Pontos de vista sobre a Política e sobre o papel de cada um em face de seu exercício. Particularmente, este espaço buscará abordar a percepção do autor sobre o papel dos militares e de segmentos liberais ante as ameaças de totalitarismo socialista em curso no Brasil.

sexta-feira, 25 de abril de 2014

A sociedade hipócrita

O secretário de segurança diz que o Rio possui política de segurança... Parece piada pretender que inteligências medianas percebam a implantação de UPPs em algumas favelas como "política de segurança". O tamanho de tal tolice é tão evidente que a repetição de tal discurso chega a doer. Afinal, somente a cidade do Rio de Janeiro possui centenas de áreas cujas características, segundo os critérios que orientam a instalação de Unidades de Polícia Pacificadora, demandariam a medida. E existiria efetivo na PMERJ para tal empreendimento?

A política de implantação de UPPs, como adotada, equivale à ingênua sugestão de alguém que proponha, para que seja evitado o crime, a alocação de dois policiais em cada esquina.  Tivesse, somente a cidade do Rio de Janeiro, centenas de milhares de policiais, a questão seria de simples solução! Pois é, a mesma lógica simplista orienta a política de Unidades Pacificadoras como solução para a criminalidade.

E o caso das "pacificações" de áreas na cidade do Rio é ainda mais surreal. As autoridades anunciam com antecedência a "invasão" e permitem que todos os marginais que, até então, dominam a área anunciada vão infestar outros locais - obviamente de menor interesse ou valor político. O saldo de criminosos presos, bem como de armamento apreendido é irrisório ante o poder de fogo conhecido da área considerada.

Desnecessário dizer que, "pacificada" a área e implantada a UPP, as ações de Estado relacionadas à cidadania e à verdadeira ocupação da comunidade não ocorrem. Exceto por algumas medidas "para turista ver", não há melhoria efetiva nas condições sanitárias; não há oferta de creches, escolas e atenção à saúde efetivamente compatível com a demanda; não há programas de orientação familiar... Enfim, a dita política se resume aos efetivos da PMERJ alocados ao programa de polícia pacificadora - em sua maioria passando imensas dificuldades, de toda sorte, como a distância das famílias; a deficiente infraestrutura de apoio; a falta de equipamentos, de vale transporte suficiente, de alimentação saudável e até de água.

Se é assim, como a sociedade engole tanta baboseira da secretaria de segurança? A resposta é simples... Hipocrisia e impotência. Hipocrisia daqueles que residem em áreas a quem a instalação das UPP interessa muito, a exemplo de Ipanema, Botafogo, Flamengo, Copacabana, Leblon, lagoa, Tijuca, São Conrado e diversas outras de relevante interesse (econômico!). Parte dessas pessoas, por razões óbvias e plenamente justificáveis, pretende que a criminalidade não chegue às suas portas, esperando, exigindo mesmo, firme atuação policial na contenção de episódios de violência - como a manifestação oriunda de traficantes do pavão e pavãozinho, que acabou por resultar na morte do dançarino Douglas, também conhecido por DG. A impotência diz respeito aos moradores das áreas para as quais migra a criminalidade temporariamente expulsa pelos processos de pacificação - que experimentam, revoltados e indefesos, o incremento da violência e do crime em suas regiões.

Para quem não entendeu o uso do termo "hipocrisia" em relação aos moradores de áreas nobres, quando feita referência a seu justo interesse por segurança e liberdade de ir e vir, é importante complementar o pensamento. Ocorre que desse mesmo segmento vem a maioria das vozes a acusar a polícia de truculência, de despreparo, da morte de inocentes.

