Lula se encontra, pela terceira vez, em visita oficial a Cuba. Na oportunidade, que coincide com a morte, já esperada, de um dos duzentos presos políticos do paradisíaco paraíso de Fidel e Raul Castro, o estadista brasileiro, deixando de lado o incômodo detalhe que provocou protestos em todo o mundo (exceto, obviamente, nos aliados democratas do Brasil, como Venezuela e Irã), visitou investimentos que já atingem a soma de 1 bilhão de dólares na ilha dos sonhos da esquerda brasileira. Pena que, dentre os escândalos havidos nos últimos anos, nenhum desvio tenha sido destinado à construção de um nababesco condomínio para onde os antigos guerrilheiros e atuais Ministros (e seu líder) pretendam mudar-se após 2010. Nesse caso, certamente, a sociedade aceitaria o desfalque como um mal necessário e festejaria a perda – que seria largamente compensada pela alegria e benefícios de tão sonhada ausência.
Enquanto a turma de defensores das minorias se intoxicava com boa comida, caros vinhos e deliciosos charutos (no caso, nacionais), na vizinha Venezuela, Hugo Chávez era citado pela OEA e pela Anistia Internacional em relatórios que situam o país como desrespeitador dos direitos humanos. Segundo os documentos, ali não mais existe a independência entre os poderes e, sob a batuta do grande aliado de Lula e Marco Aurélio Garcia, a Venezuela caminha a passos largos para o totalitarismo. Nesse ponto, efetivamente, as avaliações da OEA são equivocadas – afinal, que mais faltaria para que a Venezuela seja definida, já neste momento, como uma ditadura estabelecida?
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Há 5 anos
Cada dia mais fico indignado quando vejo o presidente concordar com as declarações absurdas do "democrata" Raúl Castro, quando este afirmou, com orgulho, que não há liberdade de expressão em Cuba.
ResponderExcluirPior, afirmou, irritado, que não se encontrou com dissidentes cubanos porque eles não pediram. Francamente.
Pela morte de um dissidente, que ficou 85 dias em greve de fome, teve a blasfêmia de culpar o pobre coitado, pois entendeu ser um absurdo uma pessoa "se permitir morrer por greve de fome".
Quem é pior? Aquele que dá uma declaração infeliz como esta ou o que acusa, com sarcasmo, os Estados Unidos pela morte? Foi assassinato!
Ao dizer que as pessoas "precisam parar com o hábito de fazerem carta, guardarem para si, e depois dizerem que mandaram para os outros", nosso presidente dá provas de que não se importa. A carta pode até não ter chegado, mas ele tinha - e sempre teve - pleno conhecimento do que ocorre naquela ilha; e apóia totalmente.