Pontos de vista sobre a Política e sobre o papel de cada um em face de seu exercício. Particularmente, este espaço buscará abordar a percepção do autor sobre o papel dos militares e de segmentos liberais ante as ameaças de totalitarismo socialista em curso no Brasil.

sexta-feira, 25 de julho de 2014

Diferenças entre Brasil e EUA sob a ótica da Segurança Pública

Leia o excelente artigo abaixo e, ao final, um pequeno comentário...


Publicado na revista digital Mercado Comum
Edição 248 – Julho de 2014
Por Carlo Barbieri
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A análise da segurança dos residentes e cidadãos americanos tem que ser vista, primeiramente sob o prisma de sua origem religiosa e cultural. Os imigrantes vieram para os Estados Unidos com o objetivo de viverem e, também, em busca de justiça e liberdade enriquecimento. Desde o início, houve uma separação clara entre certo e errado, bandido e mocinho, tão clara nos filmes que assistíamos desde a época de nossa infância. Deus sempre esteve na vida e na base da cultura do país.
Como decorrência, as leis foram sendo feitas para dar sustentação a esta cultura. O bandido tinha que ser enforcado para benefício da sociedade. Hoje esta regra ainda impera, na maioria dos estados americanos.
Na Flórida, por exemplo, o que tirou a vida ou cometeu crime bárbaro, é condenado à morte, independentemente da idade, bastando para isso que estivesse consciente quando da prática do crime. Mais ainda: a defesa da propriedade é absoluta. Se alguém cruzar as divisas da casa, o proprietário tem direito de atirar no invasor e a polícia só tem que retirar o cadáver. Não deve nem abrir inquérito de sorte a estimular a que o cidadão se defenda.
Como neste país os homens de bem têm direito a estar armados e, não apenas os bandidos, como em outros países, os meliantes temem praticar invasões às propriedades particulares. Porém, não apenas a lei defende a comunidade. A estrutura de defesa do cidadão é favorável. As polícias armadas são municipais, além daquelas pertencentes ao condado. Esses mecanismos permitem que a população saiba de quem cobrar sua segurança.
Mais do que isto, o xerife (equivalente ao delegado brasileiro) é eleito por voto popular. Se não der segurança a população não conseguirá ser reeleito. Da mesma forma o juiz e o promotor públicos são eleitos. Se forem “clementes” com os bandidos, também não serão reeleitos. Desta forma tem-se um controle direto da população com sua segurança
As prisões são privatizadas. Ou seja, menores custos, maior segurança,, pois se houver uma fuga as penas pecuniárias são altíssimas. Como o preso é responsável por sua manutenção, pois não seria justo que a sociedade arcasse com o seu bem-estar, todos precisam trabalhar. Geralmente, a maioria das bolas de esporte e das placas dos automóveis é feita por presidiários.
 Há casos pitorescos com o de Tent City, em Maricopa. O xerife Joe Arpaio faz com que os prisioneiros usem as tradicionais roupas listradas. Como lá o calor é grande e caso os prisioneiros queiram ficar só de  cueca, eles têm uma opção: usar cueca na cor de rosa. A bem da verdade até as algemas são desta cor.
Para entretenimento os presos têm televisão, mas só podem assistir desenhos animados e matérias sobre culinária.
Para diminuírem a pena, não há regime progressivo e, sim, trabalho duro. Fora das prisões devem trabalhar na abertura de estradas e fazerem serviços voltados para a comunidade. Vão para lá, homens e mulheres…todos acorrentados.
A prisão é feita em barracas (construídas pelos próprios detentos) e com isto seu custo fica pouco mais de US$ 150,000, bem aquém do custo normal de U$ 8 milhões para a quantidade de prisioneiros que tem. Não há ar-condicionado, pois entende o xerife que, se os soldados americanos que estão lutando pela liberdade do país não os têm, porque os marginais o teriam? Para atemorizar os marginais, o xerife colocou um aviso luminoso a 15 metros de altitude com o anúncio “há vagas”!!!
“Cerca de 93% dos crimes de mortes são elucidados em menos de 6 meses.”
Este rigor não apenas acontece na prisão, mas nas condenações. Os EUA, com 5% da população do mundo, têm quase 25% dos prisioneiros de todo o globo. São dois milhões e trezentos mil presos no país, ou seja, cerca de 751 presidiários para cada 100,000 habitantes. Cerca de 93% dos crimes de morte são elucidados em menos de 6 meses. Os crimes são crimes desde que previstos em lei, podendo ser considerados como tais vários delitos, desde roubando um sabonete ou estuprando uma criança. Aqui os deputados não têm coragem de atribuir a culpa do furto à mídia que o levou o criminoso a desejar um produto que não podia comprar.
Como em todos os países, há nos Estados Unidos uma oscilação de crime e castigo. Quando Juliane criou a tolerância zero em Nova York, ele foi eleito e reeleito. No entanto, agora que a cidade está segura e em franco progresso, uma nova proposta ganhou espaço. Atitude considerada absolutamente normal. Como disse Machiavel, o homem está mais para o inferno do que para o céu. Se não cuidarmos, nossa vida pode se tornar um verdadeiro inferno em decorrências das excessivas concessões sociais.


Pois bem, ao pequeno comentário...

Muitas são as "autoridades" em Segurança Pública no Brasil que insistem em relacionar violência e criminalidade com o número de armas existentes... Simplesmente ridículo e sem qualquer base científica não viciada! Ocorre que, com fundamento em tais discursos, os seguidores das doutrinas do foro de São Paulo restringiram, drasticamente, a concessão de portes de arma no país. Para que se tenha uma ideia, no ano de 2011 não foram fornecidos mais que uma dezena de portes no Estado do Rio de Janeiro (e tais números podem ser menores - já que, por não interessar ao governo, não foram encontradas fontes oficiais sobre o tema).

Pois bem, diversos países, mais adiantados que o Brasil e com índices de violência e homicídios muito menores, possuem relação entre número de armas de fogo por habitante consideravelmente maior. Em alguns casos, a proporção chega a ser mais de dez vezes maior. Há países em que o porte de arma vem caminhando no sentido da quase total liberação,  desde que para cidadãos com histórico compatível com tal responsabilidade. Exatamente o oposto daqui!.

A razão da falta de segurança, da criminalidade, dos homicídios e da violência no Brasil é função, em primeiro lugar, da taxa de elucidação de homicídios que, nos EUA, situa-se em 93% - e  aqui abaixo de 8% (e essa taxa pode estar sendo manipulada, uma vez que alguns especialistas afirmam que tal percentual representa mais que o dobro da realidade!).

Mas afinal, o que interessa mais a um governo que pretende desorganizar e desestruturar a sociedade para criar uma revolução ou uma guerra civil e assumir poderes ditatoriais? Ordem ou violência e caos?

E a coisa é tão grave que o próprio Exército, submetido à vontade do Poder Executivo, acaba de cancelar a concessão de todos os Certificados de Registros de Colecionadores e Atiradores em todo o país... Ou seja, nem o interesse histórico e o tiro esportivo parecem ficar de fora do projeto de poder da esquerda... Esta referência merece ser feita uma vez que não há qualquer estatística sobre a prática de crimes envolvendo colecionadores ou atiradores esportivos - e caso seja elaborada tal pesquisa, os resultados apontarão para o aspecto ideológico da medida determinada ao Exército.

Enquanto isso, estupradores, assassinos e autores de diversos crimes bárbaros, menores de dezoito anos, são defendidos ardorosamente pelo governo e sua estrutura.

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