Pontos de vista sobre a Política e sobre o papel de cada um em face de seu exercício. Particularmente, este espaço buscará abordar a percepção do autor sobre o papel dos militares e de segmentos liberais ante as ameaças de totalitarismo socialista em curso no Brasil.

domingo, 14 de março de 2010

Agora o Pré-Sal é Realidade

Já há alguns anos as jazidas do pré-sal, conhecidas de muito tempo mas não objeto de negociação política em virtude das dificuldades para sua exploração, tornaram-se o carro chefe da decolagem para um novo Brasil.
Em seu nome, a Petrobrás - que banca qualquer coisa que interesse ao governo - quase foi levada à bancarrota e, se mais não conhece o país sobre tal risco, uma das razões situa-se no jogo político que permitiu o travamento de CPI sobre o assunto.
Também em nome do pré-sal foram preparados planos em todas as áreas e costuradas e rompidas relações políticas - com as usuais trocas de vantagens e, como sempre, mediante farto patrocínio.
Vislumbrando ganhos políticos com a discussão do assunto, as agendas sobre o chamado "marco regulatório" foram antecipadas, aceleradas. Afinal, em 2010 o país viverá o grande espetáculo político da reeleição de Lula, quer dizer, da eleição de Dilma. Ocorre que, como evenualmente ocorre, algumas coisas fugiram ao controle e, neste caso, a raiz do problema situou-se nos interesses de Rio de Janeiro e Espírito Santo - colocados em conflito com os interesses dos demais Estados.
Se anteriormente ninguém havia feito a tão sonhada reforma política, agora os reflexos do sistema em vigor mostram alguns de seus efeitos.
Pelo menos, em face de tamanho problema, fica uma certeza: o Presidente ainda terá o poder de dizer a última palavra sobre o assunto. Vetando a medida aprovada, Lula fica bem com Rio de janeiro e Espírito Santo - e mal com os demais Estados. Não o fazendo...
Como consolo, resta a experiência de saber que, mediante alguns ajustes, trocas de favores e promessas políticas tudo será acertado ao final.
E os interesses do Brasil, ou do Rio, ou do Espírito Santo? Certamente serão os interesses de seus representantes... Ou jamais terão sido?

Um comentário:

  1. Infelizmente os nossos representantes estão representando apenas eles mesmos.

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