É certo que o projeto de poder que hoje comanda o país foi, estrategicamente, muito bem planejado e está sendo conduzido com maestria. Recursos quase inesgotáveis, capazes de suportar as campanhas e, inclusive, de manter a abastança das lideranças do partido, já foram e seguem sendo obtidos a qualquer custo - sem que a sociedade, a imprensa, os tribunais ou qualquer outro segmento nacional levante suspeitas ou sinalize com medidas capazes de ressarcir aos cofres públicos ou punir responsáveis.
O incontável número de colaboradores infiltrados na máquina pública e sindicatos, em todos os níveis, além da complementação dos recursos financeiros que suportam o projeto de perpetuação de governo, oferecem a base de informações necessárias à tomada de decisões e ao exercício do controle político e ideológico.
A primorosa formação político-partidária, com forte substrato ideológico, promovida a partir de tenra idade nas escolinhas mantidas pelo PT fornece a massa crítica política da qual são extraídas, eventualmente, potenciais lideranças.
Os miseráveis, tratados de forma a que sejam providas suas necessidades mais elementares e sua dependência de programas "sociais" que assegurem sua incapacidade de crescimento, fornecem os votos necessários à sustentação "democrática" do plano.
Políticos corruptos ou comprometidos ideologicamente com correntes ultrapassadas, mediante a troca de favores e a perspectiva de enriquecimento fácil, contribuem, decisivamente, para enganar a sociedade e distorcer a história - disfarçando aquilo que realmente ocorre.
O judiciário, em nome da manutenção de privilégios, se mantém a uma distância prudente de tudo - fazendo com que, desde a escancarada compra de votos até os mais terríveis escândalos, tudo fique impune.
Os mecanismos de fiscalização das leis e os aparelhos de defesa do Estado, igualmente infiltrados e coagidos, não conseguem atuar.
Então, teriam, ainda, aqueles que controlam o Brasil algo a temer? De fato, nada como a observação da história. Sua análise mostra que, em algum momento, provarão de seu próprio veneno e poder. Afinal, onde foram parar as cabeças dos déspotas franceses? E lá, como aqui, o povo não lia jornais ou acompanhava os acontecimentos mediante a rede mundial de computadores.
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Há 5 anos
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