Pontos de vista sobre a Política e sobre o papel de cada um em face de seu exercício. Particularmente, este espaço buscará abordar a percepção do autor sobre o papel dos militares e de segmentos liberais ante as ameaças de totalitarismo socialista em curso no Brasil.

segunda-feira, 1 de março de 2010

Terremoto no Brasil

Ainda flutua no ar a poeira do desastre experimentado pelo povo haitiano e, como saído do mesmo pesadelo, o desastre visita o Chile. Em ambos os cataclismas, prevaleceu a vontade da natureza, a imprevisibilidade, a fatalidade.
O Brasil, abençoado pela sorte, encontra-se em área geologicamente mais segura. Idêntica sorte também o tem protegido de tantas outras manifestações violentas da natureza e, ao longo da história, manteve sua gente coesa, unida. Pelo menos até agora.
Mas ao que tudo indica uma catástrofe se avizinha. Sua força nasce da sensação de onipotência, da percepção de controle total do Estado e da massa de votos abertamente comprados por programas ditos sociais. Sua articulação dá-se pela ação do imenso contingente de antigos fracassados que adquire força e importância pela militância - mediante a manipulação dos instrumentos e vantagens decorrentes de seu exercício.
A passos largos, vai-se a prudência, caem os disfarces. A tese do discurso democrata é substituída pela aliança incondicional a ditadores sanguinários, que conduzem Nações como quem acumula combustível para expansão do ódio . Cada vez mais escorrega o país para os limites do radicalismo - bem à beira do abismo.
Abismo da fuga do capital e dos investimentos, da insegurança jurídica, das ameaças à livre iniciativa e ao direito de propriedade. Abismo do preconceito racial, das lutas de classes, da destruição de valores.
Concluído o processo, o efeito final será bem maior que o de um terremoto. Ainda que restem as edificações, a alma nacional estará mortalmente corrompida. Para quem não é capaz de imaginar o futuro, basta fazer como o Presidente: Visitar Cuba ou Venezuela.

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