Nos últimos dias,os desdobramentos do escândalo relacionado à corrupção no GDF ocupou os principais espaços do noticiário. O ápice do episódio, até este momento, fica por conta da prisão de Arruda.
Qual o especial motivo que provocou tamanho interesse da imprensa e da sociedade pela sujeira do Distrito Federal? Certamente, terá sido pelo inusitado fato de que, por força das inúmeras trapalhadas da quadrilha e, quem sabe, em face de algum esforço a mais dos responsáveis pelo processo de apuração, a despeito das tentativas de blindagem política, os delitos parecem não caminharem para a impunidade de sempre.
Afinal, em que pese a pouca memória do povo e da mídia, foram incontáveis os escândalos que permearam a história recente do Brasil, com especial ênfase para o atual governo federal. Assassinatos de políticos, desvio de recursos, utilização indevida e criminosa de cartões corporativos, compras de votos... Enfim, um oceano de lama – investigado até a profundidade de uma lâmina d’água. Sem contar os prejuízos à Nação decorrentes de uma política externa incompetente, ou mal intencionada, como a crise envolvendo a Petrobrás e a Bolívia e, posteriormente, envolvendo o mesmo vizinho e o gás combustível.
Foram erros e investimentos estratégicos fabulosos e, para um país sério, imperdoáveis. Resta saber se os recursos “perdidos” não foram, ardilosamente, desviados ao financiamento de algum projeto de perpetuação no poder.
Afinal, segundo o próprio Presidente, este é um país de “fenômenos”. Aqui, um cidadão pode enriquecer do dia para a noite, ou melhor, durante o período de um único mandato político, sem que qualquer suspeita seja levantada pela mídia ou pela Receita.
De uma coisa é possível que se tenha certeza. Caso os escândalos, já ocorridos ou futuros, venham a afetar à família presidencial – como no caso de Arruda – pelo menos a cidadania italiana já foi assegurada, por D. Marisa, para todos os filhos do casal. E, afinal, parece que o Brasil concedeu asilo político a um criminoso comum daquelas bandas, o assassino Batisti. Nesse caso, não doeria nada aos simpatizantes de Batisti na Itália negociarem asilo a meros criminosos de colarinho branco brasileiros.
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Há 5 anos
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