Pontos de vista sobre a Política e sobre o papel de cada um em face de seu exercício. Particularmente, este espaço buscará abordar a percepção do autor sobre o papel dos militares e de segmentos liberais ante as ameaças de totalitarismo socialista em curso no Brasil.

quinta-feira, 14 de novembro de 2013

O Que Temer e o Que Fazer...

Não tenho grandes preocupações com muitas das ações dos velhos terroristas e criminosos, hoje governo, no sentido da realização de seu jamais esquecido sonho de um regime totalitário comunista no Brasil. Significa dizer que não temo, como seria previsível, os esforços no sentido do controle da imprensa; as tentativas de controle da internet mediante um simpático marco regulatório; a glamourização dos bandidos, como "blac blocks" e traficantes tornados em romanticos defensores de direitos ou astros das passarelas; a divisão da sociedade em pretos e brancos, como não houvesse tantos matizes e tanta mistura saudável ou, mesmo, a exploração da sexualidade, mediante a vitimização daqueles que fogem ao comportamento da maioria e cuja condição de minoria é usada como bandeira de confrontação de valores socialmente estabelecidos. Sequer temo pela compra de votos travestida em programas assistencialistas e populistas, sem compromisso real com os assistidos - como tantas bolsas e, recentemente, a exploração do trabalho dos novos escravos, agora médicos, comprados de Cuba. E que motivos teria para não temer estes e outros artifícios dos integrantes do foro de São Paulo? A resposta é simples: tais esforços, invariavelmente, partem da premissa básica dos comunistas, qual seja, a de que é possível construir algo simplesmente destruindo. Têm fundamento no erro de não reconhecer o mérito, o esforço individual, o empreendedorismo e o sonho de crescimento como únicos instrumentos de mobilidade social, de progresso individual e coletivo. Destruídas as estruturas de produção; após a evasão de todo o capital, como ocorreu na Venezuela; quem manteria a boa vida dos grandes líderes e seus hábitos bem capitalistas? E como seguir alimentando a chusma de preguiçosos e oportunistas, inclusive grupos de comunição e artistas, que hoje vivem - e muitos nababescamente - dos privilégios do governo? Descoberto o engodo, todos, bolsistas, cotistas, artistas, intelectuais e jornalistas vendidos, funcionários de televisões, cujo único ponto comum com a população que sempre exploraram será, então, o desemprego, entenderão o engodo do qual participaram e foram vítimas. E, nesse ponto, o quadro passaria a ser revertido. Por outro lado, tenho medo do que escapa à percepção da maioria e conta com a defesa, inclusive, de liberais idealistas, como a aprovação do voto facultativo e distrital. E o haveria de negativo em tais avanços? Absurda e duramente simples: Com o voto facultativo, nas eleições, teríamos o comparecimento maciço dos militantes de esquerda às urnas e um belo feriado de praia, filmes e boteco para um sem número de pessoas que acreditam que não paira qualquer perigo sobre suas cabeças. Pela mesma lógica, aprovado o voto distrital, quem poderia concorrer com candidatos apoiados por tantas "bolsas" e prefeitos cooptados por recursos da união? Haveria espaço, nesse cenário, para candidatos alicerçados em opiniões e princípios? Ante tais hipóteses, a reversão do quadro seria mais difícil - em face do total aparelhamento da máquina política. De qualquer modo, temer isto ou aquilo pouco adianta... O futuro já bate à porta e discussões teóricas, muito breve, perderão o sentido e a oportunidade. Vale mesmo é juntar bastante papel higiênico - primeiro produto de verdadeira necessidade a faltar na Venezuela.

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