Pontos de vista sobre a Política e sobre o papel de cada um em face de seu exercício. Particularmente, este espaço buscará abordar a percepção do autor sobre o papel dos militares e de segmentos liberais ante as ameaças de totalitarismo socialista em curso no Brasil.

sexta-feira, 25 de julho de 2014

Diferenças entre Brasil e EUA sob a ótica da Segurança Pública

Leia o excelente artigo abaixo e, ao final, um pequeno comentário...


Publicado na revista digital Mercado Comum
Edição 248 – Julho de 2014
Por Carlo Barbieri
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A análise da segurança dos residentes e cidadãos americanos tem que ser vista, primeiramente sob o prisma de sua origem religiosa e cultural. Os imigrantes vieram para os Estados Unidos com o objetivo de viverem e, também, em busca de justiça e liberdade enriquecimento. Desde o início, houve uma separação clara entre certo e errado, bandido e mocinho, tão clara nos filmes que assistíamos desde a época de nossa infância. Deus sempre esteve na vida e na base da cultura do país.
Como decorrência, as leis foram sendo feitas para dar sustentação a esta cultura. O bandido tinha que ser enforcado para benefício da sociedade. Hoje esta regra ainda impera, na maioria dos estados americanos.
Na Flórida, por exemplo, o que tirou a vida ou cometeu crime bárbaro, é condenado à morte, independentemente da idade, bastando para isso que estivesse consciente quando da prática do crime. Mais ainda: a defesa da propriedade é absoluta. Se alguém cruzar as divisas da casa, o proprietário tem direito de atirar no invasor e a polícia só tem que retirar o cadáver. Não deve nem abrir inquérito de sorte a estimular a que o cidadão se defenda.
Como neste país os homens de bem têm direito a estar armados e, não apenas os bandidos, como em outros países, os meliantes temem praticar invasões às propriedades particulares. Porém, não apenas a lei defende a comunidade. A estrutura de defesa do cidadão é favorável. As polícias armadas são municipais, além daquelas pertencentes ao condado. Esses mecanismos permitem que a população saiba de quem cobrar sua segurança.
Mais do que isto, o xerife (equivalente ao delegado brasileiro) é eleito por voto popular. Se não der segurança a população não conseguirá ser reeleito. Da mesma forma o juiz e o promotor públicos são eleitos. Se forem “clementes” com os bandidos, também não serão reeleitos. Desta forma tem-se um controle direto da população com sua segurança
As prisões são privatizadas. Ou seja, menores custos, maior segurança,, pois se houver uma fuga as penas pecuniárias são altíssimas. Como o preso é responsável por sua manutenção, pois não seria justo que a sociedade arcasse com o seu bem-estar, todos precisam trabalhar. Geralmente, a maioria das bolas de esporte e das placas dos automóveis é feita por presidiários.
 Há casos pitorescos com o de Tent City, em Maricopa. O xerife Joe Arpaio faz com que os prisioneiros usem as tradicionais roupas listradas. Como lá o calor é grande e caso os prisioneiros queiram ficar só de  cueca, eles têm uma opção: usar cueca na cor de rosa. A bem da verdade até as algemas são desta cor.
Para entretenimento os presos têm televisão, mas só podem assistir desenhos animados e matérias sobre culinária.
Para diminuírem a pena, não há regime progressivo e, sim, trabalho duro. Fora das prisões devem trabalhar na abertura de estradas e fazerem serviços voltados para a comunidade. Vão para lá, homens e mulheres…todos acorrentados.
A prisão é feita em barracas (construídas pelos próprios detentos) e com isto seu custo fica pouco mais de US$ 150,000, bem aquém do custo normal de U$ 8 milhões para a quantidade de prisioneiros que tem. Não há ar-condicionado, pois entende o xerife que, se os soldados americanos que estão lutando pela liberdade do país não os têm, porque os marginais o teriam? Para atemorizar os marginais, o xerife colocou um aviso luminoso a 15 metros de altitude com o anúncio “há vagas”!!!
“Cerca de 93% dos crimes de mortes são elucidados em menos de 6 meses.”
Este rigor não apenas acontece na prisão, mas nas condenações. Os EUA, com 5% da população do mundo, têm quase 25% dos prisioneiros de todo o globo. São dois milhões e trezentos mil presos no país, ou seja, cerca de 751 presidiários para cada 100,000 habitantes. Cerca de 93% dos crimes de morte são elucidados em menos de 6 meses. Os crimes são crimes desde que previstos em lei, podendo ser considerados como tais vários delitos, desde roubando um sabonete ou estuprando uma criança. Aqui os deputados não têm coragem de atribuir a culpa do furto à mídia que o levou o criminoso a desejar um produto que não podia comprar.
Como em todos os países, há nos Estados Unidos uma oscilação de crime e castigo. Quando Juliane criou a tolerância zero em Nova York, ele foi eleito e reeleito. No entanto, agora que a cidade está segura e em franco progresso, uma nova proposta ganhou espaço. Atitude considerada absolutamente normal. Como disse Machiavel, o homem está mais para o inferno do que para o céu. Se não cuidarmos, nossa vida pode se tornar um verdadeiro inferno em decorrências das excessivas concessões sociais.


