Pontos de vista sobre a Política e sobre o papel de cada um em face de seu exercício. Particularmente, este espaço buscará abordar a percepção do autor sobre o papel dos militares e de segmentos liberais ante as ameaças de totalitarismo socialista em curso no Brasil.

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

As lições que muitos insistem em esquecer

Uma das fases mais conhecidas da Revolução Francesa, que marcou profundamente a ordem política mundial, ficou conhecida na História como “Período do Terror”.
Estabelecida a partir da chegada de Robespierre ao poder, a onda de radicalismo que, mediante sentenças de traição da revolução pronunciadas por tribunais revolucionários, fez rolar cabeças coroadas ou não, somente foi arrefecida após saciar sua sede de sangue mediante a morte, na Guilhotina, do próprio Robespierre.
No Brasil, a partir dos episódios que culminaram com a reação, exigida e apoiada pela sociedade, das forças armadas contra a tentativa de estabelecimento, no Brasil, de um regime “democrático” aos moldes de Cuba, China ou URSS – países que custeavam a empreitada revolucionária da esquerda brasileira, pode ser percebido um interessante processo de amadurecimento de sentimentos.
Se os criminosos derrotados pela reação da sociedade lograram, ao longo dos anos, mediante persistente trabalho de distorção da verdade, reescrever a história e alterar o entendimento real dos fatos efetivamente ocorridos e, no ápice de seu êxito, foi ensejada a tomada do governo, pela via democrática, por parte dos mesmos que antes pretendiam o fim da democracia, a curva de sucessos da mentira parece haver arrefecido.
Lenta, mas decisivamente, cada vez mais percebe a sociedade as garras, pelos e dentes dos lobos sob as fantasias dos supostos cordeiros. A continuidade e duração do sucesso gerou a queda de muitas máscaras, permitiu que viesse a tona a sede pelo poder e riqueza, evidenciou a atração pela corrupção e pelo fisiologismo – deixando claro a que veio a chusma hoje aboletada no poder e que loteou todos os cargos até os mais baixos escalões de órgãos e empresas públicas – ou destes de algum modo dependentes.
Para identificar o esforço de controle e o grau de utilização da máquina pública pela nova nomenklatura brasileira, bastaria abrir a caixa de mensagens para constatar o sem-número de mensagens do tipo “SPAM” oriundas de empresas ou dominios que, pelo volume de sua chegada, permitem supor tratar-se de equipes especificamente dedicadas à esta nova modalidade de “guerra” ou propaganda.
As tentativas de controle do Judiciário, do Legislativo, do Ministério Público e da mídia, de tão descaradas e desprovidas de medo já se mostram evidentes a crescente parcela da sociedade.
Por outro lado, a destruição da economia da vizinha Venezuela pelo virtuoso modelo de liderança, assim apontado por toda a alta cúpula do governo macunaíma, esvazia e silencia a voz do tirano que, sentado em barris de petróleo, optou – ao invés de conduzir seu país por modelos de desenvolvimento que hoje brilham em diversas nações árabes também produtoras de petróleo – por gastar os recursos de seu povo com tentativas de financiamento de aventuras políticas retrógradas que beneficiam seus cúmplices nas Américas.
Pois é, seria prudente que os radicais brasileiros estudassem a Revolução Francesa e, antes que tenham suas cabeças decepadas, percebam que a violência, o ódio e a vingança não são caminhos para o desenvolvimento e promoção da justiça social.
Convém que identifiquem, apesar do sucesso momentâneo obtido sem o suor do próprio esforço produtivo, das polpudas indenizações, pensões e demais benesses - algumas nem tão conhecidas ou legais - que, mais de dois séculos depois, novamente acorda a sociedade para a propriedade do ensinamento de Adam Smith no sentido de que somente o trabalho é base para a riqueza.

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