Pontos de vista sobre a Política e sobre o papel de cada um em face de seu exercício. Particularmente, este espaço buscará abordar a percepção do autor sobre o papel dos militares e de segmentos liberais ante as ameaças de totalitarismo socialista em curso no Brasil.

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Interessantíssimo artigo de Arnaldo Jabor publicado em "O Globo", 13 de Abril de 2010

http://www.bolsonaro.com.br/jair/jornal/oglobo-13-04-2010.htm

Veja o vídeo abaixo sobre artigo de Arnaldo Jabor

http://www.bolsonaro.com.br/jair/videos/disc-15-2010.htm?id=225331

Venezuela hoje, Brasil amanhã - com os cumprimentos do PT e dos irresponsáveis que o apoiam!

Chávez celebra oito anos de golpe fracassado e nomeia 35 mil milicianos contra oposição
O GLOBO.COM
Publicada em 13/04/2010 às 22h22m
Mariana Timóteo da Costa

CARACAS - Milhares de simpatizantes de Hugo Chávez se reuniram nesta terça-feira na Avenida Bolívar, no centro de Caracas, para comemorar mais um feriado nacional decretado pelo presidente da Venezuela: o Dia da Milícia Bolivariana, do Povo Armado e da Revolução de Abril. Comemorando os oito anos do 13 de abril, dia em que Chávez voltou ao poder depois de afastado por dois dias no golpe de 11 de abril de 2002, o presidente deu ontem posse a 35 mil novos milicianos.
São militares da reserva, policiais e voluntários da sociedade civil que receberam treinamento militar e "agora estão aptos para pegar em armas caso necessitem lutar mais uma vez, ou até mesmo dar a vida, pela revolução bolivariana", disse Chávez, ressaltando que, desde a criação das milícias bolivarianas, há exatamente um ano, as Forças Armadas de seu país "obtiveram um século de avanços".
- Todo cidadão é um soldado, e todo soldado é um cidadão - afirmou o presidente.
O governo não tem divulgado quantos milicianos já treinou desde então, mas a meta declarada é que o corpo chegue a um milhão de inscritos, em um país com cerca de 28 milhões de habitantes. As milícias são o quinto braço das Forças Armadas chavistas, ao lado de Exército, Guarda Nacional, Marinha e Aeronáutica.
- Os EUA me criticaram por estar comprando mais armas. Quanto cinismo, vindo de um maldito império que um dia desaparecerá do planeta - declarou Chávez.
Teodoro Petkoff, presidente do jornal de oposição "Tal Cual", disse que tanto a nomeação dos novos milicianos quanto a dos jovens "guerrilheiros de comunicação" (estudantes que serão treinados em novas mídias para combater as empresas de comunicação "burguesas e fascistas") demonstram que o governo está disposto a endurecer com a oposição.

sexta-feira, 9 de abril de 2010

Existem Democracias e Democracias

Há quem diga que os políticos serão sempre iguais e que o atual governo não possui mais vícios do que a imensa maioria daqueles que o antecederam. Frase "clichê" extremamente útil aos bandidos que insistem, e tem logrado grande êxito, em dominar a sociedade brasileira.
Na verdade, os políticos brasileiros saíram da sociedade brasileira - e não de marte! Muitos terão graves falhas de caráter, outros, entretanto, serão honestos, bem intencionados.
O grande problema é que a sociedade passou a acreditar no mito de que tudo é sempre igual e, o que é mais grave, nivelando os padrões por baixo. Apesar disso, por estranho fenômeno de hipnose coletiva, embora acreditem os brasileiros da classe média na mediocridade dos políticos, não acreditam na possibilidade de que sejam, de fato, maldosos, maquiavélicos, mal intencionados.
Assim, a sociedade assiste impassível, inerte, ao surgimento de um bem articulado plano de poder que pretende o fim da democracia verdadeira e a implantação de uma "democracia socialista", assim como vem ocorrendo na Venezuela.
Muitos dirão: - Tal risco não existe no Brasil, pois as realidades são muito diferentes! Se é verdadeira a afirmação, é igualmente certo que existem demônios e demônios... E os daqui são, realmente, diferentes, muito mais perigosos que um louco tonitroante e, até certo ponto, caricato.
Aqui existem intelectuais discretos e guerrilheiros experimentados em táticas subversivas. Aqui existem grandes sindicatos e estatais poderosas, capazes de sangrarem até a última gota pela manutenção do esforço de guerra, de dominação e ocupação de todos os espaços do poder.
E temos grandes programas sociais, mais geradores de vício que qualquer droga ilícita já produzida. Temos, também, muita riqueza, embora injustamente distribuída. Ahhh, e tudo temperado com enormes recursos destinados à propaganda e a pesquisas (?) eleitorais que, invariavelmente, tem sido coincidentes com os resultados da apuração eletrônica das eleições. Aliás, lembro-me de ouvir alguém dizer que desconfiasse de manipulações ou "ajustes" em tais programas (softwares) de apuração das urnas eletrônicas, sob o singelo argumento de que "se existe somente no Brasil e não é jabuticaba, desconfie!".
Agora, depois de sentir-se à vontade para interferir na política interna de Honduras, defender publicamente os ditadores e assassinos Fidel e Raul Castro, aliar-se a Ahmadinejad, criticar o Tribunal de Contas e os mecanismos de fiscalização do Estado, o Presidente já se mostra à vontade para manifestar seu entendimento sobre o absurdo de sua subordinação ao Judiciário.
Hitler também pensava assim e estava certo da verdade de suas convicções. E observem que o povo alemão não era tão ignorante...