Pois bem, ao pequeno comentário...

Muitas são as "autoridades" em Segurança Pública no Brasil que insistem em relacionar violência e criminalidade com o número de armas existentes... Simplesmente ridículo e sem qualquer base científica não viciada! Ocorre que, com fundamento em tais discursos, os seguidores das doutrinas do foro de São Paulo restringiram, drasticamente, a concessão de portes de arma no país. Para que se tenha uma ideia, no ano de 2011 não foram fornecidos mais que uma dezena de portes no Estado do Rio de Janeiro (e tais números podem ser menores - já que, por não interessar ao governo, não foram encontradas fontes oficiais sobre o tema).

Pois bem, diversos países, mais adiantados que o Brasil e com índices de violência e homicídios muito menores, possuem relação entre número de armas de fogo por habitante consideravelmente maior. Em alguns casos, a proporção chega a ser mais de dez vezes maior. Há países em que o porte de arma vem caminhando no sentido da quase total liberação,  desde que para cidadãos com histórico compatível com tal responsabilidade. Exatamente o oposto daqui!.

A razão da falta de segurança, da criminalidade, dos homicídios e da violência no Brasil é função, em primeiro lugar, da taxa de elucidação de homicídios que, nos EUA, situa-se em 93% - e  aqui abaixo de 8% (e essa taxa pode estar sendo manipulada, uma vez que alguns especialistas afirmam que tal percentual representa mais que o dobro da realidade!).

Mas afinal, o que interessa mais a um governo que pretende desorganizar e desestruturar a sociedade para criar uma revolução ou uma guerra civil e assumir poderes ditatoriais? Ordem ou violência e caos?

E a coisa é tão grave que o próprio Exército, submetido à vontade do Poder Executivo, acaba de cancelar a concessão de todos os Certificados de Registros de Colecionadores e Atiradores em todo o país... Ou seja, nem o interesse histórico e o tiro esportivo parecem ficar de fora do projeto de poder da esquerda... Esta referência merece ser feita uma vez que não há qualquer estatística sobre a prática de crimes envolvendo colecionadores ou atiradores esportivos - e caso seja elaborada tal pesquisa, os resultados apontarão para o aspecto ideológico da medida determinada ao Exército.

Enquanto isso, estupradores, assassinos e autores de diversos crimes bárbaros, menores de dezoito anos, são defendidos ardorosamente pelo governo e sua estrutura.

quinta-feira, 24 de julho de 2014

Atenção, o texto é de Fernando Gabeira!

O material jornalístico produzido pelo Estadão é protegido por lei. Para compartilhar este conteúdo, utilize o link:http://opiniao.estadao.com.br/noticias/geral,o-farmaceutico-do-ar-imp-,1152251O material jornalístico produzido pelo Estadão é protegido por lei. Para compartilhar este conteúdo, utilize o link:http://opiniao.estadao.com.br/noticias/geral,o-farmaceutico-do-ar-imp-,1152251
O texto abaixo foi publicado em "O Estado de S. Paulo / Opinião" e me foi enviado por um amigo - que teve o cuidado de assinalar alguns pontos especialmente interessantes da matéria. Assim, sem qualquer outro comentário (aliás, comentários seriam desnecessários!), levo ao conhecimento dos amigos, mantendo as marcações do remetente original.


