Pontos de vista sobre a Política e sobre o papel de cada um em face de seu exercício. Particularmente, este espaço buscará abordar a percepção do autor sobre o papel dos militares e de segmentos liberais ante as ameaças de totalitarismo socialista em curso no Brasil.

quarta-feira, 10 de março de 2010

Uma Questão de Coerência

Uma vez mais, publicamente, Lula defende o governo de Cuba em face da prisão de dissidentes e de sua eventual morte. Em sua argumentação, o grande estadista compara os dissidentes cubanos a presos comuns de São Paulo - questionando sobre o que aconteceria se todos fizessem greve de fome para obter a liberdade.
Vale lembrar que há alguns anos, muitos dos atuais ministros de Lula plantavam bombas, assaltavam bancos, matavam e sequestravam embaixadores estrangeiros - e hoje recebem indenização dos cofres públicos por seus atos de heroísmo.

Maravilhosas as palavras do estadista quanto ao respeito pelos assuntos internos da ilha. Pena que igual sentimento não tenha sido demonstrado quando o Brasil negou a extradição de Batisti, assassino comum, julgado e condenado na Itália - nação democrática e onde os cidadãos gozam de plenas liberdades. Maior ainda foi seu afastamento do mesmo princípio de não intervenção nos assuntos de outros países quando, associado a Hugo Chávez e solenemente justificado pelo Itamaraty e pelo chanceler Marco Aurélio Garcia, divulgava informações distorcidas ao povo brasileiro enquanto intervinha, diretamente, na política interna de Honduras - quase ao ponto de causar uma guerra civil naquele país.

E quanto aos atletas cubanos, todos já se esqueceram?

Pois é, existem aqueles (a grande maioria) que, via de regra, agem corretamente e, muitas vezes são mal interpretados. Lula é a prova viva de que outros existem que, agindo quase sempre mal (e quando dão explicações, o fazem pior ainda!), sempre são bem interpretados. Resta saber até onde o lobo terá a paciência de fazer-se cordeiro ou, colocado de outra forma, julgará necessário - por seu poder e influência - fingir-se democrata ou justificar-se. Chávez já atingiu tal estágio!

Um comentário:

  1. "Um chefe de Estado não pode dar palpite na política de outro país." Palavras do Lula sobre a política cubana de execuções de inimigos do regime (2003).

    "Aqui (Cuba) a democracia existe de verdade, pq o povo tem ampla participação". Lula, em visita a Havana em 1984.

    "O regime cubano deveria servir de modelo para o Brasil". Lula, em visita a Havana em 1984.

    Depois destas declarações, peço um minuto de silêncio.

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