Pontos de vista sobre a Política e sobre o papel de cada um em face de seu exercício. Particularmente, este espaço buscará abordar a percepção do autor sobre o papel dos militares e de segmentos liberais ante as ameaças de totalitarismo socialista em curso no Brasil.

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

Rumo ao suicídio...

Diariamente, numa velocidade que assusta aos mais atentos, linhas editoriais se alternam - expondo grandes batalhas travadas no âmbito de grupos de comunicação de respeitável envergadura.

O episódio envolvendo ativistas "black blocs" que causaram a morte do cinegrafista Santiago parece haver sido o estopim para que fossem retiradas máscaras e ficasse evidente quem manda na mídia e qual a cartilha da verdade do momento.

De fato, não existe a menor possibilidade de que os financiadores e aliciadores de manifestantes radicais, bem como seus propósitos político-ideológicos, sejam identificados de modo idôneo, isento, independente. Tanto o aparato policial, quanto jornalístico, capazes de elucidar o fato e expor todas as ligações - algumas já confessadas de público pelos próprios protagonistas - entre políticos, ativistas, militares partidários, vândalos parece ter sua liberdade de ação restringida por parâmetros de interesse político, econômico ou midiático. Em resumo, a opinião publicada, que oscilou um pouco durante os primeiros dias de apuração do episódio, já retornou aos trilhos de favorecimento da esquerda e do discurso usual, ou seja, a culpa será atribuída à truculência e despreparo da polícia, a uma sociedade desigual, aos políticos corruptos, à justa revolta da população...

Em que pese a absurda compatibilidade do momento atual brasileiro com os ensinamentos contidos em "Os cadernos do cárcere", obra que reúne o pensamento do comunista italiano Antônio Gramsci escrito em 29 cadernos manuscritos durante sua prisão no final dos anos 20 e início da década de 30, a maioria dos intelectuais e artistas insistem de "vender" a ideia de que o que ocorreu no Brasil em 64 e ocorre hoje não têm qualquer ligação com um processo ardilosamente planejado de implantação de uma ditadura marxista no país.

O foro de São Paulo, fundado por Lula e Fidel Castro, bem como o pensamento bolivariano de Hugo Chávez são perigosamente ignorados por alguns jornalistas que esqueceram o que seja a investigação da notícia e o papel de alerta da imprensa ou, noutro sentido, têm seu significado minimizado ou acobertado por outra parcela de jornalistas - estes comprometidos com o projeto socialista.

Esquecem-se muitos artistas, jornalistas, intelectuais, políticos - em especial - que os articuladores do discurso de que a contra-revolução (burguesa e não militar!) de 1964 teve como objeto estabelecer uma ditadura militar no Brasil e extirpar a democracia quando, na verdade, pretendiam os guerrilheiros, terroristas e outros ativistas, já desde o final dos anos 50, transformar o Brasil em uma ditadura comunista aos moldes de Havana. Para comprovar isto, para quem não viveu aquele momento, basta pesquisar as origens ideológicas e dos recursos financeiros e militares do apoio aos "ativistas", que muito antes de 64 fizeram cursos de guerrilha, sabotagem e de preparação político-ideológica em Cuba, na China, na Rússia e em diversos países da antiga URSS.

O ponto mais interessante a ser analisado diz respeito ao fato de que o ódio pelos militares foi cuidadosamente disseminado em parcela da sociedade brasileira como se tivesse, esse segmento, interrompido uma jornada do Brasil rumo à democracia e ao desenvolvimento - e não rumo ao autoritarismo e à miséria! Aliás, estudo mais aprofundado da contra-revolução evidenciaria, aos mais céticos (obviamente não comprometidos com processo gramscista de tomada de poder ora em curso) que o movimento de 64 não teve origem nos militares, mas na sociedade. No Rio, para citar o exemplo mais evidente em virtude de ser, à época, a capital do país, Carlos Lacerda foi um dos grandes e primeiros articuladores da reação contra a iminente tomada do poder pelos comunistas. Quem pesquisar no "google", irá encontrar, inclusive, o áudio do famoso discurso de Lacerda que, do palácio de governo e cercado de voluntários (civis!) armados, mediante a rádio e uma rede de alto-falantes, conclamava a população a reagir aos comunistas... Isto às vésperas de 31 de março!

Aqueles que, diuturnamente, agridem os militares e os acusam de autoritários e de inúmeros defeitos ignoram a realidade de que, à exceção das obras dos presidentes desse período, nada mais se fez no Brasil em termos de infraestrutura. Merecem ser contabilizadas as pontes, rodovias, usinas hidrelétricas, aeroportos... Sem falar na expansão da Petrobrás, da Eletrobrás e tantos outros expoentes de desenvolvimento hoje arrasados pela tempestade petista. De fato, usando um recurso de retórica de autoria de Jair Bolsonaro, poder-se-ia afirmar que os culpados pelos recentes "apagões" de energia são os militares pois! Afinal, o PT nunca construiu qualquer usina e, sendo assim, todas aquelas que estão aí, a começar de Itaipu, são coisa dos militares. Aliás, nesse ponto, merece citação o absurdo posicionamento das relações exteriores do Brasil na questão envolvendo o tratamento dedicado aos infundados argumentos do Paraguai sobre a questão de Itaipu e a benevolência do PT ao abrir mão de direitos, interesses e recursos tão caros ao país tão somente em face do projeto de poder socialista nas Américas. Tamanha incompetência somente encontra paradigma na questão do gás com a Bolívia... E sempre o Brasil a fazer o papel de otário!

Se é que há conforto nisso, resta observar que, em todos os países onde o sonho comunista matou mais uma centena de milhões, jamais sobrou imprensa ou qualquer mídia independente e, mesmo os aliados de percurso, segundo os ensinamentos de Lenin, Stalin e, mais tarde, de Gramsci, sempre são eliminados quando atingida a tomada do poder.

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