Corretíssimas as declarações do ministro da Justiça desta terça-feira, 05 de novembro, no sentido de que a espionagem praticada pelo Brasil e aquela que, segundo denúncias, é feita pelos Estados Unidos, são “completamente diferentes”.
Afinal, dois grandes aspectos as distinguem de modo fundamental. A primeira delas, e irrelevante sob a perspectiva petista, diz respeito aos recursos despendidos pelos EUA para a obtenção de informações e sua capacidade de tratamento dos dados obtidos. A segunda, esta sim importante e capaz de permitir a afirmativa do ministro, se refere ao direito natural dos governos de esquerda de fazerem tudo aquilo que condenam nos países ditos capitalistas ou, ainda melhor, imperialistas.
Assim, a espionagem brasileira seria inequivocamente correta e ética e a dos Estados Unidos um desrespeito entre nações.
Aliás, os critérios que orientam a politica externa do governo brasileiro têm sido peculiares ultimamente. Assim, enquanto um político de oposição a um governo totalitário amigo não pode receber asilo político no Brasil, um terrorista condenado pelo governo italiano e pela corte europeia é recebido de braços abertos.
No mesmo sentido, o mesmo Brasil - que repudia a entrada no Brasil de um dissidente boliviano, em conluio com a Venezuela de Hugo Chávez, assume o risco de provocar uma guerra civil em Honduras ao promover o retorno ilegal e conceder um asilo nada discreto ao ex-presidente deposto do país - tão somente pelo fato de que o mesmo pretendia instalar, naquele país, mais um regime totalitário amigo e bolivariano.
Seguindo a mesma linha de (in)coerencia da quadrilha do foro de São Paulo, tratou o governo brasileiro, quando da visita do grande jardineiro à Cuba, de ignorar a condição dos presos políticos daquele maravilhoso paraíso exportador de médicos e náufragos fugitivos - fato compatível com a devolução dos atletas cubanos que, ingênuos, tentaram fugir da ditadura dos irmãos Castro pedindo asilo aos discípulos do próprio diabo.
Alguém ainda duvida da diferença entre os nossos espiões e os deles?
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