Pontos de vista sobre a Política e sobre o papel de cada um em face de seu exercício. Particularmente, este espaço buscará abordar a percepção do autor sobre o papel dos militares e de segmentos liberais ante as ameaças de totalitarismo socialista em curso no Brasil.

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Cara de Pau Inacreditável

Mais que um artigo, o presente texto constitui-se em inevitável manifestação de assombro. São 20h45 de 26 de fevereiro de 2010 e, neste exato momento, o Jornal Nacional acaba de reproduzir uma declaração do Presidente Lula que, confrontada com as atitudes diametralmente opostas recentemente adotadas em sua política externa, repercutiu como uma pérola inigualável de sarcasmo e de ofensa à lógica e à coerência.
Questionado sobre o fato de não haver manifestado repúdio em face da morte de Orlando Zapata Tamayo e do tratamento aos presos políticos cubanos, Lula alegou, logo após dizer-se um modelo a ser seguido por todos os demais Chefes de Estado, haver aprendido que não deve opinar na política de outros países, dar palpites. Segundo ele, para não meter o dedo onde não se deve.
Ora, e o que fez o governo brasileiro com o pobre povo de Honduras, quando da tentativa de golpe perpetrada por Manuel Zelaya?
Com relação a Cuba, e para não criticar Fidel e sua ditadura, Lula alega o respeito a autonomia política dos outros países. Entretanto, quando a questão dizia respeito a empurrar, goela abaixo de Honduras, um ex-presidente golpista deposto, o grande estadista, associado a Hugo Chávez, chegou às raias de assumir o risco da produção uma guerra civil naquele país - permitindo que o Manuel Zelaya fizesse da Embaixada Brasileira em Tegucigalpa um palanque blindado de onde a instabilidade era gerada.

Nosso Astronauta

Nunca tive grande proximidade com nosso astronauta. Apesar disso, sinto-me obrigado a dizer algo sobre o mesmo em razão de injustas críticas que, eventualmente, lhe são dirigidas.
Há quem entenda que Marcos Pontes não devesse ter deixado as fileiras da Aeronáutica. Pensamento simplório, somente passível de encontrar espaço entre pessoas que não conheçam a vida militar e os critérios de promoção e permanência no serviço ativo. Em face do longo tempo dedicado aos estudos, grande parte dele no exterior, deixou o mesmo de efetuar cursos de carreira com momento certo para serem enfrentados. Em que pese seus feitos, as normas e regulamentos militares, sabiamente, não podem ser amoldados a situações pessoais e, assim, ficaria o astronauta, caso permanecesse na ativa, impedido de ascender na carreira.
A partir de sua saída, muitas outras acusações foram feitas, sempre sem que fossem considerados os argumentos do excepcional e idealista ser humano que é Marcus Pontes - conforme afirmação unânime daqueles que participam de seu convívio.
Assim, por qual motivo, ao invés de tentar destruir um homem e seus méritos, não destacar suas virtudes - como dedicação, inteligência e firmeza de propósitos?
Reconhecer seu valor não significa diminuir o valor da instituição que o abrigou e permitiu o crescimento de suas asas. Ao contrário, destaca o brilho de ambos.
Quem sabe, um dia, nosso astronauta possa fazer vôos ainda mais altos, representando sua Força Aérea e o segmento militar no Congresso Nacional? Para isso, certamente, será necessário o apoio de todos aqueles capazes de compreender que tal empreendimento não consistiria em mera busca de vantagem pessoal - mas a conquista de um objetivo fundamental no atual momento político. Quem pensa diferente, imagino, talvez prefira ouvir os pronunciamentos de antigos inimigos da democracia, ladrões e criminosos - ou de viver à sombra de sua vontade.

