Pontos de vista sobre a Política e sobre o papel de cada um em face de seu exercício. Particularmente, este espaço buscará abordar a percepção do autor sobre o papel dos militares e de segmentos liberais ante as ameaças de totalitarismo socialista em curso no Brasil.

sexta-feira, 19 de março de 2010

Ser Comunista ou Trabalhar, Eis a Questão!

Quem acredita no valor ou na espontaneidade de manifestações, em favor da família Castro, por parte de cidadãos cubanos vivendo, de forma autorizada, no Brasil ou, ainda, pela médica que diz haver-se graduado naquele país, faz papel de ingênuo, tolo ou, o que é mais provável, constitui-se em mais um militante de esquerda, beneficiado por sua atividade ou produto da lavagem cerebral promovida pelos partidos.

Quem pretenda, de fato, ouvir a verdade, deve ouvir cubanos proibidos de deixar a ilha, aqueles foragidos ou, então, desafiar os governantes locais a autorizarem a saída livre daquele paraíso comunista.
Afinal, os manifestantes pró-Cuba que negaram, ferozmente, o desrespeito aos direitos humanos e às liberdades democráticas praticados pelas ditaduras de Fidel e Raúl Castro, ou são integrantes de minoria privilegiada autorizada a viajar para fora do paraíso ou, em face de terem familiares na ilha, são obrigados a rezar conforme o credo comunista cubano e brasileiro.

Quanto à médica brasileira que se colocou, igualmente, como ardorosa defensora do regime cubano, qual terá sido o critério para que tenha estudado em Cuba e quem teria custeado seu curso? Talvez não tenha havido nenhum patrocínio e os estudos tenham sido mantidos pelo contrabando, para Cuba, de produtos supérfluos, raros naquela terra defendida por democratas e progressistas de Brasília, como papel higiênico, dentifrício, tecidos, eletrônicos ou revistas. Aliás, tais singelas deficiências, decorrentes da queda da URSS e do fim do fluxo de ajuda financeira daquele bloco a Cuba, já devem estar sendo sanadas pelos pródigos recursos provenientes do Brasil - que já solucionou todas as suas próprias mazelas, como a reparação de sua precária malha rodoviária, o soerguimento de seu falido sistema de saúde pública e a correção das injustiças praticadas contra seus aposentados e, com o que lhe sobra, faz bonito para os companheiros.

E há, ainda, aqueles que, sem nenhuma coerência, acusam políticos brasileiros que se contraponham ao regime castrista de serem, de fato, defensores da tortura. Ora, tenham alguma paciência, quem defende a tortura, abertamente, hoje, é o Presidente Lula - que nega a existência de presos políticos na República de Cuba e afirma sobre o respeito aos direitos humanos e liberdades democráticas por aquele governo.

Certamente, o argumento da esquerda para seu entendimento sobre a propriedade de ditaduras como aquelas existentes em Cuba ou Venezuela fundamenta-se na crença de que as sociedades não têm capacidade para a escolha daquilo que seja, segundo o pensamento comunista, o bem comum. E, para vencerem, portanto, as barreiras impostas pelo liberalismo, precisam de uma ajudinha totalitária.

Quem sabe, ainda, no futuro, sejam divulgados patrimônios ou empresas, em Cuba, pertencentes a "laranjas" ligados aos paladinos da esquerda latino-americana. No Brasil, antigos comunistas e sindicalistas, e suas famílias, vão muito bem e se destacam financeiramente. Sem falar naqueles que são verdadeiros fenômenos, todos gozam de polpudas e merecidas aposentadorias, indenizações milionárias e cargos no serviço público - ou com ele relacionados.

Assim, defender Cuba mostra-se extremamente vantajoso. Muito mais que estudar e trabalhar uma vida inteira!

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