Pontos de vista sobre a Política e sobre o papel de cada um em face de seu exercício. Particularmente, este espaço buscará abordar a percepção do autor sobre o papel dos militares e de segmentos liberais ante as ameaças de totalitarismo socialista em curso no Brasil.

sexta-feira, 29 de novembro de 2013

As Mentiras sobre a Aposentaria de Parlamentares e outros Ataques ao Legislativo


Diversas mensagens circulam na internet buscando a indignação dos brasileiros ante as aposentadorias dos Deputados. De fato, não há sentido na aposentadoria de Deputados - e tanto é assim que, desde 1997, tal não ocorre mais da forma como alguns mal intencionados divulgam maliciosamente (alguma semelhança com as estratégias preconizadas pelo gramscismo???)

 

Na verdade, as regras para aposentadoria dos deputados foram alteradas em 1997, com a extinção do Instituto de Previdência dos Congressistas. O atual Plano de Seguridade Social dos Congressistas (LEI 9.506/97) é semelhante às regras previdenciárias do servidor público federal e, para o recebimento integral dos proventos, exige 35 anos de contribuição e 60 anos de idade para concessão de aposentadoria, sem fazer distinção entre homens e mulheres.

 

A lei prevê aposentadoria com proventos proporcionais ao tempo de mandato. Nesse caso, os proventos serão calculados à razão de 1/35 (um trinta e cinco avos) por ano de mandato. No entanto, é obrigatório preencher os requisitos de 35 anos de contribuição e 60 anos de idade.

 

O parlamentar não pode acumular aposentadorias, independentemente de ter contribuído para o serviço público ou para o privado (INSS). Se a contribuição ao INSS somar 23 anos e a contribuição ao PSSC for de 12 anos, a aposentadoria será concedida, mas no percentual de 12/35 do subsídio parlamentar. O mesmo vale nos casos de contribuição para o serviço público.

 

O benefício é suspenso quando o deputado aposentado volta a exercer qualquer mandato eletivo federal, municipal ou estadual. Vale lembrar que há aqueles já os aposentados do extinto Instituto de Previdência dos Congressistas ou que tenham direitos adquiridos nesse sentido. Estes só não podem acumular a aposentadoria com mandato legislativo federal.

 

Antes de 1997, era permitida a pensão proporcional ao parlamentar, após 8 anos de contribuição e 50 anos de idade, no percentual de 26% do subsídio parlamentar. O salário integral era devido depois de 30 anos de mandato.

 

Vale destacar que os proventos (salários) pagos aos parlamentares, atualmente, situam-se na casa de 26 mil reais.

 

Para despertar, ainda mais, a curiosidade de alguns, sobre as mentiras divulgadas sobre este e outros temas, gostaria de apresentar algumas reflexões - como forma de cutucar inteligências adormecidas.

 

- Não há dúvidas de que, entre os parlamentares, há homens de caráter altamente questionável e, mesmo criminosos. Isto ocorre em face de que os representantes ali aboletados não vieram de marte - mas da sociedade brasileira e, o que é pior, em sua maioria, hoje, ligados ao PT. Graças a Deus que ainda não seja possível ao PT importar congressistas cubanos ou venezuelanos! Fica portanto, o primeiro questionamento: De que forma o atual sistema poderia ser substituído, mantida a democracia (a verdadeira, não a dos comunistas!)? Ou, sob outro ângulo, existe, no mundo livre, alguma Nação que tenha logrado suprimir, com êxito, o parlamento livre como forma de representação da sociedade?

 

- A quem interessaria desmoralizar os Poderes Legislativo e Judiciário? Ora, obviamente ao mais poderoso dos três Poderes - e único ocupado por um grupo com sonhos de autoritarismo. De lembrar que, em virtude dos poderes que concentra, o Executivo acaba por controlar, em maior ou menor grau, o Legislativo e o Judiciário, seja mediante indicações, mediante a reserva de iniciativas legislativas ou poder de veto - sem falar no controle da chave do cofrinho da viúva. Sonha o foro de São Paulo convencer à sociedade, tal qual o fez Hugo Chávez, sobre a podridão ou inutilidade do Legislativo. Assim estará escancarada a porta para a tão defendida (pela esquerda, ou seja, pelos comunistas disfarçados de socialistas e progressistas) democracia direta e para maiores poderes para o chefe do executivo (conheça as leis habilitantes da Venezuela, sonho de adulto das Medidas Provisórias brasileiras a povoar a cabeça do PT).

 

Quem tiver curiosidade sobre tais temas deve empenhar-se por ler o novo livro de Rodrigo Constantino intitulado "A Esquerda Caviar". Vale, ainda a indicação do mais novo best seller de Olavo de Carvalho "O mínimo que você precisa saber para não ser um idiota" -coletânea de artigos de mais de 600 páginas e que, de fato, pode atuar como um anteparo à proganda macia e falaciosa de intelectuais, artistas, políticos e jornalistas.

segunda-feira, 25 de novembro de 2013

Cópia que circula na internet como de depoimento de um General do Exército Brasileiro na Comissão Nacional da Verdade

Prezados Amigos,

Recebi, anonimamente, a gravação constante do link abaixo - que, supostamente, corresponderia ao depoimento de um General do Exército prestado à Comissão Nacional da Verdade.

O áudio é imperdível e, sendo confirmada a procedência da origem, evidencia o valor, o compromisso e o preparo de um Oficial General do Exército Brasileiro - bem como expõe a farsa, o revanchismo e a ignorância sobre o Brasil por parte da CNV.


http://www.4shared.com/mp3/6uPTzn8y/Alvaro_Pinheiro.html

A grande diferença entre Lênin, Stalin e Hitler

Apenas para lembrar aos que insistem em afirmações do tipo "ditaduras são todas iguais" - e que defendem as figuras de Marx, Lênin, Stalin, Mao, Fidel e che guevara como sonhadores e humanistas, gostaria de lembrar que existe, sim, uma grande diferença... E ela pode ser medida em números cuja precisão, embora aproximada, são um grande tabu do qual fogem todos os comunistas e socialistas.
Antes, entretanto, de abordar diretamente a diferença objetiva anunciada, dados os patamares astronômicos relacionados aos parâmetros de comparação afetos aos comunistas, vale citar que serão utilizados os números mais moderados quanto aos mesmos - já que, segundo "Le Livre Noir du Communisme" ("O Livro Negro do Comunismo - Crimes, terror e repressão"), de autoria de Sthéphane Courtois, Nicolas Werth, Jeal-Louis Panné, Andrzej Paczkowski, Karel Bartosek, Jean-Louis Margolin e colaboradores, tal número poderia atingir a três vezes a cifra utilizada nesta simplória comparação. Por sua vez, os números relacionados a Hitler, serão também aproximados, uma vez que, sem pretender minimizar a gravidade de seus crimes, será demonstrado que os grandes paradigmas do comunismo, assim como Hitler, verdadeiras encarnações do mal, do alto de seus altares construídos de poesias e mentiras, fariam de Adolf um simples aprendiz da maldade.
Preparados os leitores e já espumando os petistas e seus associados, basta ir direto ao ponto: segundo fontes moderadas, enquanto Hitler teria provocado, diretamente, a morte de, aproximadamente, nove milhões de pessoas, dentre as quais, aproximadamente, seis milhões de judeus vítimas do Holocausto, somente Stalin teria sido responsável pela morte de mais de trinta milhões, isto contabilizando somente russos e ucranianos. No mundo todo, o grande sonho comunista já contabilizaria a morte de, aproximadamente, cem milhões de inocentes.
Além da absurda diferença numérica que reflete a monstruosidade e a selvageria do sonho comunista, que em nada se coloca mais suave ou brando que o delírio nazista, há, ainda, outra diferença impressionante: enquanto o nazismo foi mundialmente criminalizado e expurgado da vida das nações, somente em alguns países a foice e o martelo são proibidos. Enquanto Hitler, Mussolini e seus principais soldados foram colocados, com justiça, no mesmo patamar dos demônios, ainda se fazem filmes, poemas e são vendidas peças de vestuário com a face do assassino che guevara - que se comprazia em fuzilar, pessoal e sumariamente, aqueles para quem seu nariz apontasse!

