Diversas mensagens
circulam na internet buscando a indignação dos brasileiros ante as
aposentadorias dos Deputados. De fato, não há sentido na aposentadoria de
Deputados - e tanto é assim que, desde 1997, tal não ocorre mais da forma como
alguns mal intencionados divulgam maliciosamente (alguma semelhança com as
estratégias preconizadas pelo gramscismo???)
Na verdade, as regras
para aposentadoria dos deputados foram alteradas em 1997, com a extinção do
Instituto de Previdência dos Congressistas. O atual Plano de Seguridade Social
dos Congressistas (LEI 9.506/97) é semelhante às regras previdenciárias do
servidor público federal e, para o recebimento integral dos proventos, exige 35
anos de contribuição e 60 anos de idade para concessão de aposentadoria, sem
fazer distinção entre homens e mulheres.
A lei prevê
aposentadoria com proventos proporcionais ao tempo de mandato. Nesse caso, os
proventos serão calculados à razão de 1/35 (um trinta e cinco avos) por ano de
mandato. No entanto, é obrigatório preencher os requisitos de 35 anos de
contribuição e 60 anos de idade.
O parlamentar não pode
acumular aposentadorias, independentemente de ter contribuído para o serviço
público ou para o privado (INSS). Se a contribuição ao INSS somar 23 anos e a
contribuição ao PSSC for de 12 anos, a aposentadoria será concedida, mas no
percentual de 12/35 do subsídio parlamentar. O mesmo vale nos casos de
contribuição para o serviço público.
O benefício é suspenso
quando o deputado aposentado volta a exercer qualquer mandato eletivo federal,
municipal ou estadual. Vale lembrar que há aqueles já os aposentados do extinto
Instituto de Previdência dos Congressistas ou que tenham direitos adquiridos
nesse sentido. Estes só não podem acumular a aposentadoria com mandato
legislativo federal.
Antes de 1997, era
permitida a pensão proporcional ao parlamentar, após 8 anos de contribuição e
50 anos de idade, no percentual de 26% do subsídio parlamentar. O salário
integral era devido depois de 30 anos de mandato.
Vale destacar que os
proventos (salários) pagos aos parlamentares, atualmente, situam-se na casa de 26
mil reais.
Para despertar, ainda
mais, a curiosidade de alguns, sobre as mentiras divulgadas sobre este e outros
temas, gostaria de apresentar algumas reflexões - como forma de cutucar
inteligências adormecidas.
- Não há dúvidas de que,
entre os parlamentares, há homens de caráter altamente questionável e, mesmo
criminosos. Isto ocorre em face de que os representantes ali aboletados não
vieram de marte - mas da sociedade brasileira e, o que é pior, em sua maioria,
hoje, ligados ao PT. Graças a Deus que ainda não seja possível ao PT importar
congressistas cubanos ou venezuelanos! Fica portanto, o primeiro questionamento:
De que forma o atual sistema poderia ser substituído, mantida a democracia (a verdadeira,
não a dos comunistas!)? Ou, sob outro ângulo, existe, no mundo livre, alguma
Nação que tenha logrado suprimir, com êxito, o parlamento livre como
forma de representação da sociedade?
- A quem interessaria
desmoralizar os Poderes Legislativo e Judiciário? Ora, obviamente ao mais
poderoso dos três Poderes - e único ocupado por um grupo com sonhos de
autoritarismo. De lembrar que, em virtude dos poderes que concentra, o
Executivo acaba por controlar, em maior ou menor grau, o Legislativo e o
Judiciário, seja mediante indicações, mediante a reserva de iniciativas
legislativas ou poder de veto - sem falar no controle da chave do cofrinho da
viúva. Sonha o foro de São Paulo convencer à sociedade, tal qual o fez Hugo
Chávez, sobre a podridão ou inutilidade do Legislativo. Assim estará
escancarada a porta para a tão defendida (pela esquerda, ou seja, pelos
comunistas disfarçados de socialistas e progressistas) democracia direta e para
maiores poderes para o chefe do executivo (conheça as leis habilitantes da
Venezuela, sonho de adulto das Medidas Provisórias brasileiras a povoar a
cabeça do PT).
Quem tiver curiosidade
sobre tais temas deve empenhar-se por ler o novo livro de Rodrigo Constantino intitulado
"A Esquerda Caviar". Vale, ainda a indicação do mais novo best seller
de Olavo de Carvalho "O mínimo que você precisa saber para não ser um
idiota" -coletânea de artigos de mais de 600 páginas e que, de fato, pode
atuar como um anteparo à proganda macia e falaciosa de intelectuais, artistas,
políticos e jornalistas.
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