Leia no original:

http://opiniao.estadao.com.br/noticias/geral,o-farmaceutico-do-ar-imp-,1152251

FERNANDO GABEIRA - O Estado de S.Paulo / Opinião

As coisas andam esquisitas. Ou sempre estiveram, não sei. Dia agradável de trabalho na Serra da Canastra, revisitei a nascente do São Francisco e vi uma loba-guará se movendo com liberdade em seu território. De noite sonhei com o PT. Logo com o PT.
Sentei-me na cama para entender como os pesadelos do Planalto invadiam meus sonhos na montanha. Lembrei-me de que no início da noite vira a história de André Vargas e do doleiro Alberto Youssef na TV, os farmacêuticos do ar que vendiam remédios dos outros ao Ministério da Saúde. Pensei: esse Vargas é vice, no ano que vem seria presidente da Câmara dos Deputados. Como foi possível a escalada de um quadro tão medíocre? A resposta é a obediência, o atributo mais valorizado pelos dirigentes, antítese de inquietação e criatividade, sempre punidas com o isolamento.
Vargas fazia tudo o que o partido queria: pedia controle da imprensa e fazia até o que o partido aprova, mas não ousa fazer, como o gesto de erguer o punho na visita do ministro Joaquim Barbosa, do STF, ao Congresso. Em nossa era, esse deputado rechonchudo, que poderia passar por um burguês tropical, simboliza o resultado catastrófico da política autoritária de obediência, imposta de cima.
Num falso laboratório, com o nome fantasia de Labogen (gen é para dar um ar moderno), Vargas e Youssef tramavam ganhar dinheiro vendendo remédios ao ministério. O deputado, que ocupava o mais alto cargo do PT na Câmara, trabalhava para desviar dinheiro da saúde! É um tipo de corrupção que merece tratamento especial, pois suga recursos e equipamentos destinados a salvar as pessoas. A corrupção na saúde ajuda a matá-las.
A catástrofe dessa política autoritária se revela também na escolha de Dilma Rousseff para suceder a Lula. Sob o argumento de que os quadros políticos poderiam abrir uma luta fratricida, escolheu-se uma técnica com capacidade de entender claramente que Lula e o PT fariam sua eleição. A suposição de que o debate entre candidatos de um mesmo partido seria ameaçador para o governo é uma tese autoritária. Nos EUA, vários candidatos de um mesmo partido disputam as primárias. E daí?
Lula sabia que um quadro político nascido do choque de idéias seria um sucessor com potencial maior que Dilma para ganhar luz própria. E a visão autoritária de Lula - sair plantando postes nas eleições, em vez de aceitar que novas pessoas iluminassem o caminho - contribuiu para a ruína do próprio PT.
Tive um pesadelo com o PT porque jamais poderia imaginar que chegasse a isso. Os petistas, aliás, carnavalizaram uma tradição de esquerda. Figuras como André Vargas erguem os punhos com a maior facilidade, como se estivessem partindo para a Guerra Civil Espanhola na Disneylândia. E os erguem nos lugares e circunstâncias mais inadequados, como num momento institucional. Um vice-presidente não pode comportar-se na Mesa como um militante partidário. O correto é que tivesse sido destituído do cargo depois daquele punho erguido. Mas o PT e seus aliados não deixariam o processo correr. Ele são fortes, organizados, bloqueiam tudo. Será que essa força toda dará conta do que vem por aí?
Estamos em ano eleitoral e Dilma, nesse cai-cai. É compreensível que as esperanças se voltem para Lula como salvador de um projeto em ruínas. Mas como salvar o que ele mesmo arruinou? O esgotamento do projeto do PT é também o de Lula, em que pese sua força eleitoral. Ele terá de conduzir o barco num ano de tempestades.
Para começar, essa da Petrobrás, Pasadena e outras saidinhas. O vínculo entre Youssef, Vargas e a Petrobrás também está sendo investigado pela Polícia Federal. Mas a relação do doleiro com o governo não deveria passar em branco. Num dos documentos surgidos na imprensa, fala-se que Youssef estava numa delegação oficial brasileira discutindo negócios em Cuba. Por que um doleiro numa delegação oficial? Por que Cuba?
Muitas novidades estão aparecendo. Mas essa do André Vargas, homem influente no partido, um farmacêutico do ar que neste momento deve estar erguendo os punhos no espelho, ensaiando para ser preso, interrompeu meu sono em São Roque de Minas com uma clara mensagem: o PT é um pesadelo.
Tenho amigos que ainda votam no PT porque acham ser preciso impedir a vitória da direita. Não vejo assim o espectro eleitoral. Há candidatos do centro e da esquerda. Que importância tem a demarcação rígida de terrenos, se estamos diante de fatos morais inaceitáveis, como a corrupção na Saúde, o abalo profundo na Petrobrás, a devastação da nossa vida política?
Cai, cai, balão, não vou te segurar. Estivemos juntos quando os petistas eram barbudos e tinham uma bolsa de couro a tiracolo. Mudou o estilo. Agora têm bochechas e um doleiro a tiracolo. Naquela época já pressentia que não ia dar certo. Mas não imaginava essa terra arrasada, um descaminho tão triste.
É um consolo estar nas nascentes do São Francisco, ver as águas descendo para a Cachoeira Casca Danta: o lindo movimento das águas rolando para sentir a mudança permanente. Sei que essa é uma idéia antiga, de muitos séculos. Mas para mim sempre foi verdadeira. É o que importa.
Uma das grandes ilusões da ditadura militar foi interromper a democracia supondo que adiante as pessoas votariam com maturidade. A virtude do processo democrático é precisamente estimular as pessoas a que aprendam por si próprias e evoluam.
As águas de 2014 apenas começaram a rolar. Tanto se falava na Copa do Mundo como o grande teste e surge a crise da Petrobrás. Poucos se deram conta de que, com os sete mortos nas obras dos estádios brasileiros, batemos um recorde de acidentes em todas as Copas. De certa forma, são vítimas da megalomania, do ufanismo, de todas essas bobagens de gente enrolada na Bandeira Nacional comprando refinarias no Texas, deixando uma fortuna nas mãos de um barão belga que nem acreditou direito naquela generosidade. Ergam os punhos cerrados para o barão e ele responderá com uma merecida banana. Gestualmente, é um bom fim de história.
O material jornalístico produzido pelo Estadão é protegido por lei. Para compartilhar este conteúdo, utilize o link:http://opiniao.estadao.com.br/noticias/geral,o-farmaceutico-do-ar-imp-,1152251

