Pontos de vista sobre a Política e sobre o papel de cada um em face de seu exercício. Particularmente, este espaço buscará abordar a percepção do autor sobre o papel dos militares e de segmentos liberais ante as ameaças de totalitarismo socialista em curso no Brasil.

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Vencedores e Vencidos

Como infelizmente previsto, Lula foi reeleito...oops! Dilma foi eleita. Há que aceitar que prevalece, entre os brasileiros, o pensamento coletivista - embora a imensa maioria da sociedade sequer conheça o sentido de tal termo.

O fato, é que o Brasil escolheu, uma vez mais, o modelo mediante o qual o governo, representado pela figura de uma liderança carismática e imune a erros, corrupção e má-fé, conduzirá a vida nacional a seu destino prometido. O atual modelo, há quase uma década instalado, e já comum na história nacional, seguirá sendo municiado de todos os poderes que o permitam escolher os rumos do país, contando, para tanto, com carta branca da imensa maioria dos brasileiros para adotar todas as medidas vistas, sob a ótica particular, própria, desse mesmo grupo de poder, como necessárias.

Em troca de pequenos favores e grandes promessas, grande parte dos brasileiros - anestesiados, apáticos, iludidos, oportunistas ou fanáticos - mesmo que incapazes de situar-se politicamente, seguem dispostos à cessão de liberdades, duramente conquistadas ao longo da história da humanidade e do país, em nome da democracia social ou do socialismo democrático que ninguém, de verdade, já viu ou experimentou exitosamente.

Na verdade, para um imenso contingente de abandonados, vítimas de inúmeros erros e, não em poucos casos, das próprias escolhas, poucas diferenças existem entre democracia e autoritarismo, coletivismo ou liberalismo. Importa, sim, o cardápio diário garantido e alguns sonhos a mais prometidos. Trabalhar e produzir, contribuindo para o progresso já seria outra história.

Por outro lado, a outro grupo, constituído por empresários e grupos financeiros amigos do governo, nacionais ou estrangeiros, interessa, somente, a assinatura de novos ou a manutenção de velhos contratos e acordos - que lhes assegure expressivas fatias de lucro, gordura de sobra que faz brilhar balancetes e administradores, enche contas pessoais de executivos, políticos e burocratas e, perigosamente, quase sempre em prejuízo da riqueza nacional, dos cofres públicos. Este grupo também ignora os perigos que o modelo político, travestido de econômico, representa à liberdade e ao progresso. Afinal, acesa a luz vermelha, simplesmente abandonarão o barco - já assegurados seus ganhos.

Finalmente, resta o grupo remanescente, integrado por aqueles que pagam os impostos e sustentam a esbórnia dos burocratas integrantes da nomenklatura, dos políticos (e seus filhos) corruptos e capitalistas associados. São capitalistas sérios e a classe média, segmento ainda percebido como os odiados burgueses de Karl Marx - e, portanto, merecedores de todos os males. Contra esse grupo se dirige toda mágoa e maldade dos donos da verdade aboletados no comando da Nação.

Assim, no ímpeto de destruir os valores “burgueses”, parte o governo como o grande maestro de diversas políticas, públicas ou privadas (apadrinhadas), contra a própria sociedade.

Assim, não visa a lei da palmada impedir a agressão dos filhos pelos pais. Afinal, contra a violência não faltam leis. Busca, sim, um instrumento capaz de permitir, aqui, a repetição de um modelo comunista, brutal e vergonhosamente experimentado na China e na URSS, de patrulhamento da família por seus próprios membros, onde os filhos denunciam os pais. Com isso, pretende a lei, maquiavelicamente, estremecer as bases da estrutura familiar, pilar da verdadeira educação e formação dos cidadãos.

Do mesmo modo, orquestram os mesmos criminosos rupturas sociais mediante o acirramento de preconceitos de raça, credo religioso e, mais recentemente, com base no substrato emocional decorrente das opções sexuais mais ou menos praticadas.

Democracia não é o mesmo que ditadura da maioria e a defesa das minorias, tampouco, deve implicar em sua imposição à maioria. Os aspectos pessoais, devem ser mantidos como pessoais e afastados da política. De outro modo, não muito distante, surgirão novos loucos poderosos como Hitler, Mussolini, Franco, Perón, Fidel, Guevara e tantos outros - que, sob o argumento da defesa de valores travestidos de ideais, levarão milhões à morte e ao sofrimento.

O Brasil deve estar atento. Os maiores crimes contra a humanidade não foram praticados por oportunistas ou criminosos convencionais e, sim, por pessoas aparentemente comuns que, por diversos fatores, alçadas ao poder, tiveram a oportunidade de impor suas convicções pessoais sobre a verdade e sobre o caminho a ser percorrido pelos demais a todo o grupo à sua volta.

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