Será que tais pessoas já tentaram se imaginar na pele dos integrantes da PMERJ encarregados de invasões e ocupações? Afinal, em sua maioria, não vivem tais efetivos os problemas do segmento da sociedade beneficiado por seu trabalho, pois são moradores de áreas menos valorizadas e mais distantes. Cumprem sua missão convivendo com deficiências de toda ordem, algumas já citadas anteriormente. Arriscam suas vidas, literalmente, de armas em punho, progredindo em zonas cuja violência supera, não raro,  algumas áreas de conflito mundialmente conhecidas, como por exemplo, a "faixa de Gaza". Durante horas a fio ficam sujeitos a intenso fogo oriundo de armas cujo poder de fogo e alcance, cobram demonstrações de coragem e sacrifício a que poucos seriam capazes. Sob as condições de verdadeiro combate a que são obrigados, aliada à arquitetura urbana das favelas, desfavorável a invasões, são forçados a progredir e revidar o fogo. Vale lembrar, nesse ponto, que a prudência recomendaria aos pobres moradores de tais áreas que permanecessem em suas casas, deitados ao solo, enquanto durassem os combates, mas, obviamente, tal não é possível e não ocorre. Pois bem, como resultado dos anos de desenvolvimento irresponsável da ocupação urbana; dos absurdos abismos socioeconômicos; da ousadia do crime organizado; da conivência criminosa de cidadãos de classe média, autodenominados "pacifistas" ou "intelectuais" usuários de drogas - produz-se, ao final, o resultado morte! Morte de criminosos e de inocentes - policiais ou civis. A hipocrisia reside no fato de que, ao final, a fatura relacionada a tantos inocentes mortos recaia, apenas, nos ombros dos Policiais. Deveria, na verdade, recair sobre os responsáveis pela política de segurança pública; sobre os usuários de drogas que alimentam o tráfico; sobre prefeitos que permitiram a formação de verdadeiros guetos, quase inexpugnáveis, nas cidades - muito mais que sobre aqueles que mais se arriscam e que menos ganham com tantos erros.

terça-feira, 15 de abril de 2014

Quem se vende, seja qual for o preço, vale menos que o valor recebido.

O país, ainda que sob perspectivas otimistas, vive uma grave crise. O aparelhamento do Estado em nome de um projeto de poder e a consecução, a qualquer custo, de manobras políticas e financeiras para assegurar o prosseguimento desse mesmo  projeto colocam em risco a democracia.

A enorme rejeição percebida nas redes sociais e entre a classe média contra a tentativa de instalação de um sistema autoritário - que alguns insistem em não perceber e um grupo ainda maior subestima ou considera criação de mentes assoladas por idéias de conspiração - sequer arranha a camada mais superficial do monstro que avança sobre as liberdades, o Direito, a moralidade e os valores que, até aqui, representam a sociedade brasileira. Afinal, sua força vem de pessoas que do monstro recebem seu sustento, seja o alimento, seja o financiamento de seu ócio, seja o combustível que hipertrofia sua vaidade e seu ego.

Os integrantes dos primeiros escalões dos Poderes Executivo e Legislativo são escolhidos mediante o voto, sem que para postularem tais cargos necessitem comprovar capacidade, ética ou conhecimento. Não sendo assim, a democracia seria restritiva, elitista, ainda mais sujeita à manipulação e impossível de acesso aos mais humildes. De modo oposto, o exercício das funções do Poder Judiciário e do Ministério Público não tem origem em manifestação de mera vontade de quem quer que seja. É decorrência de raríssimo esforço individual na busca do conhecimento, de sólidas e destacadas carreiras construídas no campo do Direito - ou, pelo menos, deveria ser! Os integrantes do Ministério Público e do Judiciário, via de regra, não são eleitos... Prestam concursos rigorosíssimos. Sua elevação aos mais elevados postos se dá por mérito, capacidade, valor profissional. E qual o sentido de tal diferenciação entre os poderes? É simples... Pretende evidenciar o maior compromisso do Judiciário e do Ministério Público com o acerto, com escolhas mais sensatas, com decisões fundadas, em maior proporção, na razão e não na emoção. Significa esperar de tais segmentos atitudes em defesa do arcabouço jurídico, da dogmática - e não da interpretação de anseios coletivos manipuláveis pela mídia ou grupos políticos.

