Pontos de vista sobre a Política e sobre o papel de cada um em face de seu exercício. Particularmente, este espaço buscará abordar a percepção do autor sobre o papel dos militares e de segmentos liberais ante as ameaças de totalitarismo socialista em curso no Brasil.

sexta-feira, 2 de julho de 2010

Agora falta pouco

Entramos em julho e já está a pleno a campanha presidencial. Verdadeiros os índices de popularidade e aprovação alcançados pelo Presidente Lula e honestas as pesquisas sobre os candidatos à sua substituição, será quase inevitável a eleição da candidata do governo. E o que isso poderia significar?

Percebido o quadro nacional sob uma ótica simplista (ou otimista?), poderia indicar a continuidade da acertada condução das políticas econômica e social do país e o prenúncio de mais quatro ou oito anos de fartura e alegria.

O único senão a dificultar a aceitação de tal cenário fica por conta dos indícios de que vivemos uma bolha de mentiras e corrupção - passível de estourar a qualquer momento ou de asfixiar todo o país num espetacular garrote totalitário.

Afinal, a atual política econômica segue, rigorosamente, os parâmetros estabelecidos no governo FHC e, se o país não experimentou crescimento àquela época, bastará a análise da conjuntura mundial e os resultados das demais economias para entender que o fenômeno teve origem externa e não interna.

Por outro lado, os sucessos econômico e de desenvolvimento experimentados no governo Lula, igualmente, seguiram a tendência internacional - sem que o Brasil tivesse desempenho tão diferenciado dos demais países emergentes.

Assim, não seria prudente estar certo sobre o verdadeiro mérito do crescimento experimentado pelo Brasil no governo do PT.

Em compensação, qual deverá ser o desfecho das incontáveis tentativas de controle da opinião pública, dos Poderes Legislativo e Judiciário - sem falar nas interferências nas gestões da Vale, da Petrobrás, da ANAC, da INFRAERO e dos grandes fundos de previdência do Banco do Brasil e da Caixa? Há quem arrisque que toda a fumaça em torno do Pré-Sal tenha por finalidade, tão somente,capitalizar a Petrobrás - que, em face de irresponsável drenagem de recursos, estaria "quebrada". Caso isso seja verdadeiro, seria um grande crime contra o Brasil e os acionistas da empresa. De quaquer modo, tais notícias não deverão passar de boato, uma vez que o Congresso Nacional, a Polícia Federal ou os próprios acionistas não demonstram qualquer dúvida sobre a possibilidade de irregularidades.

Infelizmente, a capacidade de manipulação da máquina pública alcançado pelo governo lhe permitirá manter seu grupo de poder no comando na nação, quem sabe, por décadas. E, a cada dia, maior a capacidade de que essa máquina seja dirigida, como um monstruoso trator, contra cada um que se arrisque a denunciar o crime de lesa-Pátria sendo articulado e praticado. Como consequência, terão vida tranquila os escândalos, os incontáveis fenômenos de enriquecimento miraculoso e as denúncias relacionadas ao uso privado da coisa pública. Obviamente, os aparelhos de investigação e punição do Estado estarão firmemente focados na perseguição de outros crimes menores - em especial de acordo com a orientação e interesses do Palácio.

Ao final, sequer teremos a "GLOBOVISION" e as Forças Armadas terão incorporadas a seus efetivos os contigentes do MST, da Via Campesina e outras milicias do PT - silenciosamente estimuladas mediante a criação e o estímulo de mecanismos de antagonismo social. Nada mais que a velha fórmula da guerra de classes, agora potencializada pela criação de cotas raciais (impossíveis de serem tecnicamente aplicadas), pela demarcação irresponsável de terras indígenas e outras áreas de reservas, pelo revanchismo político-ideológico, dentre outros mecanismos de cisânea.

O triste é perceber que a trajetória já está determinada e os loucos terão sua oportunidade de destruir o país - em nome de seu ódio e vingança. Resta torcer para que sobre algo para o dia em que volte a prevalecer o bom senso e o equilíbrio.

E até, lá, prevalecerá o êxito daqueles que conseguiram figurar Cuba como paradigma dos Direitos Humanos no concerto das nações modernas.

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