Há quem diga que os políticos serão sempre iguais e que o atual governo não possui mais vícios do que a imensa maioria daqueles que o antecederam. Frase "clichê" extremamente útil aos bandidos que insistem, e tem logrado grande êxito, em dominar a sociedade brasileira.
Na verdade, os políticos brasileiros saíram da sociedade brasileira - e não de marte! Muitos terão graves falhas de caráter, outros, entretanto, serão honestos, bem intencionados.
O grande problema é que a sociedade passou a acreditar no mito de que tudo é sempre igual e, o que é mais grave, nivelando os padrões por baixo. Apesar disso, por estranho fenômeno de hipnose coletiva, embora acreditem os brasileiros da classe média na mediocridade dos políticos, não acreditam na possibilidade de que sejam, de fato, maldosos, maquiavélicos, mal intencionados.
Assim, a sociedade assiste impassível, inerte, ao surgimento de um bem articulado plano de poder que pretende o fim da democracia verdadeira e a implantação de uma "democracia socialista", assim como vem ocorrendo na Venezuela.
Muitos dirão: - Tal risco não existe no Brasil, pois as realidades são muito diferentes! Se é verdadeira a afirmação, é igualmente certo que existem demônios e demônios... E os daqui são, realmente, diferentes, muito mais perigosos que um louco tonitroante e, até certo ponto, caricato.
Aqui existem intelectuais discretos e guerrilheiros experimentados em táticas subversivas. Aqui existem grandes sindicatos e estatais poderosas, capazes de sangrarem até a última gota pela manutenção do esforço de guerra, de dominação e ocupação de todos os espaços do poder.
E temos grandes programas sociais, mais geradores de vício que qualquer droga ilícita já produzida. Temos, também, muita riqueza, embora injustamente distribuída. Ahhh, e tudo temperado com enormes recursos destinados à propaganda e a pesquisas (?) eleitorais que, invariavelmente, tem sido coincidentes com os resultados da apuração eletrônica das eleições. Aliás, lembro-me de ouvir alguém dizer que desconfiasse de manipulações ou "ajustes" em tais programas (softwares) de apuração das urnas eletrônicas, sob o singelo argumento de que "se existe somente no Brasil e não é jabuticaba, desconfie!".
Agora, depois de sentir-se à vontade para interferir na política interna de Honduras, defender publicamente os ditadores e assassinos Fidel e Raul Castro, aliar-se a Ahmadinejad, criticar o Tribunal de Contas e os mecanismos de fiscalização do Estado, o Presidente já se mostra à vontade para manifestar seu entendimento sobre o absurdo de sua subordinação ao Judiciário.
Hitler também pensava assim e estava certo da verdade de suas convicções. E observem que o povo alemão não era tão ignorante...