Caso verdadeiras as denúncias constantes do jornal "Estado de São Paulo", dando notícia de um pacto de não agressão entre o governo do Rio de Janeiro e traficantes do Complexo do Alemão, com a mediação de José Júnior, do grupo AfroReggae, tendo em vista o andamento das obras do PAC na localidade - sombrias perspectivas se abrem para a sociedade brasileira.
Na verdade, não seria a primeira vez que a imprensa e o povo circulam notícias de supostos acertos entre governantes e o crime. Breve pesquisa sobre o governo Brizola trará a tona muitas denúncias semelhantes. Talvez, no passado, tais episódios não tenham sido expostos de forma tão detalhada e inexistissem os imensos investimentos do PAC para temperar a mistura. O fato é que os meios hoje disponíveis para a apuração de denúncias dessa gravidade são muito maiores.
A divulgação, por órgãos da imprensa carioca, de atividades do líder do MST José Rainha, já condenado pela justiça por diversos crimes e, quando à frente de invasões rurais, habituado à ações radicais, na comunidade da Rocinha, permite o estabelecimento de um clima de conspiração que assusta àqueles que juntam as pontas do novelo.
Afinal, durante a atual gestão de ex-guerrilheiros, já houve outras denúncias, fartamente discutidas na mídia, sobre o envolvimento entre Hugo Chávez, as FARC, personagens de Brasília e o crime organizado do Rio de Janeiro. É verdade que a sociedade jamais chegou a receber informações sobre eventuais investigações, ou seus resultados - porém tal silêncio ou desinteresse por parte dos setores responsáveis pela manutenção das leis não abranda o medo de que o Estado venha a situar-se, perigosamente, ao lado do crime.
Inúmeros foram os escândalos ocorridos nas gestões ditas democráticas cujas características permitem identificar graves crimes - invariavelmente, sem que os responsáveis tenham sido identificados e, efetivamente punidos. Apesar disso, não há tribuna onde os políticos da esquerda não façam referências e acusações ao que denominam ditadura militar e autoritarismo. O curioso é que nenhum dos militares participantes do processo político ocorrido de 1964 a 1984 tenham ficado ricos, ou sequer "remediados" e que, a partir da "abertura", diversos políticos, de origem modesta, se tenham tornado absurdamente abastados após alguns anos de vida pública - embora patrimônios sejam mensuráveis e rastreáveis e a Matemática ou a Economia não admitam mágicas.
A defesa incondicional, pelo Presidente da República e muitos de seus Ministros, da ditadura cubana e da loucura chavista talvez sejam a peça central do quebra cabeças. Sua análise cuidadosa permitirá a compreensão do cenário pretendido para o Brasil e a identificação, em diversas ações de governo em curso, das formas buscadas para seu atingimento.
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Há 5 anos
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