Dando prosseguimento à campanha de sua candidata Dilma Rousseff, o Presidente Lula continua subindo ao palanque e, quase sempre, misturando as bolas ao criticar quem ouse situar-se entre o poder e seus objetivos.
Durante a inauguração de mais uma nobra inacabada, desta feita em Araucária, no Paraná, o Presidente, esquecendo-se de seu papel como chefe do Executivo, fez duras críticas ao TCU e à toda "máquina de fiscalização" do Estado - pelo pecado de haver identificado irregularidades relacionadas a preços e licitações em obras da Petrobras e haver recomendado sua paralização.
Segundo o Presidente, seriam necessários 'novos mecanismos' de fiscalização que, segundo o mandatário, muitas vezes não permite que as obras aconteçam. "Sou favorável a toda e qualquer fiscalização que façam, até 24 horas, via satélite. Acontece que as coisas são complicadas. Muitas vezes as pessoas levantam suspeitas de uma obra, paralisa a obra e só depois da obra paralisada chega a conclusão que está correta. Quem paga o prejuízo da obra paralisada? Não aparece. O povo brasileiro paga porque não tem obra", disse.
Ainda segundo Lula, "Temos uma máquina de execução frágil e mal remunerada e temos uma máquina de fiscalização altamente modernizada. Há um descompasso e é preciso um ajuste para as obras poderem andar."
E quanto aos empresários e cidadãos comuns, que não podem, simplesmente, ignorar a máquina de fiscalização que, além de altamente modernizada, é usada de forma injusta e abusiva. Afinal, quem controla os critérios referentes à compensação de tributos, correções de tabelas, multas, dentre outros incontáveis aspectos do fisco?
Sem falar nas relações de trabalho, portarias originadas no CONTRAN e incontáveis exigências que dificultam a abertura e funcionamento das empresas e encarecem e restringem, abusivamente, a vida dos cidadãos comuns!
Pena que o povo brasileiro não possa fazer como seu presidente em campanha e sua boneca de ventríloquo e, simplesmente, deixar de cumprir as normas e recomendações - sem qualquer preocupação quanto a futuras responsabilizações.
Algo de positivo fica de mais esta singular manifestação da nomenklatura que comanda o Brasil: o consolo de que o próprio chefe do Executivo defina os mecanismos de fiscalização do Estado como injustos. Pena que esta pimenta somente doa nos olhos dos outros.
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Há 5 anos
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