Veja - Coluna de Rodrigo Constantino. 25 de novembro de 2013, 13:23h

 
 
Uma imagem vale por mil palavras. Vejam, então, esta abaixo. É a presidente Dilma em evento recente do PCdoB. Ao lado, as fotos do pensador Karl Marx e do ditador Lênin, ambos comunistas.


O PCdoB (o C quer dizer comunista, não custa lembrar) louvou a presença e a fala da presidente. Que, por sua vez, foi só elogios ao partido comunista. Mas sabe como é: se você fala que o comunismo não morreu, que ainda é forte no Brasil, e que o próprio governo flerta com bandeiras socialistas, você é tachado de “paranóico”.

Já pensaram se um presidente de “direita” posasse para uma foto com um enorme cartaz de Hitler ao lado, em evento de um Partido Nazista? Absurdo, não é mesmo? A reação seria imediata. Mas comunismo, primo do nacional-socialismo que matou muito mais gente, pode. Pode ter partido oficial em aliança no próprio governo. Pode ter a foice e o martelo como símbolo. Pode ter cartaz com ditador assassino. Vai entender…

Excelente artigo de Alexandre Borges (Diretor do Instituto Liberal)

http://institutoliberal.org.br/blog/?p=8619 24/11/2013 ALEXANDRE BORGES* “Knock-out game” é um perigoso passatempo que está se espalhando rapidamente entre jovens das periferias americanas e que consiste em chegar de surpresa numa pessoa que caminha na rua e dar um soco tão forte que ela desmaie, caia apagada no chão. Em pelo menos três estados americanos, há registro de mortes causadas pelo tal jogo. A polícia diz que até agora os agressores são em geral negros e as vítimas, brancas. Muitos dos alvos são judeus, o que levanta questões adicionais sobre a história de antissemitismo disseminado em comunidades negras nos EUA por ativistas muçcomo Louis Farrakhan há décadas. Judeus ortodoxos já estão sendo aconselhados a tomar precauções extras de segurança. Alguns jovens chamam o jogo de “Caçada ao Urso Polar” porque as vítimas preferenciais são brancas. Há quem relacione o “knock-out game” ao produto de entretenimento mais lucrativo da história, o recém-lançado videogame Grand Theft Auto V, já que esse tipo de agressão é comum no jogo, mas é claro que é muito mais do que isso e reduzir a discussão ao GTA é fugir da raiz do problema. O “knock-out game” é um problema que, se você ignora, pode um dia se transformar literalmente num soco na cara. A imprensa, para não variar, chama seus “especialistas” para culpar tudo que possa ser relacionado com distribuição de renda ou com uma demonstração de “macheza”, como se fosse natural aos homens sair agredindo qualquer pessoa aleatoriamente nas ruas. A covardia dos ataques, como a que atingiu uma mulher de 78 anos outro dia, é tudo menos demonstração de coragem ou força, é exatamente o contrário. O que chama atenção também, neste caso, é o silêncio dos ativistas de sempre e do presidente Barack Obama, tão ávidos para enxergar racismo na morte de Trayvon Martin, tese desmontada pela justiça, mas que não se mostraram interessados até agora pelo “knock-out game” e suas vítimas. O silêncio deve durar até que haja uma morte do lado dos agressores, já que, evidentemente, um dia algum americano branco usará uma arma legal para se defender e a esquerda americana terá um novo Trayvon Martin para faturar politicamente em cima. Outra característica do “knock-out game” é que os jovens não roubam depois que as vítimas caem no chão apagadas, eles apenas saem rindo, saltitando e comemorando cada ataque – o que também desmonta a tese de que estão perturbados, fora do juízo perfeito pela “opressão” da sociedade racista, quando para eles é claramente um jogo. Há um fenômeno social muito mais sério e grave acontecendo e que, com raras exceções, não é dada a devida atenção: o número de homens adultos que estão fora da força de trabalho, muitos morando com os pais, e que simplesmente desistiram de buscar emprego ou entrar no mercado. Alguns vivem de bicos, outros dormem de dia e passam a noite jogando videogames, outros fazem serviços temporários apenas para juntar dinheiro extra para as drogas e algum lazer, mas há um grave e perverso componente no comportamento desses homens que não formam famílias, não criam filhos, não buscam realização profissional, nada além de prazer e diversão que o cheque da assistência social do estado ao menos em parte garante todo mês. Nos EUA, segundo dados do próprio governo, 92 milhões de adultos, um em cada três, não estão trabalhando ou desistiram de procurar emprego. É o nível percentual de adultos trabalhando mais baixo desde 1978, quando outro radical de esquerda, Jimmy Carter, ocupava a Casa Branca. O número de empregos criados no país atualmente não é suficiente nem para dar conta do crescimento populacional, quanto mais incorporar desempregados ao mercado de trabalho. O número de americanos recebendo algum tipo de assistência do governo recentemente rompeu a barreira de 100 milhões. Sem querer entrar numa discussão estereotipada ou superficial sobre o papel dos homens no século XXI, é preciso refletir sobre o que o jornalista econômico Charles Payne quis dizer com a idéia de que “o welfare state está criando o eunuco moderno, castrado na alma por ter perdido seu papel como formador de família, de tomador de riscos e de líder”. Esses jovens que batem em avós distraídas nas ruas e depois saem rindo não tem qualquer idéia do que até bem pouco tempo se entendia por ser um homem. O welfare state dispensa a necessidade da família tradicional por motivações puramente ideológicas e está usando dinheiro público para isso. Onde se tinha historicamente dois adultos somando esforços para conseguir pagar o orçamento doméstico e educar os filhos, agora entra o estado substituindo um deles. Para quem acha que isso é consequência de crises recentes e não causa, quando o movimento progressista chegou ao poder nos EUA há 100 anos, o presidente Woodrow Wilson já dizia que cada cidadão deveria “se casar” com o estado. Ano passado, o caso de Angel Adams, 38 anos, moradora de Tampa, na Flórida, mãe de 15 crianças de três pais diferentes, ficou famoso nos EUA quando seus filhos foram encontrados em condições insalubres e ela, ao ser entrevistada, disse “alguém tem que ser responsável pelas minhas crianças”. Ela recebeu do governo casa mobiliada, eletrodomésticos, além de comida e da ajuda dos vizinhos e, mesmo assim, seus filhos continuam mal cuidados enquanto ela acha que é tudo culpa dos outros, incluindo do governo, menos dela. Em 2013, nasceu o décimo sexto filho de Angel Adams, chamada por alguns analistas de “welfare mom”, já que ela simboliza de maneira dramática a idéia de que você não é responsável nem pelos filhos que coloca no mundo. Enquanto Angel Adams tem novos filhos, o campeonato brasileiro de futebol foi vencido esse ano, com folga e por antecipação, pelo Cruzeiro Esporte Clube de Belo Horizonte. Um detalhe que passou despercebido por parte da imprensa: o Cruzeiro é o time com mais jogadores casados que disputou o título. Durante o ano, nenhuma orgia registrada, nenhum hotel quebrado, nenhum flagra com “modelo e manequim” fazendo barraco em casa noturna. Coincidência? Para Payne, é preciso analisar as consequências de se ter milhões de adultos saudáveis, pagos pelo governo para não trabalhar e não cuidar de eventuais filhos nascidos em relações