Por Enquanto Seguimos em Frente

Este é um blog muito jovem, experimentando quinze dias de vida e, apesar disso, já mereceu sérias reflexões por parte do autor. Afinal, a totalidade dos artigos até aqui postados tiveram como foco a tentativa de despertar eventuais leitores para as sucessivas tentativas, por parte do grupo que controla o país, de que aqui seja instalada uma democracia aos moldes de Cuba e Venezuela.
Considerando-se, entretanto, que fato tão grave não encontra qualquer espaço na mídia, limitando-se, tão somente, a povoar o imaginário de alguns, não seria o alerta transmitido apenas uma visão radical e equivocada de alguém excessivamente inoculado de idéias liberais?
Seria possível que o PNDH3; as caravanas da anistia pelo Araguaia; as diversas visitas oficiais a Cuba; a rápida devolução dos atletas cubanos; a defesa acirrada de Batisti e as facilidades concedidas aos sequestradores chilenos de Washington Olivetto; a escolha de ferozes ex-terroristas para postos chave no governo; a condução da política externa nacional por um desses ex-terroristas; o alinhamento do Brasil com Cuba, Irã, e Venezuela; a desastrosa tentativa de intervenção em Honduras; o total descaso do governo e de seus órgãos voltados à proteção dos direitos humanos para a existência de centenas de presos políticos em Cuba e a morte de um deles; sem falar na proximidade de figuras da Nomenklatura tupiniquim com dezenas de escândalos recentes, consista, tudo, em mera coincidência?
Tal questionamento aponta para o fato de que o blog segue em direção correta. Já é hora de abandonar o conforto que engorda os brasileiros pacatos e tementes a Deus e fazer alguma coisa. Quem sabe os jornalistas acordem e passem a fazer seu trabalho de informar e denunciar e, aí, este blog venha a perder o sentido.

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Vídeos em Destaque

O Grande Engano dos Ditadores

É certo que o projeto de poder que hoje comanda o país foi, estrategicamente, muito bem planejado e está sendo conduzido com maestria. Recursos quase inesgotáveis, capazes de suportar as campanhas e, inclusive, de manter a abastança das lideranças do partido, já foram e seguem sendo obtidos a qualquer custo - sem que a sociedade, a imprensa, os tribunais ou qualquer outro segmento nacional levante suspeitas ou sinalize com medidas capazes de ressarcir aos cofres públicos ou punir responsáveis.
O incontável número de colaboradores infiltrados na máquina pública e sindicatos, em todos os níveis, além da complementação dos recursos financeiros que suportam o projeto de perpetuação de governo, oferecem a base de informações necessárias à tomada de decisões e ao exercício do controle político e ideológico.
A primorosa formação político-partidária, com forte substrato ideológico, promovida a partir de tenra idade nas escolinhas mantidas pelo PT fornece a massa crítica política da qual são extraídas, eventualmente, potenciais lideranças.
Os miseráveis, tratados de forma a que sejam providas suas necessidades mais elementares e sua dependência de programas "sociais" que assegurem sua incapacidade de crescimento, fornecem os votos necessários à sustentação "democrática" do plano.
Políticos corruptos ou comprometidos ideologicamente com correntes ultrapassadas, mediante a troca de favores e a perspectiva de enriquecimento fácil, contribuem, decisivamente, para enganar a sociedade e distorcer a história - disfarçando aquilo que realmente ocorre.
O judiciário, em nome da manutenção de privilégios, se mantém a uma distância prudente de tudo - fazendo com que, desde a escancarada compra de votos até os mais terríveis escândalos, tudo fique impune.
Os mecanismos de fiscalização das leis e os aparelhos de defesa do Estado, igualmente infiltrados e coagidos, não conseguem atuar.
Então, teriam, ainda, aqueles que controlam o Brasil algo a temer? De fato, nada como a observação da história. Sua análise mostra que, em algum momento, provarão de seu próprio veneno e poder. Afinal, onde foram parar as cabeças dos déspotas franceses? E lá, como aqui, o povo não lia jornais ou acompanhava os acontecimentos mediante a rede mundial de computadores.

