Divulgados os resultados das eleições presidenciais, diversas preocupações e dúvidas povoam as cabeças de um grande número de brasileiros.
A primeira delas, diz respeito ao aparente sucesso do esforço governista de divisão da nação mediante artifícios historicamente conhecidos, já experimentados em outros países onde foram implantados sistemas autoritários comunistas. Nesse caso, a preocupação reside, especialmente, na falta de percepção da sociedade quanto às mentiras e truques - criminosos alguns - utilizados para atingir tal objetivo. A cegueira verificada permite antever grave ameaça à democracia e um avanço acentuado do Estado contra as liberdades e garantias individuais em nome de medidas populistas e voltadas, tão somente, à concentração do poder nas mãos do PT.
Tão grande o processo de alienação vivido pelos brasileiros, que não foram levantadas quaisquer dúvidas pelo Congresso, pelo Judiciário, Ministério Público, ou mesmo pela mídia, quanto à hipótese de fraude no processo de apuração das urnas eletrônicas - ante as idas e vindas das pesquisas, a estreita margem da vantagem experimentada pelo candidato vencedor e considerada a imensa diversidade de cenários onde o processo eleitoral ocorreu.
Preocupa o fato de que, ante tantas dificuldades pelas quais passam os brasileiros, imediatamente após a divulgação oficial do resultado das urnas, tenham sido as primeiras palavras da presidente reeleita referentes à realização de plebiscito destinado à implantação de sua obstinada proposta de reforma política - de forma completamente apartada do projeto de reforma já existente no parlamento e claramente focada na perpetuação do poder.
Traz tristeza a constatação de que os modelos elogiados pelos socialistas que pretendem "mudar" o Brasil somente tenham logrado, onde implantados, a fuga do capital, a escassez de produtos, o radicalismo ideológico - em resumo, o atraso.
Assusta a percepção da candidata vencedora de que o resultado obtido - se é que não foi resultado de fraude, já que este é o único país onde não é possível uma recontagem - seria fundamentado no acerto das políticas de governo levadas à cabo. Tornou-se perfeitamente normal que criminosos condenados viessem a considerar suas penas como retaliação política e que escândalos de proporções nunca antes imaginadas na história deste país fossem minimizados, abafados, ignorados... ou mesmo premiados!
Impressiona que as pessoas acreditem em taxas de crescimento manipuladas, quando é sabido que os programas sociais (assistencialistas), segundo os números divulgados pela candidata em campanha, atingem a 50 milhões de brasileiros... Ora, se a taxa de desemprego situa-se em torno de 5%, qual o motivo para tamanha abrangência? Ademais, como ignorar que tais instrumentos, já identificados pelo próprio ex-presidente Lula como "eleitoreiros" e voltados à "compra" de votos, apenas em face de sua gestão pelo PT, tenham perdido tal finalidade - em particular quando foram incrementados e apartados de qualquer compromisso com a sustentabilidade dos programas?
Resta, agora, apenas aguardar o óbvio para, então, tentar fazer alguma coisa! Absurdo? Não... Vontade da sociedade!
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