A história não registra, em qualquer parte do mundo, regime comunista coexistindo com as liberdades democráticas. Ao contrário, traz relatos relacionados um número de cem milhões de mortos durante as tentativas de implantação e manutenção desses regimes na antiga URSS e países a ela subordinados, na China, no Camboja, no Vietnã e em Cuba - para limitar a lista aos casos mais conhecidos.
Numa escala de proporcionalidade, o episódio mais grave teria tido lugar no Camboja, mediante o líder comunista Pol Pot e seu Khmer Vermelho, os quais promoveram um monstruoso genocídio - levando à morte mais de um quarto da população do país. Importante lembrar que Pol Pot estudou na França, onde conviveu com comunistas europeus.
Na URSS, o regime Stalinista chegou a assassinar mais de trinta milhões de russos e ucranianos, sem falar nos povos dos demais países ditos "satélites". Após a falência da URSS, em 1991, o partido comunista russo foi condenado à ilegalidade e, em alguns países da antiga "cortina de ferro", assim como ocorreu com o nazismo, foi também declarado proscrito - sendo considerados criminosos seus símbolos históricos.
E qual o motivo de tais lembranças? Simples... Hoje, na ALERJ, houve uma cerimônia simbólica de "restituição" dos mandatos dos comunistas que perderam seus mandatos em 1948. A sessão, em face da incontável repetição dos termos "democracia", "democrata" e "cidadania", bem como de palavras emocionadas e inflamadas de comunistas conhecidos, que de punhos cerrados e gritando palavras de ordem, poderia ser percebida como exemplo típico da falta de caráter da esquerda. Afinal, cada um tem o direito de acreditar no que queira, até no diabo... Mas dizer-se comunista e democrata equivale a dizer-se adorador do demônio e defensor dos dogmas Cristãos! Nesse ponto irão dizer: Ah, para os comunistas democracia é outra coisa... Curioso como até a OAB caiu nessa e passou a abrigar tantos íncubos e súcubas que, a cada dia mais, lhe destroem, pelas entranhas, o espírito democrático.
Durante a sessão, houve discursos de familiares de alguns cassados e desaparecidos políticos (?), alguns que atuaram no Araguaia defendendo a democracia, mediante armamento e treinamento provenientes de Cuba (grande exportador da democracia na América Latina). Nesse ponto vale dizer que não seria esperado que filhos, filhas, esposos ou esposas, pais ou mães, não sentissem a perda de seus entes queridos... Impossível, mesmo, é pretender que outros, à exceção de companheiros de partido ou de propósitos, entendam a injustiça do fato.
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