Pontos de vista sobre a Política e sobre o papel de cada um em face de seu exercício. Particularmente, este espaço buscará abordar a percepção do autor sobre o papel dos militares e de segmentos liberais ante as ameaças de totalitarismo socialista em curso no Brasil.

quarta-feira, 30 de outubro de 2013

A Felicidade está chegando

Segundo as últimas previsões do Congresso, o voto obrigatório parece estar com os dias contados no Brasil e, no mesmo momento político, pesquisas divulgadas indicam que Dilma seria eleita no primeiro turno - a despeito de qualquer outro candidato. Sem que qualquer sinal de alerta lhes restrinja a falta de cuidado, o bom senso e o engajamento político com o projeto de poder do foro de São Paulo, divulga parte da mídia outra notícia, tão assustadora como as duas primeiras, só que dolorosamente falsa e voltada, unicamente, a reforçar a tendência de que as outras, de fato, ocorram: a de que, pela primeira vez em 20 anos, o número de brasileiros na classe de renda mais alta seria maior que aquele integrante da classe mais pobre. Fica assim evidente que a máquina de propaganda do governo, cuidadosamente planejada e levada a cabo por meios claros e, também, por métodos subliminares, se comporta como um trator a atropelar a realidade e a criar o terreno propício à inevitável implantação de um regime autoritário de esquerda no Brasil. Feito isso, somente faltará a criação, como na vizinha Venezuela, de mais um Ministério - o da "Suprema Felicidade Social do Povo", cujo objeto, certamente, será direito de todos e concedido, naturalmente, por ato do Executivo. E imaginar que a humanidade, há milhares de anos, persegue essa dádiva mediante trabalho, suor e lágrimas... Quanta tolice! Agora fica claro que todo trabalho, estudo ou esforço é desnecessário, bastando, tão somente, entregar o controle da sociedade a pessoas que tudo sabem e para tudo têm solução imediata e inquestionável, aguardando, em seguida, que a felicidade venha por decreto. Quem duvida, basta pesquisar as exitosas experiências da cortina de ferro, da China, de Cuba e, mais recentemente, da Venezuela. Se, para que tais sucessos fossem possíveis foi necessária a morte de, aproximadamente, 100 milhões de pessoas, terá sido mero acidente de percurso. A felicidade existe sim e está chegando. Coloque as panelas sobre o fogão, os pratos na mesa e, logo estarão cheios do manah petista - que algum tolo, em algum outro lugar (que não o Brasil) produzirá para nossa abundância e saciedade.

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