Não é demais lembrar que, destruído o equilíbrio democrático ante a hipertrofia do Executivo, haverá proporcional perda de força, de importância e de sentido na existência de outros poderes. Não se trata de uma ilação desligada da realidade... Trata-se de mera constatação alicerçada na observação da história dos povos... Na vida das sociedades contemporâneas ou daquelas já superadas há mais tempo. E, ante tal observação valem, pelo menos duas observações: A primeira, estaria relacionada ao fato constituir-se a motivação dos homens e mulheres que integram o Judiciário e o Ministério Público, como deveria ser, a busca da justiça, da liberdade e da sujeição dos homens ao império das Leis. Ante tal hipótese, não seria tal ideal compatível com o acobertamento de crimes e com tentativas escancaradas de destruição da democracia. A segunda observação seria aplicável ante a pouco provável hipótese de situar-se a motivação desses mesmos homens e mulheres na vaidade ou na ambição desmedida. Afinal que valor, mérito ou brilho existiria em fazer parte de estruturas sem qualquer poder, autonomia ou independência? Em caso de dúvidas, basta perguntar sobre o Judiciário ou o Ministério Público em Cuba ou Venezuela!

Os crimes estão todos aí... Escancarados, praticados à luz do dia, com a conivência de um Congresso submisso e de estruturas de Estado aparelhadas e cumpridoras de ordens. Ainda assim, os fatos são evidentes. São atentados violentos contra o sistema financeiro e contra investidores; são atos de governo que deveriam estar condicionados a determinadas formalidades e que são praticados sob argumentos e justificativas inaceitáveis; são crimes comuns cuja gravidade é desclassificada ou entendida como inexistente; são enriquecimentos inexplicáveis; são o uso e a manipulação de estruturas do Estado... Enfim, basta querer enxergar, ou melhor, pensar mais no Brasil (ou na própria sobrevivência) que em eventuais vantagens que, não verdade, não são dadas pelo poder - mas vendidas a um preço que, amanhã, poderá representar a própria liberdade ou sobrevivência.

sexta-feira, 11 de abril de 2014

Fernão Lara Mesquita, filho que ao contrário de outros, honra a memória de seu pai, o grande Jornalista Ruy Mesquita

Artigo publicado no Estadão de 07 de abril, de autoria do jornalista Fernão Lara Mesquita

