Chávez celebra oito anos de golpe fracassado e nomeia 35 mil milicianos contra oposição
O GLOBO.COM
Publicada em 13/04/2010 às 22h22m
Mariana Timóteo da Costa
CARACAS - Milhares de simpatizantes de Hugo Chávez se reuniram nesta terça-feira na Avenida Bolívar, no centro de Caracas, para comemorar mais um feriado nacional decretado pelo presidente da Venezuela: o Dia da Milícia Bolivariana, do Povo Armado e da Revolução de Abril. Comemorando os oito anos do 13 de abril, dia em que Chávez voltou ao poder depois de afastado por dois dias no golpe de 11 de abril de 2002, o presidente deu ontem posse a 35 mil novos milicianos.
São militares da reserva, policiais e voluntários da sociedade civil que receberam treinamento militar e "agora estão aptos para pegar em armas caso necessitem lutar mais uma vez, ou até mesmo dar a vida, pela revolução bolivariana", disse Chávez, ressaltando que, desde a criação das milícias bolivarianas, há exatamente um ano, as Forças Armadas de seu país "obtiveram um século de avanços".
- Todo cidadão é um soldado, e todo soldado é um cidadão - afirmou o presidente.
O governo não tem divulgado quantos milicianos já treinou desde então, mas a meta declarada é que o corpo chegue a um milhão de inscritos, em um país com cerca de 28 milhões de habitantes. As milícias são o quinto braço das Forças Armadas chavistas, ao lado de Exército, Guarda Nacional, Marinha e Aeronáutica.
- Os EUA me criticaram por estar comprando mais armas. Quanto cinismo, vindo de um maldito império que um dia desaparecerá do planeta - declarou Chávez.
Teodoro Petkoff, presidente do jornal de oposição "Tal Cual", disse que tanto a nomeação dos novos milicianos quanto a dos jovens "guerrilheiros de comunicação" (estudantes que serão treinados em novas mídias para combater as empresas de comunicação "burguesas e fascistas") demonstram que o governo está disposto a endurecer com a oposição.
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