Brasil numa imensa Cuba, num satélite da União Soviética. Eles tinham como ícone a Albânia!

E agora todos eles viraram defensores ardentes da democracia. Há gente que tem quatro codinomes. Não vou dizer quem é… Nunca vi alguém lutar pela democracia com codinomes.

O potencial do grupo bolivariano é considerável. Eles têm petróleo, gás natural, do qual nós dependemos, muito recurso mineral e cocaína! Eles têm saída para o Pacífico, o Atlântico e o Caribe.

Por outro lado, o nosso efetivo militar nas fronteiras é suficiente para desencorajar qualquer ameaça à integridade territorial. Estamos falando do problema militar.

Não temos problemas com os vizinhos. São dez vizinhos com os quais mantemos relações cordiais. Mas seria não ter senso patriótico considerar que o Brasil, com o seu enorme potencial, não fosse alvo da cobiça internacional.

quinta-feira, 26 de junho de 2014

Mais uma prática antidemocrática e inaceitável do PT...

Por Rodrigo Constantino
 
Que o PT não tem nenhum apreço pelo convívio democrático com as divergências qualquer um já sabe – ou deveria saber. Mas o partido vem apelando cada vez mais, fruto do desespero com a crescente rejeição ao governo Dilma. O ápice das táticas autoritárias ocorreu quando o vice-presidente do partido decidiu publicar no site oficial uma "lista negra" com nove formadores de opinião considerados "inimigos da pátria".
Reinaldo Azevedo, um dos citados, foi o primeiro a reagir, mostrando que não haverá recuo diante da clara tentativa de intimidação pelo PT. Azevedo acrescentou ainda outro texto mostrando como os jornalistas "neutros", que pedem mais "moderação" nas críticas ao PT, acabam fazendo o jogo sujo do partido autoritário.
Esses não precisam temer, pois o PT sabe quem os "critica" tentando, no fundo, defendê-lo. São aqueles que condenam as práticas ilegais e os "malfeitos" do PT, mas logo em seguida citam os tucanos também, e concluem que são todos parecidos. Isso é música para os petistas, do partido mais corrupto e autoritário de todos.
Hoje foi a vez de Demétrio Magnoli, outro que foi incluído na lista, reagir. Em artigo publicado no GLOBO, o sociólogo mostra como o PT partiu de forma escancarada para a estratégia da intimidação, tentando por tabela pressionar a imprensa independente a ficar mais "pianinho" e "maneirar" nos ataques. Ou seja, calar esses "malditos" colunistas da lista negra do PT. Diz ele:

O partido que ocupa o governo decidiu, oficialmente, produzir uma lista de "inimigos da pátria". É um passo típico de tiranos — e uma confissão de aversão pelo debate público inerente às democracias. [...] O artigo assinado por Alberto Cantalice, vice-presidente do partido, acusa "os setores elitistas albergados na grande mídia" de "desgastar o governo federal e a imagem do Brasil no exterior" e enumera nove "inimigos da pátria" — entre os quais, este colunista. Nas escassas 335 palavras da acusação, o representante do PT não cita frase alguma dos acusados: a intenção não é provar um argumento, mas difundir uma palavra-de-ordem. Cortem-lhes as cabeças!, conclama o texto hidrófobo. O que fariam os Cantalices sem as limitações impostas pelas instituições da democracia?
O artigo do PT é uma peça digna de caluniadores que se querem inimputáveis. Ali, entre outras mentiras, está escrito que os nove malditos "estimulam setores reacionários e exclusivistas a maldizer os pobres e sua presença cada vez maior nos aeroportos, nos shoppings e nos restaurantes". Não há, claro, uma única prova textual do crime de incitação ao ódio social. Sem qualquer sutileza, Cantalice convida seus seguidores a caçar os "inimigos da pátria" nas ruas. Comporta-se como um miliciano (ainda) sem milícia.

Em comum, esses nove citados têm apenas as críticas contundentes ao governo federal. As divergências são enormes, mas todos respeitam o debate democrático, ao contrário do próprio PT. Esse tipo de lista, produzida – repito – pelo vice-presidente do partido em seu site oficial, é coisa de regime fascista. E o PT ainda gosta de acusar os outros de fascistas...
 
