Tramitam na Assembleia do Rio de Janeiro e na Câmara Municipal projetos de lei que têm por objeto a substituição das denominações de logradouros e prédios públicos que façam homenagem ao período da contra-revolução de 1964.
Pela lógica dos autores caberão revisões semelhantes sempre que, decorrido o tempo ou mudado o contexto, este ou aquele movimento receba julgamento diverso daquele recebido em seu tempo. E o mais curioso é que, para a mudança, não há consulta à população, prevalecendo, assim, o entendimento de alguns.
A prosperar semelhante entendimento, fica interessante imaginar o futuro - quando sob argumentos semelhantes, quem sabe, as denominações sigam mudando, mudando e mudando... Basta lembrar que há países da antiga cortina de ferro que proíbem, hoje, o partido comunista e os símbolos da foice e do martelo - sob o argumento lógico de que tal ideologia não é democrática. Aqui, entretanto, embora o discurso a prevalecer utilize sempre a palavra "democracia - e os comunistas assumidos sejam pouco representativos - basta escutar os discursos daqueles que se intitulam socialistas ficará evidente o risco que correm as liberdades. Oxalá algumas legendas partidárias não sejam, algum dia, vistas como o que são realmente: grupos radicais que pretender mudar o mundo segundo sua ótica pessoal, intransigente e violenta.
Aliás, pensando assim, seria bom que não sejam mais utilizados nomes e sim números ou padrões de letras e números, embora ainda exista o risco de que alguém, mais à frente, tenha preconceito contra alguns deles. Na China, Vietnã e Camboja, por exemplo, todos os livros - exceto as cartilhas comunistas - foram banidos e as penalidades para quem os possuísse foram terríveis! Assim, quem sabe os neocomunistas brasileiros, cujas siglas partidárias escondem sua verdadeira índole, não escolherão alguns números como representativos do mal???
À parte da indesejável insegurança decorrente de tais mudanças, fica a pergunta: Faz sentido que comunistas de araque, falsos defensores das liberdades e da democracia, pretendam apagar o passado, com seus erros e acertos - e nesse caso, certamente, com muito mais acertos? Afinal, os homenageados do período em que os Presidentes eram militares e que têm seus nomes emprestados a logradouros e prédios públicos possuíam virtudes hoje raramente encontradas nas hostes de falsos moralistas que pregam uma coisa e fazem outra, quais sejam, a honestidade, a honradez, a ética e o espírito público.
Há que se compreender que as homenagens já prestadas são um fato. E dentre quem as contesta pode até haver quem se orgulhe do exemplo duvidoso de algum caudilho gaúcho que, além de planejar inúmeros assassinatos e pretender repetir, aqui, a revolução comunista, o fez mediante a aceitação de ideologia e recursos externos. Aliás, o episódio nebuloso da ajuda financeira de Cuba e o sumiço do dinheiro foi alimentado, nada menos, que por Fidel Castro - benfeitor dos felizes cubanos que, há décadas, morrem afogados tentando fugir do paraíso. Segundo Fidel, herói e paradigma de alguns maus brasileiros, o dinheiro de Cuba para financiar a luta armada no Brasil teria sido objeto de apropriação por um "ratão".
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Há 5 anos
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