O mundo assiste, impotente, ao recrudescimento do antagonismo entre as duas Coréias - motivado pelo autoritarismo e megalomania do governo socialista do Norte.
Enquanto isso, desligado da realidade e dos riscos decorrentes das polarizações ideológicas mais exacerbadas, insiste o Brasil em manter sua opção pelo alinhamento com as mais violentas ditaduras da atualidade - ao que tudo indica, motivado pela aversão aos Estados Unidos por parte dos ex-guerrilheiros comunistas que integram o governo.
Infelizmente, para a sociedade brasileira, a quase nenhuma independência entre os Poderes, a perigosa presença de militantes dos partidos da base do governo nos órgãos e empresas públicos, bem como nas empresas sob seu controle direto ou indireto e, ainda, a forte influência exercida sobre a mídia, impedem o questionamento da caminhada resoluta do país na trilha do modelo venezuelano - tendo como meta a "democracia" castrista.
E como não fosse suficiente o patrulhamento político-ideológico e o uso das estruturas de Estado para perseguição da oposição, hoje tratada como os dissidentes do período mais duro da era Vargas, a corrupção parece estar institucionalizada sob o pretexto de um "esforço" com fins políticos. O fato é que, para os mais altos escalões do governo, e respectivas famílias, a riqueza repentina é rotineira e entendida como inquestionável. As investigações dos escândalos que chegam ao domínio público é ineficiente e protelada até o esquecimento dos episódios ou sua substituição por cortinas de fumaça construidas por novidades tratadas com cuidadoso e competente sensacionalismo. Sem falar nas polpudas indenizações e pensões pagos, pelo erário, a alegadas vítimas da repressão política que, assim, demonstram a verdadeira lacuna moral e ética motivadora de suas falsas orientações ideológicas.
Países que viveram retrocesso semelhante experimentaram a fuga das grandes empresas, o fechamento das montadoras de automóveis, a ruína das indústrias de base e a decadência violenta da economia - em processo cuja reversão é difícil, senão inviável, em tempos onde a competitividade permite não espaço a erros.
Resta saber se o ranço pela derrota sofrida quando da tentativa de implantação de um regime comunista havido nos anos sessenta e o ódio pelos Estados Unidos serão capazes de justificar a destruição de um Brasil cujas classes produtoras e média insistem em manter de pé, a despeito de tanto esforço no sentido da destruição de seus valores.
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Há 5 anos
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