quarta-feira, 23 de julho de 2014

A resposta do SINDIPETRO-RJ ao jornal "O Globo" ou melhor seria... Quando o sapateiro passa a projetar e construir aviões!

A seguinte mensagem foi recebida, mediante e-mail (mala direta), como resposta do Sindipetro-RJ em face de matéria publicada no jornal "O Globo" desta terça feira, 22 de julho de 2014, onde o jornalista fez referência ao referido sindicato no apoio à manifestações radicais. Leia, atentamente, a resposta do Sindipetro-RJ. Ao final, deixo minha percepção sobre o assunto.


Esta mensagem é um informe da APN - Agencia Petroleira de Noticias
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Questão de soberania. Democratizando a comunicação www.apn.org.br

Terça, 22 Julho 2014

*Resposta do Sindipetro-RJ à matéria caluniosa "A conexão sindical" do Jornal O Globo*

Na edição desta terça-feira, 22 de julho, o Jornal O Globo publicou uma matéria com manchete "A conexão sindical" que levanta suspeita sobre o apoio financeiro de sindicatos a manifestações. O Sindipetro-RJ denuncia a matéria como um texto extremamente calunioso e manipulatório. Veja a resposta do coordenador da Secretaria Geral do Sindipetro-RJ, Emanuel Cancella, sobre a falácia publicada.

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*Resposta do Sindipetro-RJ à matéria caluniosa "A conexão sindical" do jornal O Globo desta terça,*

Antes de qualquer coisa, fazemos questão de esclarecer que o Sindipetro-RJ sempre fez parte das principais lutas em defesa da soberania popular e do povo brasileiro. Consideramos fundamental a mobilização cidadã em defesa dos seus direitos e defendemos as manifestações e protestos legítimos do povo por um país mais justo. Repudiamos todo tipo de censura, repressão e criminalização dos movimentos sociais. A história do Sindipetro-RJ é escrita pela participação protagonistas em inúmeras lutas: contra a ditadura militar, pelas Diretas Já, pela ampliação de direitos dos trabalhadores e contra a privatização do petróleo. Esses são motivos de grande orgulho para os petroleiros do Rio de Janeiro.

