Pontos de vista sobre a Política e sobre o papel de cada um em face de seu exercício. Particularmente, este espaço buscará abordar a percepção do autor sobre o papel dos militares e de segmentos liberais ante as ameaças de totalitarismo socialista em curso no Brasil.

quarta-feira, 31 de março de 2010

Estamos Quase em Pasárgada

Não são recentes as incursões da esquerda brasileira, especialmente do PT, na formação político-ideológica de jovens. São conhecidos os exemplos de escolinhas e cursos, mantidos pelo partido, com forte conteúdo pseudo-marxista, voltados ao estabelecimento de conceitos favoráveis ao surgimento de uma sociedade igualitária - onde o patrimônio, o trabalho e seus frutos seriam distribuídos, poética e ingenuamente, entre todos.

No atual governo, há pouco mais de um ano, a página eletrônica do "congressinho" exibiu um simpático texto que justificava, às crianças, a necessidade de uma pequena fase de autoritarismo para o estabelecimento de um modelo efetivamente democrático e justo. Tal etapa, segundo o texto, seria o único caminho capaz de permitir o surgimento da verdadeira liberdade e da justiça social. Com as contundentes críticas provocadas pelo inocente conteúdo, foi o mesmo, rapidamente, retirado da página.

A edição de 31 de março de 2010 da revista "Veja" traz interessante, embora pouco explorada, matéria sobre o uso tendencioso e ideológico das disciplinas de sociologia e filosofia introduzidas no ensino básico pelo Ministério da Formatação, digo, Educação. Na verdade, a tentativa de vender às crianças, de forma simplista e quase subliminar, ultrapassados conceitos marxistas e de subversão cultural já vem sendo colocada em prática há mais de uma década pelo Ministério da Propaganda, digo, Educação, mediante as cartilhas e livros didáticos oficialmente recomendados e adotados.

Enquanto as consciências mais jovens são preparadas para, futuramente, voltarem ao passado, a sociedade adulta segue vivendo a mentira que escolheu, ou seja, a memória, artificialmente criada, de que a esquerda brasileira sempre foi defensora da democracia e que seus métodos, invariavelmente, sempre foram justificáveis.

Por tal fenômeno de histeria coletiva, os democratas brasileiros defendem, abertamente, as únicas ditaduras ainda existentes no planeta - sem que o fato provoque qualquer assombro na sociedade. Enquanto Hugo Chávez começa a efetuar prisões arbitrárias e assume o controle total sobre o Legislativo, o Judiciário e a mídia e Raul Castro culpa os Estados Unidos pelos presos cubanos, Lula se desmancha em elogios a ambos os regimes. E vai mais além, envolvendo-se em questões complexas, como o desenvolvimento do projeto nuclear iraniano, sem dar importância às convicções ideológicas e religiosas que orientam e condicionam Ahmadinejad. Parece que Lula entende o apoio ao Irã como tão simples quanto a criminosa e irresponsável intervenção Brasileiro-Venezuelana em Honduras. E o mais grave é que boa parte da opinião pública brasileira e internacional mergulhou na fantasia de um falso pacificador.

A seguir vitoriosa a trajetória da nova esquerda Sul-Americana, não estará longe o dia em que a estratégia de apagar incêndios com gasolina cobrará seu preço.

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