Pontos de vista sobre a Política e sobre o papel de cada um em face de seu exercício. Particularmente, este espaço buscará abordar a percepção do autor sobre o papel dos militares e de segmentos liberais ante as ameaças de totalitarismo socialista em curso no Brasil.

segunda-feira, 29 de junho de 2015

AS ARMADILHAS DIÁRIAS DA "OPINIÃO PUBLICADA" - A Identidade de Gênero

AS ARMADILHAS DIÁRIAS DA “OPINIÃO PUBLICADA”

A Identidade de Gênero

A armadilha consiste em dizer que aqueles que se posicionam de forma contrária à identidade de gênero são homofóbicos. De saída, são necessárias considerações importantes sobre ambos os conceitos.
A “identidade de gênero” é apresentada ao público em geral como instrumento de combate às desigualdades, como se fosse possível combater um mal mediante a negativa da realidade. O princípio equivale a combater uma doença, ou um vício, partindo da hipótese de sua inexistência! Afinal, querem os defensores da tese ignorar as diferenças biológicas – e aqui não se trata de conceitos religiosos – para estabelecer uma igualdade fictícia, como mecanismo de igualdade.
Ora o respeito à diversidade não pode partir da negação da existência da própria diversidade. Respeitar significa reconhecer que há diferenças e agir no sentido de promover a coexistência, a igualdade de oportunidades e a valorização do ser humano acima de tudo.
Ensinar ou afirmar sobre a inexistência da diversidade somente trará mais conflitos – uma vez que nenhum discurso poderia, por todo o tempo, ocultar ou distorcer a realidade.
Quanto ao termo homofobia – e discutindo apenas o sentido que se pretende atribuir ao vocábulo – a articulação dos ativistas contra a família é ainda mais fascista ou antidemocrática. Pretende tal grupo o convencimento da sociedade de que seria imoral ou ilícita qualquer manifestação de opinião sobre esta ou aquela conduta ou prática relacionada à sexualidade. Tal implicaria, por exemplo, em atribuir conduta reprovável a um pai ou mãe (hoje somente seria chancelada como correta, pela opinião publicada, a expressão “pais”!) que oriente a seu filho ou filha sobre os perigos ou mesmo sobre as dificuldades decorrentes de experiências irresponsáveis, impensadas ou precipitadas, relacionadas ao sexo. A criminalização da homofobia segundo tais conceitos, como hoje pretendem os ativistas ou mesmo operadores do Direito que possuem interesse ideológico relacionado ao tema, criará aberrações jurídicas e ensejará o uso da nova figura para que sejam atingidos um sem-número de objetivos distintos do que seja, efetivamente, o combate ao preconceito. E, o mais grave, funcionará como importante instrumento de patrulhamento da liberdade de pensamento e de opinião.
Na verdade, a base de tais propostas situa-se no esforço de destruição da família – experimento já tentado em outras nações que passaram por revoluções marxistas. A elas aderem outros grupos, incapazes de lidarem, eles próprios, com a diversidade – no esforço de transformação de minorias em maiorias, do incomum em comum, do anormal no normal (sob o critério estatístico). Mais fácil trabalhar no sentido do respeito às minorias ou da individualidade humana – esta sim, merecedora de compreensão em todas as suas facetas, desde que não desrespeitosas aos direitos dos demais. Não é necessário perceber o comportamento gay como desejável ou normal para respeitar a atitude daqueles que o adotam. O respeito consiste, neste e em qualquer outro caso, em pensar ou agir diferente, mas em aceitar que outros assim também procedam – sem que qualquer dos grupos pretenda impor ao outro critério de licitude ou ilicitude relacionado às suas convicções.

Quanto à incolumidade física e ao respeito aos indivíduos, a própria Constituição Federal, bem como os Códigos Penal e Civil, contém os instrumentos suficientes à regulação das condutas de todos os brasileiros, sejam eles negros ou brancos, hétero ou homossexuais – ou integrantes da incontável gama possível de matizes de pensamento e conduta que fazem uma sociedade plural e democrática.

Nenhum comentário:

Postar um comentário