Nesse sentido, repudiamos as distorções trazidas na matéria "A conexão sindical" do Jornal O Globo desta terça-feira, 22 de julho, que busca criminalizar movimentos sociais e manchar o nome e a história de luta da nossa entidade. O Sindipetro-RJ é uma entidade que sempre trabalhou respeitando a constituição e as leis brasileiras. Por isso, fazemos questão de esclarecer que fornecemos, a pedido dos manifestantes, quentinhas, água e também transporte para o protesto contra o leilão de Libra e outras manifestações, como os atos contra a privatização do Maracanã, em defesa da Aldeia Maracanã, contra a demolição da Escola Municipal Friedenreich, do Célio de Barros e do Parque Aquático Julio Delamare. Consideramos legítimo o apoio a livre expressão dos movimentos sociais na luta por direitos sociais e por uma vida melhor. Nada disso é proibido pelas leis brasileiras.

Sempre solidário ao povo excluído, o Sindipetro-RJ forneceu donativos e agasalhos para os flagelados da tragédia do Morro do Bumba, da região serrana e na última enchente. Também doou R$5.000,00 (cinco mil reais) ao SEPE para atender às famílias de professores que ficaram sem o salário para seu sustento ao receberem contra-cheques zerados da Prefeitura do RJ, simplesmente por terem participado de greve justa por melhores condições de trabalho.

O Sindipetro-RJ reafirma seu compromisso com a democracia e com a defesa intransigente dos trabalhadores. Vamos continuar na luta pelo fim dos leilões e pela Petrobrás 100% Estatal e Pública.

Diferente do que fala a matéria, também vale destacar que a violência no ato contra o leilão de Libra partiu da força policial. Temos toda a manifestação gravada e nos colocamos a disposição para comprovar essa grande inverdade da matéria.

O Sindipetro-RJ está estudando, junto ao seu departamento jurídico, uma ação contra O Globo que deu um péssimo exemplo de jornalismo ao publicar matéria baseada em inverdades e sem ouvir a versão dos fatos do alvo de seu ataque, neste caso, nós do Sindipetro-RJ.

Emanuel Cancella
Secretário Geral do Sindipetro-RJ
Federação Nacional dos Petroleiros


Comentário:


E eu que pensava que um sindicato tivesse por escopo os interesses da categoria e que, somente nesse sentido - salvo nobilíssimas exceções - seriam apoiados por seus afiliados seus esforços e, principalmente, despesas. De fato, o Secretário Geral do Sindipetro-RJ está certo quanto à inexistência de proibição legal para as doações feitas. Resta saber se, de fato, os funcionários representados pelo sindicato concordam com as teses defendidas pela gestão do órgão. Caso a mesma "chapa" e as mesmas bandeiras sejam reeleitos, é sinal que sim e que a democracia corre, de fato, sério risco no Brasil. Afinal, em que pese o discurso do secretário do Sindipetro, se há algo completamente fora do ideário da maioria dos movimentos citados, seriam as regras democráticas. Em recente artigo, o Jurista Ives Gandra lembra sobre como a Itália de Mussolini, a Alemanha de Hitler, a Cuba de Fidel, a Venezuela de Chávez e diversos outros tristes exemplos experimentaram o quanto um povo pode ser manipulado por poderes executivos fortes - capazes de colocar sob suas rédeas o legislativo e o judiciário e transformá-los em meros instrumentos de legalização de sistemas autoritários.

sexta-feira, 18 de julho de 2014

Toda notícia, claramente ou bem lá no fundo, atende a determinados interesses - alguns inconfessáveis!

O "Congresso em Foco" tem realizado um grande esforço no sentido de destacar o custo diário do Congresso, em especial o total do valor a ser despendido durante o "recesso branco" daquela casa até as eleições.

Ora, em que pesem as mazelas de nosso congresso e o despreparo, a má-fé e outros defeitos graves que lhes possam ser atribuídos, a desmoralização do Parlamento somente atende aos interesses de quem pretende seu fechamento ou sua anulação - com a criação e o estímulo a mecanismos de "democracia direta" aos moldes bolivarianos ou chavistas.