fortuitas, que passam o dia sentados na porta de casa ou parados nas esquinas esperando o tempo passar. Um dado perturbador que Payne também cita: há cinquenta anos, o problema de saúde que liderava as aposentadorias por invalidez nos EUA era “doença cardíaca” e hoje é “dor nas costas”. Payne afirma que hoje basta um jovem saudável e forte dizer ao governo que está com dor nas costas para passar a viver de mesada de programas assistenciais do governo. O Brasil também conhece o fenômeno, que deu o nome de geração “nem nem” (nem trabalha, nem estuda). Nos últimos dez anos, o número de brasileiros de 17 a 22 anos que nem estudam e nem trabalham passou de 23,9% para 26,6% segundo o IBGE. E o que eles fazem o dia inteiro para preencher o tempo é um problema social que o welfare state só agrava. Na Suécia, uma espécie de paraíso ficcional criado pela esquerda, os estupros saíram do controle. O país-símbolo do welfare state e do politicamente correto já é a capital mundial dos estupros, rivalizando em números apenas com a África do Sul, mas que se considerarmos o IDH do país e os programas assistenciais mais perdulários que se tem notícia, a comparação levanta questões morais e sociológicas que evidentemente não interessa à esquerda discutir. Na Suécia, até crianças são vítimas comuns de estupros de jovens cada vez mais acomodados com os gordos cheques governamentais e sem qualquer motivação para buscar um emprego formal. Em 2013, os números de estupros registrados na Suécia são 16% maiores que no ano passado e um terço deles têm como vítimas mulheres abaixo dos 15 anos de idade (por favor não me venham a conversa fiada de que há um excesso de registros feitos por ex-namoradas enciumadas, como alguns especularam quando esses números apareceram). Recentemente, a imprensa mundial fez festa com o fato de que a Suécia estaria fechando presídios por falta de presos, mas o que os jornais não parecem interessados em mostrar é que prender menos não significa menos crimes, especialmente num país mergulhado numa espiral psicótica de teorias sociais esquerdistas em que o crime não pode mais chamado de crime. Agora você entende porque quando uma vítima nutre afeição e passa a defender o agressor chamamos de “Síndrome de Estocolmo”, numa referência direta a um sequestro ocorrido na capital sueca em 1973. É importante que se entenda que nem todo país com alto índice de desemprego é vítima de “knockout games” ou estupros em série. É preciso também que o trabalho seja demonizado, é necessário que se crie via universidades, cultura pop e imprensa a idéia marxista de que a atividade remunerada na economia de mercado é algo perverso, opressor, que a inserção na força de trabalho é uma espécie de escravidão dos dias de hoje. É preciso também um ambiente hedonista e niilista que leve à busca desenfreada do prazer inconsequente, de preferência subsidiado pelo governo, o que para quem está na idade com os hormônios à flor da pele é um convite quase irresistível. Em “Vai Trabalhar, Vagabundo”, Chico Buarque resume a ideia da esquerda sobre o trabalho numa sociedade de livre mercado: “Prepara o teu documento / Carimba o teu coração / Não perde nem um momento / Perde a razão / Pode esquecer a mulata / Pode esquecer o bilhar / Pode apertar a gravata / Vai te enforcar / Vai te entregar / Vai te estragar / Vai trabalhar.” O trabalho é, na visão de um ícone da esquerda brasileira, uma derrota para o sistema e a morte do prazer. Em 2013, o filme “Vai Trabalhar, Vagabundo”, com Hugo Carvana no papel principal, faz quarenta anos e hoje somos liderados na política, na cultura e das universidades, por pessoas que foram educadas na juventude com essas idéias. O resultado está aí. Há poucas semanas, Glenn Beck disse que a ansiedade que se vê nos jovens hoje é porque exigimos pouco deles, eles não são desafiados, não são testados, estamos sempre mimando, negligenciando e perdoando a nova geração. Beck disse “dê um pé na bunda do seu filho” e a imprensa tirou a frase do contexto de propósito para criar uma narrativa de que ele estava incitando a violência infantil, com a desonestidade intelectual de sempre. Qualquer pessoa que conheça o pronunciamento original de Beck saber perfeitamente o que ele quis dizer. Em resumo: jovem que trabalha ou que quer trabalhar, que pensa em formar uma família, que sonha em vencer profissionalmente, não soca idosas por trás apenas para preencher o tempo livre e remunerado pelo governo. Como disse Ronald Reagan, o melhor programa social que existe é o trabalho. *DIRETOR DO INSTITUTO LIBERAL

sexta-feira, 22 de novembro de 2013

Falta, agora, a exumação de Macunaíma!

Os guerrilheiros derrotados em 1964 seguem na tentativa de um golpe na democracia brasileira. Desta feita, o ardil utilizado é o finado ex-presidente João Goulart, mediante o lançamento de suspeitas sobre as causas de sua morte. Para trazer luz aos fatos, o governo petista recrutou um seleto grupo de peritos, dentre os quais dois cubanos. Por raríssima coincidência, esses últimos são ligados ao filho de jango que, também coincidentemente, cursou medicina em Havana - obviamente mediante indicação política. Quem sabe para poupar tempo e trabalho, os peritos já não tenham um resultado previamente ajustado. Aliás, para fazer inveja a qualquer CSI de Hollywood, muito provavelmente, na exumação ora levada a cabo, sejam identificados a causa da morte; instrumentos ou meios utilizados no bárbaro crime, bem como o nome, idade, time de futebol e cardápio predileto dos responsáveis - sem falar na cor da roupa que utilizavam quando da execução de seu nefando projeto. Dado o aparato oficial e a mídia mobilizada para a exumação, de supor que a "onda" vá prosseguir e, mercê da sede de verdade de que é movido o grupo de amantes da verdade à frente da empreitada, resta esperar imaginar que a próxima exumação seja a de Celso Daniel. Caso isso venha a ocorrer, haverá ainda mais publicidade e curiosidade - já que, nesse caso, os autores serão facilmente encontrados, quem sabe no Palácio do Planalto ou em São Paulo e, mediante sua dedicação à democracia, não se negarão em colaborar para que a comissão de notáveis investigadores seja bem sucedida. De qualquer forma, creio que seria mais produtivo iniciar o novo modismo não pelas exumações já referidas, mas pela de Macunaíma. Exumado o corpo do grande herói sem caráter brasileiro, terá sido encontrado parte do DNA dos comunistas que se multiplicam no país das conveniências. E se algum leitor acha que estou exagerando, que tal refletir um pouco sobre a anulação, pelo Congresso Nacional, da declaração de vacância da presidência de João Goulart, votada e aprovada na mesma Casa - e não por nenhum militar! Parece previsível que o Brasil entre em uma espiral descendente, voltando atrás em decisões legítimas tomadas em contexto histórico diferente do atual... Até que em um futuro, talvez não tão distante, o trem seja recolocado nos trilhos. Quem sabe, então, outro Congresso, mais amadurecido e independente, anulará os desmandos e diversas medidas hoje tomadas sob a batuta de um grupo autoritário que pretendeu, um dia, reescrever criminosamente a história de forma distorcida e tendenciosa.

quinta-feira, 21 de novembro de 2013

Meio morto, meio grávida ou meio comunista...

