Pontos de vista sobre a Política e sobre o papel de cada um em face de seu exercício. Particularmente, este espaço buscará abordar a percepção do autor sobre o papel dos militares e de segmentos liberais ante as ameaças de totalitarismo socialista em curso no Brasil.

quinta-feira, 13 de março de 2014

O caldo parece estar prestes a entornar...

Tenho recebido, mediante a internet, muitas mensagens de militares da ativa e da reserva contendo severas críticas aos comandos das instituições.  Tais textos já não representam, apenas, meras bravatas ou fatos tão isolados... Circulam centenas ou milhares de textos semelhantes pela web, sem falar de gravações de áudio e vídeo.

Em meus artigos anteriores, algumas vezes, falei sobre o perigo de uma gota d'água - o que me vem à mente ao vislumbrar a reedição da "marcha da família com Deus pela liberdade" prevista para o dia 22 de março, a qual parece estar tomando forma nas principais capitais do país.

O rastilho com que me preocupo não se constitui na marcha, propriamente, mas nas reações raivosas dos esquerdistas - eternamente incapazes do convívio com qualquer manifestação de pensamento que venha a contrariar suas verdades importadas, no Brasil associados a vândalos profissionais à soldo de partidos já sobejamente denunciados (e que gostam de posar de democratas e pacifistas) e de segmentos associados à quadrilha que controla o país.

Não conheço as origens da marcha, ou pouco sei sobre sua organização. Ao que tudo indica, seria uma manifestação genuína, natural da sociedade - ao contrário de outros eventos passados, tão divulgados na mídia como espontâneos e, na verdade, nascidos de uma ONG ligada ao PT e de militantes do partido da terra do nunca. Parece constituir-se, a marcha, em reação natural da sociedade, cansada de que lhe sejam impostos, goela abaixo, valores que, de fato, não deseja acolher...

O brasileiro é conservador, é ingênuo, tolo mesmo... Mas tenho muita preocupação no sentido de que a opinião publicada e as atitudes dos governos venham a romper os limites da paciência de todos e, aí, bastará um líder e a coisa fugirá do controle. Creio que aqueles que encomendam as pesquisas, ou as elaboram, incorrem em algum suposto básico!

Nossos comunistas estão seguindo à risca os ensinamentos contidos nos cadernos do cárcere, de Gramsci, mas não estão atentos aos alertas que faz seu próprio mestre ao tratar dos riscos de uma contra-revolução burguesa, na verdade, o que aconteceu em 64 e, ao que tudo indica, está sendo novamente decretada por Dilma e seus ministros e por um jornalismo que não enxerga um palmo à frente e parece acreditar em comunistas bons ou, quem sabe, gostar dos comunistas mesmo sabendo de suas perversidades.

Jornalistas não podem assumir a atitude de artistas, que se vendem a quem lhes ofereça um holofote ou lhes permita o brilho momentâneo - como registra a história de regimes totalitários de todos os matizes. Ou alguém ignora a proximidade estabelecida, nesses casos, entre artistas e poder? Obviamente, a história registra também o sofrimento daqueles que não se venderam.

No Brasil, a história não tem sido diferente e o partido que assumiu o controle total da vida nacional conta com um sem-fim de bajuladores famosos, dentre os quais não deveriam situar-se os jornalistas - em face de seu compromisso com a verdade. Se o que digo não é verdadeiro, ficam as perguntas: Que jornalismo investigativo desse país cumpre o papel de alertar à sociedade sobre o projeto autoritário representado pelo foro de São Paulo? Ou, ainda, que jornal ou programa de TV denunciou (ou denuncia) a proximidade do governo do Brasil com uma das mais ferozes e antigas ditaduras do planeta? E para finalizar, quem teve a coragem ou a honestidade de mostrar che guevara como realmente foi? É o que disse no início... Há que se ter cuidado, pois o povo parece apático e tolo mas tem alguma percepção sobre o que ocorre e, ante a gota d'água, bandidos e associados serão responsabilizados por suas atitudes.

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