Erros e Crimes que se Repetem

Conforme reportagem do Jornal Nacional levada ao ar nesta data, entre 95 e 2002, a prefeitura do Rio teria investido 26 milhões de reais na urbanização do Morro dos Prazeres. Mediante o projeto "Favela-Bairro", a comunidade recebeu saneamento, ruas asfaltadas, escolas, creches, postos de saúde e áreas de lazer.
Segundo a matéria, o Instituto Pereira Passos, órgão de planejamento da Prefeitura do Rio, relatava a existência no morro, à época das obras, de 333 casas. Assim, o investimento foi equivalente a 78 mil reais por domicílio - apesar de sua localização em área de risco. Destaca o Jornal Nacional que, segundo Luiz Cesar Ribeiro, coordenador nacional do Observatório das Metrópoles, “teria sido mais eficaz se fosse aplicado em uma política habitacional. Tendo uma política habitacional, a população vai escolher melhores lugares para morar. Mas acabam morando nessas situações indevidas, de vulnerabilidade, de risco, por falta de alternativa”.
O resultado, infelizmente, é do conhecimento de todos.
Enquanto a tragédia dos desmoronamentos acontece no Rio, seguem as obras do PAC no "Complexo do Alemão", "Pavão / Pavãozinho", dentre outras comunidades. São bilhões investidos em obras de "cartão postal", arruamento, conjuntos residenciais e infraestrutura - grande parte em áreas de risco ou próximas. Ainda que as obras não venham a ruir no futuro, inegavelmente, agregam valor às comunidades e estimulam seu crescimento e ocupação.
Não se cogitou, pelo menos publicamente, qualquer estudo relacionado à erradicação das comunidades situadas em áreas de risco e a urbanização verdadeira daquelas onde tal seja viável. Para quem acha que empreendimento neste sentido seria impossível, nada como pesquisar o que ocorreu na Coréia do Sul ou, até mesmo, no bairro das latas em Portugal.
Assim, fica a sociedade atirando dinheiro nos bolsos das empreiteiras (e sabe-se lá de quem mais!), sem que os problemas relacionados à urbanização, desenvolvimento e humanização das favelas sejam, de fato, solucionados.
Obviamente, prontas e inauguradas as obras eleitoreiras e populistas, que subam os turistas para fotografar - antes que a água e a terra morro abaixo cumpram sua sina...