Ante o barulhento exército das minorias que controlam a opinião publicada fica tão grande o medo da exposição das convicções conservadoras da avassaladora maioria da sociedade, que parece impossível qualquer mudança na rota do país rumo a um futuro autoritário e socialista. A ditadura do "politicamente correto", cujos critérios são elaborados pela esquerda e cuja definição do termo, após décadas de mentiras, parece haver resultado em sua percepção como paradigma da defesa dos direitos humanos, das minorias e das liberdades, insidiosamente, vem permitindo, justamente, o oposto - ou seja, que sejam solapadas as bases do único sistema capaz de assegurar direitos a todos: a democracia. Aliás, deveria trazer alguma suspeição aos ingênuos - e vergonha aos vendidos - o uso sistemático do termo "democracia" pelos integrantes do governo brasileiro, uma vez que defendem, de forma rasgada, aberta e incondicional, regimes dos quais qualquer critério democrático passa muito ao largo. Idêntica curiosidade deveria despertar a defesa, por ONG chapas brancas e integrantes da cúpula do mesmo governo, das minorias LGBT (e de outros segmentos cujas letras foram aglutinadas ao grupo) - já que regimes comunistas e teocracias muçulmanas, aliados viscerais do governo brasileiro, historicamente punem de modo terrível e exemplar tais comportamentos. Assim, os ingênuos seguem acreditando ser possível apoiar esta ou aquela política ou ação do governo petista, como se o demônio tivesse algum vínculo com a luz ou a bondade. Se alguma medida dos petistas parece boa, esta sim deve merecer mais desconfiança e cuidado. Afinal, quem tem como objetivo declarado o estabelecimento de um regime bolivariano mediante os modelos cubano e venezuelano no Brasil, não pode merecer qualquer apoio - sob o risco do fortalecimento de seu propósito. Dito isso, seria interessante que os cidadãos de boa fé desse país, tolos que acreditam que a riqueza e o desenvolvimento somente advém do trabalho. do empreendedorismo e, acima de tudo, do mérito individual, compreendessem que não existem pessoas "meio mortas", mulheres "meio-grávidas" ou políticos, intelectuais, jornalistas e artistas "meio comunistas". Somente após tal compreensão será destruído o mito de que o socialismo não seja, não como de fato é, um disfarce do velho comunismo - como se fosse possível uma versão moderna, democratíca, iluminada e inofensiva do mal.

Sou contra o marco civil da internet por gostar de colunistas como Augusto Nuntes. Leia e entenda a importância da liberdade de opinião...

Coluna do Augusto Nunes, 21 de novembro de 2013 - Direto ao Ponto O exército fantasma do comandante Dirceu foi dizimado sem ter entrado em combate Em agosto de 2005, despejado da chefia da Casa Civil pela descoberta da grande roubalheira, José Dirceu resolveu assumir ostensivamente o comando do colosso paramilitar aquartelado na imaginação sempre fértil do guerrilheiro de festim diplomado em Cuba. “Vou percorrer o país para mobilizar militantes do PT, dos sindicatos e dos movimentos sociais”, ameaçou o ainda deputado federal num encontro da companheirada em São Paulo. “Temos de defender o governo de esquerda do presidente Lula do golpe branco tramado pela elite e por conservadores do PSDB e do PFL”. Um ataque de tropas lideradas por José Dirceu só consegue matar de rir, registrou o post que desmontou a dupla tapeação: o que o orador pretendia defender com a entrada em ação do exército fantasma era o próprio mandato parlamentar. O comandante sem comandados passou as semanas seguintes mendigando votos até entre os contínuos da Câmara, amargou a cassação em dezembro e caiu fora do Congresso chamando o porteiro de “Vossa Excelência”. Encerrada a ofensiva inaugural que não houve, as tropas invisíveis a olho nu foram recolhidas ao acampamento imaginário. Ali ficaram até agosto de 2012, quando o chefe do esquema criminoso decidiu intimidar o Supremo Tribunal Federal às vésperas do início do julgamento do mensalão. “Todos sabem que este julgamento é uma batalha política”, reincidiu o general da banda podre no congresso nacional de uma certa União da Juventude Socialista. “Essa batalha deve ser travada nas ruas também, porque senão a gente só vai ouvir uma voz, a voz pedindo a condenação, mesmo sem provas. É a voz do monopólio da mídia. Eu preciso do apoio de vocês”. Os ministros que tratassem de inocentar os culpados, advertiu. Caso ousassem enxergar a montanha de provas e evidências que incriminavam o declarante e seus comparsas, o comandante não hesitaria em sublevar a imensidão de “companheiros das forças progressistas e dos movimentos populares”. Qualquer torcida organizada de time de futebol tem mais militantes que o PT, replicou a coluna em outro post. Assembleias organizadas por sindicalistas pelegos são menos concorridas que reunião de condomínio. Sem duplas sertanejas, cerveja, tubaína e mortadela, as celebrações do Dia do Trabalho juntariam menos gente que quermesse de lugarejo. Todos os movimentos sociais morreriam de inanição uma semana depois de suprimida a mesada federal. O palavrório beligerante, portanto, era só mais um blefe do jogador falastrão. E se o STF resolvesse pagar para ver? Foi o que fez o ministro Joaquim Barbosa. E então o embuste virou cinza, feito vampiro de filme B confrontado com um crucifixo. Dirceu estava entrincheirado no sítio em Vinhedo quando foi condenado à prisão. Estava de sunga branca numa praia da Bahia quando soube que seria obrigado a bronzear-se no pátio da cadeia. Para livrar-se da traseira do camburão, entregou-se espontaneamente à Polícia Federal. Mas nenhum canastrão de nascença resiste à tentação do patético. E Dirceu achou uma boa ideia posar para as câmeras com o punho esquerdo cerrado apontando para o céu. Excitados pelo gesto do comandante, enfim deram as caras nas ruas os combatentes dispostos a matar ou morrer pelo guerreiro do povo brasileiro enfim deram as caras nas ruas. que testemunharam a cena. Como atesta a imagem abaixo, cabem numa foto. Pelo que se vê, não amedrontam nem um pelotão de escoteiros aprendizes. Seriam neutralizados em poucos minutos por qualquer pelotão que agrupasse um oficial psiquiatra e meia dúzia de enfermeiros militares armados de tranquilizantes e camisas-de-força. http://veja.abril.com.br/blog/augusto-nunes/secao/direto-ao-ponto/