É óbvio que o bom jornalismo pode - e deve - apontar falhas e problemas! Entretanto. sob pena de tornar-se mais uma ferramenta de manipulação da opinião pública em favor de quem jamais pretendeu a democracia ou não reconhece sua importância, seu trabalho deve ser imparcial e sua visão deve enxergar todas as cores.

No sentido desse entendimento, enviei a seguinte mensagem ao "Congresso em Foco":

Muito útil para a consciência política nacional fazer campanha informando o gasto de quase 230 milhões com o Congresso em recesso. Melhor e mais direto seria defender logo o fechamento do parlamento - já que a desmoralização pretendida com a campanha referida pode não surtir efeito tão rápido e impedir a instalação da tão sonhada (pelos democráticos comunistas) democracia direta objeto do esforço incansável do PT.
Triste é constatar que o senso aguçado do jornalismo político nacional ignora o alinhamento do governo e dos políticos "bem avaliados" de congresso em foco com ditaduras e terroristas.
Não sou hipócrita e, como muitos brasileiros, tenho consciência das mazelas do congresso brasileiro. Nesse sentido, gostaria de ver um jornalismo político responsável cobrando nossos representantes - mas fazendo igual papel em relação aos demais poderes e, com especial firmeza, contra aqueles que, abertamente, têm como meta a destruição da democracia.

