Jair Bolsonaro jamais pretendeu, na verdade, defender a ditadura em si, mas apresentar os fatos históricos como realmente aconteceram - contradizendo as grandes mentiras ditas à sociedade por aqueles que, derrotados em seus planos inconfessáveis, pretendem assumir postura de democratas e heróis da Pátria.
Analisar a contra-revolução de 31 de março de 1964 fora do contexto histórico constitui-se em ato equivocado ou de má-fé. Ignorar o risco iminente da tomada de poder pelos comunistas, mediante as orientações e apoio de Rússia, China e Cuba equivale a fechar os olhos à realidade vivida naqueles dias.
Confirmam o perigo daquele momento o integral apoio da sociedade, seja da parte de empresários, igrejas ou de cidadãos comuns, referendado pela totalidade dos editoriais dos jornais de circulação mais representativa da época.
Afinal, em que pese a atual gestão do jornal "O Globo" haver publicado editorial afirmando haver se equivocado ao apoiar a contra revolução, não podem os filhos de Roberto Marinho declarar que seu pai era insano ou traidor da sociedade brasileira. Noutro sentido é certo que, em face dos rígidos princípios éticos e morais do patriarca das organizações globo, não estava ele vendido a interesses inconfessáveis. Tampouco alguém poderia sugerir que fosse tolo ou ingênuo, pois construiu, sozinho, um patrimônio colossal! Logo, de concluir que seu posicionamento de apoio à sociedade e aos militares representou honesto entendimento de que o episódio salvara o Brasil de uma sombria aventura comunista.
Se os excessos havidos durante o período dito "militar" de governo devem ser apurados, deve ser dado o devido crédito ao seguro processo de reconstrução nacional promovido durante esse tempo. Não pode ser ignorado, tampouco, que aqueles que pegaram em armas e praticaram atos de terrorismo, guerrilha e crimes comuns, muitos cujo "treinamento" já havia sido realizado antes de 31 de março de 1964, jamais pretenderam a democracia e, ao contrário, implantar aqui uma ditadura aos moldes do que ocorreu em Cuba.
Quem tem dúvidas de que, logrado o objetivo dos subversivos que pretendiam a tomada do poder, o número de mortos e desaparecidos, hoje relatado como abaixo de quatro centenas, teria chegado a dezenas de milhares - e isto para ser otimista e ficar no exemplo do "ajuste" promovido por Fidel e pela versão latina de "Himmler", "Che Guevara". Aliás, as atrocidades de che, bem como suas frieza, covardia e instabilidade são, cuidadosamente, abafados por muitos escritores, jornalistas, artistas, políticos e outros grupos que, mediante tal atitude, comprovam seu interesse na manipulação da juventude.
Afinal, em nome do desejo de vingança por excessos praticados por alguns elementos, civis e militares, seria justo mentir sobre todo o cenário dos anos cinquenta, sessenta e setenta - e construir falsos mitos? Quem ganharia com isso? A resposta talvez possa ser percebida mediante a simples constatação do universo de corrupção, concentração de poder, destruição do equilíbrio democrático, aparelhamento do Estado e, por fim, de caminhada rumo à destruição da meritocracia, da propriedade privada, da liberdade de expressão, da imprensa livre e, enfim, da democracia. Maior prova disso dão os filhos de um brasileiro ilustre, ao negarem o valor e a capacidade de julgamento do pai que lhes legou tão fabuloso patrimônio e instrumento capaz de construir e destruir valores!
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