segunda-feira, 18 de novembro de 2013

Rodrigo Constantino mostra as mentiras do modelo socialista e seus nefastos efeitos

http://veja.abril.com.br/blog/rodrigo-constantino/economia/preco-justo-ganancia-e-a-estupidez-dos-socialistas/ Socialistas sempre condenaram a ganância dos empresários pela alta dos preços. Pura estupidez econômica, ou então inveja disfarçada de luta pela “justiça social”. No Brasil, já tivemos até fiscais do governo controlando o preço nos supermercados, como se a inflação fosse obra da ganância dos comerciantes. Ainda tem gente que “pensa” assim. É o caso de Nicolás Maduro, o tirano socialista da Venezuela. Vários empresários foram presos pelo “crime” de não reduzir os preços ao patamar considerado “justo” pelo próprio governo. É um combate contra a “especulação”, a ganância, o lucro “desmedido”. Balela, claro. É uma medida de força, típica de ditaduras, cujo resultado é sempre o mesmo: mais escassez nas prateleiras e o florescimento de um mercado negro. Vejam o vídeo de um desses pequenos comerciantes, desesperado com a imposição estatal de reduzir seus preços, alegando que prefere deixar que entrem na loja e tomem logo tudo de uma vez:
É lamentável o que se passa na Venezuela. Mas não é inesperado. Ao contrário: esse é o efeito inexorável do socialismo, que leva sempre ao aumento da miséria e da escravidão. Quando se aceita a premissa absurda de que os preços não são “justos” porque os empresários são gananciosos, e que cabe ao governo controlar isso para proteger o povo, o único ponto de chegada é este. Não há alternativa. Curiosamente, a ideia de que existe um preço “justo” e que o governo pode não só defini-lo, como obrigar as empresas a cumpri-lo, ainda é bastante persistente. Não só para a alta de preços, mas para a redução também! É quando o governo acusa de “dumping” aqueles que praticam preços menores. Na época do “New Deal”, o período americano mais sombrio, quando Roosevelt flertou com o intervencionismo típico dos regimes socialistas e fascistas, pequenos comerciantes chegaram a ser presos… por baixar os preços! Era considerado ilegal, pois ameaçava outros comerciantes em época de depressão. Há uma piada conhecida no meio econômico que mostra o risco desse conceito arbitrário de “preço justo”. Três empresários foram presos. Na prisão, conversavam sobre os motivos de estarem ali. Um deles disse que fora preso acusado de praticar “dumping”, ou seja, colocar os preços abaixo do mercado. O outro disse que fora acusado de monopólio, ou seja, colocar preços acima do mercado. O terceiro, enfim, sorriu e disse que tinha sido preso acusado de cartel, por ter praticado preços iguais ao do mercado. Se correr o bicho pega, se ficar o bicho come. Sendo o “preço justo” algo que ninguém tem como definir a priori, uma vez que depende das leis de oferta e procura, sendo que a demanda é sempre subjetiva, delegar ao governo o poder de impor algo desse tipo é um convite ao abuso ditatorial. Os empresários se tornam reféns dos caprichos do governante. Não é a ganância dos empresários que faz os preços subirem. Ao contrário: a ganância dos empresários, em um ambiente de livre concorrência, faz com que tenham de reduzir preços para ganhar mercado. Basta observar a tendência dos preços do setor de tecnologia, o mais competitivo que existe. A Dell virou um gigante da informática com tal postura, assim como muitas outras empresas. O preço justo é aquele que permite o encontro entre a oferta e a demanda. Qualquer outro preço será arbitrário. Cada um tem o seu em mente. Para mim, o preço “justo” de uma Ferrari seria R$ 10 mil, pois aí eu poderia ter um “brinquedo” desses na garagem. Mas somente um completo imbecil diria que não é justo o carrão esportivo custar tão mais caro que isso, tirando meu “direito” ou minha “liberdade” de comprá-lo. Eu tenho direito e liberdade, só não tenho os recursos… A confusão entre liberdade e poder é uma das mais comuns no meio socialista. Pensam que, por alguém não ter condições de adquirir algo no mercado, essa pessoa não é livre. Besteira. Liberdade é um conceito ligado ao uso de coerção. Se ninguém nos impede, à força, de fazer algo, então somos livres, ainda que não tenhamos o poder de fazê-lo. Sou livre para ficar o dia todo na praia, pois ninguém me impede de fazer isso com o uso de ameaça ou coerção. Mas depois não adianta reclamar do resultado disso, quando eu não tiver capacidade nem de comprar minha comida… O que a Venezuela mostra são os efeitos práticos dessa mentalidade socialista, uma vez mais. Tem gente que nunca aprende. Insistir na defesa do socialismo, em pleno século 21, só pode ser fruto de uma das duas opções: completa ignorância econômica; ou inveja mesquinha que leva ao desejo de destruir os mais ricos, em vez de ajudar os mais pobres. Rodrigo Constantino - http://veja.abril.com.br/blog/rodrigo-constantino/economia/preco-justo-ganancia-e-a-estupidez-dos-socialistas/

quinta-feira, 14 de novembro de 2013

A Escola que Estupra

Impressionante como a sociedade é capaz de tomar conhecimento, passiva e rotineiramente, sobre o estupro diário de milhões e milhões de crianças no Brasil. O mais grave é que os crimes ocorrem nas escolas e são praticados pelos próprios professores e professoras. E o que é mais absurdo e agride ao bom senso é que a prática seja abertamente defendida pela grande mídia e programas matinais de relativa audiência reunam pseudo intelectuais e artistas "chapa branca" para discutir e expor ao público as cenas chocantes do abuso de incapazes ante os olhares assustados das próprias vítimas - sem qualquer reação, inclusive, por parte do Ministério Público! Do quê estou falando? Da violenta exposição de crianças, na mais tenra idade, a questões para as quais não possuem formação adequada para bem compreender ou cuja abordagem tendenciosa venha a divergir dos ensinamentos recebidos em casa. Quem teve a oportunidade de assistir ao programa de Fátima Bernardes levado ao ar na manhã de hoje, 14 de novembro de 2013, deve ter observado o ar de espanto e repulsa da maioria - e maioria mesmo! - das crianças que assistiam ao "beijo gay" entre dois homens que foi imposto à apreciação das indefesas cobaias de métodos socialistas de destruição do tecido social. De fato, um verdadeiro estupro de vulneráveis, em especial se consideradas as gravidades dos danos à formação da personalidade dessas pobres vítimas de pseudo educadores, verdadeiros criminosos, que associados a autores oportunistas e toda a classe de beneficiados pelas burras abertas de um governo corruptor, ignora as consequências graves e reais dos conflitos decorrentes dessas e outras práticas levadas à cabo nas escolas. Afinal, comunista se forma é na escola... E depois a elas retornam para o trabalho de divulgação daquilo que aprenderam - com ênfase para as universidades públicas. Receita gramscista maléfica e infalível que, pouco a pouco, apaga a história verdadeira de um povo e a reescreve segundo seus interesses e conveniências e, mediante as mesmas ferramentas, destrói os valores de uma sociedade para incutir-lhe outros. Triste é saber que, exceto pela via gramscista de conquista do poder, o objetivo seja o mesmo velho comunismo daquele já experimentado em tantos outros povos e cujos esforços "bem intencionados", ao longo da história, já resultaram em mais de trezentos milhões de vítimas - somados todos aqueles que pereceram sob sua esquizofrência percepção de justiça. Se este texto incomoda a alguns adultos - e em muitos provocará verdadeira repulsa e indignação - lembro que sua leitura é voluntária e questiono sobre qual o efeito do beijo de dois homens sobre a mente de crianças que o assistem por imposição dos professores? É ou não é estupro ensinar mentiras a crianças e obrigar a que sejam respondidas, nas provas, como verdade absoluta?