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Lula, Fidel e Chávez na Mídia

Lula se encontra, pela terceira vez, em visita oficial a Cuba. Na oportunidade, que coincide com a morte, já esperada, de um dos duzentos presos políticos do paradisíaco paraíso de Fidel e Raul Castro, o estadista brasileiro, deixando de lado o incômodo detalhe que provocou protestos em todo o mundo (exceto, obviamente, nos aliados democratas do Brasil, como Venezuela e Irã), visitou investimentos que já atingem a soma de 1 bilhão de dólares na ilha dos sonhos da esquerda brasileira. Pena que, dentre os escândalos havidos nos últimos anos, nenhum desvio tenha sido destinado à construção de um nababesco condomínio para onde os antigos guerrilheiros e atuais Ministros (e seu líder) pretendam mudar-se após 2010. Nesse caso, certamente, a sociedade aceitaria o desfalque como um mal necessário e festejaria a perda – que seria largamente compensada pela alegria e benefícios de tão sonhada ausência.
Enquanto a turma de defensores das minorias se intoxicava com boa comida, caros vinhos e deliciosos charutos (no caso, nacionais), na vizinha Venezuela, Hugo Chávez era citado pela OEA e pela Anistia Internacional em relatórios que situam o país como desrespeitador dos direitos humanos. Segundo os documentos, ali não mais existe a independência entre os poderes e, sob a batuta do grande aliado de Lula e Marco Aurélio Garcia, a Venezuela caminha a passos largos para o totalitarismo. Nesse ponto, efetivamente, as avaliações da OEA são equivocadas – afinal, que mais faltaria para que a Venezuela seja definida, já neste momento, como uma ditadura estabelecida?

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Uma Coisa é Uma Coisa, Outra Coisa é Outra Coisa

As crises, uma artificial, provavelmente encomendada, na Prefeitura de São Paulo e outra real no Executivo e no Legislativo do DF vieram a demonstrar o que, infelizmente, os poucos brasileiros que ousam pensar já haviam percebido: na bandalheira política brasileira, nem sempre o mesmo pau que dá em Chico dá em Francisco.
É simples. Com um pouquinho de pesquisa, qualquer pessoa com nove dedos (ou menos) terá acesso à imensa lista de escândalos da era PT, maior que todas que a antecederam. Caso insista mais, o mesmo curioso perceberá que, apesar das inúmeras denúncias, da avalanche de evidências e do ridículo das explicações oficiais, nada foi apurado (na verdade, nada foi seriamente investigado).
Ofende à inteligência mediana que a Polícia Federal não tenha chegado aos responsáveis por tanta bandalheira e que os jornalistas investigativos, hoje prontos a apurar a conduta de Arruda e Kassab, sequer tenham suscitado dúvidas quanto a tantos desvios e prejuízos ao erário público - envolvendo figuras do atual governo, seus familiares, governos estrangeiros, petrobrás, concessionárias de telefonia, governadores da base governista...Já chega, a lista é grande e a pequena citação não tem a pretensão de seguir qualquer ordem na cronologia dos episódios ou grau de sujeira envolvida. Presta-se, apenas, a incomodar aos que atiram pedras nos personagens do DF e do Município de São Paulo e seguem fingindo que nada aconteceu de mais grave antes dos recentes episódios.

