Em muitas ocasiões, especialmente quando entre militares da ativa ou inativos, são escutadas palavras de descrédito quanto aos políticos e à atividade política.
De fato, uma análise da conduta de muitos de nossos homens públicos é de fazer corar aos mais impassíveis observadores e, por outro lado, a atividade política parece haver deixado de revestir-se do ideal de aperfeiçoamento da sociedade e melhoria para a qualidade de vida do povo.
Como contrapartida, militares, e muitos cidadãos bem intencionados, idealistas e movidos pelo patriotismo, entendido como a mais pura e desinteressada atitude de amor, dedicação e esforço na defesa das aspirações da Nação brasileira, sentem-se constrangidos em participar de uma atividade que, muitas vezes, se confunde com troca de favores, conchavos e como trampolim para o enriquecimento fácil – quando não associada a propósitos ainda mais graves e obscuros.
Assim, fica criado um impasse aparentemente intransponível e extremamente prejudicial ao país, representado pelo afastamento, da vida política, de muitos brasileiros cuja contribuição poderia ser representativa para a condução dos destinos da Pátria.
Brasileiros que acreditam que o Brasil mereça crescer e assegurar, a todos os seus filhos, os benefícios de sua riqueza, a liberdade e a expectativa de um futuro onde prevaleça a justiça social – mas sob o alicerce da justa distribuição dos bens produzidos em respeito ao participação de cada um no esforço nacional – sentem-se desanimados, vencidos pelo conceito de um Estado que distribui graciosamente vantagens e que confisca da produção para distribuir a ociosos.
Em que pese tantos problemas e diferenças de percepção, o instrumento que vem permitindo, dia a dia, a destruição da democracia e o surgimento de uma nova ditadura tem origem na atividade política e no voto. O Congresso Nacional possui mais de cinco centenas de cadeiras para Deputados e quase uma centena delas reservadas a Senadores. Certamente, nenhuma delas permanecerá, jamais, desocupada. Afastando-se desses espaços os homens honestos e de boa índole, deles lançarão mão aqueles desprovidos de caráter, fracos e capazes de qualquer aventura para a conquista e manutenção do poder.
É bem simples, ou o cidadão participa da política ou se sujeita a ser governado por quem quer que seja – segundo regras e percepções da verdade, muitas vezes equivocadas ou divorciadas dos princípios da justiça e da honestidade.
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Há 5 anos
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