O Que Temer e o Que Fazer...

Não tenho grandes preocupações com muitas das ações dos velhos terroristas e criminosos, hoje governo, no sentido da realização de seu jamais esquecido sonho de um regime totalitário comunista no Brasil. Significa dizer que não temo, como seria previsível, os esforços no sentido do controle da imprensa; as tentativas de controle da internet mediante um simpático marco regulatório; a glamourização dos bandidos, como "blac blocks" e traficantes tornados em romanticos defensores de direitos ou astros das passarelas; a divisão da sociedade em pretos e brancos, como não houvesse tantos matizes e tanta mistura saudável ou, mesmo, a exploração da sexualidade, mediante a vitimização daqueles que fogem ao comportamento da maioria e cuja condição de minoria é usada como bandeira de confrontação de valores socialmente estabelecidos. Sequer temo pela compra de votos travestida em programas assistencialistas e populistas, sem compromisso real com os assistidos - como tantas bolsas e, recentemente, a exploração do trabalho dos novos escravos, agora médicos, comprados de Cuba. E que motivos teria para não temer estes e outros artifícios dos integrantes do foro de São Paulo? A resposta é simples: tais esforços, invariavelmente, partem da premissa básica dos comunistas, qual seja, a de que é possível construir algo simplesmente destruindo. Têm fundamento no erro de não reconhecer o mérito, o esforço individual, o empreendedorismo e o sonho de crescimento como únicos instrumentos de mobilidade social, de progresso individual e coletivo. Destruídas as estruturas de produção; após a evasão de todo o capital, como ocorreu na Venezuela; quem manteria a boa vida dos grandes líderes e seus hábitos bem capitalistas? E como seguir alimentando a chusma de preguiçosos e oportunistas, inclusive grupos de comunição e artistas, que hoje vivem - e muitos nababescamente - dos privilégios do governo? Descoberto o engodo, todos, bolsistas, cotistas, artistas, intelectuais e jornalistas vendidos, funcionários de televisões, cujo único ponto comum com a população que sempre exploraram será, então, o desemprego, entenderão o engodo do qual participaram e foram vítimas. E, nesse ponto, o quadro passaria a ser revertido. Por outro lado, tenho medo do que escapa à percepção da maioria e conta com a defesa, inclusive, de liberais idealistas, como a aprovação do voto facultativo e distrital. E o haveria de negativo em tais avanços? Absurda e duramente simples: Com o voto facultativo, nas eleições, teríamos o comparecimento maciço dos militantes de esquerda às urnas e um belo feriado de praia, filmes e boteco para um sem número de pessoas que acreditam que não paira qualquer perigo sobre suas cabeças. Pela mesma lógica, aprovado o voto distrital, quem poderia concorrer com candidatos apoiados por tantas "bolsas" e prefeitos cooptados por recursos da união? Haveria espaço, nesse cenário, para candidatos alicerçados em opiniões e princípios? Ante tais hipóteses, a reversão do quadro seria mais difícil - em face do total aparelhamento da máquina política. De qualquer modo, temer isto ou aquilo pouco adianta... O futuro já bate à porta e discussões teóricas, muito breve, perderão o sentido e a oportunidade. Vale mesmo é juntar bastante papel higiênico - primeiro produto de verdadeira necessidade a faltar na Venezuela.

terça-feira, 12 de novembro de 2013

O Que Faltou Dizer...

Excelente o "hangout" havido do último domingo, 10 de novembro (http://lobaoentrevista.blogspot.com.br/), entre Lobão, Rodrigo Constantino e Bene Barbosa. Na oportunidade, passaram pela visão crítica dos participantes diversos temas somente passíveis de abordagem pela grande mídia quando sob a ótica e interesse do grupo que está no poder - e nele pretende se manter a qualquer custo. O debate foi rico e produtivo, constituindo-se em feliz segmento de novos ventos que sopram pela terra brasilis e que, espero, tenham o condão de fazer voar a podridão que se acumula desde que são perseguidos pelos governos, acima do interesse do povo e do Estado brasileiros, os objetivos do foro de São Paulo. Ficou apenas uma dúvida sobre até que ponto pretendem os liberais e conservadores romperem com o patrulhamento imposto pela esquerda e se estariam, eles próprios, dispostos a deixar de lado os próprios preconceitos. Afinal, não é possível dissociar, de quase todos os temas discutidos, o nome de Jair Bolsonaro, quase sempre um dos primeiros - e únicos - a abrir voz no congresso contra os absurdos destacados. Impossível a ausência de referências ao nome de Bolsonaro quando da abordagem da questão do "Mais Médicos" e, especialmente, da luta contra o desarmamento - embate em que toda a família bolsonaro se envolveu de forma precursora. As observações são feitas, tão somente, no sentido de provocar a reflexão dos debatedores e daqueles que tenham assistido ou venham, ainda, a assistir ao brilhante momento. Afinal, o próprio Lobão, durante o programa, faz referência ao patrulhamento de que é vítima e suas consequências - obviamente não em razão de sua música, mas de suas idéias contrárias ao ritmo ditado pela batuta petista.