 

terça-feira, 10 de junho de 2014

As diretrizes do PT para o próximo governo do PT já foram divulgadas

Atenção, você da poltrona... Enquanto a Globo (e outras mídias) fornecem o circo diário e tratam de dourar, não a pílula, mas o imenso supositório que lhe será introduzido, o PT prepara o golpe final contra a democracia - que estará praticamente assegurado ante a eventual vitória do PT, ou mesmo de Eduardo Campos e Marina Silva (não menos socialistas que Dilma) nas eleições de 2014.
Caso acredite, verdadeiramente, que tal previsão ou alerta seja mero alarmismo ou sintoma de uma "síndrome da conspiração", basta que siga acomodado e assistindo, de camarote, o preparo do cadafalso onde a classe média e empresários caminharão - conforme os planos do foro de São Paulo.
A confirmar a tese de que tudo não passa de pura psicose dos liberais e conservadores, entre os quais se encontra o autor deste aviso, basta pesquisar - com alguma isenção e certa profundidade - o que ocorre, neste momento na Venezuela. Afinal, todas as denúncias sobre perseguições políticas e derrocada da economia e da produção naquele país, certamente, deverão ser atribuídas ao esforço estadunidense de tapar o brilho do governo comunista cubano e de seus discípulos.

De qualquer modo, leia com espírito crítico o documento divulgado pelo PT

Reeleição da presidenta Dilma e Revolução Democrática

O documento recentemente aprovado pela Executiva Nacional do PT, “UM NOVO CICLO DE MUDANÇAS. DILMA ROUSSEF PRESIDENTE 2015/2018 - DIRETRIZES DE PROGRAMA DE GOVERNO”, resultado dos debates dos 14º Encontro Nacional do partido, é sem dúvida uma das resoluções políticas mais importantes dos últimos anos.