quinta-feira, 10 de julho de 2014

O EXÉRCITO DE SEMPRE


PENSAMENTO DO CLUBE MILITAR
O EXÉRCITO DE SEMPRE

Em entrevista à jornalista Miriam Leitão, publicada em 28 de junho no jornal O Globo, o Ministro da Defesa, Celso Amorim, volta a apresentar uma de suas teses preferidas para enfraquecer e dividir o Exército: separar os militares de hoje dos militares de ontem, os jovens dos velhos, os trogloditas dos jovens que são prejudicados pelos erros do passado e que devem, é claro, renegá-los para seguirem livres no novo Exército.
Tratando-se, entrevistado e jornalista, de conhecidos propagandistas das ideias socialistas, não surpreende que perguntas e respostas concordem, num joguinho visivelmente combinado, procurando vender, mais uma vez, a velha tese comunista de que um novo mundo é possível, desde que sob o domínio das teses esquerdistas.
Partem, também, da mentira de que o Brasil deseja adotar o ideal socialista, cujo modelo de maior sucesso atual (até quando?) é o lulopetismo corrupto e mentiroso. Este pressuposto não é nem mesmo discutido, é premissa básica do discurso.
Na novilíngua gramscista, esquerdista significa progressista, democrata. Direitistas, liberais, esses são retrógrados, ultrapassados e lutam para impedir o progresso do país, que só será possível sob o domínio do partido único de seus sonhos, com a imprensa e os demais poderes da República dominados e totalmente controlados. Será que ninguém olha para o mundo e vê que países progrediram, enriqueceram e praticam a verdadeira justiça social? Algum deles é comunista?
Para atingir esse controle total pelo partido, é necessário vencer as “trincheiras da burguesia”: o Judiciário, o Congresso, o Executivo (governo), os Partidos Políticos burgueses, as Forças Armadas, o Aparelho Policial, a Igreja Católica e o Sistema Econômico Capitalista. Em próximo artigo, trataremos do assunto com mais detalhe, estudando como Gramsci ensina a derrubar essas “trincheiras” e como suas lições estão sendo aplicadas no Brasil.
O Ministro Amorim comenta, como avanços conseguidos, o fato de o Exército não mais comemorar oficialmente o 31 de março e a introdução do Ministro da Defesa na cadeia de comando das Forças Armadas. Poucos países assim procedem. No modelo norte-americano, que é aproximadamente seguido pelo nosso MD, a função política do Secretário de Defesa não se confunde com a cadeia de comando militar operacional, executado pela Junta de Chefes de Estado-Maior. Aqui, propositadamente, misturamos tudo, com a desculpa de controle do poder militar pelo poder político. Quanto mais confusa for a cadeia de comando, com a introdução desnecessária de leigos no topo da mesma, mais difícil será conseguir qualquer tipo de decisão que interesse ao bom preparo e emprego das forças.
O interessante é que essa necessidade existe apenas no que se refere à função Defesa Nacional. Apenas neste caso os profissionais da área, que estudaram, praticaram e dedicaram sua vida ao assunto, estão impedidos de chefiar o Ministério correspondente. É como se os médicos não pudessem ser Ministros da Saúde; os professores, da Educação; engenheiros, dos Transportes; advogados, da Justiça. Ninguém duvida de que o profissional experiente do ramo é o mais qualificado para comandar as políticas de governo da área. Tal não se aplica à Defesa Nacional, no Brasil. Um leigo, que nunca se preocupou ou ao menos pensou no assunto, de repente é nomeado Ministro da Defesa e começa a legislar sobre o que não conhece e, muitas vezes, despreza; para completar, passa a fazer parte do topo da cadeia de comando. Duvido que dê certo, principalmente em caso de operações de combate, onde o convite ao desastre é evidente.
O Ministro e a repórter concluem que o que as Forças Armadas têm feito de mais importante tem sido a segurança da Copa, as operações tipo polícia na Maré e no Alemão, o socorro aos flagelados em secas e enchentes, coisas que sempre foram feitas, não são novidades.
É o mesmo Exército de sempre. O povo sabe disso. As pesquisas de opinião de antes, durante e depois do Movimento de 1964 sempre colocaram o Exército no alto das instituições mais respeitadas e admiradas pelos brasileiros.
A novidade é a promoção de distúrbios e manifestações por órgãos e partidos do governo, em estados governados por opositores.
A novidade é a banalização do emprego das Forças Armadas em operações de GLO – garantia da lei e da ordem – sem que o governo estadual tenha esgotado seus meios de manutenção da ordem pública, como é seu dever.
E o perigo resultante dessa banalização é o risco sempre presente de que um incidente fatal venha a ocorrer, para confirmar o despreparo, a brutalidade e a falta de confiabilidade das forças federais para esse trabalho. Ou para qualquer outro.
No entanto, o governo federal não hesita em empregar prematuramente o instrumento mais potente e violento de que dispõe, seu braço armado, a última razão dos reis – ultima ratio regis – para obter resultados que são obrigação dos estados. Se você empregar lutadores de MMA para controlar a disciplina no recreio das escolas, corre o risco de colher resultados indesejados. E os culpados não serão os atletas.
Volta-se, ainda, ao velho choro do pedido de desculpas por parte dos militares. O Estado, patrão dos militares, já pediu desculpas, distribuiu perdões, pagou e paga indenizações que já ultrapassam quatro bilhões de reais aos “perseguidos políticos” e o Exército ainda deve desculpas? Não as devem os terroristas e guerrilheiros assassinos, que tentaram implantar um regime ditatorial comunista no país, pela força, e espalharam mortos e feridos pelo país, em nome de seus ideais? Os mortos e feridos comunistas têm maior valor moral ou de mercado do que os que defendiam a democracia? Quem ainda acredita que os guerrilheiros das décadas de 60 e 70 lutavam pela democracia? Pela democracia cubana?
Finalmente, a cereja do bolo: é um absurdo que escolas militares não adotem livros de História aprovados oficialmente pelo MEC. O absurdo, amigos, é que o MEC indique livros que revisam a história sob o enfoque comunista, reescrevendo nosso passado e fazendo uma lavagem cerebral em nossos estudantes, do fundamental ao superior. E ninguém acha isso errado, apenas o oposto o é.
Neste ponto, diria Gramsci, já atingimos o “senso comum modificado”. Em breve veremos o que é isso.
Gen Clovis Purper Bandeira – Assessor especial do presidente do Clube Militar



