Pontos de vista sobre a Política e sobre o papel de cada um em face de seu exercício. Particularmente, este espaço buscará abordar a percepção do autor sobre o papel dos militares e de segmentos liberais ante as ameaças de totalitarismo socialista em curso no Brasil.

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Nosso Astronauta

Nunca tive grande proximidade com nosso astronauta. Apesar disso, sinto-me obrigado a dizer algo sobre o mesmo em razão de injustas críticas que, eventualmente, lhe são dirigidas.
Há quem entenda que Marcos Pontes não devesse ter deixado as fileiras da Aeronáutica. Pensamento simplório, somente passível de encontrar espaço entre pessoas que não conheçam a vida militar e os critérios de promoção e permanência no serviço ativo. Em face do longo tempo dedicado aos estudos, grande parte dele no exterior, deixou o mesmo de efetuar cursos de carreira com momento certo para serem enfrentados. Em que pese seus feitos, as normas e regulamentos militares, sabiamente, não podem ser amoldados a situações pessoais e, assim, ficaria o astronauta, caso permanecesse na ativa, impedido de ascender na carreira.
A partir de sua saída, muitas outras acusações foram feitas, sempre sem que fossem considerados os argumentos do excepcional e idealista ser humano que é Marcus Pontes - conforme afirmação unânime daqueles que participam de seu convívio.
Assim, por qual motivo, ao invés de tentar destruir um homem e seus méritos, não destacar suas virtudes - como dedicação, inteligência e firmeza de propósitos?
Reconhecer seu valor não significa diminuir o valor da instituição que o abrigou e permitiu o crescimento de suas asas. Ao contrário, destaca o brilho de ambos.
Quem sabe, um dia, nosso astronauta possa fazer vôos ainda mais altos, representando sua Força Aérea e o segmento militar no Congresso Nacional? Para isso, certamente, será necessário o apoio de todos aqueles capazes de compreender que tal empreendimento não consistiria em mera busca de vantagem pessoal - mas a conquista de um objetivo fundamental no atual momento político. Quem pensa diferente, imagino, talvez prefira ouvir os pronunciamentos de antigos inimigos da democracia, ladrões e criminosos - ou de viver à sombra de sua vontade.

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