1964 - Um testemunho

Para entender o que aconteceu em 64 é preciso lembrar o que era o mundo naquela época. Um total de 30 países, parando na metade da Alemanha de hoje, havia sido engolido pela Rússia comunista por força militar.  Invasão mesmo, que instalava um ditador que atuava sob ordens diretas de Moscou.  Todos os que tentaram escapar, como a Hungria em 56, a Checoslováquia em 68, a Polônia em 80 e outros, sofreram novas invasões e massacres.
E tinha mais a China, o Vietnã, o Camboja, a Coreia do Norte, etc., na Ásia, onde houve verdadeiros genocídios.  Na África era Cuba que fazia o papel que os russos fizeram na Europa, invadindo países e instalando ditadores no poder.
As ditaduras comunistas, todas elas, fuzilavam sumariamente quem falasse contra esses ditadores.  Não era preciso agir, bastava falar para morrer, ou nem isso.  No Camboja um quarto de toda a população foi executado pelo ditador Pol Pot entre1975 e 1979, sob os aplausos da esquerda internacional e da brasileira.
Os países onde não havia ditaduras como essas viviam sob ataques de grupos terroristas que as apoiavam e assassinavam e mutilavam pessoas a esmo detonando bombas em lugares públicos ou fuzilando gente desarmada nas ruas.
As correntes mais radicais da esquerda brasileira treinavam guerrilheiros em Cuba desde antes de 1964.  Quando João Goulart subiu ao poder com a renúncia de Jânio Quadros, passaram a declarar abertamente que era nesse clube que queriam enfiar o Brasil.
64 foi um golpe de civis e militares brasileiros que lutaram na 2.ª Guerra Mundial e derrubaram a ditadura de Getúlio Vargas, para impedir que o ex-ministro do Trabalho de Vargas levasse o País para onde ele estava prometendo levá-lo, apesar de se ter tornado presidente por acaso.  Tratava-se, portanto, de evitar que o Brasil entrasse num funil do qual não havia volta, e por isso tanta gente boa entrou nessa luta e a maioria esmagadora do povo, na época, a apoiou.
A proposta do primeiro governo militar era só limpar a área da mistura de corrupção com ideologia que, aproveitando-se das liberdades democráticas, armava um golpe de dentro do sistema para extingui-las de uma vez por todas, e convocar novas eleições para devolvero poder aos civis.
Até outubro de 65, um ano e meio depois do golpe, seguindo o combinado, os militares tinham-se limitado a cassar o direito de eleger e de ser eleito, por dez anos, de 289 pessoas, incluindo 5 governadores, 11 prefeitos e 51 deputados acusados de corrupção mais que de esquerdismo.
Ninguém tinha sido preso, ninguém tinha sido fuzilado, ninguém tinha sido torturado.  Os partidos políticos estavam funcionando, o Congresso estava aberto e houve eleições livres para governador e as presidenciais estavam marcadas para a data em que deveria terminar o mandato de Jânio Quadros.
O quadro só começou a mudar quando em outubro de 65, diante do resultado da eleição para governadores, o Ato Institucional n.º 2 (AI-2) extinguiu partidos, interferiu no Judiciário e tornou indireta a eleição para presidente.  Foi nesse momento que o jornal O Estado de S. Paulo, que até então os apoiara, rompeu com os militares e passou a combatê-los.
Tudo isso aconteceu praticamente dentro de minha casa, porque meu pai, Ruy Mesquita, era um dos principais conspiradores civis, fato de que tenho o maior orgulho.
Antes mesmo da edição do AI-2, porém, a esquerda armada já havia matado dois: um civil, com uma bomba no Cine Bruni, no Rio, que feriu mais um monte de gente; e um militar numa emboscada no Paraná.  E continuou matando depois dele.
Ainda assim, a barra só iria pesar mesmo a partir de dezembro de 68, com a edição do AI-5.  Aí é que começaria a guerra.  Mas os militares só aceitaram essa guerra depois do 19º assassinato cometido pela esquerda armada.
Foi a esquerda armada, portanto, que deu o pretexto para a chamada "linha dura" militar tomar o poder e a ditadura durar 21 anos, tempo mais que suficiente para os trogloditas de ambos os lados começarem a gostar do que faziam quando puxavam gatilhos, acendiam pavios ou aplicavam choques elétricos.
A guerra é sempre o paraíso dos tarados e dos psicopatas e aqui não foi diferente.
No cômputo final, a esquerda armada matou 119 pessoas, a maioria das quais desarmada e que nada tinha que ver com a guerra dela;e os militares mataram 429 "guerrilheiros", segundo a esquerda, 362 "terroristas", segundo os próprios militares.  O número e as qualificações verdadeiras devem estar em algum lugar no meio dessas diferenças.
Uma boa parte dos que caíram morreu atirando, de armas na mão; outra parte morreu na tortura, assassinada ou no fogo cruzado.
Está certo: não deveria morrer ninguém depois de rendido, e morreu.  E assim como morreram culpados de crimes de sangue, morreram inocentes.  Eu mesmo tive vários deles escondidos em nossa casa, até no meu quarto de dormir, e já jornalista contribuí para resgatar outros tantos.  Mas isso é o que acontece em toda guerra, porque guerra é, exatamente, a suspensão completa da racionalidade e do respeito à dignidade humana.
O total de mortos pelos militares ao longo de todos aqueles 21 "anos de chumbo" corresponde mais ou menos ao que morre assassinado em pouco mais de dois dias e meio neste nosso Brasil "democrático" e "pacificado" de hoje, onde se matam 50 mil por ano.
Há, por enquanto, 40.300 pessoas vivendo de indenizações por conta do que elas ou seus parentes sofreram na ditadura, todas do lado da esquerda.  Nenhum dos parentes dos 119 mortos pela esquerda armada, nem das centenas de feridos, recebeu nada desses R$ 3,4 bilhões que o Estado andou distribuindo.