domingo, 21 de fevereiro de 2010

Ainda Os Ovos da Serpente

Durante o IV Congresso Nacional do Partido dos Trabalhadores, foram aprovadas diretivas que, certamente, serão incluídas em um eventual programa de governo de Dilma Roussef - caso eleita em 2010.
Infelizmente, embora a imprensa tenha divulgado alguns aspectos definidos pelo partido, o portal do PT na internet ainda não disponibilizou a redação final dos pontos ajustados. Houve, entretanto, divulgação confusa de aspectos que merecem especial atenção da sociedade, como a preocupação com a não criminalização de movimentos sociais. Ora, tais movimentos, exceto nos países socialistas e totalitários (como aqueles defendidos pelo PT, como Cuba, Venezuela, Irã, China e outros Estados democratas), jamais foram criminalizados. Tal fato, entretanto, não pode ser confundido com os atos praticados por seus integrantes ou sob sua responsabilidade, orientação e estímulo - que devem dar-se estritamente nos limites do ordenamento jurídico em vigor e, caso conduzidos ao arrepio da lei, merecerem a necessária e justa punição.
Não fosse assim, todos os crimes seriam justificáveis ante a visão de nobres motivações sociais. Tal absurdo, aliás, encontra-se em fase de tentativa de implantação mediante o PNDH - que preconiza que, em caso de invasão de terras, deverá a solução ser encontrada a partir do diálogo, da negociação. O conceito é tão absurdo que somente um grupo totalmente seguro de seu poder sobre a opinião pública de seu controle do Estado poderia defender sua inclusão em um documento oficial. Quem sabe, futuramente, o princípio ora defendido não venha a ser ampliado a furtos, roubos, invasões urbanas, saques, estupros e homicídios?
De qualquer modo, o fato a merecer atenção é que o PT e os partidos que o apoiam - em especial aqueles que elaboram as estratégias e a militância que faz o trabalho pesado - a cada dia, sentem-se mais à vontade para expor suas pretensões totalitárias, antidemocráticas.
Vale ainda lembrar que, considerando a imensa infiltração de militantes e membros do partido na estrutura do Estado e seus organismos, nas esferas federal, estadual e municipal, ainda que derrotadas tais idéias nas urnas, o perigo permaneceria latente.
Enquanto isso, o país se recupera da ressaca do carnaval, a sociedade não enxerga o perigo que bate à porta e a mídia destaca a candidatura de Dilma e os sucessos da era Lula.

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Boas Vindas à ABRACEO

Um grupo de militares, em sua maioria na inatividade, iniciou em Brasília, um interessante movimento no sentido da formação do ambiente favorável ao surgimento, dentre o segmento ou com o seu apoio, de forças políticas capazes de uma participação cada vez mais representativa no jogo político.
Afinal, historicamente, militares provaram sua capacidade de atuação em cenários os mais diversos e a incursão iniciada, certamente, significará uma contribuição de qualidade para a discussão dos destinos do país.
Em que pese seu afastamento da política, experimentado a partir de passado recente, a participação dos homens de caserna na vida pública brasileira dá-se desde a Proclamação da República e, ao longo do último Século, permeou a história nacional com grandes exemplos de abnegação, espírito público e patriotismo.
Desnecessário citar tantos nomes - já eternizados nos bons livros, bem como na denominação de tantas cidades, logradouros públicos e monumentos. Homens que, dentre tantos pontos em comum, no momento de sua morte, invariavelmente, somente deixaram o legado de sua luta, de seu exemplo e de seu amor ao Brasil. Exemplos de brasileiros que não amealharam riqueza na vida pública e cujo brilho situava-se no caráter, na conduta ética e na firme opção pelo bem comum - ao contrário da imensa maioria dos atuais políticos.
Assim, é muito bem vinda a ABRACEO - Associação Brasileira dos Amigos da Cidadania da Ética e da Ordem - que já conta com um significativo número de adeptos. Que o grupo consiga fazer-se conhecido e despertar a sociedade para a importância da participação dos homens de bem na vida política.
O momento é de lembrar a "Oração aos Moços" de Rui Barbosa e de negação à inércia e à omissão. Chega de permitir que, ante o silêncio dos bons, os maus sigam logrando seus objetivos. Não basta somente discutir ou pregar o bem, o justo, o ético. Hoje, torna-se imperativo arregaçar as mangas e agir.