“Diretrizes” abre um novo período estratégico da luta política no nosso país. Pela primeira vez, os temas do Estado e sua democratização encontram-se no centro da intervenção política eleitoral e deverão orientar a atuação do nosso governo e nossas bancadas parlamentares no período 2015-18.
Parte da seguinte constatação
As eleições de 2014 estão marcadas pelo apoio popular às mudanças realizadas pelos governos Lula e Dilma e, de outro lado, por um desejo cada vez mais generalizado em favor de um novo ciclo de mudanças”.
É o partido sintonizado com o espírito das mobilizações populares de junho 2013 e com o sentimento da opinião pública. É importante lembrar que, à diferença de praticamente todos os outros países onde houve no período recente mobilizações sociais-políticas, somente no Brasil a presidência da República reconheceu a legitimidade dos protestos e reivindicações e propôs cinco compromissos em resposta concreta às demandas do povo nas ruas. O fez malgrado a manipulação comunicacional da direita, que tentou jogar os manifestantes contra o PT e seu governo.
Essa reação da presidenta Dilma marca ao mesmo tempo dois fatos fundamentais: o respeito ao povo mobilizado; mas, também uma convergência de opiniões entre “as ruas” e o governo sobre o fato de que há limites impostos pelo status quo institucional conservador, contexto no qual o PT governou desde 2003. Consideramos que há condições de superá-los. Junho de 2013 mostrou isso.
Este novo ciclo de mudanças se tornou viável e necessário a partir da grande transformação em curso durante os governos Lula e Dilma. Logo, a defesa das conquistas efetuadas desde 2003 deve ser feita e tratada como plataforma para um novo ciclo de mudanças.
Para tal, o PT propõe um programa de reformas estruturais, ampliando a democracia e os direitos públicos, promovendo um novo período de desenvolvimento sustentável e crescimento econômico, distribuição de renda e luta contra as desigualdades sociais e regionais”.
É exatamente esse o ponto. O descontentamento popular detectou aquilo que nossas análises também dizem: para a continuidade e aprofundamento do projeto democrático-popular de inclusão social, redistribuição da renda e da riqueza, há um deficit democrático no Estado brasileiro. Somente a ampliação da democracia pode liberar forças necessárias para um novo ciclo de avanços sociais e econômicos.
São tempos de revolução democrática!
As políticas sociais adotadas pelos governos Lula e Dilma constituíram, antes de tudo, uma decisão política reconhecendo direitos que vinham sendo subtraídos a dezenas de milhões de compatriotas, antes excluídos econômica, social, cultural e politicamente. Não foram “favores” concedidos aos setores mais postergados da sociedade, como gostam de proclamar vozes das oposições. Nem se trataram de políticas pontuais de “compensação social”, como concebe o receituário neoliberal.
As justas demandas populares foram traduzidas em políticas públicas. Mas a sociedade brasileira não se acomodou com o conquistado. Ao contrário. A mudança das condições de vida de milhões de homens e mulheres permitiu o ingresso na esfera pública de novos contingentes sociais, conscientes do papel central que lhes cabe na transformação do país”.
Porque as políticas sociais e econômicas dos nossos governos têm um caráter emancipador e não clientelista, porque tem melhorado no mercado de trabalho a posição da classe trabalhadora frente ao capital, porque aumentou a autoestima das pessoas sabendo que podem melhorar social e economicamente na vida, é que temos hoje a pressão para ir mais longe. E para isso serão necessárias reformas estruturais, que o atual status quo bloqueia.
Em certa medida, foram as conquistas alcançadas que embasaram o desejo de mais conquistas, através de melhores serviços de saúde, educação de qualidade, condições dignas de habitação e transporte nas cidades brasileiras, mais segurança; foi o acesso à cidadania real que fortaleceu o desejo de mais transparência e democracia.
As manifestações de 2013 e a vontade de mudança que as pesquisas apontam nos dias de hoje são expressões da saudável metamorfose pela qual o país vem passando. Apontando, especialmente, a necessidade de ampliar as políticas relacionadas com 50 milhões de jovens brasileiros e brasileiras”.
Boa parte da população não tem mais como seu parâmetro as mazelas do neoliberalismo tucano, porque toda sua vida com consciência e participação política já se deu sob nossos governos e esse novo cenário. Daí a necessidade de lembrar o que prometem de verdade as candidaturas neoliberais de Aécio e Campos (https://www.youtube.com/watch?v=c2GDQYO2xbg). Necessária, mas insuficiente essa lembrança. Porque nossa militância e nossa base social, como sempre ao longo de mais de três décadas, se nutre de esperanças de futuro.
A grande transformação realizada pelos nossos governos foi torcer o capitalismo periférico dependente marcado pela exclusão social, a desigualdade e miséria e conduzir o país a outra formação social-econômica onde o crescimento foi alavancado pela distribuição da renda, o fortalecimento dos salários e do emprego, pela promoção da agricultura familiar, a integração regional com um sentido marcadamente anti-imperialista. Tudo isso na conjuntura da maior crise capitalista mundial desde 1929!
Essa grande transformação não se fez sem luta. Os capitais internacionais e “os mercados” têm buscado bloquear políticas. A torcida conservadora para o fracasso tem sido imensa e a deturpação dos fatos ampla, geral e irrestrita ao ponto que a velha mídia substituiu os partidos da direita na condução da política conservadora.
Nessa quadra da história a percepção da população é:
Importantes segmentos da sociedade enxergam as instituições como muito distantes e marcadas pela corrupção. Consideram a Justiça lenta e elitista. Sentem-se pouco representados pelos Legislativos. Consideram os Executivos prisioneiros da burocracia e de entraves legais que dificultam resolver, com mais rapidez, problemas que se arrastam há décadas”.
O grande desafio é transformar em mudança a inquietação popular com as instituições de uma democracia limitada e deformada. Precisamos evitar que siga o caminho da abstenção e rejeição à política como protesto.
Temos que denunciar a grande armadilha conservadora: chamar de democracia regras do jogo viciadas que obrigam às forças progressistas que acedem ao governo a exercer seus mandatos de forma tutelada, pelo mercado e pelas instituições conservadoras. Um regime assim que não dá vazão aos anseios populares por mudança, desmoraliza a democracia. A acomodação da esquerda a esse status quo a desmoralizaria junto.
A defesa de um segundo mandato presidencial da Presidenta Dilma, que continue mudando o Brasil, inclui reconhecer que continuam postas as tarefas de superar a herança maldita proveniente da ditadura militar, do desenvolvimentismo conservador, da devastação neoliberal, da ditadura do capital financeiro e monopolista sobre a economia, da lógica do Estado mínimo.
Para continuar democratizando o país, ampliando o bem-estar social e trilhando um caminho democrático-popular de desenvolvimento sustentável, defendemos um conjunto de mudanças estruturais, entre as quais a reforma agrária e a reforma urbana, a reforma política e a democratização dos meios de comunicação, a reforma tributária e a ampliação dos direitos públicos universais, aprofundar a soberania nacional, a integração latino-americana e caribenha e nossa participação nos BRICS como parte da construção de uma nova ordem mundial”.
Para continuar melhorando as condições de vida das amplas maiorias é necessário realizar reformas estruturais profundas. Não basta uma boa gestão administrativa. Por isso, “Diretrizes” aponta para duas iniciativas que devem ser centrais para aprofundar a democracia política:
Reforma política
A reforma política é a mãe de todas as reformas. Sua realização corrigirá as profundas distorções que marcam nosso sistema representativo e o funcionamento dos poderes da República, permitindo uma maior participação da sociedade na formulação e controle das políticas públicas, fortalecendo a dimensão republicana e laica do Estado brasileiro, corrigindo a sub-representação de mulheres, negros, jovens e trabalhadores na composição atual do Congresso Nacional.
Uma Constituinte Exclusiva para a reforma política eliminará o financiamento empresarial privado nos processos eleitorais, que constitui uma das fontes da corrupção sistêmica que afeta o funcionamento de nosso sistema republicano”.
Democracia na comunicação
A democratização da sociedade brasileira exige que todas e todos possam exercer plenamente a mais ampla e irrestrita liberdade de expressão, o que passa pela regulação dos meios de comunicação – impedindo práticas monopolistas – sem que isso implique em qualquer forma de censura, limitação ou controle de conteúdos.
Uma nova regulação dos meios de comunicação deve proteger e promover os direitos humanos e combater os monopólios, atualizando as conquistas cidadãs da Constituição Federal, regulamentando o que já é previsto na mesma em relação às rádios e televisão brasileiras.
O Marco Civil da Internet, ao garantir respeito à privacidade, a transparência e a neutralidade da rede, foi nossa resposta ao desafio de preservar a independência deste meio de comunicação, expressa a postura soberana do Brasil e baliza nossa política de comunicação”.
A reforma política proposta e a nova regulação da comunicação darão condições para ampliar a participação democrática das amplas maiorias. Trata-se de uma revolução democrática porque criará as condições para que a maioria exerça o poder. Para que o peso eleitoral se traduza em decisões estratégicas e não sejam esterilizadas por um regime que obriga a representação das maiorias a se mover em marcos restringidos pela sobrecapacidade das minorias conservadoras nas instituições do Estado e na pressão dos mercados.
Uma pequena amostra do volume histórico do desafio que o Partido lançou com “Diretrizes” pode se ter com a reação histérica da direita contra o recente decreto que regulamenta os espaços de participação social, uma inicial, ainda que importante, medida de avanço da participação popular na elaboração de políticas públicas. As forças políticas conservadoras e reacionárias no Brasil são no fundamental antidemocráticas. Vão batalhar contra o aprofundamento da democracia. A primeira batalha ocorre em torno à reeleição de Dilma. Somente nossa vitória vai poder responder os anseios que se expressaram em junho 2013 e que detectam as pesquisas de opinião.