terça-feira, 8 de julho de 2014

Brasil 1 X Alemanha 7

Há poucos dias, em determinado canal de Televisão, um comentarista convidado, cuja notoriedade decorre de sua condição de ex-jogador, ante vitória do Brasil em uma das partidas da copa, manifestou sua contaminação ideológica ao citar aquele êxito esportivo momentâneo como algo que o povo brasileiro seria merecedor após haver passado por tanto sofrimento por anos de "ditadura militar"???!!! Passados alguns dias da pérola anterior, outro atleta manifestou, em face de derrota em partida da mesma copa, de forma sincera e ingênua, que sonhava em propiciar alguma alegria a "este povo tão sofredor"... Os comentários refletem a triste e comum confusão, presente no inconsciente de boa parte dos brasileiros, sobre o que seja, de fato, o sucesso e, o mais grave, a mistura sobre esporte e política, entre valores duradouros e episódios transitórios, efêmeros. Infelizmente, o problema decorre do fato de que prevalece aqui a percepção do sucesso como consequência da sorte, da identificação de um jeito novo de fazer algo, de mera criatividade divorciada do trabalho, da presença de fatores que diminuam a gravidade dos obstáculos... Como se a roda do destino fosse a única variável a conduzir os destinos. A seleção da Alemanha, ao derrotar a do Brasil por sete a um pode ensinar algo muito mais valioso ao povo brasileiro... Lição mais honesta que o discurso do comentarista ou mais útil que o sonho do jogador! Quem esteja realmente atento aos fatos, em especial ao histórico de preparação da seleção alemã e a atitude de seriedade com que o assunto futebol – e qualquer outro - é encarado naquele país. Ocorre que o sucesso de qualquer empreendimento – em que pese a inexorável presença de fatores cujo significado, finalidade e controle escapam aos seres humanos, os quais devem ser aceitos com serenidade, sem regozijo excessivo ou atitudes de revolta – decorre, basicamente, de esforço, perseverança e preparo responsável. Não há fundamento na alegação de que qualquer pessoa esteja preparada ou seja capaz de conduzir qualquer empreitada ou discutir qualquer assunto. Isto é coisa para irresponsáveis, para loucos – e desgraçado será, mais cedo ou mais tarde, o destino daqueles que acreditam em tais aventureiros. Quem sonha melhorar a vida de seu semelhante, de sua sociedade, deve trabalhar, seriamente e com honesto propósito, no sentido de melhorar a própria vida. O crescimento de uma sociedade se dá pelo crescimento de seus integrantes e, nessa trajetória, é mentira que aqueles melhor sucedidos atinjam tal resultado mediante a exploração dos demais. Na verdade, quem cresce sempre leva outros consigo – basta pesquisar a história de empresas e países. E para evitar abusos, desrespeito e injustiças, existe o Poder Judiciário. E atenção, durante a pesquisa, cuidado com a análise superficial de fatos! Como exemplo de equívoco grave, repetidamente cometido, pode ser citado o exemplo da Suécia como regime socialista que provê saúde, educação, emprego e dignidade a todos e que seu exemplo poderia dar certo em muitos outros países. Os erros de tal discurso são muitos. O principal deles consiste na omissão sobre como atingiu a Suécia seu sucesso econômico – motor de tantos avanços. Lá, como em qualquer outro lugar do planeta, a pujança da economia se baseia no empreendedorismo, em inúmeras empresas mundialmente conhecidas que nasceram de capitalistas suecos – e não de conselhos ou “soviets”. Na sequência, devem ser citados a importância dada à educação e, até mesmo, a densidade populacional. Se ao final de refletir sobre estas palavras, o sucesso no futebol ainda estiver situado como prioridade, basta seguir os ensinamentos colhidos na pesquisa... Nem que seja, apenas, no que se refere ao estudo de caso da seleção alemã!

quinta-feira, 3 de julho de 2014

Lula explica, com clareza e fundamento precisos, os motivos da desclassificação da Inglaterra na Copa!

Comentário que acrescentaria: Antes de tomar o molusco por um imbecil completo, lembre-se de que o preparado povo brasileiro votou nele por duas vezes e, na sequência, em um poste completamente desconhecido indicado pelo mesmo - sem considerar a possibilidade (assustadora) de que o mesmo poste seja, também, eleito uma segunda vez... Assim, não ria do discurso populista e ridículo do maior artista nunca antes visto na história deste país - ria de você mesmo, que já foi (e segue sendo) governado e representado por tamanho fenômeno que mistura ignorância, despreparo, falta de caráter e oportunismo! Mas há um consolo, como havia naquela velha piada referente ao filho que perguntava ao pai sobre o que seria "compensação"... Tal consolo reside no fato de que o referido câncer da história recente brasileira, verdadeira "excrescência" política, recebeu títulos e homenagens em várias instituições nacionais e internacionais tidas como extremamente sérias. Afinal, se o fenômeno "Hitler" surgiu em uma sociedade intelectualmente privilegiada e das mais adiantadas cientificamente de seu tempo, não há como não aceitar que o Brasil de Macunaíma não produza, também, uma aberração sagrada para idolatrar... Assista no link: https://www.youtube.com/watch?v=PiibR-98gnQ