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

A Pior Escolha

Em muitas ocasiões, especialmente quando entre militares da ativa ou inativos, são escutadas palavras de descrédito quanto aos políticos e à atividade política.
De fato, uma análise da conduta de muitos de nossos homens públicos é de fazer corar aos mais impassíveis observadores e, por outro lado, a atividade política parece haver deixado de revestir-se do ideal de aperfeiçoamento da sociedade e melhoria para a qualidade de vida do povo.
Como contrapartida, militares, e muitos cidadãos bem intencionados, idealistas e movidos pelo patriotismo, entendido como a mais pura e desinteressada atitude de amor, dedicação e esforço na defesa das aspirações da Nação brasileira, sentem-se constrangidos em participar de uma atividade que, muitas vezes, se confunde com troca de favores, conchavos e como trampolim para o enriquecimento fácil – quando não associada a propósitos ainda mais graves e obscuros.
Assim, fica criado um impasse aparentemente intransponível e extremamente prejudicial ao país, representado pelo afastamento, da vida política, de muitos brasileiros cuja contribuição poderia ser representativa para a condução dos destinos da Pátria.
Brasileiros que acreditam que o Brasil mereça crescer e assegurar, a todos os seus filhos, os benefícios de sua riqueza, a liberdade e a expectativa de um futuro onde prevaleça a justiça social – mas sob o alicerce da justa distribuição dos bens produzidos em respeito ao participação de cada um no esforço nacional – sentem-se desanimados, vencidos pelo conceito de um Estado que distribui graciosamente vantagens e que confisca da produção para distribuir a ociosos.
Em que pese tantos problemas e diferenças de percepção, o instrumento que vem permitindo, dia a dia, a destruição da democracia e o surgimento de uma nova ditadura tem origem na atividade política e no voto. O Congresso Nacional possui mais de cinco centenas de cadeiras para Deputados e quase uma centena delas reservadas a Senadores. Certamente, nenhuma delas permanecerá, jamais, desocupada. Afastando-se desses espaços os homens honestos e de boa índole, deles lançarão mão aqueles desprovidos de caráter, fracos e capazes de qualquer aventura para a conquista e manutenção do poder.
É bem simples, ou o cidadão participa da política ou se sujeita a ser governado por quem quer que seja – segundo regras e percepções da verdade, muitas vezes equivocadas ou divorciadas dos princípios da justiça e da honestidade.

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

O Escândalo Isolado de Arruda

Nos últimos dias,os desdobramentos do escândalo relacionado à corrupção no GDF ocupou os principais espaços do noticiário. O ápice do episódio, até este momento, fica por conta da prisão de Arruda.

Qual o especial motivo que provocou tamanho interesse da imprensa e da sociedade pela sujeira do Distrito Federal? Certamente, terá sido pelo inusitado fato de que, por força das inúmeras trapalhadas da quadrilha e, quem sabe, em face de algum esforço a mais dos responsáveis pelo processo de apuração, a despeito das tentativas de blindagem política, os delitos parecem não caminharem para a impunidade de sempre.

Afinal, em que pese a pouca memória do povo e da mídia, foram incontáveis os escândalos que permearam a história recente do Brasil, com especial ênfase para o atual governo federal. Assassinatos de políticos, desvio de recursos, utilização indevida e criminosa de cartões corporativos, compras de votos... Enfim, um oceano de lama – investigado até a profundidade de uma lâmina d’água. Sem contar os prejuízos à Nação decorrentes de uma política externa incompetente, ou mal intencionada, como a crise envolvendo a Petrobrás e a Bolívia e, posteriormente, envolvendo o mesmo vizinho e o gás combustível.

Foram erros e investimentos estratégicos fabulosos e, para um país sério, imperdoáveis. Resta saber se os recursos “perdidos” não foram, ardilosamente, desviados ao financiamento de algum projeto de perpetuação no poder.

Afinal, segundo o próprio Presidente, este é um país de “fenômenos”. Aqui, um cidadão pode enriquecer do dia para a noite, ou melhor, durante o período de um único mandato político, sem que qualquer suspeita seja levantada pela mídia ou pela Receita.

De uma coisa é possível que se tenha certeza. Caso os escândalos, já ocorridos ou futuros, venham a afetar à família presidencial – como no caso de Arruda – pelo menos a cidadania italiana já foi assegurada, por D. Marisa, para todos os filhos do casal. E, afinal, parece que o Brasil concedeu asilo político a um criminoso comum daquelas bandas, o assassino Batisti. Nesse caso, não doeria nada aos simpatizantes de Batisti na Itália negociarem asilo a meros criminosos de colarinho branco brasileiros.

