Pontos de vista sobre a Política e sobre o papel de cada um em face de seu exercício. Particularmente, este espaço buscará abordar a percepção do autor sobre o papel dos militares e de segmentos liberais ante as ameaças de totalitarismo socialista em curso no Brasil.

quarta-feira, 12 de maio de 2010

Seria a Volta do Estado Novo?

Esta semana, notícias divulgadas na página do Jornalista Cláudio Humberto, dão conta de que o Governo Federal teria articulado a quebra de sigilo fiscal de militares do Exército.
Embora o fato tenha sido negado por autoridades daquela Força Armada, a denuncia vem a juntar-se a outros episódios pouco esclarecidos relacionados ao uso da estrutura pública contra desafetos do grupo político dominante. Como bom exemplo, pode ser citada a controvérsia sobre suposto encontro havido entre Dilma Rousseff e a ex-secretária da Receita Federal, Lina Vieira - onde a Ministra teria solicitado a agilização de processo investigatório contra o empresário Fernando Sarney, filho do presidente do Senado, José Sarney.
Outros procedimentos de grande publicidade envolvendo operações da Polícia Federal levadas à efeito durante o atual governo, bem como a não divulgação de satisfações à sociedade sobre apurações sérias e a identificação de culpados relacionados ao assassinado de Celso Daniel, ao caso dos dólares apreendidos por ocasião da última campanha, ao "imbroglio" envolvendo a quebra do sigilo bancário do caseiro Francenildo Costa - relacionada à figura de Palocci provocam, no mínimo, grande preocupação.
Afinal, em que pese a falta de comprovação sobre a existência de ingerências políticas nos fatos citados, não há como ignorar tais indícios e os riscos de que o país possa ser conduzido a práticas comuns na "era" Vargas ou nas ditaduras fascistas e comunistas havidas na Europa do Século passado e hoje sendo ressucitadas em países como Venezuela e Irã.
A destinação dos governos deverá ser, sempre, a felicidade e a máxima liberdade possível do cidadão. Não há que ser justificado o uso da máquina do Estado contra seus inimigos no campo político-ideológico - exceto ante a prática de atos tipificados, previstos em lei. Que democracia seria aquela que venha a pretender o fim das liberdades e garantias individuais? Afinal, fazendo uma analogia simplória, quem é autoritário nas pequenas coisas, certamente o será nas grandes causas.

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