Enfim, esse é o resumo dos fatos nas quantidades e na ordem exatas em que aconteceram, do que dou fé porque estava lá.  E deixo registrado para os leitores que não viveram aqueles tempos compararem com o que andam vendo e ouvindo por aí e tirarem suas próprias conclusões sobre quanto desse barulho todo corresponde a sentimentos e intenções honestas.


*Fernão Lara Mesquita é jornalista. Escreve em www.vespeiro.com.  

quarta-feira, 2 de abril de 2014

Quem ganha com a desconstrução da verdade?

Jair Bolsonaro jamais pretendeu, na verdade, defender a ditadura em si, mas apresentar os fatos históricos como realmente aconteceram - contradizendo as grandes mentiras ditas à sociedade por aqueles que, derrotados em seus planos inconfessáveis, pretendem assumir postura de democratas e heróis da Pátria.

Analisar a contra-revolução de 31 de março de 1964 fora do contexto histórico constitui-se em ato equivocado ou de má-fé. Ignorar o risco iminente da tomada de poder pelos comunistas, mediante as orientações e apoio de Rússia, China e Cuba equivale a fechar os olhos à realidade vivida naqueles dias.

Confirmam o perigo daquele momento o integral apoio da sociedade, seja da parte de empresários, igrejas ou de cidadãos comuns, referendado pela totalidade dos editoriais dos jornais de circulação mais representativa da época.

Afinal, em que pese a atual gestão do jornal "O Globo" haver publicado editorial afirmando haver se equivocado ao apoiar a contra revolução, não podem os filhos de Roberto Marinho declarar que seu pai era insano ou traidor da sociedade brasileira. Noutro sentido é certo que, em face dos rígidos princípios éticos e morais do patriarca das organizações globo, não estava ele vendido a interesses inconfessáveis. Tampouco alguém poderia sugerir que fosse tolo ou ingênuo, pois construiu, sozinho, um patrimônio colossal! Logo, de concluir que seu posicionamento de apoio à sociedade e aos militares representou honesto entendimento de que o episódio salvara o Brasil de uma sombria aventura comunista.

Se os excessos havidos durante o período dito "militar" de governo devem ser apurados, deve ser dado o devido crédito ao seguro processo de reconstrução nacional promovido durante esse tempo. Não pode ser ignorado, tampouco, que aqueles que pegaram em armas e praticaram atos de terrorismo, guerrilha e crimes comuns, muitos cujo "treinamento" já havia sido realizado antes de 31 de março de 1964, jamais pretenderam a democracia e, ao contrário, implantar aqui uma ditadura aos moldes do que ocorreu em Cuba.

Quem tem dúvidas de que, logrado o objetivo dos subversivos que pretendiam a tomada do poder, o número de mortos e desaparecidos, hoje relatado como abaixo de quatro centenas, teria chegado a dezenas de milhares - e isto para ser otimista e ficar no exemplo do "ajuste" promovido por Fidel e pela versão latina de "Himmler", "Che Guevara". Aliás, as atrocidades de che, bem como suas frieza, covardia e instabilidade são, cuidadosamente, abafados por muitos escritores, jornalistas, artistas, políticos e outros grupos que, mediante tal atitude, comprovam seu interesse na manipulação da juventude.

Afinal, em nome do desejo de vingança por excessos praticados por alguns elementos, civis e militares, seria justo mentir sobre todo o cenário dos anos cinquenta, sessenta e setenta  - e construir falsos mitos? Quem ganharia com isso? A resposta talvez possa ser percebida mediante a simples constatação do universo de corrupção, concentração de poder, destruição do equilíbrio democrático, aparelhamento do Estado e, por fim, de caminhada rumo à destruição da meritocracia, da propriedade privada, da liberdade de expressão, da imprensa livre e, enfim, da democracia. Maior prova disso dão os filhos de um brasileiro ilustre, ao negarem o valor e a capacidade de julgamento do pai que lhes legou tão fabuloso patrimônio e instrumento capaz de construir e destruir valores!