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

A Tentativa de Golpe de Manuel Zelaya

Durante meses, Manuel Zelaya e sua deposição por militares “golpistas” ocupou a mídia brasileira. Ao contrário de outros países, mais cautelosos ante os fatos e suas versões, o Brasil, e seus principais jornais e TV’s, tomaram, de imediato, uma posição ante o episódio: - tudo foi resumido a um golpe militar e, em nome da democracia, Zelaya deveria ser reconduzido ao poder.
Em empreendimento ainda obscuro e nada explorado pelos jornalistas investigativos brasileiros, Manuel Zelaya, ajudado por Hugo Chávez e bolivarianos do governo tupiniquim, instalou-se na embaixada do Brasil em Honduras.
Aqueles que o ajudaram, irresponsavelmente, assumiram o risco da produção de uma guerra civil naquele país e mantiveram-se incisivos no discurso da defesa da democracia.
Na verdade, Zelaya, antes de ser deposto, não pretendia seguir idêntico propósito. Contrariando a Constituição Hondurenha, o Congresso e a Suprema Corte, pretendia realizar uma consulta popular que viria a permitir sua permanência no poder.
Os fatos se sucederam e foi criado um enorme “imbróglio” no qual o Brasil posicionou-se no “olho do furacão” – adotando postura firme e indiscutível em favor de Zelaya.
Ao final, novas eleições foram realizadas. Um novo presidente, Porfírio Lobo, foi eleito. A Suprema Corte absolveu os militares – assumindo que agiram em legítima defesa da democracia. Zelaya, anistiado de seus crimes políticos, será processado pelos vários crimes de corrupção de que é acusado. Chávez segue com sua política de intimidação e de destruição da economia e da ordem social da Venezuela. E no Brasil, alguém vai dizer algo no sentido dos erros imperdoáveis de uma política externa que vem colocando o Brasil entre os únicos países “corretos e democráticos” do mundo, como Venezuela, Cuba e Irã?
Percebe-se que para governantes aqui, como nesses novos modelos de liberdade, democracia é fazer o que reza o poder e antidemocrático seria questionar qualquer coisa!

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

O General, o PNDH e a Comissão da Verdade

Os bolivarianos do governo, mediante o pretenso argumento de um plano de direitos humanos (neste caso em minúsculo mesmo!), pretendem passar com um rolo compressor sobre a democracia, as liberdades e o direito à propriedade.
O mais curioso é que tudo é apresentado como em defesa da própria democracia, embora segundo declarações públicas anteriores de integrantes do grupo criador dessa obra bizarra, os melhores modelos de liderança democrática da América Latina sejam Fidel Castro e Hugo Chávez.
O primeiro, fuzilou e mandou fuzilar milhares e transformou Cuba em uma das mais longas ditaduras do mundo. O regime "democrático" imposto por Fidel transformou a ilha de Cuba no paraíso dos comunistas brasileiros - embora, para o povo cubano, não fossem as severas medidas restritivas, a saída pelo mar transformaria Havana em um deserto. O segundo, apesar de destruir a economia do país, aniquilar a oposição política, fechar emissoras de TV, condenar juízes recalcitrantes a trinta anos de prisão (sem qualquer julgamento!), além de arrasar com o bom humor nacional (afinal, são horas e horas diárias de espaço na TV e na rádio!), consegue personificar o modelo de democrata e pacificador de Lula e seus Ministros.
Agora, em face de críticas pertinentes trazidas ao conhecimento público, volta-se a ira dos democratas bolivarianos nacionais contra um General do Exército. Afinal, disse o General (nesse caso com maiúscula!) alguma mentira? Certamente que não.
Pena que muitos setores da sociedade não tenham percebido o grave risco de que o Brasil seja mergulhado em uma era de retrocesso totalitário.
Quanto à comissão da verdade, somente disseminará a história distorcida, acirrará antagonismos e, como a comissão de anistia, permitirá o enriquecimento de muitos.