segunda-feira, 23 de junho de 2014
A política indigenista é caótica, afirma o General Heleno
No dia 29 de maio último, em evento promovido pelo Instituto Plinio Corrêa de Oliveira, mais de 350 pessoas acorreram ao Club Homs, na capital paulista, para assistir à conferência do General Augusto Heleno Fragoso sobre a questão indígena na Amazônia.
A sessão foi aberta pelo Dr. Caio Xavier da Silveira, diretor do Instituto. Ele afirmou que o conferencista conhecia como ninguém o problema do índio, pois enquanto a celeuma em torno da demarcação da Reserva Raposa/Serra do Sol atingia seu clímax, o Gen. Heleno se encontrava lá em posição privilegiada.
E lembrou a propósito este verso de Gonçalves Dias: “E à noite, nas tabas, se alguém duvidava do que ele contava, dizia prudente: Meninos, eu vi”. Ele viu, ele lá estava. Viu com os seus olhos lúcidos e patriotas.
O General esclareceu que ampliaria o tema da Raposa/Serra do Sol ao falar sobre outros desafios. Para ele, conjugada com outros problemas, a questão indígena é seríssima e capaz de fazer perder o sono.
Diante de muitas indagações, ele começou por dizer que não é candidato a nada, nem filiado a qualquer partido político. Utilizando-se de slides com desenhos e gráficos, fez um apanhado didático do cenário internacional.
Após a falsa euforia do Brasil como terceira potência em 20 anos, caímos na real ao nos contentarmos com a sétima ou oitava economia do mundo. Para ele, isso não é pouco. O país é tão rico, que qualquer corrupção de uma pequena prefeitura já desvia 20 milhões de reais…
Para o palestrante, os insucessos nas guerras do Afeganistão e do Iraque, além da crise econômica de 2008, fizeram com que os EUA conhecessem um declínio. O que faz acreditar na sua recuperação é a sua superior tecnologia.
Eles não abrem mão de pesquisas e de inovações tecnológicas, além de atraírem as grandes cabeças mundiais.
Pari passu às crises europeia e americana adveio a ascensão da China. Pelo que consta, é o país que mais cresce no mundo, ao utilizar-se daquela fórmula do violino: segura com a esquerda e toca com a direita.
Com regime de exceção, trabalho escravo, espionagem industrial e reengenharia de tudo, a China não encontra óbice. Na verdade, ninguém sabe o que se passa lá dentro.Com crescimento de cerca de 10% ao ano, agora um pouco menos, o PIB chinês já preocupa ao se encostar no PIB americano. Isto é preocupante, pois a China é uma caixa preta. Mas ela depende de matéria prima nossa e de países da África.
A relação China-EUA passou a ser tratada como algo muito importante. O cenário de crise das economias desenvolvidas ao lado do crescimento da China faz com que a relação bilateral passe a ter uma influência muito grande daqui para frente.
Mesmo assim, os EUA não vão perder a sua supremacia em médio ou curto prazo.
O Brasil se insere no contexto dos BRICS, organização que reúne Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul. Procuramos uma posição de relevância junto a esse grupo de países com muita capacidade de influência.
Só que nessa relação bilateral Brasil-China, as estratégias ainda não foram definidas.
Somos vendedores de commodities para a China, mas elas se esgotam. Em troca, recebemos empréstimos, investimentos diretos e grande déficit comercial que ao longo do tempo pode nos empobrecer.
Olhando para a América do Sul, diz-se não haver a menor possibilidade de uma guerra. Mas podem acontecer episódios que provoquem tensões e daí podem sair conflitos. Se não estiver envolvido, o Brasil atuará fatalmente como poder moderador.
O ambiente geopolítico sul-americano sofre a ameaça do grupo bolivariano. Embora o Brasil tenha como um de seus postulados a democracia e o estado de direito, vai lá beijar a mão dos Castro, dos maiores tiranos da História. Aprova todas as barbaridades feitas nos círculos bolivarianos e ainda vem falar em democracia. Fica difícil de acreditar. Fala-se de democracia e empresta dinheiro para construir porto em Cuba.
A Comissão da Verdade é uma excrescência. Em nenhum documento das organizações de luta armada eles falaram em lutar pela democracia real.
Na verdade, a democracia deles é o regime cubano. Eles queriam transformar o Brasil numa imensa Cuba, num satélite da União Soviética. Eles tinham como ícone a Albânia!
E agora todos eles viraram defensores ardentes da democracia. Há gente que tem quatro codinomes. Não vou dizer quem é… Nunca vi alguém lutar pela democracia com codinomes.
O potencial do grupo bolivariano é considerável. Eles têm petróleo, gás natural, do qual nós dependemos, muito recurso mineral e cocaína! Eles têm saída para o Pacífico, o Atlântico e o Caribe.
Por outro lado, o nosso efetivo militar nas fronteiras é suficiente para desencorajar qualquer ameaça à integridade territorial. Estamos falando do problema militar.
Não temos problemas com os vizinhos. São dez vizinhos com os quais mantemos relações cordiais. Mas seria não ter senso patriótico considerar que o Brasil, com o seu enorme potencial, não fosse alvo da cobiça internacional.

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