A Tragédia do Rio de Janeiro

Nada é mais triste ou inspira tanta reflexão como a tragédia hoje vivida pela sociedade carioca.
Em um instante, apagaram-se vidas e sonhos. Os sobreviventes, enlutados, vivem o choque da ausência de filhos, pais, irmãos, cônjuges - além de, repentinamente, experimentarem um quadro de total abandono e impotência, de perda das perspectivas de futuro.
Os aspectos emocionais afloram, mas a crueza prática da vida segue exigindo o contato frio com a realidade. Abrigo, alimentação, higiene e saúde seguem como necessidades imediatas, que se sobrepõem, inclusive, à dor das perdas. A preocupação com o futuro, a incerteza sobre o próximo passo assume proporções assustadoras.
Tanto sofrimento poderia ser evitado? Embora a convivência do homem com a força da natureza e com o imponderável seja inevitável, a análise dos fatos que envolveram a tragédia carioca permite a identificação de diversos aspectos que contribuíram, decisivamente, para a gravidade do episódio.
Resta, agora, aos sobreviventes, encontrarem a força para seguir a vida e, à sociedade, um sério questionamento sobre o modelo de desenvolvimento urbano que vem sendo imposto, ou permitido, pelos governantes.
Seria ainda coerente aceitar a favelização das cidades como fenômeno inevitável? Até quando será aceitável a continuidade de políticas urbanas populistas e eleitoreiras, que consomem recursos de absurdas proporções, em lugar de empreitadas sérias, comprometidas com resultados e com o verdadeiro crescimento humano das populações envolvidas, alicerçadas em planejamento sério e corroboradas pelas experiência de países que enfretam, ou enfrentaram, questão semelhante - como Coréia do Sul ou, até mesmo, Portugal.

sábado, 3 de abril de 2010

Diogo Mainardi - Veja.com

Boletim de Ocorrência
sexta-feira, 2 de abril de 2010 | 2:00
“A soldada Erika Canavezi tem dois filhos. Cuida deles sozinha. Seu soldo: 2 000 reais. Em catorze anos de trabalho na PM, ela nunca havia sido agredida. Isso só ocorreu agora porque os pelegos da Apeoesp decidiram sabotar as medidas de Serra”
O número do B.O. é 1591/2010.
Quando alguém quiser analisar o momento em que a candidatura presidencial de Dilma Rousseff ruiu, terá de mencionar o BO 1591/2010, do 34º Distrito Policial, no Morumbi.
O que há no B.O. 1591/2010?
Na semana passada, os professores da Apeoesp fizeram uma baderna na porta do Palácio dos Bandeirantes. O plano dos baderneiros era simples: sabotar José Serra e, com isso, ajudar Dilma Rousseff. A Apeoesp é um sindicato controlado pela CUT e pelo PT. Um dia antes que seus pelegos atacassem José Serra, Dilma Rousseff participou de um ato de campanha com a presidente da Apeoesp. Dilma Rousseff homenageou-a publicamente. A presidente da Apeoesp respondeu entoando:
– Dil-ma! Dil-ma!
Os pelegos da Apeoesp pretendiam ocupar o Palácio dos Bandeirantes. Quando a PM tentou impedi-los, eles reagiram arremessando paus e pedras contra os policiais. Segundo o relato da soldada Erika Cristina Moraes de Souza Canavezi, um desses paus atingiu-a. Ela desmaiou. Conduzida ao Hospital Albert Einstein, foi medicada por ferimentos no rosto, na boca e no ombro. A denúncia contra seus agressores está no B.O. 1591/2010.
A soldada Erika Canavezi tem dois filhos. Cuida deles sozinha. Seu soldo: 2 000 reais. Em catorze anos de trabalho na PM, ela nunca havia sido agredida. Isso só ocorreu agora, porque os pelegos da Apeoesp decidiram sabotar as medidas propostas por José Serra para punir os professores gazeteiros e para premiar com aumentos salariais aqueles que ensinam melhor. Os correligionários de Dilma Rousseff defendem com paus e pedras o direito a um ensino público de má qualidade.
Além de contar com seus milicianos nos sindicatos, Dilma Rousseff pode contar também com seus milicianos nos blogs. Depois de ser brutalizada pelo pelego da Apeoesp, a soldada Erika Canavezi foi fotografada sendo socorrida por um rapaz de barba. Os blogueiros de Dilma Rousseff trataram de espalhar que o rapaz de barba era um professor. O mais pobrezinho desses blogueiros, um repórter de Carta Capital, comentou a fotografia da seguinte maneira: “Este professor que carrega o PM ferido é um mural multifacetado de significados, uma elegia à solidariedade humana e uma peça de campanha para Dilma Rousseff”. O menos pobrezinho desses blogueiros, Luiz Carlos Azenha, repercutiu o assunto. Luiz Carlos Azenha comanda um programa na TV Brasil. Soldo do programa: 2 594 734 reais.
No dia seguinte, a PM informou que o rapaz de barba que socorreu a soldada Erika Canavezi era um policial à paisana. Os professores da Apeoesp estavam do lado de lá da barricada, compondo uma elegia à solidariedade humana com o arremesso de paus e pedras e entoando:
– Dil-ma! Dil-ma!
Por Diogo Mainardi