Pontos de vista sobre a Política e sobre o papel de cada um em face de seu exercício. Particularmente, este espaço buscará abordar a percepção do autor sobre o papel dos militares e de segmentos liberais ante as ameaças de totalitarismo socialista em curso no Brasil.

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Nem sempre o mesmo pau que dá em Chico, dá em Francisco

O desrespeito dos ministros do governo para com os militares e as seguidas mentiras ditas com tamanha cara de pau à sociedade sobre a tentativa frustrada de implantação de um regime comunista no Brasil, aos moldes de Cuba, selada com o contra golpe de 64, sem qualquer preocupação com eventual reação das Forças Armadas decorre, diretamente, do absurdo estado de alienação da sociedade que, a despeito dos inúmeros e indiscretos sinais, insiste em não perceber o risco que corre.

No momento em que grupos poderosos, como a Globo, parecem fechar "pactos" com o governo em troca de favores ou temendo medidas que atinjam a seus interesses imediatos, ignorando a tsunami que, a médio prazo, certamente advirá, fica evidente que, aqui, somente os comunistas conhecem o verdadeiro sentido do termo "estratégia". Afinal, os Czares a serem eliminados nesta terra brazilis, não serão, somente, alguns militares mais à direita da curva, mas, antes de tudo, qualquer mídia independente.
Se alguem duvida da possibilidade de uma ditadura plena, basta analisar - sem entrar em questões polêmicas envolvendo os motivos ou a legalidade do movimento - a forma como Sérgio Cabral abafou a greve dos Policiais e Bombeiros no Rio. Atirado todo o arcabouço jurídico ao lixo, militares estaduais foram capturados e encarcerados em Bangu I sem mandado judicial, e ali mantidos com a cumplicidade de membros do judiciário. Caso alguem busque fazer um paralelo com o ocorrido durante o movimento dos controladores de vôo, que quase parou o país, quando os incentivadores da greve eram figuras do primeiro escalão do mesmo grupo que segue no comando do país, alguns hoje em cargos acima de toda e qualquer suspeita, além da dificuldade na aplicação cuidadosa e tímida dos regulamentos e da legislação penal militar, não foram poucas as críticas, ameças e, mesmo, desautorizações contra os chefes militares.
Idêntica lógica verificou-se na Bahia, quando governantes que hoje atuaram com mão de ferro contra manifestações de militares daquele Estado, figuravam como incendiários e defendiam, de seus cargos, Policiais que, à época (e, óbvio, em outro governo)promoveram idêntico movimento. Pois é, como toda boa esquerda, sempre sairão a estimular qualquer pequeno cismo que possa derrubar a ordem e as instituições democráticas - buscando a velha tática de dividir e enfraquecer para dominar. Agora, aboletados no poder, pobre de quem sequer pense diferente! Manifestações e opiniões então, superam qualquer crime...

Assim, a conclusão é triste! Não há qualquer chance para o país ou para a democracia quando governantes autoritários compram os demais poderes e assumem o controle integral da nação. Se há consolo, este está no estudo da história. Afinal, jamais um grupo logrou situar-se acima do bem e do mal por muito tempo. O lado negativo é que, dentro de uma visão histórica, duzentos ou trezentos anos é um intervalo muito pequeno.

Enquanto isso, a Receita, o Ministério Público e outros agentes do Estado seguem inertes enquanto figuras públicas e seus aparentados saem dos bairros de operários para a revista Forbes e outras publicações semelhantes. Afinal, não deve ser fácil sair do zero e atingir o limitado grupo dos bilionários sem uma explicação (contábil) convincente. Haja palestras e conferências!

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Passado mais um carnaval no Rio de Janeiro ficam algumas dúvidas. Afinal, não é esta a maior festa da cidade? E não seria o carnaval carioca o maior apelo turístico do Brasil e, como tal, um imenso e lucrativo investimento? Se isso é verdade, qual o motivo pelo qual os governos jamais investiram, de forma planejada, na infraestrutura necessária ao evento? Não deveria a cidade contar com uma rede de banheiros públicos permanente, arquitetônica e tecnicamente elaborada de forma integrar-se aos logradouros - inclusive à orla? Melhor isso que o tradicional quebra-quebra de ruas e calçadas para a instalação de banheiros improvisados e sanitários químicos, tudo certamente muito lucrativo para alguns, mas um lixo para os usuários! E quanto ao recolhimento do lixo e limpeza da cidade? Difícil imaginar os turistas, já em seus lares, sonhando com a volta ao próximo carnaval e saudosos da sujeira e do odor de urina que permanece no ar durante e após a farra. E caso voltem, não será o tipo de turista que valha a pena. Certamente, a organização, a limpeza, a sinalização de vias e eventos e o preparo para um acolhimento aos turístas acima do caos rotineiramente experimentado resultará em aumento do número e elevação da qualidade dos turistas. Que tal quebrar o costume e pensar adiante... e grande?

Beber é moleza... Duro é pagar a conta!

É fácil, para o governo, anistiar terroristas e pagar-lhes indenizações milionárias. É igualmente fácil, perdoar dívidas da Venezuela, Bolívia e outros “amigos” ou, então, drenar para Cuba, sob a forma de alegados empréstimos de mãe para filho, recursos tão necessários para o enfrentamento de graves questões não menos presentes no Brasil. Igualmente simples, para os filantropos do Planalto, o acolhimento de milhares de refugiados do Haiti e seu abrigo sob o manto "infindável" dos recursos públicos (ou esperar que engrossem as fileiras do MST e outros movimentos capazes de fazer a tão esperada revolução socialista). Difícil mesmo, é trabalhar e pagar tantos impostos capazes de sustentar a fatura cada vez maior imposta pelo PT aos brasileiros. Afinal, para tantos que nunca trabalharam (exceto pela causa) e se viram recompensados por patrimônios invejáveis, a irresponsabilidade com a coisa pública e a falta de escrupulos mostraram-se a chave mágica para o poder e a riqueza. E quem sobreviver à ditadura da falta de ética que se vire com a conta que, certamente, um dia será cobrada.

Insistindo sobre o absurdo das cotas raciais

Vez por outra alguém defende cotas como remédio contra o racismo e instrumento de resgate da dívida histórica para com os escravos africanos vindos para o Brasil. Acredito que algumas dessas pessoas não estejam atentas para os fatos de que é muito difícil aplicar critério técnico para definição sobre quem seja, ou não, negro e, ainda, sobre as dificuldades relacionadas ao estabelecimento da etnia de origem da cada brasileiro. Não se pode ignorar que existem afrodescendentes de cor branca e europeus ou americanos cuja pele é predominantemente negra - sem qualquer relação com os escravos trazidos ao Brasil. Uma das soluções para o "imbroglio" foi a aceitação do critério da "auto definição" - tremenda porta para a manipulação ideológica do tema. No caso de cotas fundamentadas em critérios socioeconômicos, os erros seriam menores. Cotas raciais apenas criam cizânia, injustiças e favorecem a oportunistas, especialmente aos que atuam na política.