Dilma 2015-2018 por um novo ciclo de mudanças!

Um breve comentário sobre o texto:

Somente militantes do PT e dos partidos de esquerda, que ora o PT toma como aliados, são capazes de definir a forte tentativa de caminhada rumo ao totalitarismo comunista como revolução democrática. Aliás, na verdade, não somente os militantes, mas também os ignorantes, os tolos e aqueles que, durante o processo de tentativa de tomada de poder, se beneficiam com algumas migalhas deixadas pelos sociopatas que conduzem a empreitada de destruição da democracia, das liberdades e do futuro do Brasil.

Infelizmente, em um país onde falta leitura e sobram redes sociais, programas assistenciais populistas, programas de cotas; financiamentos direcionados; discursos fáceis de subversão da ordem e outros mecanismos capazes da total manipulação das massas; os esforços dos mesmos comunistas e guerrilheiros de antes de 64 parece que serão, finalmente, bem sucedidos. Quem viver o período pós-implantação da "democracia petista" terá a oportunidade de sofrer, na própria carne, a destruição da economia; o terror de um governo autoritário e sustentado por polícias políticas; a onda de “denuncismo”, até mesmo dentro das famílias e cujo terreno já está sendo preparado pela “lei da palmada” ou “lei do menino Bernardo” e, ao final, a queda do Brasil e de sua sociedade em direção ao mais profundo esgoto – como ocorreu com Cuba.