sexta-feira, 8 de novembro de 2013

‘O socorro do Brasil a Maduro’, editorial do Estadão

07/11/2013 às 12:27 \ Opinião Publicado no Estadão desta quinta-feira O governo petista resolveu socorrer o regime chavista da Venezuela, que faz água por todos os lados. E, claro, essa generosidade correrá por conta do contribuinte brasileiro. Sob ameaça de sofrer um duro revés nas eleições municipais de 8 de dezembro, vistas como uma espécie de referendo de seu desastroso governo, o presidente venezuelano, Nicolás Maduro, pediu ajuda ao Brasil para contornar a crise de desabastecimento no país, o mais sério dos inúmeros problemas de sua administração. A intenção de Maduro é garantir o fornecimento de alimentos e outros produtos do varejo até a eleição. Como tudo o que tem pautado o tal “socialismo do século 21″, esta será mais uma medida paliativa e desesperada, lançada apenas para mitigar por um breve período os efeitos permanentemente deletérios da insanidade econômica chavista. O modelo estatista feroz, com preços controlados e hostilidade à produção privada, esvaziou as prateleiras dos supermercados venezuelanos. As imensas filas para comprar os mais diversos produtos de primeira necessidade – o papel higiênico é o símbolo desse calvário – tornaram-se a marca do governo Maduro. Em vez de admitir os erros de sua administração e procurar resolvê-los de modo racional, o presidente venezuelano optou pelo caminho típico do chavismo: atribuiu a escassez à “sabotagem” de capitalistas e disse que agora trava uma “guerra econômica” contra esses “agentes do imperialismo”. A “guerra” inclui impedir que a imprensa noticie o desabastecimento, porque, segundo sua versão tresloucada, é isso que leva pânico à população e gera corrida aos supermercados. É em nome desse combate imaginário que Maduro pediu ao Congresso “poderes especiais” para governar – poderes cujo escopo, obviamente, deverá ir muito além da emergência econômica. Para o governo petista, porém, Maduro e sua equipe sabem o que estão fazendo. “Eles têm consciência dos problemas em curto, médio e longo prazos no país e estão muito preocupados em enfrentar, de forma clara e estratégica, as dificuldades históricas da economia venezuelana”, disse ao jornal Valor o assessor especial da Presidência, Marco Aurélio Garcia. Ao considerar que a crise da Venezuela faz parte de “dificuldades históricas”, Garcia quer fazer crer que a situação atual resulta de problemas antigos, estruturais, e não das evidentes lambanças chavistas. É provável que Garcia considere também que a importação emergencial de alimentos seja parte, conforme suas palavras, de um planejamento “claro e estratégico” para enfrentar a crise. Esse “planejamento” conta com a bondade brasileira. Como faltam dólares na Venezuela para realizar a importação, graças ao controle do câmbio, o Brasil pretende usar o Programa de Financiamento às Exportações (Proex), do Banco do Brasil, num acordo com o Banco de Venezuela. Segundo essa solução, ainda a ser detalhada, o Banco de Venezuela receberia o dinheiro do financiamento e quitaria a importação diretamente aos fornecedores brasileiros, sem ter de passar pela Cadivi, o órgão venezuelano que regula o câmbio. O Banco de Venezuela pagaria o financiamento ao Banco do Brasil em suaves prestações. Com tal garantia, a expectativa do governo é de que os empresários brasileiros superem a crescente desconfiança em relação à Venezuela – convidadas a incrementar as exportações àquele país nos últimos anos, seguindo a orientação da agenda Sul-Sul do governo petista, muitas empresas nacionais enfrentam agora grandes atrasos no pagamento. Como resultado, as exportações para a Venezuela no primeiro semestre do ano foram quase 16% inferiores às do mesmo período de 2012. Em outras palavras, se as negociações prosperarem, o risco de calote dos importadores venezuelanos seria assumido pelo Banco do Brasil – em nome do compromisso ideológico do governo petista com o chavismo, com cujas agruras o contribuinte brasileiro não tem rigorosamente nada a ver. http://veja.abril.com.br/blog/augusto-nunes/opiniao-2/o-socorro-do-brasil-a-maduro-editorial-do-estadao/#more-815057

Jair Bolsonaro pressiona Ministério da Defesa e denuncia a participação de cubanos na Comissão da Verdade

Jair Bolsonaro pressiona Ministério da Defesa e denuncia a participação de cubanos na Comissão da Verdade

Será muito difícil escapar...

Pesquisas divulgadas hoje dão conta de que a presidente Dilma Rousseff lidera, com folga, as previsões para a eleição presidencial e que derrotaria Aécio Neves ou Eduardo Campos. Aceitos como verdadeiros e idôneos tais resultados, restaria compreender, de forma fria, o que reserva o futuro ao Brasil. Para isso, basta consultar qualquer bola de cristal que as previsões serão semelhantes. Conforme sinalização clara emitida pelo PT, o primeiro "fato" seria o fim do voto facultativo - o que asseguraria um longo futuro socialista ao país, mediante o comparecimento infalível de militantes às urnas, contra a eterna acomodação dos demais que julgam a ameaça de um regime autoritário comunista nada mais que um delírio de poucos. Na sequência, viriam a concretização de outros planos já conhecidos do foro de São Paulo (leia-se Lula, Fidel Castro, FARC, MST, Via Campesina e outras "grupos políticos"). Um dos primeiros, a derrubada da lei de anistia, com a ampliação da revanche contra militares, forçando a submissão final desses aos caprichos dos antigos terroristas e criminosos, hoje governo. Ainda em um momento inicial viriam, também, o sutil início do processo de controle da imprensa, hoje apenas cooptada mediante a doce e inebriante sedução comunista e a reforma política dos sonhos do PT, com a lista fechada e o voto distrital. Importante observar que, nesse momento, o capital começaria a deixar o país e, na sequência, com a queda na produção, o aumento do desemprego e a previsível degeneração da economia, retornariam alguns experimentos já conhecidos relacionados ao controle de preços. Ah, aí também recrudesceria o controle à imprensa, já iniciado - afinal, mais problemas, maior controle das notícias. A partir desse ponto, a Polícia Federal e a Receita, já totalmente aparelhadas, seriam utilizadas no combate e eliminação dos inimigos do Brasil - cujo pior crime terá sido denunciar o projeto petista ou, o que é muito mais grave, tentar obstacular sua concretização. Para conhecer o que viria doravante, basta ler sobre o que aconteceu em todos os lugares em que o projeto comunista foi tentado... e fracassou. Serão os mesmos crimes, violências, violações de direitos e falência das estruturas democráticas. Na melhor hipótese, poderá o Brasil chegar ao "sucesso" chinês, onde uma massa de trabalhadores é explorada por um pequeno grupo de dirigentes do partido comunista - quase todos bilionários. Afinal, não há mal algum em que líderes socialistas sejam recompensados por seu esforço e, como ocorreu com a família Castro ou Lula, se tornem muito ricos e cheios de hábitos capitalistas. Como aspectos positivos, os atuais parceiros e defensores do projeto socialista enxergariam seu erro e os grupos que os apoiam, hoje, serão destruídos... Epa! Será que isso é positivo? De que adianta esfregar na cara de artistas, intelectuais e políticos corruptos o tamanho de sua culpa na destruição do Brasil de hoje em troca de uma proposta mentirosa? Não há qualquer consolo nisso, como na velha piada em que o filhinho pergunta ao papai o que é "compensação"! Finalmente, se Cuba fica relativamente próxima aos EUA e permitiu que muitos fugissem em barcos, canoas e até troncos, daqui não é possível fugir pelo Atântico. Restará a fronteira "seca", onde quase todos os vizinhos farão parte da nova versão, certamente então politicamente correta, da "operação condor", que receberá um nome mais romântico já que terá por finalidade a união das ditaduras de esquerda contra liberais imperialistas que merecerão morrer.

terça-feira, 5 de novembro de 2013

Quando o meu aponta para a esquerda e o deles para a direita

Corretíssimas as declarações do ministro da Justiça desta terça-feira, 05 de novembro, no sentido de que a espionagem praticada pelo Brasil e aquela que, segundo denúncias, é feita pelos Estados Unidos, são “completamente diferentes”. Afinal, dois grandes aspectos as distinguem de modo fundamental. A primeira delas, e irrelevante sob a perspectiva petista, diz respeito aos recursos despendidos pelos EUA para a obtenção de informações e sua capacidade de tratamento dos dados obtidos. A segunda, esta sim importante e capaz de permitir a afirmativa do ministro, se refere ao direito natural dos governos de esquerda de fazerem tudo aquilo que condenam nos países ditos capitalistas ou, ainda melhor, imperialistas. Assim, a espionagem brasileira seria inequivocamente correta e ética e a dos Estados Unidos um desrespeito entre nações. Aliás, os critérios que orientam a politica externa do governo brasileiro têm sido peculiares ultimamente. Assim, enquanto um político de oposição a um governo totalitário amigo não pode receber asilo político no Brasil, um terrorista condenado pelo governo italiano e pela corte europeia é recebido de braços abertos. No mesmo sentido, o mesmo Brasil - que repudia a entrada no Brasil de um dissidente boliviano, em conluio com a Venezuela de Hugo Chávez, assume o risco de provocar uma guerra civil em Honduras ao promover o retorno ilegal e conceder um asilo nada discreto ao ex-presidente deposto do país - tão somente pelo fato de que o mesmo pretendia instalar, naquele país, mais um regime totalitário amigo e bolivariano. Seguindo a mesma linha de (in)coerencia da quadrilha do foro de São Paulo, tratou o governo brasileiro, quando da visita do grande jardineiro à Cuba, de ignorar a condição dos presos políticos daquele maravilhoso paraíso exportador de médicos e náufragos fugitivos - fato compatível com a devolução dos atletas cubanos que, ingênuos, tentaram fugir da ditadura dos irmãos Castro pedindo asilo aos discípulos do próprio diabo. Alguém ainda duvida da diferença entre os nossos espiões e os deles?

segunda-feira, 4 de novembro de 2013

ARNALDO JABOR Arnaldo Jabor O Estado de S.Paulo - 07/12/10 Eu sou segundo-tenente de Cavalaria da Reserva do Exército. Melhor dizendo, fui rebaixado, depois, para terceiro-sargento, por não ter feito o curso de aperfeiçoamento. Mas, sou, sim, um orgulhoso cavalariano da turma de 62, número 2611, apesar de quase ter sido expulso por minhas atividades estudantis, quando eu era o editor do jornal O Metropolitano, de notória tendência marxista-leninista, semanário que era lido com avidez pelos órgãos de repressão do Exército e onde só fui mantido graças à ajuda de um camarada-sargento do Partidão, da administração do quartel, que me avisou: "Olha aí... tu vai ser desligado." Corri para meu pai, que veio em meu socorro. Meu pai era brigadeiro da Aeronáutica e entrou no quartel todo fardado - suas dragonas douradas brilhavam - e foi falar com o comandante do CPOR, entre continências respeitosas e sob meu olhar encantado com aquele apoio paterno sobre uma questão militar em que eu era pivô - eu, um reles comuna, sim, que sonhava em derrubar o imperialismo e seus aliados. Não fui expulso e, hoje, confesso que não foi a única vez que tive orgulho do Exército. O meu cavalo se chamava Himalaia, quando desfilei numa remota parada do 7 de Setembro. Passávamos vaselina no corpo do animal para que ele brilhasse ao sol da avenida, ajaezado com arreios de luxo, fazíamos uma trança em sua crina e, com os freios luzindo como ouro, desfilávamos com uma lança onde tremulava uma flâmula colorida, ao som de uma banda marcial. Dentro de culotes, botas e esporas, eu, o comuna montado, o bolchevique de cabelo zero, tremia de emoção patriótica. Claro que não foram apenas dias de fulgor. O serviço militar era um inferno também. Quantas noites brancas, limpando bosta de cavalo, correndo por São Cristóvão às 3 horas da manhã, para pegar uma égua fugitiva que os "canalhas" da Artilharia soltavam para nosso desespero; daí termos inventado a doce melodia: "Quem quiser comer alguém/ seja noite ou seja dia/ dê um pulo na Artilharia." Quanto horror da lama nas batalhas de Gericinó, do medo pavoroso de desmontar um morteiro de 81 mm que não explodira, quanto pânico quando os tenentes nos faziam pular obstáculos na Quinta da Boa Vista. Poucos conhecem o martírio de calçar os cavalos com ferraduras em brasa, sob os coices alucinados dos ditos corcéis e sob as vaias dos infantes e artilheiros empoleirados na cerca, nos sacaneando e nos chamando de "estrume". Tudo isso criava um casco em minha alma frágil, que lia Rimbaud no vestiário e que uma vez, para pasmo do major, trouxe uma contribuição literária para a revista do Exército - uma poesia "trans-sintática" sobre O Cavalo - poema infelizmente nunca publicado pelos oficiais insensíveis e hoje perdido para a literatura e que (ainda lembro) falava em "o cavalo e sua quilha/ vogando entre lanças/ num campo de Ucello", recitado com ardor para o major, que certamente me achou meio "viado" (com i, por favor). Depois, em 64, vi a UNE pegar fogo, comigo dentro. Depois, foi o horror da repressão, todo aquele baixo-astral: os "anos do milagre" da ditadura. Mas, já naqueles anos eu também via certos detalhes da vida militar que me dão ainda hoje um travo de poesia brasileira. No fim do expediente, os oficiais garbosos de uniforme na caserna vestiam suas pobres roupas paisanas e iam para casa de bonde, visivelmente sozinhos e pobres em busca de suas famílias; ali, na tristeza daqueles dias militares, havia uns momentos de beleza rude. Havia as cornetas soando nas madrugadas cinzas, havia uma certa pureza medieval nos caibros das cocheiras, na cal das árvores pintadas, na comida brasileira das cantinas, no tosco desejo de ordem e progresso, num comovente patriotismo xucro. Havia uma solidão sacrificada nos milicos, nos soldos rasos, no orgulho dos uniformes, uma coisa positivista cambaia que eu via nas fileiras, como batalhões de "Policarpos Quaresmas". Nas frestas do cotidiano, estava a missão militar despercebida. Naqueles hinos militares, que falavam em "pátria adorada", havia um projeto de Brasil até meio ridículo, mas puro. Nos bivaques e acampamentos, no texto parnasiano das ordens do dia, sentíamos uma rala e ingênua ideologia nacional, um tosco desejo de construir um país, tão estuprado pelos que realmente deitaram e rolaram no milagre brasileiro, transformando o Estado neste bordel de hoje. Hoje, já aprendemos; sabemos das táticas e técnicas dos corruptos e reacionários reais, pois a dolorosa contemplação dos escândalos que nos foram servidos pela democracia já faz parte da cultura política. Quando eu servia o Exército, tinha a sensação do desperdício de toda aquela organização verde-oliva numa luta abstrata contra os pobres guerrilheiros do absurdo. Eu pensava: hoje, os inimigos são a fome, a miséria endêmica; como esta imensa força de brasileiros de classe média poderia ser útil para "salvar" o Brasil. E mais: os militares que conheci ultimamente ainda sofrem do preconceito que sobrou contra eles depois da ditadura. Ela foi terrível, sim, mas um general de hoje tinha cerca de 10 anos em 1964 e o Exército mudou muito. Claro que há contradições e atrasos, mas lá no Forte Apache, em Brasília, onde participei de um seminário, só vi homens bem informados, trabalhando em fronteiras e florestas e, mais importante que tudo, homens com um sentimento antigo, mas muito necessário hoje em dia - patriotismo. Nesses anos de caserna, tive dois momentos de orgulho: um, quando meu pai entrou com as dragonas brilhando para me salvar; outra, quando meu coração bateu na Av. Presidente Vargas no 7 de Setembro, em cima do meu pangaré Himalaia. Agora, houve a terceira onda de orgulho. Na semana passada, vendo os militares treinados no Morro do Alemão, os paraquedistas treinados no Haiti, os tanques da Marinha, os helicópteros da FAB, pareceu-me estar ouvindo a banda tocar a Arma de Heróis em l962. Arnaldo Jabor / O Estado de S.Paulo - 07/12/10